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Porto Alegre, 23 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.608

 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Outubro de 2017 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Setembro de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Outubro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

Produtores convocam deputados para agir



Um encontro que trouxe a Ijuí produtores oriundos de 38 municípios da região discutiu na Casa do Produtor Rural no Parque de Exposições a temática inerente ao preço do leite pago ao produtor rural. O integrante do Grupo Construindo o Leite, Cristiano Didoné, disse ao GrupoJM que é chegada a hora de o produtor deixar as vacas na propriedade e sair para a rua para brigar por melhorias no seu setor. "O produtor precisa mostrar que está vivo", afirmou ao lembrar que desde março o preço do leite vem caindo e nos últimos três meses há relatos de prejuízos com a atividade tendo em vista o preço pago ao produtor que, em alguns casos, não passa de R$ 0,80 centavos o litro. O produtor rural disse que quem atua na atividade do leite tem um custo de produção ao redor de R$ 1,20 e atualmente, sem a intervenção do governo no mercado interno para adquirir o leite importado, o produto nacional só caiu de preço e os prejuízos vêm se acumulando mês a mês.  Didoné defendeu na audiência a retirada do Pis e Cofins da ração utilizada na alimentação animal, a renegociação do custeio utilizado para produção, além de um incremento de pelo menos R$0,30 no preço do leite para devolver condições mais adequadas de produção na propriedade rural. 

No evento realizado no parque, o diretor do Sindilat Darlan Palharini, apresentou dados relacionados ao crescimento da produção leiteira no Brasil no primeiro semestre deste ano. De acordo com ele, foram produzidos 1,89 bilhão de litros, 11.40% mais do que no mesmo período do ano passado. Já para o segundo semestre a previsão é de que a produção cresça 4,2% e a redução em relação ao produzido no primeiro semestre na sua avaliação se dá  pelos problemas de preço e comercialização enfrentados pelo setor.  Para o representante da Secretaria de agricultura do Estado ,  Antonio Aguiar,  é preciso verificar como o Uruguai está trabalhando o que chamou de triangulação na comercialização do leite. "O Uruguai, principal exportador para o Brasil está usando internamente o leite que produz e exportando o leite de terceiros com uma tributação elevada", disse. Aguiar defendeu ainda que as entidades e instituições de forma conjunta desenvolvam uma campanha para incentivar o consumo interno do leite, além de defender também que o País e o Estado entrem definitivamente no mercado exportador do produto. (ClicJM)


Vaca do futuro: genética em prol da produção de leite

Vaca do futuro - Nos últimos 40 anos, produção de leite subiu 615% a mais que o rebanho no Paraná, com contribuição decisiva de novas tecnologias em DNA. O produtor rural Ubel Borg está há 50 anos na atividade leiteira, em Castro, nos Campos Gerais. 
Com o entusiasmo de um jovem que recém começou no negócio e uma pasta desgastada pelo tempo cheia de papeis amarelados embaixo do braço, Borg faz questão de levar os visitantes a um passeio na história antes de ir conferir as vacas na pastagem. "Eu nasci na Holanda, vim para cá com seis anos, em 1953. Aqui era campo bruto, sem estradas. Viemos para cá no grito, apenas com nossa organização, nosso trabalho e nossa dedicação de corpo e alma para construirmos uma vida nova."

Hoje, o cenário mudou bastante em termos de conforto. Mas a maior transformação ocorreu em outro campo. Na década de 1950, os melhores animais, da raça holandesa, trazidos de navio da Europa para o Brasil, tinham uma produtividade estimada em 4 mil litros de leite por ano. Atualmente, Borg tem exemplares que passam dos 15 mil litros por ano. "Tudo isso na base da genética", garante. "Mas não é fácil chegar a esse resultado, tem que pegar o que usam de melhor no mundo em material e insistir, porque na genética dois mais dois não é igual a quatro. É preciso anos de persistência até que uma hora você vai tirar um animal de elite", ensina.

