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14/08/2015

 

 

Porto Alegre, 14 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.085

 

   Governo pede urgência, e Sindilat reage contra o PL 214 

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) iniciou nesta semana uma forte mobilização junto aos deputados estaduais contra o Projeto de Lei 214, que teve pedido de urgência encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa. A proposta ingressou na Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira (12/8) e passará a trancar a pauta. Pelo regramento, os deputados têm até o dia 8 de setembro para votarem a matéria em plenário.

O PL 214 reduz em 30% os créditos presumidos concedidos pelo governo gaúcho às indústrias, prejudicando a isonomia das empresas gaúchas perante aos outros estados da federação. Na prática, para o Sindilat, isso significará perda de competitividade e desestímulo à economia gaúcha, uma vez que a ação motivará a desistência de muitos produtores da atividade leiteira e a desaceleração da indústria em investimentos no Estado do RS.

Preocupado, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, esteve reunido com parlamentares para articular reação à medida, que julga danosa a todo o agronegócio e, inclusive, à economia dos municípios gaúchos. Comitiva do Sindilat esteve com os deputados Elton Weber (PSB), Jorge Pozzobom (PSDB) e Gabriel Souza (PMDB). "Essa mudança pega o setor lácteo em um momento delicadíssimo, quando o aumento das importações e a diminuição das exportações vêm esmagando a rentabilidade da atividade. Se aprovado, o PL 214 afetará mais de 100 mil famílias, que estão distribuídas em 95% dos municípios gaúchos, ligadas à produção do leite", pontua, lembrando que a perda de competitividade, sem dúvida, acarretará em redução de mais de três centavos do valor pago pelo litro do leite.

Para o deputado Elton Weber (PSB) é preciso uma avaliação criteriosa do impacto do PL 214 sobre a renda do agricultor. Weber justifica que um eventual repasse da elevação de tributo ao preço seria muito prejudicial num ano em que já houve forte aumento de custos no campo, ao redor de 15%. "Nós já tivemos elevação dos custos produtivos e o aumento de impostos consequentemente deverá ser repassado ao preço pago ao produtor, afetando novamente a sua renda."

Para agravar ainda mais a situação, o governo estadual ainda publicou o decreto 52.392, em junho deste ano, que determina que, a partir de 1º de janeiro de 2016, passará a tributar os insumos, medicamentos e equipamentos utilizados no agronegócio, o que irá aumentar ainda mais o custo do produtor. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, se entrar em vigor, essa medida fará com que todos os insumos e equipamentos utilizados na produção láctea fiquem mais caros. "As propostas poderão fazer com que o produtor desista e busque outros estados. Isso mostra que o governo do Estado não está aberto ao diálogo com o setor produtivo.", comentou Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

    

Expofeira promove negócios em Santo Augusto
 
Segue até o domingo (16/08) a 18ª edição da Expofeira, no município de Santo Augusto, na região do Celeiro, no interior gaúcho. Realizada no Parque de Exposição do Sindicato Rural, a Expofeira é uma grande oportunidade de negócios e aperfeiçoamento. Isso porque os visitantes poderão participar de exposição de gado leiteiro e de palestras, além de conhecer as novidades ligadas ao maquinário. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) é um dos parceiros da Expofeira. 

Segundo o coordenador da Feira, Jorge Rodrigues, neste ano, deverão circular mais de 20 mil pessoas pelo parque de exposição ao longo dos quatro dias de programação, que teve início na quinta-feira (13/8). "No final de semana, acreditamos que será o auge da Expofeira porque atrairá muitas pessoas de outros municípios", explicou Rodrigues, que também é diretor financeiro da Farsul. Paralelamente à 18ª Expofeira, ocorre o 8º Canto Nativo, que terá entre as atrações, shows e apresentações artísticas.

Apesar de a situação econômica do país ser delicada, Rodrigues ressalta que esse é o momento ideal para o setor leiteiro mostrar criatividade e ousadia. "É na crise que temos a oportunidade de sobressair, além de podermos mostrar toda a pujança da produção regional", ressaltou. Uma demonstração é o concurso de pista, previsto para este sábado (15/8), quando haverá a apresentação dos animais. Nesta sexta-feira (14/8), o destaque da programação foi o concurso leiteiro. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Ampliação do Programa Segurança Alimentar é abordada em reunião

A ampliação do Programa Segurança Alimentar com a participação de municípios gaúchos e de outros estados brasileiros foi o principal tema de uma reunião com Promotores e representantes de entidades de classe ligadas à produção de leite, avicultura, suinocultura e bovinocultura. 

