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MPs são publicadas, mas cargas seguem retidas no RS

Apesar das Medidas Provisórias (MPs) publicadas ainda na noite de domingo (27/5) pelo presidente Michel Temer com concessões aos caminhoneiros, diversas cargas seguem retidas nas estradas do Rio Grande do Sul, entre elas caminhões tanque de leite cru e insumos para as indústrias. Diante da grave situação, o Conselho Paritário de Produtores e Indústrias (Conseleite/RS) e seus associados manifestam sua consternação com a continuidade dos bloqueios de cargas.

Apesar do acordo que prevê retomada do transporte de produtos, pouco se viu de efetivo na manhã desta segunda-feira (28/5), o que torna crítica a situação financeira de 65 mil famílias que vivem do leite no Rio Grande do Sul. A cada dia, perde-se cerca de 8 milhões de litros de leite, o que é fonte de sustento para 300 mil pessoas sem contar o efeito cascata da falta desses recursos nas economias municipais.

O Conseleite alerta que a demora na retomada da produção industrial e da coleta de leite no campo pode levar ao colapso financeiro centenas de tambos gaúchos que já enfrentavam, desde antes da greve, a pior rentabilidade da atividade em anos. Consciente de seu papel pelo desenvolvimento do setor lácteo e de todo o Rio Grande do Sul, o Conseleite conclama os líderes do movimento grevista e os próprios caminhoneiros a se solidarizem com o setor, viabilizando a chegada, o mais rápido possível, de insumos aos laticínios para que, tão logo as plantas fabris estejam reabastecidas, a captação de leite possa ser retomada a pleno.

Pedrinho Signori, presidente do Conseleite e secretário-geral da Fetag

Alexandre Guerra, presidente do Sindilat

Jorge Rodrigues, coordenador da Comissão de Leite da Farsul

Sergio Luiz Feltraco, diretor executivo da Fecoagro

Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

 

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