Borg possui agora uma área de pouco mais de 95 hectares. São 250 animais em lactação (450 no total) que produzem diariamente uma média de 35 litros de leite cada um. Boa parte desse sucesso está naqueles documentos envelhecidos. Eles registram dados de bovinos leiteiros desde antes da Segunda Guerra Mundial, ainda na Europa. Não é à toa que Ubel e o filho Rogério já perderam as contas de tantos títulos conquistados em concursos. Neste ano, inclusive, um animal criado por eles venceu a categoria Campeã Suprema, da Agroleite, também em Castro, uma das feiras de lácteos mais importantes do Brasil.
Leia mais e conheça as características da vaca do futuro aqui. (Faep)

 

Oferta de manteiga continuará apertada em 2018

Manteiga - O cenário parece indicar a continuação dos elevados preços da manteiga, com a projeção de estagnação da disponibilidade dos dois maiores exportadores. As exportações combinadas da Nova Zelândia, o maior fornecedor mundial de manteiga e da manteiga anidra de leite, aumentará apenas 2.000 toneladas em 2018, chegando a 519.000 toneladas, prevê o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de Wellington em seu primeiro relatório a respeito do próximo ano. Na União Europeia (UE), o segundo maior fornecedor mundial, as exportações de manteiga se manterão em 185.000 toneladas, de acordo com o escritório regional do USDA. Sendo a UE e a Nova Zelândia responsáveis por mais de 80% das exportações mundiais de manteiga, as previsões sugerem que as condições de mercado não serão alteradas, e que os preços se manterão elevados, e também haverá aumento para outros produtos oriundos da matéria gorda do leite.

Restrições ao crescimento da produção de leite
As previsões refletem as baixas expectativas de produção de leite nas duas regiões - 2,32 milhões de toneladas na UE e 545.000 toneladas na Nova Zelândia.  A produção de leite na Nova Zelândia deve crescer 0,5%, muito em decorrência de renovação do rebanho leiteiro, permanecendo, no entanto, 270.000 toneladas abaixo da produção de 2014. Um "aumento do otimismo poderá levar alguns agricultores a aumentarem ligeiramente o número de vacas", diz o departamento. Na UE, a previsão é de que haja crescimento de 0,1%, combinando ligeira redução de rebanho e aumento da produtividade pro vaca.

Fator leite em pó desnatado
Apesar dos elevados preços da manteiga, outros lácteos também pesam na contabilidade financeira dos processadores, como as cotações do leite em pó desnatado [ou o leite seco desengordurado], rico em proteínas, mas que são produzidos durante o fabricação da manteiga. "As indústrias de laticínios enfrentam o dilema: aproveitar os atuais preços da manteiga e correrem o risco de elevar os estoques comerciais do leite em pó desnatado, ou optar pela fabricação de queijos que é menos arriscado, e cuja demanda mundial continua crescente", diz o relatório do USDA.

"o leite seco desengordurado pode demorar a voltar a ser lucrativo porque existem elevados estoques de 2016 e 2017 no programa de intervenção da UE", com volume estimado em 380.000 toneladas, pressionando as cotações do mercado mundial. A razão para prever que em "2018 a produção de manteiga manterá os mesmos níveis de 2017, é principalmente porque, o aumento da produção de leite será direcionada à produção de queijo".

"Atender primeiro a manteiga"
Na Nova Zelândia, o escritório de Wellington disse que "o mundo continua a ter superoferta de leite em pó desnatado e os preços internacionais estão despencando para o piso de um ciclo sem fim no curto prazo". O escritório lembrou ainda o crescimento da competição pelo complexo gordura, com o creme de leite UHT, "um produto de alto valor agregado processado na Nova Zelândia para atender o segmento de food service na Ásia, especialmente na China". As exportações de creme de leite da Nova Zelândia esse ano, pode chegar a 90.000 toneladas, três vezes mais que os embarques de cinco anos atrás. "Em um ano em que o crescimento da produção de leite está relativamente limitado, a produção de creme de leite com maior valor agregado é a primeira opção para a matéria gorda do leite, mais do que a manteiga, ou a manteiga anidra de leite".

Escassez contínua de manteiga
A análise responde com a cautela da semana passada do Dairy Australia quando disse que os enormes estoques de leite em pó desnatado da UE "provavelmente serão uma fonte de instabilidade no mercado de commodities lácteas em um futuro próximo, e uma fonte de contínua divergência" entre os preços das proteínas e das gorduras.
"Enquanto as incertezas acerca dos estoques de intervenção da UE (de leite em pó desnatado) continuarem, as cotações do SMP permanecerão baixas". Isso continuará a restringir "o retorno do fluxo da fabricação de SMP/manteiga como alternativa à combinação da produção de leite em pó integral/queijo, significando menor processamento de manteiga, e mantendo a baixa oferta a preços elevados". (Agrimoney - Tradução Livre: Terra Viva)


