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06/11/2018

Porto Alegre, 06 de novembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.853

GDT 
 

GDT - O Índice GDT de hoje marcou a 15ª queda no ano, fechando em US$ 2.851/tonelada. Isso representa queda acumulada de 8,74% em relação ao início do ano. A manteiga anidra é a que mais acumula queda percentual.

Em relação ao início do ano, a perda é de 21,25%. Em comparação com o mesmo período de 2017, a cotação caiu 26,83%. O leite em pó desnatado é o único produto, entre os quatro mais negociados no GDT, que vem ganhando cotação. Em relação ao preço médio negociado na primeira semana de janeiro de 2018 ganhou 17,54%. Também teve valorização de 9,85% quando comparado com os valores pagos em novembro de 2017. (globaldairytrade/Terra Viva) 

 
 
 

Gado holandês ganha espaço para comercialização on-line

A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) está disponibilizando em seu site www.gadolando.com.br a compra e venda de animais da raça. A comercialização on-line é uma nova iniciativa da entidade que tem por objetivo ajudar os criadores a complementar os seus plantéis, assim como vender fêmeas excedentes. O site é uma via de acesso aos produtores que têm interesse comum na raça holandesa, em um gado diferenciado, com melhor morfologia, controle leiteiro e classificação linear.

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destaca que o foco principal dos criadores é a atividade leiteira e, portanto, a comercialização do leite produzido, mas também outra importante fonte de renda da propriedade é a venda de animais que muitas vezes permite mais investimentos. Segundo o dirigente, o criador que registra os seus animais é diferenciado, sabe dar valor ao que tem. "Quem vai vender um animal registrado, que tem classificação e controle leiteiro oficial, quer comercializá-lo para outro criador que valoriza pedigree e melhoramento genético", enfatiza.

Tang ressalta que a Gadolando não será responsável pela venda de gado, mas sim estará oportunizando em seu site mais um serviço para os criadores que é a negociação via on-line. "Quem já tem o rebanho constituído e, principalmente, usa sêmen sexado, sempre vai ter no ano algumas fêmeas excedentes. Estas novilhas, se forem vendidas, podem prover um bom rendimento extra. Da mesma forma, outros criadores que querem aumentar ou melhorar o seu plantel poderão comprar gado diferenciado dentro do nosso site", observa. (As informações são da Assessoria de Comunicação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul - Gadolando)

Cotações das commodities lácteas no mercado holandês - novembro de 2018

 A oferta de leite na União Europeia estagnou no mês de agosto. A seca em grandes áreas da Europa deixou consequências evidentes. Na Alemanha quase não houve crescimento. Na França o volume diminuiu ligeiramente, aliás, o que também ocorreu na Itália e Reino Unido. Foi impressionante a forte recuperação na Irlanda depois de um período de redução. A oferta de leite holandesa caiu acentuadamente em agosto (e setembro), em decorrência da introdução do limite no uso de fosfato. Muitos produtores diminuíram o número de vacas.

Fora da Europa ainda há crescimento na produção de leite. Em agosto, o volume aumentou na Argentina, Nova Zelândia, Uruguai e Estados Unidos. Na Austrália, no entanto, foi registrado queda pelo terceiro mês consecutivo. Nos Estados Unidos o crescimento tem sido muito abaixo da taxa de crescimento de longo prazo (1,6%). Esse percentual também não foi alcançado em setembro.
Na Nova Zelândia houve manutenção do forte início de temporada, e em setembro, o volume aumentou 6%. Depois que o impacto inicial dos efeitos da seca desapareceu no final de agosto, os preços no mercado ficaram sob pressão. Particularmente os preços da manteiga, que caíram rapidamente. No final de outubro, a cotação já era um quarto menor que a de dois meses antes. 
 
A cotação do leite em pó desnatado também caiu até o início de outubro, voltando a se recuperar ligeiramente, depois. Mas as vendas de grande quantidade de leite em pó dos estoques de intervenção em meados de outubro, ao preço de € 123,10, [US$1.403/tonelada), parece ter estabelecido um preço mínimo para o mercado. Influenciado pelos baixos preços, tanto da matéria gorda, como da proteína, o preço do leite em pó integral também ficou sob pressão. O produto europeu ainda está muito caro para o mercado mundial. As cotações na Nova Zelândia e América do Sul são muito mais competitivas.  (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)
 
 
Preço do leite ao produtor europeu em setembro de 2018 - LTO Nederland 
 

O cálculo mensal dos preços do leite em setembro de 2018 chegou à média de € 34,69/100 kg, [R$ 1,51/litro], para o leite padrão. Aumento de € 0,34/100 kg em relação ao mês anterior. Quando comparado com setembro de 2017, a média de preços foi € 2,51 ou 6,7%, menor. Mesmo assim a média dos preços sobe pelo quinto mês consecutivo, e começa se estabilizar.  

Alguns aumentos foram anunciados para outubro, mas, em novembro, até o momento, a maioria dos preços ficarão estáveis. Uma exceção é a FrieslandCampina, que depois do aumento de outubro reduziu o preço do leite de novembro em € 0,7/100 kg. Os produtores de leite que abastecem as companhias francesas Savencia e Lactalis, e a britânica Dairy Crest já têm conhecimento do preço que receberão até o final do ano, e às vezes, até um pouco mais. A Dairy Crest sustentará os preços em outubro e novembro, mas, anunciou um preço mínimo para dezembro e janeiro. 

Fora da Europa, o quadro é variável. A neozelandesa Fonterra, que coloca a maior parte de sua produção no mercado mundial, reduziu a previsão do preço ao produtor este ano, enquanto nos Estados Unidos os preços sobem.

Antecipando a apresentação dos resultados anuais de 2017/2018 que seria em setembro, a Fonterra No dia 10 de outubro a Fonterra revisou a previsão do preço ao produtor para a temporada 2018/19, de NZ$ 6,75/kgMS, [R$ 1,27/litro], para a faixa entre NZ$ 6,25 a NZ$ 6,50/kgMS, [R$ 1,17/litro a R$ 1,22/litro]. O cálculo é com base no pagamento de NZ$ 6,375/kgMS, [R$ 1,20/litro], ao produtor, e dividendos médio de NZ$ 0,30/kgMS, mas que podem variar na faixa de NZ$ 0,25 a NZ$ 0,35/kgMS, o que dará um total de NZ$ 6,675/kgMS, [R$ 1,25/litro]. Comparado com a previsão anterior (NZ$ 7,05/kgMS, [R$ 1,32/litro], de 13 de setembro de 2018) houve queda de € 1,6/100 kg pelo leite padrão. Nos Estados Unidos o leite Classe III subiu de US$ 14,95, [R$ 1,26/litro], em agosto, para US$ 16,09/cwt, [R$ 1,36/litro], em setembro. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

 

LEITE/CEPEA: OFERTA ELEVADA E CONSUMO ENFRAQUECIDO MANTÊM PRESSÃO SOBRE COTAÇÕES
Derivados lácteos - Os preços dos derivados lácteos permaneceram em queda em outubro, pressionados pela elevada oferta da matéria-prima e pelo consumo enfraquecido. Entre 28 de outubro e 1º de novembro, o preço do leite UHT teve média de R$ 2,3312/litro, 3,47% menor que a da semana anterior. O valor do queijo muçarela, por sua vez, recuou 1,73% na mesma comparação, para a média de R$ 17,9445/kg na última semana de outubro. Segundo colaboradores do Cepea, a previsão para os próximos dias ainda é de queda para os derivados. (Cepea)

 

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