Porto Alegre, 13 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.620

 

  Fórum do leite/RS 

Os caminhos para a exportação serão debatidos no 5º Fórum Itinerante do Leite, no dia 21 de novembro de 2017, em Frederico Westphalen (RS). A proposta é avaliar as possibilidades do Brasil no mercado mundial de lácteos. 

O encontro terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural das 9h às 12h, diretamente do Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Câmpus de Frederico Westphalen. O fórum será dividido em dois painéis, com a participação de pesquisadores, empresários, autoridades e líderes do setor. A primeira parte enfocará o mercado externo de lácteos e as políticas públicas. A visão governamental será apresentada pelos secretários da Agricultura da região Sul. Na segunda parte, dirigentes de entidades representativas do setor avaliarão os desafios dessa cadeia para que os produtos lácteos do Brasil tenham maior competitividade no mercado mundial. A programação prossegue à tarde com oficinas técnicas, reunindo produtores rurais, empresários, especialistas, professores e estudantes. Ao se inscrever, cada participante deverá optar por uma das três oficinas, com enfoques em gestão e sucessão na produção de leite, nutrição animal e caminhos para a exportação. As inscrições para o evento poderão ser feitas a partir desta segunda-feira, dia 13. Serão gratuitas, antecipadas e limitadas. CLIQUE AQUI PARA INSCRIÇÃO

Os painelistas responderão perguntas do público presente no Salão de Atos e dos que assistirem pelo Canal Rural (TV e internet) e pelo YouTube (www.youtube.com/canalruralbr). A iniciativa é do Canal Rural, do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul (Fundesa), do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat-RS), da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS) e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Frederico Westphalen. O evento tem apoio da Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios (AGL), da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), da Cooperativa Tritícola de Frederico Westphalen (Cotrifred), da Cooperativa de Energia e Desenvolvimento do Médio Uruguai (Creluz), da Empresa Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), da Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs), da Prefeitura de Frederico Westphalen, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no RS (Senai-RS) e do Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo). O fórum faz parte de uma série de eventos, iniciada em 2016, para debater os desafios da cadeia do leite por entidades do setor, em parceria com universidades e entidades regionais. Neste último trimestre, a comunidade de Frederico Westphalen e entidades da cadeia gaúcha do leite elegeram o mercado externo como tema para encerrar os debates itinerantes em um ano pontuado por grandes polêmicas sobre os impactos das importações de lácteos. (Canal Rural)

Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 10 de Novembro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de setembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de outubro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)



 

Carlos Barbosa é líder no Estado

Em Carlos Barbosa, o rendimento médio é de 6,8 mil litros/ano por vaca. O produtor João Grespan tem participação direta nesse desempenho. Em sua propriedade, cada uma das 42 cabeças em lactação rende 10 mil litros anualmente. E os números sobem a cada temporada. Em 2016, tiravam-se 900 litros de leite do rebanho por dia. Neste ano, são 1,3 mil litros.

- Com pouca área de terra, temos que crescer pela produtividade. A genética nos ajuda a aumentar de 15% a 18% o volume ao ano - justifica.

Na propriedade de Grespan, as atividades são divididas e executadas com a precisão de um relógio suíço durante os 365 dias do ano. Ele cuida da limpeza das vacas, enquanto a mulher faz a ordenha. Os filhos, que estudam agronomia e zootecnia, cuidam do solo, da produção de alimentos e da genética. Já a filha faz a contabilidade da granja. Juntamse a eles dois técnicos, que prestam consultoria nas áreas de reprodução e alimentação. A soma do esforço coletivo resulta em alto rendimento. (Zero Hora)

 

Tecnologia potencializa manejo

A tecnologia é aliada de uma série de propriedades de leite, configurando-se em outro aspecto que explica o incremento na produtividade. Em 2015, Ezequiel Nólio, um dos proprietários da Tambo Nólio, de Paraí, foi pioneiro no Estado a apostar na utilização de robôs para a realização da ordenha. Dois anos depois, a produção média por vaca passou de 28 para 35 litros ao dia. A máquina está junto ao pavilhão onde ficam as 63 vacas da raça holandesa. Os animais se dirigem ao equipamento por conta própria. Assim, não há horário fixo para a ordenha. Nólio conta que chegam a fazer fila para entrar no box. A máquina reconhece cada vaca, fornece ração em medida controlada e coleta informações sobre a qualidade do leite gerado.