União Europeia - A produção de leite poderá aumentar 0,7% este ano
Produção/UE - A captação de leite na União Europeia (UE) em julho passado subiu 2,2% em relação a julho de 2016, de acordo com os dados da Eurostat. Em julho de 2017, as entregas cresceram na Itália (+12,8%), Irlanda (+9,6%), Polônia (+6,6%), Espanha (+2,9%), e Reino Unido (+1,8%).  Ocorreu o contrário na Alemanha (-0,4%), e também na Holanda (-2,1%). A captação no acumulado do ano alcançou um nível similar à do mesmo período do ano passado, e é possível que se cumpra a previsão da Comissão Europeia de que a produção de leite na UE, em 2017, poderá aumentar 0,7% em relação a 2016, segundo divulgado em seu boletim. A Comissão Europeia também estimou que o preço do leite pago aos pecuaristas poderá continuar aumentando, impulsionado pelo preço da manteiga e à demanda crescente de queijo. Esta situação poderá incentivar a produção de leite. Também se estima que a produção de manteiga poderá ser reduzida em favor dos queijos. A recuperação das exportações europeias de leite em pó desnatado continua, mas, sem ser suficiente para eliminar o volume dos estoques de intervenção. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

 
 
 
 

Porto Alegre, 20 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.607

 

Suspensão de importação de leite do Uruguai ajuda, mas não resolve crise

Importações de leite - A recente suspensão temporária das importações de leite em pó do Uruguai agradou a produtores e indústrias, mas não é considerada suficiente para sanar a crise que se instalou no setor no último ano. Bastante suscetível ao poder aquisitivo da população, o consumo de leite e derivados recuou com o aumento do desemprego, ao mesmo tempo em que os produtores viram o preço do litro recuar com o aumento da oferta. Nesse cenário, a restrição a importação determinada pelo Ministério da Agricultura (Mapa) na última semana é vista como positiva. "Em um momento em que as indústrias estão estocadas pelo excesso de oferta não faz sentido essa importação", argumenta o presidente da comissão de Pecuária Leiteira da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. "É uma medida importante."

No entanto, a decisão do governo brasileiro não estabelece uma nova regra para a entrada do produto uruguaio, como defende o setor. "Essa medida tem uma importância mais emocional [por mostrar que o governo está atento às dificuldades da cadeia produtiva]", conta Alvim. Já há algum tempo o setor reivindica a regulação das importações do Uruguai, por meio da criação de uma cota de importação, a exemplo do que acontece com a Argentina, que pode exportar até 5 mil toneladas por mês ao Brasil.

"Isso é importante para que exista uma isonomia. Se os uruguaios não tiverem um limite fica complicado manter a cota já estabelecida com a Argentina", argumenta Alvim. O secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, concorda. "O que precisamos é de uma cota, para que o setor tenha previsibilidade", afirma. Segundo ele, o quilo do leite em pó uruguaio chega ao Brasil por R$ 11, enquanto o produto brasileiro custa em torno de R$ 12,50. No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil importou 86,4 mil toneladas de leite em pó, sendo 47,3 mil toneladas do Uruguai. O volume é 30,5% menor que o importado no mesmo período do ano passado, quando 124,4 mil toneladas foram importadas pelas indústrias brasileiras.

Desestímulo
Segundo Alvim, da CNA, os preços pagos ao produtor pelo litro do leite sinalizam recuperação. "Não é a primeira vez que acontece de os preços caírem na entressafra - quando o custo de produção é maior - e voltarem a subir nas águas, quando a oferta deveria pressionar os preços", diz. Ainda assim, estão abaixo dos praticados no mesmo período do ano passado. O valor médio pago pelo litro no País está em R$ 1,05, diz Palharini. Há um ano, esse valor era de R$ 1,25 por litro, em média. Na avaliação o secretário do sindicato gaúcho, esse cenário de preços deve desestimular a produção de leite neste ano. Em 2016, o País produziu 33,6 milhões de litros de leite. "Até julho esperávamos um crescimento de expressivo, de 7%, para 2017. Agora, com a queda de preços, projetamos um incremento próximo de 3%", destaca Palharini.

