Porto Alegre, 09 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.651

 

EUA - Os volumes exportados foram os maiores em mais de um ano

Exportações/EUA - Dados do comércio mostram recorde de vendas de soro, fortes vendas de queijo e leite em pó, e melhora no volume de manteiga. Foram embarcadas 173.269 toneladas de leite em pó, queijos, manteiga, soro de leite e lactose, em novembro, 6% a mais que um ano atrás e foi o maior volume desde outubro de 2016. Em valores as exportações norte-americanas subiram 8%, atingindo US$ 474 milhões.

As exportações de soro de leite foram recordes, 50.590 toneladas, crescimento de 10% em relação ao ano anterior. As vendas para o Sudeste Asiático (+22%) e para a China foram as mais altas do ano, embora o total para os chineses tenha sido tímido em relação ao ano passado (-7%). Os embarques para a Coréia do Sul (+34%), e Japão (+78%) também foram fortes.

 

As exportações de soro modificado subiram 18% em novembro (impulsionadas pelas fortes vendas para a China), enquanto os embarques de soro de leite em pó que subiram 15% (com destino ao Sudeste Asiático e também China). A exportação de WPC (Proteína Concentrada de Soro) aumentou 7% (graças às vendas para o Sudeste Asiático). A WPI (Proteína Isolada de Soro) foi destinada às vendas recordes para o Japão, embora tenham caído as remessas para a China, Canadá, e União Europeia.

As exportações de queijo totalizaram 29.284 toneladas em novembro, 17% a mais que no ano anterior. Embarques para a Austrália triplicaram em relação ao ano passado, em volume e as vendas tanto para o MENA (Oriente Médio/Norte da África, sigla em inglês) e Sudeste Asiático mais que dobraram. Enquanto isso, as exportações para o México e Coréia do Sul ficaram estáveis, e o Japão apresentou o 10º mês de baixa.

 

As exportações de NDM/SMP (leite seco desengordurado/leite em pó desnatado) atingiram 55.044 toneladas, o maior volume desde maio, ainda que tenha ficado 1% abaixo do forte volume de um ano atrás. Em novembro, as vendas para o Paquistão cresceram quase quatro vezes e os embarques para a região do MENA mais que dobraram em comparação com o ano passado. As exportações para o México e China também foram altas. No entanto, os carregamentos para o Sudeste da Ásia _ Filipinas e Vietnã, em particular - despencaram 26% na comparação anual.

As exportações de manteiga chegaram a 3.590 toneladas em novembro, elevação de 39% e o maior volume em quase dois anos. Os carregamentos para a região do MENA (mais, Arábia Saudita, Egito e Marrocos) foram quase o triplo do volume de um ano atrás. As vendas para o México também foram elevadas.

A exportação de lactose permaneceu estável na comparação mensal. Os volumes em novembro caíram bastante em relação ao ano passado, quando as vendas para o Sudeste Asiático tinham sido muito grandes, para compensar o declínio dos embarques da Nova Zelândia.

As exportações de leite fluido/creme caíram 38% em novembro, com a brusca queda de vendas para o Canadá (-82%). No quarto trimestre de 2016 as vendas foram mais de 20.000 litros, volume que nem chegou perto em 2017. Ocorreu o oposto com os embarques para o México, que cresceram 72%. Em termos de sólidos totais do leite, as exportações norte-americanas foram equivalentes a 16,1% da produção de leite do país em novembro, o maior percentual desde outubro de 2016. As importações foram equivalentes a 3,5% da produção, e, as exportações nos primeiros 11 meses de 2017 representaram 14,5% dos sólidos totais produzidos. (Usdec - Tradução Livre: Terra Viva)

Argentina: pequenas e médias empresas de lácteos desenvolvem sua própria marca

A Associação das Pequenas e Médias Empresas de Lácteos da Argentina (Apymel) registrou a marca Argendairy - que estão desenvolvendo - e na qual diferentes empresas participarão para melhorar os custos e ganhar ou consolidar mercados.

A oportunidade de expandir a demanda é apresentada pelo retorno da Argentina ao sistema de preferências dos Estados Unidos, que beneficia 500 produtos, incluindo queijos. Até agora, os queijos argentinos tinham uma cota de 6 toneladas com tarifas preferenciais para exportar para os Estados Unidos. Com a reentrada no Sistema de Preferências Generalizadas (GSP) são 8 mil toneladas. "As possibilidades estão se ampliando e isso sempre é bom; há algumas poucas pequenas e médias empresas produtoras que enviam queijos duros", disse Javier Baudino, da Apymel.

Com a Argendairy, a associação, que reúne 160 empresas que processam cerca de 5 milhões de litros de leite por dia, está empenhada em consolidar a exportação de produtos lácteos. "Vamos armar um contêiner com queijos, doce de leite e alguns outros produtos e ganhar competitividade dessa maneira", disse o membro da Apymel.

