Pular para o conteúdo

06/10/2015

         

 
 


 

Porto Alegre, 06 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.121

 

Leilão GDT: leite em pó integral sobe e se aproxima dos 3 mil dólares por tonelada
 
O resultado do leilão GDT desta terça-feira (6/10) apresentou novamente uma alta, dessa vez de 9,9% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.834/tonelada.
O leite em pó integral apresentou alta de 12,9%, sendo comercializado a US$ 2.824/tonelada. O leite em pó desnatado também continuou a subir, apresentando 13,4% de crescimento (US$2.267/tonelada) e, no mesmo caminho, o queijo cheddar também mostrou leve alta, com preços de US$3.234/tonelada (0,5% sobre o último leilão).
 
Apesar da alta, os volumes de venda no leilão GDT não apresentaram recuperação, inclusive sendo menores que os apresentados no ultimo leilão. Na comparação com o primeiro leilão de outubro de 2014, os volumes comercializados foram 36% menores. 
Os contratos para entrega futura de leite em pó integral apontam para uma manutenção dos preços no patamar entre US$2.800 e US$2.900/ton. 
Tabela 1 - Preços de leite em pó integral para entregas futura
 
Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

A Fonterra prevê uma redução na produção de leite na Nova Zelândia, estimando uma queda de 2 - 3% no ano safra entre 2015/16, o que tem estimulado as cotações de leite no mercado internacional. (Fonte:  MilkPoint & Global Dairy Trade)

 
 
 
Sperotto é reeleito presidente da Farsul

O atual presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, 77 anos, venceu a eleição da entidade para o triênio 2016/2017/2018 ocorrida hoje (5/10), em Porto Alegre, na sede da Federação. Sperotto recebeu 104 votos de um total de 133 sindicatos que participaram do pleito. João Batista Silveira, candidato da outra chapa, teve 29 votos. 
A vitória conduz Sperotto ao seu sétimo mandato consecutivo à frente da Farsul, consolidando-o como o líder que mais tempo permaneceu no comando da entidade. O novo mandato tem início em 1º de janeiro de 2016. 
Em seu discurso após o resultado do pleito no auditório da entidade, Sperotto destacou a posição de grandeza dos participantes do processo eleitoral, seguindo princípios de lealdade. "Essa conduta permeada pela dignidade e postura faz parte da história de 88 anos da Farsul, uma entidade que não tem inimigos", afirmou. O presidente eleito ressaltou que a sua gestão estará aberta para ouvir e receber proposições de todos para serem analisadas no conjunto. "Mantemos uma sequência de gestões com propostas diferentes. Neste novo mandato, avaliaremos o que foi cumprido e o que faltou realizar de nosso planejamento estratégico em vigência, e fazer as adequações necessárias", disse. 
Sperotto destacou que a atividade agropecuária vive hoje um momento excepcional, em que demais setores de economia estão amargando uma situação difícil. No entanto, esse cenário não reduzirá os seus esforços e da sua equipe na busca constante de um melhor ambiente de negócios para o setor. "Já temos uma reunião marcada em 14/10 na CNA para buscar um modelo de seguro agrícola efetivo", informou. Ao final, Sperotto fez um agradecimento especial para a sua diretoria, que tomou para si a responsabilidade de montar a chapa. Oito dos 31 integrantes são novos, decisão tomada com objetivo de ampliar a representatividade geográfica do Estado para melhor atender aos pleitos regionais. (Farsul)

Para CNI, novo bloco comercial vai afetar exportações brasileiras e reforça isolamento do país

BRASÍLIA (Reuters) - A Parceria Transpacífico, acordo comercial que une os Estados Unidos e outros 11 países da costa do Pacífico, acendeu um sinal de alerta na indústria brasileira, que prevê um impacto negativo nas exportações aos países que integram o bloco e reforça o isolamento comercial do Brasil.
Em nota a ser divulgada nesta terça-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que acompanha "com preocupação" as negociações para o mega-acordo comercial e teme a perda de competitividade no mercado norte-americano e nos países da Ásia incluídos no acordo.
A Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) une Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Peru e Colômbia, Japão, Austrália, Vietnã, Brunei, Malásia e Cingapura em um acordo que derruba barreiras tarifárias e não tarifárias e reúne 40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O acordo foi anunciado na segunda-feira.
De acordo com a CNI, no último ano o Brasil exportou para essas economias 31 bilhões de dólares em produtos manufaturados, o que corresponde a 35 por cento de toda a pauta de exportação industrial do país.
"Com a assinatura do tratado, esses países terão cada vez menos barreiras, tarifárias e não tarifárias, no comércio intrabloco", diz a nota da CNI, alertando que o acordo é mais uma mostra "de que o mundo se fecha em grandes blocos e o Brasil e o Mercosul continuam isolados".
A CNI tem cobrado que o Brasil expanda suas tentativas de acordos comerciais, independentemente da ação do Mercosul. Uma das preferências dos empresários é justamente acelerar tratativas com os Estados Unidos -- não de um acordo comercial, impedido pelas regras do bloco sul-americano, mas de derrubada de barreiras não tarifárias.
O próprio ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, tem defendido essa postura, alegando que os Estados Unidos têm uma tarifa média de importação de 5 por cento, o que, na prática, funciona como uma abertura comercial.
As barreiras maiores são as não tarifárias, de padrões de qualidade, inspeção e sanitárias. O governo recomeçou este ano, depois de um congelamento de quase dois anos nas relações, a negociar acordos de padronização da produção para ampliar o acesso ao mercado norte-americano.
Na nota, a CNI defende ainda que o governo brasileiro acelere as negociações do acordo Mercosul-União Europeia, que poderá ter uma troca de ofertas este ano depois de mais de um ano praticamente sem evoluções. 
Depois de uma retomada promissora em 2012, por iniciativa dos europeus, o acordo perdeu fôlego. Entre outras razões, porque enquanto esperavam uma ação do Mercosul, emperrada pela má vontade argentina em negociar uma proposta que atingisse os 90 por cento das linhas tarifárias acertadas inicialmente, a União Europeia iniciou também uma negociação com os Estados Unidos para um acordo Transatlântico.
Inicialmente com atenção voltada para América do Sul, os europeus passaram a concentrar esforços nas conversas com o governo norte-americano.
(Reportagem de Lisandra Paraguassu Fonte:br.reuters.com)