A safra na Sul do País está no fim enquanto a produção no Centro-Oeste começa agora, no período das águas. "Ainda não sabemos o quanto essa produção pode de fato diminuir", observa o dirigente. Para Palharini, isso dependerá das condições do produtor de produzir com menor remuneração. "Temos relatos de produtores com capacidades superiores a 300 litros por dia que estão produzindo a um custo de R$ 0,65 por litro no Rio Grande do Sul", diz. "Por outro lado, os produtores que operam com capacidade de 200 litros por dia ou menos encontram mais dificuldade de ajustar esses custos", pondera. Segundo ele, esse segundo grupo representa entre 30% e 40% da produção nacional. Na avaliação de Alvim, a saída da crise passa por ações de estímulo ao consumo e de políticas públicas voltadas à exportação do produto. (DCI)

Valor da produção do campo soma R$ 535 bi


 

Ainda que tenha mantido sua projeção para o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país em 2017 em R$ 535,4 bilhões, um recorde 2,1% superior ao total registrado no ano passado, o Ministério da Agricultura passou a estimar esse montante a partir de um cenário menos otimista para a agricultura e menos pessimista para a pecuária. Em levantamento divulgado ontem, a equipe de José Garcia Gasques, coordenador-geral de estudos e análises da Secretaria de Política Agrícola da Pasta, reduziu sua previsão para o VBP das 21 principais lavouras do país este ano para R$ 365,9 bilhões, ainda 6,3% mais que em 2016, e elevou o cálculo para cinco maiores segmentos da pecuária para R$ 169,5 bilhões, agora uma queda de 5,9% na mesma comparação. Em geral, o VBP do campo brasileiro continua sendo puxado pela soja, mas os grandes destaques positivos de 2017 são as recuperações da cana e do milho, com aumentos estimados em 33,4% e 14,6%, respectivamente. (Valor Econômico) 

Leite: preço não cobre custos de produção no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, produtores estão recebendo tão pouco pelo litro do leite que nem conseguem cobrir os custo de produção. Muitos fizeram investimentos nos últimos anos e agora se questionam como vão pagar as dívidas. A produtora Aneli Messer, de Teutônia (RS), mostra em uma nota fiscal que recebeu no último mês menos de R$ 1 pelo litro do leite. O mínimo que precisaria ganhar para cobrir os custos seria de R$ 1,30, diz ela. "Tu acorda (sic) de manhã e pensa: será que vai melhorar? Será que vão suspender essa entrada de leite em pó (vindo do Uruguai)?", pergunta. 

Há dez anos, ela investiu cerca de R$ 300 mil na produção leiteira, através da Fonte:Bruna Essig/Canal Rural compra de novilhas e da construção de um galpão para os animais e uma sala de ordenha. Com o atual cenário do setor, ela afirma não saber como pagar pelas melhorias. "Eu gosto muito de lidar com os animais, mas estou até pensando em desistir da produção", diz Aneli Messer. De acordo com o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do do Rio Grande do Sul (Conseleite-RS), o valor de referência do litro para setembro é de R$ 0,85. No mesmo mês do ano passado, Aneli Messer recebia R$ 1,56.   

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no estado (Fetag), Joel da Silva, prega que o governo faça sua parte para frear a queda na remuneração, por meio de aquisições oficiais para enxugar o mercado. "Com o trancamento da importação e uma compra governamental, os preços começam a estabilizar, não vou nem dizer que vai começar a subir, mas vai parar de cair", diz. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teutônia, Liane Brackmann, diz que mais de 2.000 produtores abandonaram a atividade leiteiras nos dois últimos anos. A questão do preço foi o principal entrave, segundo ela, mas também teriam colaborado para esse desânimo as políticas voltadas à cadeia do leite no estado. "Foram muito prejudiciais e estão excluindo muitos produtores, com a questão da importação e das taxações", afirma a representante do sindicato. (Canal Rural)


Emprego
O mês de setembro registrou aumento de 34.392 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. (Fonte: Diário do Comércio/SP)

 
 
 

Porto Alegre, 19 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.606

 

Ana Amélia sugere compra do excedente de leite para amenizar crise no setor

 

Na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, nesta quinta-feira (19), a senadora Ana Amélia (PP-RS) sugeriu que a Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty ative, através dos acordos internacionais, a compra do excedente de leite e doe para países que enfrentam grave problema de fome. O presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL), garantiu apoio da Comissão ao pedido da parlamentar. 

Ana Amélia também comentou que há a possibilidade do Ministério de Desenvolvimento Social comprar o estoque do produto para a distribuição nos programas sociais, nas creches, escolas, hospitais e outros. 

Produtores de leite de todo o Brasil sofrem com o preço baixo. Só no Rio Grande do Sul, nos últimos dois anos, 19 mil produtores abandonaram a atividade. Na semana passada, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou a suspensão da importação do leite uruguaio. A entrada do produto do país vizinho contribuía para a queda do preço pago no leite brasileiro. Em entrevista recente, o ministro adiantou que o Mapa não dispõe de orçamento para comprar o leite excedente, mas que através do MDS tal medida poderia ser viável. 