Na oportunidade, foram discutidos entre os participantes a expansão do Programa Segurança Alimentar para municípios e outros estados, tendo em vista a renovação do termo de cooperação, com o aditamento e inclusão de novos órgãos participantes (Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). 

A Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor, Caroline Vaz, presidiu os trabalhos e apresentou a campanha de comunicação vinculada aos objetivos do Programa Segurança Alimentar RS. "O objetivo é buscar a conscientização para que o consumidor se certifique a respeito de itens como a composição dos produtos, validade e origem", explicou. 

Também participaram do encontro o Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, Luciano Vaccaro; e os Promotores da Promotoria de Defesa do Consumidor da Capital Rossano Biazus e Gustavo Munhoz. Foi abordado na ocasião a diferença de critérios para a análise técnica de produtos; bem como a falta de fiscalização com pequenos produtores. 

Ainda integraram a reunião representantes Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa); Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen); Sindicato Indústria Laticínios e Produtos Derivados no Estado do RS (Sindilat); Sindicato das Indústrias de Carnes e Produtos Suínos; entre outras entidades. (Ministério Público RS)

Perspectivas do mercado lácteo - Oceania

O grande volume nos estoques fez os preços caírem. Agricultores da Austrália observam para cortarem os custos uma vez que as projeções indicam manutenção do cenário atual até o segundo quadrimestre de 2016. A produção está ligeiramente acima da do ano passado. O tempo frio no Nova Zelândia diminuiu a produção, mas, ela começa a subir lentamente. Algumas indústrias procuram aumentar as exportações e surgem alguns compradores para os estoques. A colheita de culturas na Austrália deve ser estável. De acordo com relatórios da Dairy Australia a produção de leite de julho/14-junho/15 foi 2,6% acima da temporada anterior. (Usda - United States Departament of Agriculture/Tradução Livre: Terra Viva)



Perspectivas do mercado lácteo - Europa

O calor é o fator para o declínio da produção de leite em regiões centrais da Europa. Em outras partes da Europa Ocidental, a seca afeta a agricultura. Mesmo com a falta de condições climáticas, e o declínio mensal da produção, o volume continua acima de um ano atrás. De acordo com a Eurostat, a captação de leite na UE-28, de janeiro a maio ficou 0,7% acima dos volumes captados no mesmo período de 2014. Alguns países membros selecionados tiveram o seguinte desempenho: Alemanha (-0,1%); França (-1,5%); Reino Unido (+0,8%); Bélgica (-1,3%); Itália (-0,7%); e Irlanda (+5,6%).

No Leste Europeu a onda de calor que atingiu parte da Europa está se dissipando e a produção de leite começa a voltar aos níveis sazonais normais. De acordo com a Eurostat a captação de leite na Polônia, de janeiro a maio teve aumento de 1,4%, quando comparada com o mesmo período do ano passado. As commodities lácteas, em maio de 2015, na Polônia apresentaram as seguintes variações de preço, quando comparadas com o mesmo mês de 2014: manteiga 9+2,7%); leite em pó desnatado (-9,3%); e leite em pó integral (-9,6%), conforme dados da Eurostat. (Usda - United States Departament of Agriculture/Tradução Livre: Terra Viva)



O preço do leite subiu 9,1% desde fevereiro, mas ainda assim está 2,5% abaixo do registrado em igual período do ano passado

A cotação de leite subiu 1,6% no pagamento referente a julho em relação à produção entregue em junho. Segundo informações da Scot Consultoria o produtor recebeu, em média, R$0,965 por litro. O preço do leite subiu 9,1% desde fevereiro, mas ainda assim está 2,5% abaixo do registrado em igual período do ano passado. O tom do mercado em curto prazo é de estabilidade nos preços aos produtores, mas não estão descartados ligeiros aumentos em agosto. Para o pagamento de agosto (produção de julho), 27,0% dos laticínios pesquisados acreditam em alta de preços, 59,0% em manutenção e os 14,0% restantes falam em queda nas cotações. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a maior parte dos laticínios estima estabilidade dos preços ao produtor em agosto. No mercado spot (mercado físico) os preços do leite caíram na segunda quinzena de julho e começo de agosto, assim como as cotações do leite longa vida no atacado. (Scot Consultoria/Canal Rural)
 
Robô
A Cooperativa Santa Clara e a família do associado Pedro Nólio inaugurarão o primeiro robô em propriedade leiteira do Rio Grande do Sul, sexta-feira, às 13h30min, em Capela Nossa Senhora da Salete - Paraí. (Jornal do Comércio)
 
 

 

    

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