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03/09/2018

Porto Alegre, 03 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.813

Sindilat quer audiência com Mapa para discutir IN 62
 


Foto:  Carolina Jardine

O Sindicato da Indústria de Lacticínios do RS (Sindilat) solicita urgência no agendamento de audiência com o Ministério da Agricultura (Mapa) para discutir os impactos das mudanças propostas na Instrução Normativa (IN) 62. A intenção é debater alguns pontos que alteram os padrões da produção do leite no Brasil e que trazem impacto direto no dia-a-dia do campo e das indústrias. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é que o texto, previsto inicialmente para entrar em vigor em seis meses após a publicação, só passe a valer dentro de dois anos. Até lá, explica o executivo, produtores e indústrias teriam tempo hábil para adaptar seus processos e atender a todas as exigências listadas. Da maneira como foi apresentada, ela excluirá milhares de produtores da cadeia produtiva, especialmente os pequenos. "Em curto período de tempo, é impossível se adaptar às novas exigências", comentou, durante manifestação em reunião realizada na Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), na tarde desta sexta-feira (31/08), na Expointer, em Esteio.

A manifestação do Sindilat integra uma posição compartilhada pelos integrantes da Aliança Láctea. "Estamos preocupados porque houve pouco diálogo com o Ministério", afirmou Palharini, complementando que o setor está assustado com o que poderá prever o texto final da nova normativa. No encontro, que contou com a participação de diversos produtores e integrantes de órgãos de fiscalização e pesquisadores, o presidente da Apil, Wlademir Pedro Dall'Bosco, demonstrou preocupação com as possíveis exigências, que deverão prejudicar o trabalho de muitos produtores.

A nova normativa foi colocada em consulta pública, através das Portarias 38 e 39, processo já concluído. No momento, está em análise jurídica. Entre outras mudanças, prevê novos limites para a Contagem de Bactérias (CBT) na plataforma. Na ocasião, o superintendente regional do Mapa/RS, Bernardo Todeschini, explicou que a intenção do governo federal é publicar as novas normas ainda neste ano. Assim, levaria um período de seis meses para a implementação e mais cinco meses para os resultados, prevendo a exclusão no caso de não atendimento. Segundo ele, a melhora na qualidade do produto é para o consumo interno, mas também olhando as exigências mercado internacional.

Para a pesquisadora da Embrapa Maira Babinotti Zanela, para garantir o cumprimento de algumas medidas, é preciso levar em consideração a realidade do campo, citando o desafio de refrigeração do leite em algumas propriedades que não contam com equipamentos adequados e nem fornecimento estável de energia elétrica. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
RS: Leiteria Sindilat recebe mais de 4 mil pessoas na 41ª Expointer

Leiteria Sindilat - A Expointer 2018 chega ao fim consolidando a presença dos laticínios gaúchos na maior exposição agropecuária da América Latina. Nos nove dias de feira, a Leiteria Sindilat comercializou mais de 250 quilos de queijos. 

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o projeto teve grande adesão do público, que buscou opções gastronômicas diferenciadas tanto no café-da-manhã quanto no almoço e happy hour. "O Sindilat e seus associados têm um espaço especial para apresentar seus produtos e toda a variedade e qualidade que nossas indústrias processam em solo gaúcho", pontuou Palharini.

O executivo ainda citou a relevância do espaço de encontros, que teve adesão, inclusive, de outras cadeias produtivas ligadas à proteína animal, como a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Uma das grandes atrações de quem visitou a Leiteria Sindilat foi o queijo brie gratinado coberto com caramelo e nuts. O prato, servido sempre quentinho, foi guarnecido por outras delícias como bruschettas e diversas variedades de queijos parmesão, tipo gana, prato, gruyère, etc. "Durante a feira, foram vendidos mais de 120 quilos de brie. Isso mostra que o gaúcho está aberto a consumir outros tipos de queijos além dos tradicionais prato e mussarella", pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. 

