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31/07/2018

Porto Alegre, 31 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.789

Languiru impulsiona vendas com embalagens contendo código QR

O laticínio brasileiro Languiru impulsionou as vendas por meio de embalagens contendo código QR da SIG. Eles foram usados em todas as embalagens de leite da marca, incluindo o leite achocolatado (Chocolan), com mais de 12.000 códigos gerados a cada hora, conectando o consumidor com os dados do produto via smartphone.

Crescimento de 6%
A Languiru é uma das maiores companhias de lácteos do Rio Grande do Sul e a embalagem foi testada no sul do Brasil, levando a um crescimento de 6% nas vendas.

"Os códigos QR em nossas embalagens significam que os consumidores podem rastrear o produto desde o início do processo até a prateleira", afirmou Euclides Andrade, diretor gerente da Cooperativa Languiru. "Também nos beneficiamos do monitoramento detalhado do desempenho da cadeia de ponta a ponta, o que nos permite melhorar as operações e a logística", completou.

Brindes 
Os consumidores disseram que foi fácil baixar o aplicativo Languiru, desenvolvido pela SIG, e gostaram que o leite vinha da região. As crianças adoraram as almofadas de emoji que puderam ser resgatadas com cupons e as levaram para a escola a fim mostrá-las aos amigos e professores. Os que compraram maior volume de leite, ganharam mais do que almofadas e puderam concorrer a prêmios que incluíam bicicletas, smartphones e vales de compras.

De acordo com a SIG, 94% dos participantes eram usuários de telefones Android e 6% usuários de iPhone, com 71% dos que usaram o código sendo mulheres, incluindo 56% na faixa etária de 19-30 anos e 35% na faixa etária de 31 a 60 anos.

Siemens
A Languiru planeja usar o Connected Pack integrado, projetado pela SIG e pela Siemens, para dessa forma coletar dados de qualidade do produto em todas as etapas de sua jornada, armazenando as informações em um banco de dados. "Qualidade do início ao fim", foi o slogan usado pela companhia para envolver seus consumidores e agora a empresa vai buscar usar o código QR em seus outros produtos.
Outra vantagem da tecnologia é que ela está vinculada diretamente às linhas de produção da Languiru maximizando a eficiência da fábrica, isso, por meio de uma ferramenta de inteligência da informação conhecida como Power BI. Dirceu Bayer, presidente da Cooperativa Languiru, disse que a tecnologia abriu novas oportunidades para promoções sob medida com seus parceiros varejistas.

"A promoção do sorteio "Comprou, mirou, ganhou", atendeu plenamente às expectativas e melhorou nosso relacionamento com nossos clientes. Através do uso desta tecnologia, podemos aprender mais sobre nossos consumidores, fornecendo informações valiosas para nossas equipes comerciais e de marketing", concluiu Bayer. (As informações são do portal Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 
Uruguai - preço do leite ao produtor aumentou 1,4% em pesos e caiu 1,2% em dólar
Preços/Uruguai - Em junho o preço médio do leite pago ao produtor foi de 10,39 pesos por litro, o que significa aumento de 1,4% m relação a maio, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale). No entanto, em dólares, o preço ao produtor foi de US$ 0,33, registrando queda de 1,2% em relação ao mês anterior. A estimativa é de que preço de referência para o leite com 3,89% de matéria gorda e 3,47% de proteína, tenha o valor de 141,2 pesos por 100 quilos de sólidos, 2% a mais que a remuneração de maio. Em junho de 2018 o preço médio ao produtor aumentou 2,5% em pesos, em relação ao mesmo mês do ano anterior, no entanto, foi 7,2% menor que a apuração em dólar no mesmo mês. Poder de compra caiu em relação a dezembro de 2017 O Inale informou que o poder de compra dos produtores, em pesos, caiu 1,9% na comparação entre julho de 2018 e dezembro de 2017; que o preço do leite em pesos cresceu 10,4% na mesma comparação; e que os custos de produção, também em pesos, subiu 12,6% entre junho de 2018 e dezembro de 2017. (El Observador - Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 
 

Subsídio de US$ 12 bilhões da USDA é bem recebido pela indústria de lácteos

No dia 24 de julho, o Secretário da Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, anunciou a implementação de um programa de mitigação tarifária em resposta às tarifas de retaliação que tiveram impactos generalizados na agricultura. Os produtos lácteos têm sido alvo de importantes parceiros comerciais como o México e a China na guerra comercial em curso. A Federação Nacional de Produtores de Leite (NMPF) estima que as tarifas custarão aos produtores de leite US$ 1,8 bilhão até o final de 2018.

"Apreciamos que o presidente está cumprindo sua promessa de que os produtores dos EUA não suportarão o peso das perdas econômicas geradas pelos atuais conflitos comerciais", disse Jim Mulhern, presidente e CEO da NMPF. "O anúncio reflete os pedidos que a nossa organização fez para que o USDA aliviasse parte da dor financeira que os produtores de leite estão sentindo devido à perda de oportunidades de exportação".

A medida foi importante para os produtores de leite, porque aproximadamente um dia de produção de leite a cada semana vai para o exterior, disse Michael Dykes, presidente e CEO da International Dairy Foods Association (IDFA).

"À medida que o governo avança uma agenda comercial proativa e agressiva, as tarifas retaliatórias de outros países, especialmente da China, têm impactado as exportações de produtos lácteos. A IDFA vê esse alívio como uma ponte temporária destinada a aliviar algumas das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor agrícola, incluindo os lácteos, enquanto a administração trabalha para solidificar múltiplos acordos comerciais internacionais", diz Dykes.

Antes do anúncio desta semana, uma carta foi enviada pela FarmFirst Dairy Cooperative e por outros membros da Midwest Dairy Coalition para Perdue em 13 de julho, solicitando que o USDA utilizasse sua autoridade para prestar assistência aos produtores de leite.

"As exportações de produtos e ingredientes lácteos beneficiaram muito os produtores nos últimos anos e estão se tornando uma parte mais significativa do preço que recebem pelo leite. Eles não devem suportar o impacto desta guerra comercial", disse Jeff Lyon, Gerente Geral da FarmFirst Dairy Cooperative. "Agradecemos a resposta imediata que o USDA está dando em relação a esse problema e agradecemos às nossas organizações parceiras do setor em ecoar nossas preocupações ao Secretário Perdue, ao USDA e à administração Trump".

Detalhes sobre o programa de US$ 12 bilhões ainda estão sendo reunidos, mas mais informações devem estar disponíveis mais perto do Dia do Trabalho, quando o USDA planeja implementar o programa completamente. (As informações são do Farm Journal & MILK Magazine, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Preço avança 14% em julho
O preço líquido recebido pelos produtores pelo litro de leite atingiu R$ 1,4781 em julho, um recorde para o mês, de acordo com o Cepea/Esalq/USP. O valor, que corresponde à média do que é praticado em sete estados brasileiros, inclusive o Rio Grande do Sul, representa uma alta de 14% em relação a junho. Pela análise do Cepea, o aquecimento do preço se deu em razão da paralisação dos caminhoneiros e à tentativa do setor em normalizar suas atividades depois da greve. Desabastecidos, os laticínios acirraram a competição para a compra de leite no campo, com o objetivo de recompor estoques. (Correio do Povo)

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