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19/09/2016

Porto Alegre, 19 de setembro de 2016 .                                               Ano 10- N° 2.354

 

Estado quer dobrar adesões ao Susaf e Sisbi-Poa em 2016

O Rio Grande do Sul quer dobrar o número de municípios registrados no Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf) e a quantidade de empresas aderidas ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sibi-Poa) até o fim do ano. No Susaf, são 17 cidades registradas até o momento, mas a intenção mais otimista é saltar para 35. Enquanto isso, os estabelecimentos com registro no Sisbi-Poa devem saltar de 16 para 30, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura Pecuária e Irrigação (Seapi). Como possui o Sisbi-POA, o Rio Grande do Sul está apto a indicar empresas cadastradas no seu sistema estadual para obter a licença federal, o que tem facilitado novos registros, segundo o fiscal da Superintendência Federal da Agricultura, Márcio Tondero. Recentemente, por exemplo, a cooperativa Santa Clara foi indicada e sua documentação está prestes a ser enviada para o Ministério da Agricultura (Mapa), concluindo o licenciamento. "Se atende às exigências de boas práticas e está vinculado ao sistema estadual, pode ser feita indicação direta. 

A auditoria do Mapa atesta a equivalência", detalha Tondero. Os outros estados com reconhecimento federal são Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia e o Distrito Federal. Mais 12, como São Paulo e Mato Grosso, estão em processo de adesão junto ao Ministério da Agricultura. Além disso, três consórcios de cidades conquistaram o reconhecimento: o Consórcio Público de Desenvolvimento do Vale do Ivinhema (Codevale), no Mato Grosso do Sul; Consórcio Intermunicipal do Oeste de Santa Catarina (Cidema); e o Consad, reunindo prefeituras dos três estados da região Sul. Em nível municipal, são nove gaúchos registrados até o momento: Glorinha, Alegrete, Rosário do Sul, Santana do Livramento, Erechim, Santa Cruz do Sul, Marau, Miraguaí e São Pedro do Butiá. Em outros Estados, Chapecó (SC), Cascavel (PR), Ibiúna (SP), Itu (SP) e Uberlândia (MG) têm o mesmo status. 

De acordo com o chefe substituto da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Seapi, Vilar Ricardo Gewehr, as adesões de cidades ao Sisbi-Poa caminham em um ritmo mais lento do que para as empresas, pois a maior parte dos municípios tem optado pelo Susaf. "Se o município pedir Susaf, é permitido comprar matéria-prima de qualquer abatedouro com inspeção estadual, que são a maioria. Se pedir Sisbi, tem que comprar de alguém com Sistema de Inspeção Federal (SIF). Como no Estado são muitas fábricas de embutidos que precisam comprar de frigoríficos estaduais, o Susaf acaba sendo mais favorá- vel", explica Gewehr. A expansão da abrangência do Susaf é uma demanda constante de entidades ligadas à agricultura familiar por abrir mercados às agroindústrias, que, na maioria das vezes, podem vender apenas nos limites da cidade. (Jornal do Comércio) 

 
 
Santa Clara investirá em nova planta frigorífica após obter o reconhecimento
Uma das indicações da Secretaria da Agricultura foi a Santa Clara, que está em processo final para obter o Sisbi-Poa para sua unidade de frigoríficos, uma vez que os lacticínios já chegam a outros estados. Conforme o diretor administrativo e financeiro, Alexandre Guerra, apesar de a cooperativa ter todos os planos de qualidade permitindo a adesão, foram praticamente dois anos de trabalho aparando arestas pelo reconhecimento. Com isso, entra nos planos a construção de uma nova planta em uma área adquirida na cidade de Tapera. "Essa questão estava nos planejamentos estratégico e de qualidade da Santa Clara há algum tempo. Foi uma oportunidade que aproveitamos, pois nos permite vender produtos industrializados de maior valor agregado para outros destinos", explica Guerra. 

A habilitação foi possível com algumas alterações nos planos de controle de qualidade do processo produtivo. "Estamos encaminhando as mudanças necessárias nas embalagens e, em seguida, basta seguir fazendo aquilo que já fazíamos", completa. O objetivo é levar mais de 130 produtos para todas as regiões do Brasil, começando, gradativamente, por Santa Catarina e Paraná. De acordo com Guerra, a expansão ajuda a consolidar a marca e se valerá da estrutura de representação comercial existente de itens lácteos, facilitando a logística. Outros estados entram na mira da Santa Clara após o aumento da capacidade de produção com a entrada em operação do novo frigorífico. Os primeiros embarques devem começar em 60 dias, assim que for finalizado o processo de registro de embalagens e rótulos. (Jornal do Comécio)