As tábuas de frios também chamaram a atenção dos visitantes, com destaque para a harmonização entre os diferentes tipos de queijos proposta pelo time de chefs do Mule Bule e da Storia Eventos. O Palco Sindilat, espaço para eventos organizado dentro da Leiteira, recebeu mais de dez oficinas gastronômicas. Além de aulas sobre como montar uma deliciosa tábua de frios, também chamaram atenção as apresentações sobre harmonização de queijos com vinhos, cervejas, azeites e geleias. "O Sindilat tem uma agenda em expansão na Expointer que, a cada ano, amplia o leque de opções gastronômicas e culturais aos visitantes. A Leiteira é um projeto que veio para ficar", completou Guerra.

A Leiteira Sindilat e o Pub do Queijo ficam localizados na quadra 46 do Parque de Exposições Assis Brasil, durante a Expointer. A proposta visa destacar as variedades gastronômicas dos produtos lácteos em um ambiente onde a sustentabilidade e o conforto são a essência. No espaço, o consumidor também pode conhecer mais sobre os diferentes tipos de queijo e levar para casa o seu preferido. (Página Rural)
 
 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul - Relatório 35 de 30/08/2018

Leite/América do Sul - Na América do Sul as vacas estão produzindo volumes abundantes de leite com níveis adequados de proteína e matéria gorda. Espera-se que isto continue nas próximas semanas, à medida que a primavera se aproxima. 

No Cone Sul a primavera é o período de maior produção de leite, setembro e outubro, e entre novembro e dezembro na maior parte do Brasil. Nas duas últimas semanas, chuvas beneficiaram as plantações de trigo no sul do Brasil. Na Argentina, no entanto, o clima gelado desacelerou o crescimento dos grãos de inverno. No entanto, a maioria dos produtores de leite não teve problemas para encontrar concentrado no mercado. De fato, o preço baixo do milho está ajudando a produção de leite. Além disso, a qualidade dos pastos é considerada boa. De um modo geral o volume de leite/matéria gorda está adequado às necessidades de processamento. Grandes quantidades de pedidos das instituições de ensino, restaurantes e varejistas continuam, especialmente na Argentina e no Uruguai. A fabricação de queijo e manteiga está mais ativa, aproveitando a maior disponibilidade de matéria gorda. (Usda - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 

China será o maior consumidor de queijo do mundo

"Rocky" Jia quando criança não sabia o que era queijo. Até os 25 anos de idade não havia provado, e conseguiu um emprego na Jenny Lou's, uma rede de supermercado chinesa que fornece produtos importados de alta qualidade. O garoto que nunca havia provado um queijo, agora supervisiona a compra de queijos no mundo todo para o varejo. Jia é ao mesmo tempo uma metáfora e o testemunho do crescimento do amor pelo queijo na China, um alimento raramente encontrado na dieta tradicional chinesa. Quando ele aceitou o trabalho na Jenny Lou's, Jian começou provando gouda, cheddar e parmesão. Agora ele gosta de queijos mais fortes, como o bleu. Ele adora o colby jack americano.

"À medida que a economia da China continua crescendo e nossa sociedade continua aberta a outras culturas, existe mais interação com o Ocidente e outros países que produzem queijos", disse Jia, 37 anos, em uma entrevista em seu escritório. "Há maior aceitação dos queijos entre os consumidores chineses". O queijo se torna rapidamente o favorito das multidões em grandes cidades, especialmente entre a população jovem. Tendências alimentares entre os jovens e abastados se espalharão, sem dúvida.

Os números não mentem
O volume de queijo importado pela China aumentou mais de 50 vezes desde o ano 2000, saindo de menos de 2.000 toneladas para mais de 108.000 toneladas em 2017. Outra estatística: As importações chinesas de queijo crescem a taxas anuais de 27%. A China é o 7º comprador mundial de queijos em volume, mas, está apenas começando. A China se tornará o maior comprador mundial de queijos em dez anos e pode atingir essa marca até antes, disse Ross Christieson, Diretor na unidade de Negócios do USDEC no Norte da Ásia. Isso é notável para um país que acaba de descobrir o queijo.