Atualmente, no Brasil, são mais de 1 milhão de produtores de leite e cerca de 4 milhões de trabalhadores envolvidos na atividade leiteira. Ao todo, 99% dos municípios brasileiros têm registro de atividades ligadas ao setor. Assista o Vídeo. (Agência Senado e Assessoria de Imprensa Senadora Ana Amélia)

Europa - Porque as prateleiras de manteiga estão cada vez mais vazias?

Manteiga - Você está tendo dificuldades de encontrar manteiga nos supermercados? Você não é o único, o setor enfrenta o início de uma escassez. Há algumas semanas, consumidores e distribuidores observam o desaparecimento da manteiga. Alguns falam em escassez de manteiga e preocupação com os produtos das festas de final do ano, como os tradicionais folheados. Europe1 acredita que a manteiga está se transformando em alimento raro.

Devemos esperar por uma verdadeira escassez de manteiga?
Cada vez mais as prateleiras de refrigerados reservadas à manteiga ficam vazias por semanas em muitas regiões da França, tanto em Franche-Comté, na Normandia, na Bretanha ou ainda em Centre-Val-de-Loire. Os tabletes são substituídos por cartazes explicando que o produto não está mais disponível. As grandes lojas reconhecem que elas estão com dificuldades para repor os estoques. "Somos atendidos a conta-gotas", explica a responsável por produtos frescos do hipermercado Dury, perto de Amiens, ao jornal Le Courrier Picard. "Todos os dias fazemos os pedidos mas, nós não recebemos tudo. Existe um cronograma de entregas, e todas as marcas são afetadas". Uma escassez que também incomoda o consumidor. Diante do racionamento da manteiga, aqueles que encontram compram mais do que o de costume. Eles estocam no congelador para ficarem seguros de ter o produto suficiente para as festas do final do ano. Por outro lado, este início de escassez deverá ser resolvido naturalmente, após o inverno, já que a manteiga é um produto sazonal. É durante o inverno que as vacas têm seus filhotes, e então elas produzem menos leite para a indústria, o que não é o caso da primavera, lembra a Rádio RTL.

Quais são as consequências dessa falta?
Os profissionais da produção de produtos lácteos tentam se garantir. Se Christian Vabret, presidente da Confederação Europeia de Padarias e Confeitarias, assegura à La Montagne que no seu segmento não faltará manteiga para as festas do final do ano, os preços deverão, efetivamente, aumentar este ano. "Os preços já aumentaram 45% entre 2015 e 2016, e e subiram outros 50% desde o mês de junho". Quanto ao reajuste da matéria-prima chegar aos produtos transformados, o profissional assegura que há dez anos, os preços de croissants e brioches aumentaram muito pouco. Entretanto "para tortas e folhados, é evidente que haverá um reflexo maior nos preços, mas ainda assim, continuarão razoáveis", reconhece. No entanto, esta alta nos preços da matéria-prima prejudicará os empregos que dela dependem. É o caso da empresa Cher, especializada na fabricação de massas (folhada, quebrada, areada), que deverá colocar 10 empregados em tempo parcial por duas semanas.

Quais são as causas dessa situação? Essencialmente pelo explosão da demanda mundial nos últimos anos. "O consumo nas economias emergentes, como China e Oriente Médio, é cada vez maior", explica Dominique Chargé, presidente da Federação Nacional das Cooperativas de Laticínios. Mesmo que a oferta esteja lutando para atender à demanda, continua mais interessante para o produtor de leite, vender no mercado internacional, segundo um especialista.

"Hoje um industrial francês tem mais interesse em comercializar a manteiga com outros países, com os preços indexados à cotação mundial, do que vender a manteiga a um distribuidor francês que se recusa a aceitar as elevadas altas de preços". Por outro lado, as cotações do leite em pó não conseguem recuperação, desde a crise leiteira de 2015.

Também, os agricultores tiveram dificuldades de produção em decorrência de condições climáticas adversas ao longo de todo o ano de 2016, e na primavera de 2017. A produção de leite caiu, e é natural que a manteiga tenha se tornado mais cara. "Dois anos atrás, o quilo era € 3,50, e hoje, é no mínimo € 6,00", esclarece Dominique Dengreville, presidente dos produtos de leite de Somme e Courrier Picard. E, por último, os consumidores mudaram sua visão sobre a manteiga. Considerada por anos, como prejudicial à saúde, a manteiga foi reabilitada diante de margarinas e óleos vegetais. Em 2014, uma porção de manteiga foi manchete na revista britânica Time, com o título "Coma manteiga. Cientistas rotularam a gordura como inimiga. Os motivos pelos quais eles estavam errados". (europe1 - Tradução Livre: Terra Viva)


Terceiro mês de alta no índice de custo de produção da pecuária leiteira

O Índice de Custo de Produção da Scot Consultoria para a atividade leiteira teve alta de 2,3% em outubro, em relação a setembro deste ano. Foi o terceiro mês consecutivo de aumento nos custos. O reajuste positivo nos preços dos alimentos energéticos, dos suplementos minerais e dos produtos para sanidade puxou a elevação dos custos.

No entanto, apesar da alta nos últimos meses, os custos de produção estão 12,0% abaixo na comparação com igual período do ano passado. Para o produtor de leite, com o aumento nos custos de produção e seguidas desvalorizações no preço do leite pago ao produtor as margens da atividade estão se estreitando. Este fato já começa a pesar nos gastos com alimentação do rebanho e nos investimentos na atividade, o que poderá refletir na produção em curto e médio prazos. (Scot Consultoria)

Leite: mastite gera prejuízo de R$ 6 bilhões
O assunto da Caravana da Produtividade desta quarta-feira, dia 18, foi a mastite, a doença responsável por prejuízos de até mais de R$ 6 bilhões cadeia leiteira. O gerente de produto da Boehringer Saúde Animal, Fernando Dambrós, fala sobre o tratamento da mastite com o uso racional de antibióticos. Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 
 
 

Porto Alegre, 18 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.605

 

Cenário do leite em debate em Santa Rosa
 

Com o intuito de debater os rumos da produção leiteira gaúcha na região Nordeste do Estado, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) participou, nesta quarta-feira (18/10), de mesa redonda durante o Seminário Regional do Arranjo Produtivo Local (APL) do Leite, com o tema "Onde estamos e para onde vamos?". O evento ocorreu no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), no campus do município de Santa Rosa (RS). Na ocasião, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, representou a entidade, abordando os entraves por que passa o setor. 

Durante o seminário, a Embrapa Clima Temperado apresentou o projeto Siga Leite, que visa fomentar o sistema de produção de leite de qualidade com baixo custo aos produtores. A relação entre custo de produção e o preço pago ao produtor foi o tema mais pautado no evento, conforme aponta Palharini. "O Sindilat defende que os custos do produtor precisam ser competitivos para que nossa produção possa fazer frente a países exportadores, como Argentina e Uruguai", afirma.
 
A Associação de Municípios da Grande Santa Rosa ainda aproveitou a agenda para apresentar o Prêmio Gestor Amigo do Leite, que premiará gestores públicos e projetos que apoiam o cenário do setor leiteiro na região de atuação do Corede Nordeste. Além disso, a Emater apresentou diagnóstico detalhado da atual situação do setor na região. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Últimas semanas para inscrições no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Quem ainda não se inscreveu no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo tem apenas duas semanas para se candidatar. O prazo para o encerramento das inscrições vai até 1º de novembro. Promovida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), com o intuito de valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho, a láurea vai valorizar as melhores reportagens produzidas pela mídia especializada, destacando o desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios do setor. O prêmio vai reconhecer profissionais em quatro categorias: mídia impressa, mídia eletrônica, online e fotografia.

Para garantir a participação, os profissionais devem enviar os trabalhos e a documentação necessária para o Sindilat por e-mail (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou entregar em mãos na sede do Sindilat (Av. Mauá, 2011/505 - Centro - Porto Alegre/RS), das 9h às 18h. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. Os materiais devem ter sido veiculados/publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro e os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu. Além do material produzido, também devem ser anexadas cópias de documento de identidade, registro profissional e ficha de inscrição preenchida no momento da candidatura. Os trabalhos que não tiverem a identificação do autor, deverão estar acompanhados de um atestado de autoria. Confira o regulamento: 

Regulamento 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

CRONOGRAMA
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo é uma realização do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS que busca valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do Brasil.
Período de Inscrições: 01/09/2017 a 01/11/2017 
Divulgação dos Finalistas: até 27 de novembro
Divulgação dos Vencedores: 7 de dezembro

PARTICIPAÇÃO
1) Serão recebidos trabalhos publicados em língua portuguesa em veículos com sede no Brasil.
2) Tema: Os trabalhos inscritos devem abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios.
3) Os trabalhos a serem inscritos no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo devem ter sido publicados/veiculados entre 02/11/2016 a 01/11/2017.
4) Podem participar jornalistas devidamente registrados ou grupo de profissionais, sendo ao menos um jornalista.
5) Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidato.

CATEGORIAS
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo divide-se em quatro categorias:
1) Impresso: reúne trabalhos de veículos impressos a serem enviados em formato PDF;
2) Eletrônico: reúne trabalhos divulgados em veículos eletrônicos (rádio e televisão) a serem enviados mediante link;
3) Online: Trabalhos veiculados no período recomendado desde que apresentem indicação expressa da data de veiculação e fornecimento do link ativo;
4) Fotografia: Imagens alusivas à atividade leiteira veiculadas na imprensa, independente da plataforma. Enviar a imagem original (em JPG) e PDF da publicação;

PREMIAÇÃO
Os vencedores (1º lugar) de cada categoria receberão troféu e um Iphone. Os segundos e terceiros classificados receberão um troféu de colocação.
É reservado ao Sindilat o direito, sem aprovação prévia ou comunicação, de substituir os prêmios em caso de falta de disponibilidade dos mesmos, por outro de sua escolha.

SOBRE A INSCRIÇÃO
1) O candidato deve preencher a ficha de inscrição (uma para cada trabalho inscrito).
2) Os trabalhos devem ser enviados por email para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. respeitando as particularidades de cada categoria. Em caso de envio de mais de um trabalho, deve-se produzir um email para cada reportagem inscrita.
3) Documentação a ser anexada no email:
- Reportagem;
- Ficha de Inscrição preenchida e assinada;
- Documento de Identidade;
- Cópia do Registro Profissional;
- Atestado de autoria (Se necessário);
4) O material deve ser enviado por email (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou entregue em mãos na sede do Sindilat (Av Mauá, 2011/505 - Porto Alegre das 9:00h até as 18:00h) até 1º de novembro de 2017.
5) A efetivação/finalização da inscrição será confirmada por email;
6) A Comissão Julgadora é responsável pela análise das inscrições e eventuais exclusões de trabalhos que não estejam em conformidade com as disposições deste regulamento.
7) A Comissão Julgadora será composta por profissionais de comunicação social, representantes do Sindilat e de instituições ligadas ao agronegócio.

COMPOSIÇÃO DE JURADOS:
O SINDILAT se reserva o direito de substituir qualquer nome referido, por razões de força maior, comprometendo-se a divulgar todos os participantes inscritos.
O corpo de jurados estará composto por profissionais da área de comunicação social e por executivos representantes das instituições ligadas ao setor lácteo.
Os jurados elegerão entre seus componentes, por consenso ou por votação, o presidente do júri. O mesmo será responsável pelo voto de desempate nos casos em que for necessário.
As decisões dos jurados são soberanas, respeitando as disposições do presente regulamento, sem qualquer espécie de recurso a este tipo de decisão.

DISPOSIÇÕES GERAIS
1) O autor ou autores dos trabalhos autorizam previamente sua reprodução para fins de divulgação do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo;
2) A decisão da Comissão Julgadora pela exclusão de um determinado trabalho será irrevogável;
3) O participante será desclassificado em caso de fraude comprovada;
4) Funcionários do Sindilat/RS, diretores e assessores não estão habilitados a participar desse concurso;
5) As reproduções, cópias ou qualquer outro elemento referente aos trabalhos enviados, não serão devolvidos;
6) A comissão técnica estará integrada por membros designados pelos organizadores, a seu critério exclusivo;
7) O autor dos trabalhos inscritos autoriza previamente que suas obras sejam objeto de reprodução, na totalidade, ou em parte, nas iniciativas de responsabilidade dos organizadores do Prêmio SINDILAT de Jornalismo, tais como livros, revistas, folhetos, páginas na web, catálogos e exposições, em que predomine o caráter informativo/cultural, independente de qualquer licença ou remuneração além do prêmio previsto no presente regulamento;
8) Está previsto no presente regulamento, sendo responsabilidade do júri, a decisão sobre casos omissos, por consenso ou por maioria de votos dos jurados, sendo irrevogável esta decisão;
9) Os participantes inscritos se declaram conscientes de todos os termos e estão automaticamente de acordo com todas as normas previstas no presente regulamento;
10) O Sindilat se reserva o direito, se necessário, em qualquer momento, sem aviso prévio, de modificar algumas das disposições do presente regulamento, em conformidade com seus objetivos;
11) A participação neste concurso é voluntária e gratuita.
12) São consideradas como válidas as participações que cumpram todas as condições e prazos previstos neste regulamento;
13) As questões previstas no presente regulamento serão resolvidas por liberdade do Sindilat e suas decisões serão soberanas e inapeláveis;
14) Os participantes do presente concurso cultural, incluindo o ganhador, assumem a responsabilidade total e exclusiva da propriedade intelectual dos trabalhos inscritos, bem como, de toda e qualquer reclamação por parte de terceiros que se sintam prejudicados por sua participação no concurso e pela transferência de seus direitos. O Sindilat não será responsável por qualquer infração de direitos autorais;
15) O participante se compromete a liberar todos os documentos e permissões necessários para o uso, por parte do Sindilat, dos trabalhos premiados; (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Evento vai aproximar empresários de investidores dos Emirados Árabes; setor lácteo gera interesse