QUEIJOS DO SUL: UM MUNDO DE SABORES E DE CULTURAS SENDO DESVENDADO

Antes tarde do que nunca, os queijos típicos nacionais parecem ter encontrado seu espaço na última década. Em plena ascensão, o mercado gastronômico brasileiro pode ser apontado como importante fio condutor neste processo. As tendências de valoriza- ção dos alimentos regionais e artesanais pela "alta gastronomia" têm aberto portas para os queijos brasileiros. Um exemplo, foi o segundo lugar conquistado pelo queijo Canastra em um dos principais concursos de queijos do mundo, o Mondial du Fromage de Tours de 2015, na França, em uma categoria em que concorreram mais de 600 tipos de queijos. E no Rio Grande do Sul? Aqui temos um universo incrível a ser trabalhado. O queijo Serrano que já está em processo de indicação geográfica tem sido uma experiência muito positiva para a região Sul, tanto para a qualificação da sua produção, quanto para o desenvolvimento regional. Também no sul do país, temos o popular e tradicional queijo Colonial, mas que cada vez mais padece d e descaracterização e com isso tem perdido sua identidade histórica. Para reverter essa situação, a Seapi em parceria com outras entidades e instituições está há um ano trabalhando para caracterizar o queijo Colonial e regulamentar sua produção. Ou melhor, dos queijos coloniais, já que provavelmente a identificação de características regionais e sensoriais específicas será evidenciada na radiografia que está sendo realizada em todo Estado. 

A França possui mais de 1.000 variedades de queijo, então não é descabido dizer que podemos ao menos tentar identificar aspectos socioculturais e terroirs locais de ao menos meia dúzia de queijos no Estado em médio prazo. Neste contexto é importante elucidar que muito além de apenas estabelecer critérios para a produção de um derivado lácteo local, a valorização dos queijos regionais é um importante indutor para a economia e turismo local, além de alternativa de renda e de permanência na propriedade rural, principalmente em regiões distantes de polos industriais. 

Lembrando sempre que sanidade e higiene são indissociáveis para produção de alimentos seguros, e nas queijarias isso não pode ser diferente. Todo potencial dos queijos gaúchos, sejam aqueles produzidos em escala industrial ou artesanal, está sendo trabalhado para alçar voos maiores e conquistar novos territórios e paladares. Eu diria que o Rio Grande do Sul está com "a faca e o queijo na mão", o Estado possui diferentes tradições e biomas, bem como técnicas e sistemas produtivos peculiares, além de leite de boa qualidade. Todos os ingredientes para elaborar uma diversidade de queijos regionais, podendo traduzir em sabores a identidade de um povo e de uma região. Porém para que isso se torne realidade, é fundamental a participação conjunta de toda cadeia leiteira e da sociedade gaúcha em prol deste patrimônio alimentar do sul do país.(Correio do Povo)

Acordos com Vietnã e Coreia do Sul beneficiam exportações agropecuárias

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fechou na semana passada acordos para a exportação de produtos agropecuários para o Vietnã e para a Coreia do Sul. O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que classificou os acordos como "um golaço para economia brasileira". Ainda não há informações, no entanto, sobre quanto isso pode render anualmente para a economia brasileira. Com o Vietnã, foi estabelecido que o Brasil exportará suínos, aves e produtos lácteos. Para a Coreia, serão exportados suínos e aves.

Segundo Padilha, os acordos mostram "a inserção brasileira de forma diferenciada" em "mercados importantíssimos". Ele fez questão de ressaltar o papel do governo no êxito das negociações, afirmando que as tratativas ganharam força após a visita do presidente Michel Temer à China. Também classificou Blairo Maggi de "farejador de negócios". As declarações foram dadas após reunião com Temer, no escritório particular que o presidente mantém em São Paulo. (Valor Econômico)

 

Capacitação na produção de leite
Lançado há um mês, o programa de capacitação para produtores rurais Agroeduc já conquistou clientes. Emater-RS, Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), com associadas nos 26 Estados e no Distrito Federal, e a Central Sicredi Sul, com atuação no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estão na carteira do Instituto de Educação no Agronegócio (I-Uma). O Agroeduc é um programa de educação a distância destinado a jovens da cadeia do leite. O projeto é dividido em etapas teórica e prática (agribusiness game) e pode ser customizado para levar gestão e sustentabilidade a outros setores do agronegócio. A duração é de dois meses, com carga horária de 48 horas, sendo 18 horas de capacitação científica e 30 horas de prática. (Zero Hora)
 

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