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06/08/2018

Porto Alegre, 06 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.793

Expointer é lançada com discurso de valorização
 
Seguindo o slogan "Nossa gente, Nossa força", a 41ª Expointer foi lançada na tarde desta segunda-feira (6/08) com direito a show de dança, música, poesia e apresentação do Grupo de Cordas da Ospa acompanhado pelo gaiteiro e músico tradicionalista gaúcho Renato Borghetti. Durante o evento, o secretário da Agricultura, Odacir Klein, reforçou a importância de valorização do agronegócio, setor que é essencial para assegurar o "direito à vida, à segurança e à liberdade". Dizendo-se emocionado,  Klein agradeceu o apoio da iniciativa privada que, ao lado do governo do Estado, faz da Expointer o evento grandioso que é. Em sua manifestação, o secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, lembrou que a feira marcará a inauguração do novo pavilhão da Agroindústria Familiar, em espaço ampliado em 2018. 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pelo seu secretário-executivo, Darlan Palharini, e pela consultora de qualidade Leticia Vieira. Mais uma vez na Expointer, o Sindilat está finalizando sua agenda de eventos e mostras gastronômicas. A programação será divulgada em breve.(Assessoria de Imprensa Sindilat)  
 
 

Importações lácteas voltam a crescer em julho

De acordo com os dados apresentados recentemente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em julho o Brasil importou 119 milhões de litros em equivalente leite, crescimento de 43,2% em relação a junho, e praticamente estável em relação a julho/17 (+1%). Com este aumento, o saldo da balança comercial foi afetado negativamente, fechando em -113 milhões de litros em equivalente leite, contra -76 milhões no mês anterior, como ilustra o gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.
 

Este aumento nas importações ocorreu principalmente por conta do maior volume de leite em pó enviado ao Brasil em julho. No mês, foram internalizadas 9,3 mil toneladas (entre leite em pó desnatado e integral), 61% a mais do que o volume de junho (5,8 mil toneladas). Neste volume, o integral participou com 5,7 mil toneladas, 58,5% a mais do que em junho (e ainda 14% menor em relação a julho/17). No desnatado, foram 3,7 mil toneladas importadas em julho, com crescimento de 65,6% em relação a junho/2018 e de 42% ante julho/17.

Neste volume, importante ressaltar que o produto do Uruguai teve grande influência nas importações de julho. No mês, o país enviou 3,8 mil toneladas ao Brasil, contra 1,9 mil toneladas em junho (+101%), elevando assim sua participação total para 41% do leite importado pelo Brasil, contra 33% em junho.     

Em julho, também se buscou um maior volume de gorduras no mercado externo. Entre manteiga e butter oil, houve aumento mensal de 70% nas importações, sendo internalizadas 0,74 mil toneladas em julho, contra 0,44 mil toneladas do mês anterior.

Já nos queijos, a variação foi de 4%, sendo internalizadas 2,8 mil toneladas em julho contra 2,7 mil toneladas em junho. Os dados de comércio exterior para o mês de julho/2018 são apresentados na tabela 1. (Milkpoint)

Tabela 1. Balança comercial láctea em julho de 2018. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.
 

 
 

BOIA AO MAR

Endividamento de produtores é um dos grades problemas do agronegócio. O anúncio do BNDES, na sexta-feira, da criação de linha para quitação de dívidas foi espécie de boia jogada ao mar, na tentativa de trazer à terra eventuais náufragos.

O programa tem limite de R$ 5 bilhões. Se encaixam operações de custeio ou investimento acertadas até 28 de dezembro de 2017, dívidas contraídas com fornecedores de insumos agropecuários ou instituições financeiras.

- Vale como alternativa para quem não tem outra saída. O custo é muito alto, mas tem gente que está pagando juros superiores a esses ao estar na inadimplência ou para fornecedores - avalia o advogado Ricardo Alfonsin. (Zero Hora) 

 

Valorização de produtos a partir da região de origem é tema de evento internacional em BH

Indicação Geográfica - A valorização de produtos a partir qualidade e da origem, o controle, a rastreabilidade e desafios tecnológicos serão discutidos por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na próxima semana, nos dias 9 e 10, no III Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, em Belo Horizonte. 

De acordo com a coordenadora de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Mapa, Patrícia Metzler Saraiva, o encontro internacional, resultado de parceria entre instituições brasileiras e internacionais, reunirá empresários, produtores rurais, técnicos e dirigentes de entidades. "Vamos discutir os benefícios das indicações geográficas, das marcas coletivas, e como elas podem valorizar produtos de determinadas regiões", disse Patrícia.

O evento contará com a participação de especialistas vindos do Chile, França, Guatemala, Marrocos, México e Portugal, além dos brasileiros e representantes de diferentes IGs registradas no país.

O encontro é uma realização do MAPA, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o Instituto de Propriedade Industrial da França e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

No sábado (11), das 10 às 17h, no Museu Abílio Barreto, sera realizada a Feirinha Aproxima - Indicações Geográficas do Brasil, com produtos com registro de Indicação Geográfica e Marca Coletiva. Haverá degustação, exposição, lançamento e venda de produtos diferenciados, com origem reconhecida e protegida, como queijos, cafés, vinhos e espumantes.

Histórico
Muito conhecidas em países com tradição na produção de vinhos e produtos alimentícios, como França, Portugal e Itália, as Indicações Geográficas (IG) foram estabelecidas no Brasil pela Lei da Propriedade Industrial (nº 9.279), em 1996. Cabe ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, conceder os registros.

As Indicações Geográficas podem ser registradas como Indicação de Procedência - que é o nome geográfico do país, cidade, região ou localidade que tenha se tornado conhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto - e também como Denominação de Origem - para designar produtos cujas características se devam exclusivamente ou essencialmente ao meio geográfico de onde vieram, incluindo fatores naturais e humanos.

No Brasil já estão registradas 67 IGs, sendo 49 como indicações de procedência e 18 como denominações de origem (destas, oito são estrangeiras). Inscreva-se para o evento. (Mapa)

 

Mapa Leite: mais três cidades estão no roteiro para receber visita e orientações sobre nutrição.
Mapa Leite - As incursões de instrutores do SENAR-RS vinculados ao programa Mapa Leite seguem pelo noroeste do Estado. A partir de 06 de agosto, propriedades de Tuparendi, Horizontina e Santo Cristo estarão no roteiro das consultorias que abordarão o tema nutrição de bovinos de leite. Produtores rurais de localidades vizinhas que estão cadastrados no programa participarão das consultorias que tem como objetivo melhorar a produtividade e a qualidade da produção de leite das propriedades dos produtores assistidos pelo programa, bem como, melhorar eficiência da cadeia do leite no Estado. As consultorias se baseiam nas necessidades identificadas pelos técnicos de campo durante a realização das visitas mensais nas propriedades participantes do Programa, realizadas em meses anteriores. Será a oportunidade para que os produtores recebam orientações sobre nutrição a serem implementadas nas propriedades. O Mapa Leite, fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e o SENAR, visa fornecer Assistência Técnica e Gerencial, além da capacitação para produção, transporte e beneficiamento de leite seguro e de qualidade. Cada propriedade cadastrada recebe metodologia específica, através de profissionais com formação em ciências agrárias de nível técnico e superior em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia, capacitados e habilitados pela instituição. No Rio Grande do Sul, 1057 propriedades estão sendo atendidas pelo programa. (Senar/RS)

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