Aumento do custo de vida das famílias de baixa renda supera 10% em 12 meses

As famílias de menor renda podem esperar por um aumento do seu custo de vida nos próximos meses. Quem faz a afirmação é o economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos responsáveis pelo Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC¬C1). O indicador mede o avanço dos preços dos produtos consumidos pelas famílias que recebem até 2,5 salários mínimos por mês. Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o IPC¬C1 aponta inflação de 10,4% ao longo dos últimos 12 meses. No mesmo período, o IPC¬BR, índice mais amplo, teve aumento de 9,65%. Ou seja: os mais pobres estão com dificuldades maiores do que a população em geral para manter o padrão de consumo. Nos próximos meses, a situação ainda deve se agravar, de acordo com Braz. O economista calcula que o IPC¬C1 se aproximará de 11% até o final do ano. Ele cita o aumento do preço da energia elétrica no Rio de Janeiro programado para novembro e o diesel mais caro como os principais itens a pressionar o indicador. "Como boa parte do nosso transporte é rodoviário, o aumento do combustível deve gerar algum reflexo nos alimentos", diz. Itens como habitação (no qual é incluída a energia elétrica) e a alimentação têm maior peso na cesta da camada de menor renda. O quadro deve começar a ser revertido no ano que vem, justamente por causa dos alimentos. Os principais índices de inflação devem continuar acima de 6,5%, o teto da meta, segundo Braz. Mas o IPC¬C1 deve diminuir em certa medida, principalmente por causa de uma menor pressão dos alimentos. "Provavelmente, teremos chuvas mais regulares, o que torna também mais regular a oferta de alimentos", afirma. A tendência do preço dos laticínios, por exemplo, é de queda, segundo Braz. A lógica é a mesma: as chuvas beneficiam os pastos e, consequentemente, a quantidade de produtos derivados do leite. Por outro lado, o preço do pão deve subir, já que o trigo importado fica mais caro com o real desvalorizado. De qualquer jeito, André Braz diz que a parcela de menor renda da população é quem mais tem sofrido com a inflação. "O rico tem como se proteger com aplicações. O pobre não tem essa opção", afirma. (Fonte: Valor Econômino)

Ministério corre para fazer oferta de redução de tarifas a europeus

Preocupados com a Parceria Transpacífico, Mercosul e União Europeia tentam retomar as negociações para abrir seus mercados, que se arrastam há 16 anos. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, os dois blocos devem trocar ofertas de redução de tarifas de importação no próximo mês. "O acordo Transpacífico põe pressão sobre os europeus, que não podem ficar a reboque dos Estados Unidos", disse Monteiro à Folha. A UE é o destino de 18% das exportações brasileiras. Segundo Monteiro, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai já têm pronta uma proposta única de abertura de mercado. A Venezuela não vai participar do acordo. Europa e EUA também estão em tratativas para outro grande acordo comercial, a Parceira Transatlântica. Para o ministro brasileiro, os europeus perderam poder de barganha e precisam se aliar a outras regiões do mundo. Especialistas avaliam que o Brasil também ficou isolado e tem que correr para selar o acordo com os europeus.

 
 
G100 & Frente Parlamentar em Defesa da Bovinocultura de leite promovem café da manhã 
para debater o projeto para o novo PIS/Cofins
A Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G100)- presidida pelo Senhor Guglielmo Agostini da Matta e a Frente Parlamentar em Defesa da Bovinocultura de Leite - presidida pelo deputado federal Celso Maldaner (PMDB-SC) - realizam no próximo dia 7 de outubro, às 8h, na Câmara dos Deputados, em Brasília, um café da manhã que irá debater questões relativas à mudanças no modelo de tributação do PIS e Cofins.
Na ocasião, estarão presentes parlamentares membros da Frente e representações de entidades do setor agroindustrial de lácteos de todas as partes do País. Na oportunidade o G100 apresentará informações a respeito da política tributária de Pis e Cofins que paulatinamente passou a se praticar desde 2004 e os seus benefícios para a cadeia láctea.
SERVIÇO: Café da manhã com palestra do Subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita Federal do Brasil, Dr. Paulo Cardoso | Data: 07/10/2015 (quarta-feira) Horário: 8h | Local: Câmara dos Deputados, Anexo IV, 10º andar (Salão Vip) 
(Fonte: Terra Viva)

 

    

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *