Porto Alegre, 12 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.654

 

Feiras internacionais do agronegócio terão a presença do Pavilhão Brasil em 2018

O governo brasileiro continuará com forte presença em feiras internacionais do agronegócio em 2018. A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) coordenará a participação brasileira em importantes feiras, como a Food and Hotel Asia (abril), em Cingapura; Food and Hotel Seoul (maio), na Coreia do Sul; Sial Canadá (maio);  Saitex (junho), na África do Sul, e; Iran Agro Food (junho), no Irã.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, "a promoção comercial cria oportunidades concretas de negócio e é um instrumento fundamental para ampliar a participação do Brasil no comércio global do agronegócio."

A atuação brasileira nesses eventos é tratada no Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio da secretaria juntamente com equipe do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Mapa e MRE são responsáveis pelos custos da contratação de espaço nas feiras, de recepcionistas bilíngues, montagem dos estandes e confecção de catálogo do Pavilhão Brasil. Cada empresa participante arca com suas despesas específicas (passagens aéreas, hospedagem, alimentação, etc.) e pelos custos do envio de amostras.

A participação de empresas brasileiras nas feiras é oportunidade para a realização de negócios e para a abertura de novas fronteiras do agronegócio brasileiro, aumentando, assim, o fluxo de comércio na região onde o evento se realiza.

Empresas interessados em participar como expositoras no Pavilhão Brasil devem acompanhar as informações e inscrições das feiras no site do Mapa.

Confira a relação de feiras  que terão a presença do Brasil:

Food and Hotel Asia 2018 - Cingapura
Data: 24 a 27 de abril de 2018
Local: Cingapura 
Inscrições: até 22 de janeiro de 2018
Com 40 anos de experiência, a Food and Hotel Asia se estabeleceu como um eixo global de suprimento de alimentos e bebidas para compradores na região, tornando-se oportunidade para esse setor do agronegócio brasileiro. Em 2018, a exposição será a maior já realizada e apresentará uma seleção de produtos mais abrangente, provenientes de aproximadamente 70 países.

Seoul Food and Hotel 2018 - Coreia do Sul
Data: 01 a 04 de maio de 2018
Local: Seul, Coreia do Sul 
Inscrições: até 29 de janeiro de 2018
A feira proporciona às empresas participantes oportunidade de se encontrarem com importadores, distribuidores, compradores da indústria de varejo, catering e hotelaria de toda a Coreia do Sul. Considerado um país de gostos refinados e diversificados, a Coreia do Sul é uma das nações mais importantes da Ásia por lançar produtos inovadores com foco em exportação para todo o continente asiático.

SIAL Canada 2018
Data: 02 a 04 de maio de 2018
Local: Montreal, Canadá 
Inscrições: até 30 de janeiro de 2018
A SIAL não é apenas a chave para a indústria de alimentos canadense, mas também é uma entrada privilegiada para o mercado norte-americano e internacional. É o único evento no Canadá com mais de 850 expositores nacionais e internacionais de aproximadamente 50 países, recebendo mais de 15 mil compradores de mais de 60 países.

Saitex 2018 
Data: 24 a 26 de junho de 2018
Local: Joanesburgo, África do Sul 
Inscrições: até 24 de março de 2018
Em 2017, o evento reuniu 320 expositores de mais de 25 países, sendo considerado o ponto de encontro mais importante para fornecedores e compradores de produtos internacionais no continente africano. A feira oferece oportunidade de encontrar agentes e distribuidores internacionais, conhecer novos produtos, além de propiciar parcerias comerciais.

Iran Agro Food 2018 
Data: 24 a 27 de junho de 2018
Local: Teerã, Irã 
Inscrições: até 24 de março de 2018
A Iran Agro Food é a principal feira do setor agrícola realizada no Irã. Em 2018, o evento completa 25 anos como principal ponto de negócios e de importantes contatos comerciais de todo o mundo. A feira oferece uma plataforma de negócios ideal tanto para exportadores estrangeiros quanto para importadores iranianos. (MAPA)

Valio pagará bônus por leite produzido de forma responsável

O bem-estar dos animais na produção de leite é importante não só como uma questão de ética, mas também em termos econômicos, disse a Valio.

Desde primeiro de janeiro de 2018, a empresa finlandesa de produtos lácteos, Valio, está pagando um centavo extra por litro para os produtores que comprovaram à empresa que estão comprometidos com a produção de produtos lácteos responsáveis. A Valio disse que o "bônus de responsabilidade" está sendo pago aos fornecedores que se comprometem com várias medidas para promover o bem-estar dos animais, como os cuidados de saúde planejados para os animais.

A empresa disse que cerca de 80% das fazendas de leite da Valio são cobertas pelas reformas e o objetivo é ter todas as fazendas incluídas até 2020. Juha Nousiainen, diretor de serviços agrícolas da Valio, disse que a empresa ficou impressionada por tantos produtores de leite em toda a Finlândia estarem comprometidos com as mudanças. "Cerca de 4.600 das 5.800 fazendas leiteiras no grupo Valio já estão seguindo as novas diretrizes", disse Nousiainen.

"Continuaremos a fornecer treinamento local e esperamos que muito mais fazendas participem do programa este ano. O bem-estar dos animais é cada vez mais importante para os consumidores. A produção responsável é absolutamente essencial para garantir a produção ética de leite e para garantir que os produtos lácteos permaneçam atraentes para os consumidores".

Visitas regulares do veterinário
Um dos benefícios da melhoria do bem-estar animal é que todos os animais em fazendas leiteiras são cobertos por cuidados de saúde planejados e todos os animais estão incluídos no registro centralizado de cuidados de saúde para gado bovino finlandês (Naseva). Isso garante que um veterinário visite a fazenda pelo menos uma vez por ano para avaliar a saúde e o bem-estar das vacas.

Os dados são comparáveis entre diferentes fazendas. Para receber o bônus de responsabilidade, cada fazenda leiteira também deve implementar o monitoramento regular da condição dos cascos. Eles também devem garantir o alívio da dor e que sedativos são administrados aos bezerros como parte da descorna e que o procedimento é realizado sob a supervisão de um veterinário. Isso tem sido prática padrão na maioria das fazendas.

De acordo com as diretrizes de produção, cada novo galpão deve ser um free-stall e estruturado de uma maneira que as vacas possam livremente passar tempo ao ar livre ou pastar. Atualmente, cerca de 55% das vacas nas fazendas da Valio são criadas nesse tipo de instalação. A Valio também exige que os alimentos dos animais sejam livres de soja e organismos geneticamente modificados (OGMs).

Vacas mais saudáveis da União Europeia 
Vesa Kaunisto, presidente da Valio, disse que as vacas finlandesas já são as mais saudáveis da União Europeia. "Usamos muito pouco antibiótico em comparação com outros países da UE". 

O bem-estar dos animais na produção de leite é importante não só como uma questão de ética, mas também em termos econômicos, disse a Valio. (Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Uruguai: fazendas leiteiras quase quintuplicaram endividamento em sete anos

Entre 2010 e 2017, as fazendas leiteiras quase quintuplicaram seu endividamento total e as plantas de processamento quase triplicaram, de acordo com os dados apresentados no anuário de 2017 do Escritório de Programação e Políticas Agrícolas (OPYPA) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas (MGAP) do Uruguai.

Em setembro de 2017, o endividamento dos produtores de leite com os bancos atingiu US$ 333 milhões, 48% do volume de negócios estimado para 2017, enquanto em 2010 o endividamento foi de US$ 71 milhões. A morosidade - créditos vencidos em relação aos créditos totais - permaneceu em 3%, de acordo com a publicação.

Parte do endividamento dos produtores corresponde ao Fundo para o Financiamento e Desenvolvimento Sustentável de Atividades Lácteas (FFDSAL) por US$ 78,8 milhões, dos quais US$ 11,6 milhões foram pagos até outubro, explica o relatório do setor.

O faturamento dos produtores de leite - com base na captação e no preço médio pago ao produtor - passou de US$ 497 milhões em 2010 para US$ 693 milhões em 2017 (valor estimado). Em 2010, o endividamento representou 14% do volume de negócios total, enquanto este ano representou 48% do faturamento estimado.

Preocupações com o endividamento industrial
Na fase industrial, a variação interanual da dívida bancária é de 17%, atingindo US$ 223 milhões. A morosidade na fase industrial tem crescido, representando 16% do total de empréstimos até setembro. Em 2010, o endividamento total do setor de lácteos foi de US$ 74 milhões. "A nível industrial, a situação da dívida de algumas empresas é preocupante e a inadimplência já é importante: 16% do total de empréstimos a partir de setembro de 2017 estavam vencidos", disse a Opypa. (As informações são do http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Ramiro Iturralde, integrante da equipe do Laboratório do INTI-Química assegurou: "Os resultados preliminares mostram os efeitos da enzima adicionada, comparada com o queijo Sardo sem adição de enzimas e, efetivamente, houve redução do tempo de maturação dos queijos analisados". A análise sensorial não apresentou diferenças significativas com a maturação de 20 ou 45 dias. "A matéria gorda, a umidade e o perfil não apresentaram diferenças significativas, e a aparência foi adequada tanto na maturação de 20 ou 45 dias", explicou Iturralde.

O uso do complexo enzimático Flavourzyme® encapsulado pode ser uma alternativa viável para acelerar a etapa da maturação já que os queijos testados apresentaram bom desempenho. (Portalechero - Tradução Livre: Terra Viva)

Em 2017, os custos de produção registram queda de -3,97%
ICPLeite/Embrapa - Após cinco meses consecutivos de alta, o custo de produção de leite registrou deflação em Dezembro. A variação do preço dos insumos em relação a Novembro foi de -0,07% no preço dos insumos, de acordo com o Índice de Custos de Produção de Leite - ICPLeite/Embrapa, calculado pela Embrapa Gado de Leite. O grupo Energia e combustível foi o que apresentou maior queda (-3,10%), ocasionado pela mudança de categoria tarifária da energia elétrica. Apresentaram queda também os grupos Sanidade, -0,79% e Qualidade do leite, 0,29%. Os grupos Reprodução e Mão de obra mantiveram preços inalterados. Os demais grupos apresentaram variações positivas: Concentrado, 0,09%, Sal mineral, 0,16% e Produção e compra de volumosos, 0,56%. Mais Informações (Embrapa)

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
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