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08/10/2015

         

 
 


 

Porto Alegre, 08 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.123

 

Indústria de Leite Longa Vida mantém crescimento
 
Sem se abalar com o clima de pessimismo, a indústria de Leite Longa Vida (UHT) espera crescimento de vendas de 1,5% para este ano. Apesar de estar abaixo do ritmo histórico do setor (crescimento de 3,0 a 4,0% ao ano), o cenário é de otimismo. "Por ser um produto de alto giro e margens baixas, esse quadro se agrava em momentos de crise, mas eu sou otimista", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), Cesar Helou. "Vamos fazer nosso dever de casa bem feito e manter um bom nível de crescimento", garante.
 
A projeção foi assunto de encontro na tarde desta quinta-feira (8/10) no Jockey Club São Paulo, onde os industriais reuniram-se para comemorar os 21 anos de fundação da ABLV, associação que reúne as 34 maiores empresas do setor, ou seja, 75% de todo o Leite Longa Vida processado e consumido no País. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, representou o setor lácteo gaúcho no evento.
 
 Segundo a ABLV, o consumo de leite é bastante regular e os números mostram que a perda do poder aquisitivo da população não implicará redução de consumo porque os preços irão se adaptar ao poder de compra do consumidor. "O Leite Longa Vida vai se adequar ao bolso do consumidor", garante Helou.
O Leite Longa Vida já está presente em quase 90% dos lares brasileiros, representa 84% do leite fluido de consumo, categoria em que faz parte junto com o leite pasteurizado (16%). Quando o leite em pó de consumo direto é incluído na estatística, o Leite Longa Vida representa 61,5% do total de leite consumido no Brasil.
Hoje, 30% da captação do leite inspecionado - ou 6,5 bilhões de litros/ano - vai para a produção de Leite Longa Vida. Esse volume oferece à cadeia produtiva do leite um enorme alcance social - mais de 1 milhão de produtores, seus empregados e suas famílias, bem como milhares de trabalhadores nas áreas de transporte, indústria e comércio. Para 2015, estima-se uma produção de 6,7 bilhões de litros, um crescimento aproximado de 1,5%. Em 2014, a produção foi de 6,6 bilhões de litros, 3,4% a mais do que 2013 (6,385). O mercado movimentou perto de R$ 15 bilhões em 2014. Para 2015, espera-se R$ 16 bilhões.
(Com informações ABLV)
 
Crédito: Darlan Palharini

Leite em pó se aproxima de US$ 3 mil a tonelada
 
O mercado internacional está registrando altas consecutivas para os produtos lácteos. O pregão da GlobalDairyTrade dessa terça-feira (06.10) indicou alta de 9,9% nas cotações, com preços médios de lácteos em US$ 2.834,00 por tonelada. O leite em pó integral, principal item da balança internacional do setor, teve nova alta, chegando a US$ 2.824,00/tonelada, aumento de 12,9%. O leite em pó desnatado foi o que mais subiu, com crescimento de 13,4% alcançando valorização de US$ 2.267/tonelada.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, pontua que os números indicam um forte aquecimento em função da queda na safra da Nova Zelândia e da menor oferta de produto no mercado internacional. Segundo ele, o Brasil precisa alinhar estratégias que permitam aos laticínios nacionais explorar esse mercado de forma a valorizar a produção. "O mundo hoje é um mercado só. O Brasil deve investir na exportação de lácteos para manter sua competitividade e elevar a rentabilidade da atividade, fortalecendo a todo o setor", pontua. (Fonte: Agrolink)

 
Itambé passa a integrar o Sindilat/RS
 
Reunião de associados realizada no dia 28 de setembro aprovou o ingresso da Itambé Alimentos no quadro do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS). A empresa, formada pela parceria entre a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR-MG) e a Vigor, deve começar em breve a captação de leite no Rio Grande do Sul. Segundo o diretor de gestão e relações institucionais da Itambé, Ricardo Cotta, a empresa cresceu muito nos últimos dois anos, a taxa de 20% ao ano, e não poderia ficar fora do Rio Grande do Sul.

Atualmente, a Itambé capta 100 milhões de litros mês, que são processados em cinco plantas (quatro localizadas em Minas Gerais e uma em Goiás). O faturamento estimado é de R$ 3 bilhões/ano, com participação expressiva do processamento de leite em pó e um mix de mais de 120 produtos. (Assessoria Sindilat.)
 