A marca já tem uma história, porque há vários anos começou a desenvolver um cluster na província de Buenos Aires, mas depois não avançou. O objetivo agora é integrar empresas de todo o país, não haverá condições de tamanho, mas o cumprimento dos requisitos legais, como os regulamentos do Código Alimentar Argentino e as especificações do Senasa.

Baudino descreveu que eles visarão, além dos Estados Unidos, basicamente o Brasil, o Chile e, em menor medida, o Peru. "São mercados interessantes com preços que podem ser convenientes", disse ele.

Os produtos com as melhores possibilidades de exportação são os queijos duros (os mais suaves possuem mais exigências de conservação e logística) e o doce de leite. Enquanto isso, no país existem muito poucas pequenas e médias empresas que produzem manteiga e estão concentradas no mercado interno.

O mapa argentino dos produtores de leite é controlado em cerca de 60% por três empresas que processam entre 1,5 milhões e quatro milhões de litros de leite por dia. Sete administram entre 500.000 e um milhão de litros e 25% são de médio a grande porte. O resto (entre 10% e 15%) são as pequenas e médias empresas.

Baudino descreveu que, devido aos problemas que enfrenta, a Sancor deixou espaços nas gôndolas que permitiram o crescimento de várias pequenas e médias empresas no interior, especialmente na área de queijos duros. "Não estamos falando de substituir, porque eles são tamanhos muito diferentes e carteiras de produtos distintas, mas existem empresas que atingiram uma relevância importante."

Ele descreveu que os queijos duros das pequenas e médias empresas têm nichos de mercado, mas os seis meses de maturação que eles exigem são financiados com seus próprios fundos e isso geralmente é um problema para algumas empresas. "As exportações de produtos lácteos argentinos são excedentes que são enviados para sustentar o mercado interno. Com uma rentabilidade aceitável, podemos continuar evoluindo, porque hoje há mais volume de produção do que consumo, o que gerou uma perda de 20% do preço de fábrica e causou quebras". 

Como exemplo, ele ressaltou que a tonelada de leite em pó caiu de US$ 3.500 para US$ 2.800. "Os preços caem em dólares e os nossos custos internos aumentam em dólares, ao qual é adicionada uma taxa de câmbio não competitiva", afirmou. (As informações são do La Nación, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Volatilidade/Uruguai Previsão de "alta volatilidade" no mercado de lácteos

Técnica da Opypa aconselha "se preparar para gerir riscos". Por enquanto não se espera grandes mudanças nos preços dos lácteos em 2018.

"Altos níveis de volatilidade" e preços que não voltarão aos níveis do boom de 2014 obrigam a cadeia láctea a "se preparar para gerir riscos". Esta é a principal conclusão do trabalho Cadena láctea: situación y perspectivas, de Natalia Barboza Bacci, publicado no Anuário 2017 do Departamento de Política Agropecuária (Opypa, sigla em espanhol) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai. 

Em suas considerações finais sobre desafios e perspectivas, a economista destacou que "os preços internacionais se recuperaram depois de três anos com valores muito baixos", e "a produção local responde de maneira positiva a este sinal do mercado internacional".  

Barboza Bacci lembrou que a captação de leite pelas indústrias crescerá em torno de 6,5% em 2017, em relação ao ano anterior, o que coincide com os números do Inale.

Dívidas e produção
Sem dúvida, "a margem positiva atual ao nível dos produtores é insuficiente para compensar os dois anos passados de margens negativas. Em particular, existem dificuldades para cumprir com o pagamento de dívidas, ainda que o número de inadimplentes da cadeia primária ainda seja baixo: 3% dos créditos totais se encontravam vencidos em setembro de 2017".

A técnica da Opypa garantiu que "ao nível industrial, a situação das dívidas de algumas empresas é preocupante, e 16% dos créditos totais estavam em atraso no mês de setembro de 2017". Por outro lado, Barboza Bacci assegurou que "o mercado internacional se encontra equilibrado e não são esperadas grandes mudanças nos níveis de preços em 2018". Quanto à produção de leite dos principais atores, a tendência de 2017 foi de crescimento, em relação a 2016; Nova Zelândia (+0,5%); Austrália (+3%); União Europeia (+0,6%); e Estados Unidos, 1,7%. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

PIB do agronegócio 
O ano de 2018 já começa com um grande desafio para o setor do agronegócio brasileiro: aproximar-se, mesmo que de forma tímida, dos resultados obtidos em 2017. Em meio a uma economia ainda caducante, o PIB do setor acumula nos três primeiros trimestres do ano passado alta de 14,5%. Para este ano, no entanto, as previsões de mercado são de um desempenho entre 0,5% e 2%. (Cerrado Rural)

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
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