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10/10/2018

Porto Alegre, 10 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.837

  RS: receita da Farsul com exportação do agronegócio recua 17,3% em setembro

O setor agropecuário do Rio Grande do Sul exportou 17,3% menos em valor em setembro em relação a igual mês do ano passado. O Estado faturou US$ 874 milhões, sendo soja e carnes os principais produtos exportados, aponta o Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pelo sistema Farsul nesta terça-feira, 9. “Apenas o grupo cereais teve resultado positivo, puxado pelo arroz”, diz nota do Sistema Farsul.

O complexo soja exportou o equivalente a US$ 470 milhões, recuo de 13,7%, na comparação com setembro de 2017. Farelo de soja também caiu, 2%, para US$ 40,68 milhões, e soja em grão cedeu 17,5% em faturamento, para US$ 409 milhões. Já o óleo de soja avançou 174% em faturamento, para US$ 20,79 milhões.

No grupo carnes o resultado foi uma retração de 42% no valor exportado, o equivalente a US$ 177 milhões. Frango e suínos tiveram as vendas reduzidas pela metade, uma retração de 51,8% e 50,2%, para US$ 50,05 milhões e US$ 22,71 milhões, respectivamente. Já a carne bovina apresentou um aumento de 12,6% no valor exportado, encerrando o mês de setembro a US$ 20,98 milhões. 

Na comparação entre os meses de agosto e setembro de 2018, também houve retração de 16,2% no valor (ante US$ 1,044 bilhão em agosto deste ano) e 22,6% no volume exportado – em setembro foi exportado 1,519 milhão de toneladas e, em agosto, 1,964 milhão de toneladas. 

O complexo soja registrou queda de 25,3%, assim como fumo (- 5,3%) e produtos florestais (- 22,8%). Já o grupo carnes teve alta de 24,9%, puxado pelas vendas de frango e suínos (80,5% e 18,2%). A comercialização da carne bovina caiu 18,5%. O arroz foi o responsável pelo aumento de 44,3% do grupo cereais, com um crescimento de 45% no período.

No acumulado do ano, o agronegócio do Rio Grande do Sul exportou US$ 8,957 bilhões, um aumento de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2017. O setor foi responsável por 67,3% do valor total exportado pelo Estado. O saldo da balança comercial do setor foi de US$ 316 milhões. A China segue como principal destino do produto gaúcho, com 47,9% do total comercializado. Na sequência vêm Estados Unidos (3,6%) e Eslovênia (2,9%). (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
 
 

Indústria entra em operação

Após período de testes e avaliações, foi inaugurada ontem a fábrica de laticínios Pampa Milk, em Uruguaiana. A planta industrial abriu 14 empregos diretos e vai produzir iogurte e queijos lanche, colonial e prato. O investimento foi de R$ 1 milhão. (Correio do Povo)

No radar

A “Fidelidade Rural” ficou evidente no balanço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). De 245 parlamentares, 117 foram reeleitos e permanecem na bancada. No Senado, com a migração de deputados, o percentual é ainda maior. Dos 27 senadores atuantes na frente, 18 permaneceram, cerca de 67%. Na Câmara, dos 218 deputados, 99 foram reeleitos. (Zero Hora)

Maratona de soluções

A criação de soluções para o agronegócio será tema da App Challenge Aegro, hackathon (maratona de programação) que envolverá, no dia 17, estudantes de engenharia da computação, web design e administração de diferentes universidades. O desafio é desenvolver, em oito horas, produto que supere obstáculos da produção:

- Queremos fazer a ponte entre os desafios dos produtores, que estão muito longe da universidade, e a academia – diz Pedro Dusso, diretor-executivo da Aegro, que promove o evento com o Centro de Empreendimentos em Informática da UFRGS. (Zero Hora)

 
 

Empresários querem adiar aplicação de multa na tabela do frete mínimo

A aplicação de multas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por descumprimento na tabela de frete mínimo foi criticada hoje (9) por representantes do setor empresarial. Em audiência pública para tratar do tema, os representantes pediram o adiamento na aplicação da regra.

Em setembro, a ANTT informou que estudava aplicar multa de R$ 5 mil por viagem àqueles que contratarem transporte rodoviário de carga com valor inferior ao disposto pela tabela. A agência disse estudar também a aplicação de R$ 3 mil para quem anunciar ou intermediar a contratação de frete com valor inferior aos piso mínimo.

Para a representante da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Andressa Silva, há uma inversão no debate. Ela criticou a aplicação da multa sem que o debate sobre a tabela tenha sido pacificado. “Há inversão, ao regulamentar questão acessória sem que a principal esteja definida”, afirmou Andressa.

Também criticaram a medida, os representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove). Eles argumentaram que há incongruências na regra e que a ANTT poderia aplicar uma multa desproporcional, podendo ser maior até mesmo que o frete. “Há um problema real de transparência”, disse o gerente executivo CNI, Pablo Cesário.

Cesário disse ainda que a confederação vai entrar com mais uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a tabela de frete. A tabela vigente, publicada pela ANTT no mês passado, considera o preço mínimo por quilômetro, eixo e carga transportada, além dos custos.

Caminhoneiros
Os caminhoneiros presentes na audiência se posicionaram a favor da tabela. Eles apresentaram uma proposta de aperfeiçoamento para a fiscalização quanto ao cumprimento da tabela, com a criação de um sistema informatizado. Este sistema só liberaria a emissão do Certificado de Transporte Eletrônico (CT-e) com a aplicação do frete mínimo definido na tabela.
“Precisamos avançar nesse debate. Já estamos discutindo isso há cinco ou seis meses, e nada aconteceu”, disse o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José de Araújo.
A Lei 13.703, de 2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, prevê que uma nova tabela com frete mínimo deve ser publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional.

Paralisação
A política foi uma das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram as estradas de todo o país em maio. A lei estabelece que os pisos mínimos de frete deverão refletir os custos operacionais totais do transporte, definidos e divulgados nos termos da ANTT, com prioridade para os custos referentes ao óleo diesel e aos pedágios.

De acordo com a legislação, a ANTT publicará duas vezes por ano, até os dias 20 de janeiro e 20 de julho, uma norma com os pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado por eixo carregado, consideradas as distâncias e as especificidades das cargas, bem como planilha de cálculos utilizada para a obtenção dos pisos mínimos. A norma será válida para o semestre em que for editada. Uma primeira tabela foi publicada pela ANTT em maio. (Isto É)

 

O pesquisador aposentado Sebastião Barbosa toma posse hoje como presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em substituição a Maurício Antônio Lopes. Agrônomo, especialista em entomologia, entrou no quadro da Embrapa em 1976. (Zero Hora)

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