 
GEA lança no Brasil seu sistema robotizado de ordenha MIone
 
A GEA está trazendo para o Brasil o seu sistema de ordenha robotizado MIone, solução focada na ordenha automática de alto desempenho, no conforto e segurança dos animais e na produção de leite de alta qualidade. O equipamento será apresentado ao mercado brasileiro durante a Agroleite 2015, evento que acontece entre os dias 20 e 24 de outubro, em Castro. (PR). 

Muitos são os benefícios proporcionados pelo MIone. Para as vacas, além da segurança, conforto e higiene, o sistema proporciona uma ordenha livre, sem horários programados. Por vontade própria, elas se encaminham ao equipamento pela necessidade de esvaziar o úbere e pelo estímulo de serem recompensadas com uma dose calculada de ração durante a ordenha. Essa nova dinâmica acaba com a necessidade dos horários fixos de ordenha, gerando flexibilidade para o produtor, redução da carga de trabalho, melhor qualidade de vida e otimização da mão de obra, que pode ser empregada em outras frentes do negócio.

Dentre os diferenciais do MIone, um dos destaques é o sistema Multibox, onde um único braço robotizado pode atender até cinco módulos de ordenha. "Dessa forma, o produtor tem a possibilidade de integrar novos boxes de acordo com o crescimento do rebanho", explica o gerente de produtos da GEA, Evandro Schilling.

Com relação ao braço robotizado do MIone, este é uma das principais marcas do sistema. Tal componente vem integrado com câmera 3D, que facilmente faz a leitura do teto e a memoriza, promovendo um acoplamento rápido e preciso das teteiras. Feito isso, todo o processo que envolve a estimulação, limpeza, secagem, pré-ordenha e ordenha acontece automaticamente em um único passo, dentro da própria teteira. E, adicionalmente, a boca da teteira é higienizada a cada ordenha e opcionalmente desinfetada em um processo de alta eficiência. "Caracterizado pela leveza e robustez, o braço robotizado ainda é silencioso e não permite que o conjunto de ordenha caia no chão. Isso impede a contaminação por bactérias e garante um alto nível de higiene na ordenha", completa Schilling.

De acordo com o gerente comercial da GEA, Pedro Hepp, a empresa optou por lançar esta inovação no Brasil por causa do atual estágio de desenvolvimento dos produtores de leite. "Percebe-se que eles estão cada vez mais abertos para investir em tecnologias que garantam eficiência, profissionalização e o total gerenciamento do negócio", esclarece o gerente da GEA. "Com o MIone, o produtor conta com múltiplos benefícios, pois a ordenha robotizada da GEA automatiza não apenas o processo de ordenha, mas todo o sistema, incluindo a detecção do cio, enfermidades e monitoramento alimentar. Assim, proporciona ao produtor e a sua equipe maior liberdade além de garantir uma produção com mais qualidade, sempre pautada no conforto e bem-estar animal." finaliza Hepp.
O papel do MIone, no entanto, não se limita à função de ordenha. Por meio de sensores precisos e robustos, o sistema realiza análises de alta precisão da qualidade do leite, individuais por teto, com base na condutividade, medição de cor, fluxo e volume. Um monitor touchscreen também lista todas as atividades da ordenha e do desempenho dos animais, possibilitando ainda que informações relevantes sejam transferidas via internet para o smartphone cadastrado. 

No quesito mobilidade, o MIone traz ainda o sistema Farm View, que permite o acesso remoto dos especialistas da GEA e viabiliza que estes analisem o processo de ordenha e, até mesmo, controlem as válvulas individuais, tudo de forma online. Para completar, é possível integrar o MIone ao sistema de gerenciamento de rebanho DairyPlan C21. Com ele, o produtor tem acesso à totalidade das informações estratégicas do seu rebanho.  (Fonte: Milkpoint)

 
NO RADAR
Como antecipou a coluna, o projeto de lei elaborado pela Secretaria da Agricultura para o leite, que engloba produção, coleta, transporte e venda, foi protocolado ontem na Casa Civil. A ideia é que o Executivo possa apresentar a proposta na próxima semana.

 

    

 

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