- O investimento foi em torno de R$ 900 mil, entre a máquina e adaptações do pavilhão. O retorno se dará em cinco anos, com aumento na produtividade e redução de consumo de ração. E vamos ganhar uma lactação a mais por cada vaca - celebra Nólio.

A utilização de robôs ainda é tímida no RS e no Brasil. Na maior parte das propriedades, são utilizados equipamentos para fazer a transferência do leite do úbere direto para o tanque de resfriamento e para medir a produção. (Zero Hora)


Quando a genética vira negócio

Algumas das vacas com maior produtividade do Brasil são de Farroupilha. A Granja Tang coleciona títulos em feiras, exposições e campeonatos que medem a produção dos animais. Com essa credencial, o comércio de embriões, o aluguel das vacas para reprodução e a venda de exemplares se tornaram um negócio para a cabanha, que tem 40% do seu faturamento oriundo dessa área.

A produtividade elevada vem de longa data. De 2009 a 2013, a granja teve uma recordista nacional. Foi a vaca holandesa Raquel, que chegou a produzir 20 mil litros de leite ao ano. O animal já morreu, mas o atual plantel de 31 vacas da raça holandesa em lactação conta com sua neta e bisneta.
Agora, a nova estrela é a vaca Sali. Com média anual de 17 mil litros, ganhou o concurso leiteiro da Expointer 2017. Aos três anos, venceu na categoria jovem, gerando 66 quilos de leite. O resultado foi superior até ao da campeã adulta, que totalizou 52 quilos.

A granja tem produtividade de 11,8 mil litros ao ano por cada animal. O segredo para o desempenho está em fatores característicos da região. A propriedade é pequena, com 14 hectares, e tem dedicação exclusiva ao gado leiteiro. Também influenciam no resultado cuidados com genética e alimentação equilibrada entre proteínas, silagem, feno e capim.

Outro ingrediente é considerado fundamental: o trato com os bovinos. A ordenha é feita a cada 12 horas para evitar lesões no úbere. As vacas permanecem soltas no pasto pela manhã, permitindo que se movimentem e até mesmo interajam. E cada vaca tem um nome, geralmente uma homenagem a parentes e amigos da família.

- Os animais também gostam de tomar sol e passear, como os humanos. E cada uma tem personalidade própria. Tem vaca dócil e mais agressiva, que briga com as outras - conta o proprietário Itamar Tang.

Toda a produção da Tang é de genética holandesa. A raça, aliás, é predominante no Rio Grande do Sul: segundo a Emater, o plantel chega a mais de 650 mil animais. Na Serra, são 53 mil cabeças. (Zero Hora)

Exportações/Uruguai
As exportações de lácteos cresceram 26% em outubro em relação a igual mês do ano passado. Foi o terceiro principal item de exportação em outubro, totalizando US$ 66,6 milhões. O principal destino foi a Argélia com 36% das remessas do mês. No acumulado do ano se posicionou como o segundo destino dos produtos lácteos uruguaios, com envios que representarão US$ 65 milhões, de acordo com dados publicados no Boletim mensal do Instituto Uruguai XXI sobre comércio exterior. O Brasil foi o segundo destino das exportações de outubro, ainda que o volume dos envios tenham caído 59% em relação a outubro de 2016. No acumulado do ano houve retrocesso de 44%, que foi compensado com uma recuperação de 28% nos valores. A Rússia foi o terceiro destino com um acumulado de US$ 54 milhões entre janeiro e outubro, 44% a mais que em igual período de 2016. Nos primeiros 10 meses do ano o faturamento total das exportações de lácteos alcançou a cifra de US$ 470 milhões, abaixo dos US$ 478 milhões realizados no mesmo período do ano anterior. (LecheriaUY - Tradução Livre: Terra Viva)

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