Christieson enumera os cinco grandes impulsionadores:
1 - Aumento da classe média e famílias com maior poder aquisitivo
2 - Uma nova geração de consumidores sofisticados e com maior liberdade, nascidos desde 1980
3 - O crescente poder e facilidade do comércio eletrônico entregando queijo nas portas da China
4 - A popularização da pizza de estilo ocidental, juntamente com o aumento da utilização de queijo por padarias e consumo familiar
5 - Cadeias de foodservice introduzindo mais queijos para a degustação dos chineses

Exportações de queijo dos Estados Unidos para a China cresceram em 2017
A China é um importante mercado em crescimento para a indústria de laticínios dos Estados Unidos, com grande foco em queijos. Em 2017, os Estados Unidos venderam US$ 577 milhões de produtos lácteos para a China, um crescimento de 49% em relação ao ano anterior. As exportações de queijos subiram 46%. A indústria de laticínios dos Estados mantém 3 milhões de empregos. Se os fornecedores de queijo dos Estados Unidos continuarem rumo à China, significará mais exportações e mais empregos nos Estados Unidos. "Com uma oferta abundante de leite, os exportadores de lácteos dos Estados Unidos estão equipados para atender à crescente demanda chinesa, não apenas de queijo, mas, de uma ampla gama de lácteos nutritivos e de alta qualidade, produzidos com segurança e sustentabilidade", disse o presidente do USDEC, Tom Vilsack.

As tarifas surgem como novo desafio
O crescimento deste ano enfrentará o desafio das tarifas, como parte do desacordo comercial entre a China e os Estados Unidos. Os Estados Unidos anunciaram tarifas sobre uma lista de produtos chineses em 15 de junho. A China, em retaliação no mesmo dia, anunciando tarifas sobre centenas de importações dos Estados Unidos, incluindo diversos produtos lácteos. As tarifas chinesas chegam a 25% na maioria dos produtos lácteos dos Estados Unidos. Assim, ficamos em desvantagem em relação à Nova Zelândia e União Europeia, grandes exportadores que disputam a crescente demanda de queijo por 1,4 bilhão de pessoas. População quatro vezes maior que a dos Estados Unidos.

Parceria única de queijo: China e Estados Unidos
Apesar das tarifas, a China é um mercado que permanece vital para a indústria de laticínios dos Estados Unidos no longo prazo, e estratégica para o aumento das exportações. É um grande motivo para ajudar o povo chinês a "dizer queijo". Se as exportações para a China continuarem a aumentar, elas darão um grande impulso à indústria de laticínios dos Estados Unidos que é responsável por 2,9 milhões de empregos.

Alta do queijo nos Estados Unidos
Sentado em sua mesa para uma entrevista utilizando um tradutor, Jia explica porque o queijo não estava disponível em sua cidade natal, Luoyang, uma cidade de 1,8 milhão de habitantes. 

"Simplesmente não havia queijo", diz ele. "Os chineses também não tinham KFC ou McDonald's". 

Em 12 anos, Jia trabalhou como gerente da sede da Jenny Lou's em Nongzhanquan, no distrito de Chaoyang, em Pequim, onde supervisiona a compra de queijos em todo o mundo.

"Construa que eles virão" é uma expressão clássica do filme de baseball "Field of Dreams". Jia diz o mesmo em relação aos consumidores chineses: "Traga queijo norte-americano que vamos comê-lo".

"No momento, os consumidores chineses ainda estão em um estágio inicial em relação", diz Jia. "Mas, veja o que aconteceu com os hambúrgueres. Os americanos enviaram para o mercado chinês, e os chineses aceitaram imediatamente. Isso é o mesmo conceito que pode ser aplicado aos queijos". (USDEC - Tradução livre: Terra Viva)

Leite: cotação no RS registra queda em agosto após meses de alta
Depois de meses de alta, o preço referência do leite no Rio Grande do Sul, registrou queda em agosto. Segundo dados do Conseleite, que representa os produtores do estado, nos primeiros dez dias do mês o preço caiu 5,71% em comparação com julho. O secretário executivo do Sindilat, que participa da quadragésima primeira Expointer, explica a razão por trás dessa queda e qual é a expectativa para setembro. Assista a Entrevista. (Canal Rural)

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