Estão abertas as inscrições para o Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show, evento que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza em parceria com a Embaixada dos Emirados Árabes, na próxima segunda-feira (23), em Brasília, a partir das 14 horas.

Haverá rodadas de negócios entre empresas brasileiras do setor agropecuário e investidores da delegação de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Os representantes de empresas terão espaço para apresentar a investidores árabes projetos de captação de investimentos.

O principal interesse dos investidores está voltado para os setores de frutas, orgânicos, lácteos, proteína animal, arroz, milho, outros grãos e sementes, alimentos processados, além de energias alternativas.

O Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show é uma iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa e faz parte do Programa Agro+ Investimentos, ação que visa atrair investimentos externos e identificar oportunidades no agronegócio brasileiro.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, "o agronegócio brasileiro oferece excelentes oportunidades de investimento a investidores brasileiros e de outros países". O secretário acrescentou que "as principais oportunidades estão voltadas para a agregação de valor a produtos agropecuários" e que espera do evento "bons frutos para investidores árabes e empresários brasileiros".

Para participar do Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show, acesse o hotsite no link abaixo e inscreva-se: http://www.agricultura.gov.br/assuntos/relacoes-internacionais/eventos-e-missoes/missoes-comerciais/brazil-united-arab-emirates-agribusiness-investor-road-show (A informações são do Mapa)

RS: políticos e entidades debaterão cadeia do leite na Expo-Ijuí/Fenadi
A temática sobre a atual situação do leite vai estar em debate, sexta-feira pela manhã, na Casa do Produtor, no parque Wanderley Burmann, durante a Expo-Ijuí/Fenadi. Às 10 horas haverá audiência pública sobre a realidade da cadeia produtiva do leite da região, Estado e país, também com foco na importação do leite em pó, que preocupa produtores e entidades agrícolas. O evento é organizado pelo grupo Construindo Leite. O integrante do grupo, Cristiano Didoné, explica que haverá presença de deputados estaduais, além de integrantes da Conab, Emater, secretaria estadual da Agricultura e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados. Podem participar agricultores, empresas e entidades ligadas ao segmento leiteiro. (As informações são da Rádio Progresso de Ijuí)

 
 

Porto Alegre, 17 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.604

 

Leilão GDT tem segunda menor média mensal dos últimos 12 meses

No leilão da plataforma GDT (Global Dairy Trade) realizado nesta terça-feira (17/10), os preços internacionais dos lácteos estenderam suas quedas pelo segundo leilão consecutivo, fechando em US$ 3.204/tonelada. Em outubro, a média mensal de US$ 3.214/tonelada foi o segundo menor valor dos últimos 12 meses; quase 4% abaixo da média de setembro. Novamente com um alto interesse de participação, o leilão negociou 35.669 toneladas de produtos, ficando atrás apenas do leilão da quinzena passada em todo o ano de 2017.  Quanto aos produtos, o destaque positivo vai apenas ao AMF (Gordura Láctea Anidra). A gordura fechou em US$ 6.841/tonelada, com valorização de 5,2% neste leilão, mantendo-se em patamar historicamente elevado. Todos os outros produtos seguiram tendência de desvalorização. Neste contexto, destaque para a caseína, que amargou a maior queda relativa (8,6%), ficando em US$ 5.612/tonelada e para o leite em pó desnatado, que voltou a cair de forma acentuada, fechando em US$ 1.797/tonelada neste leilão (-5,6%).  Por sua vez, o leite em pó integral permaneceu praticamente estável, com retração de apenas 0,5% neste leilão, fechando em US$ 3014/tonelada. Dessa forma, o descolamento entre os leites em pó se acentuou novamente, chegando em US$ 1.217/tonelada, o terceiro maior valor da série histórica. (MilkPoint/GDT)

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 17 de Outubro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Setembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Outubro de 2017 é de R$ 2,1434/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)


Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 10 de outubro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de setembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de outubro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Cooperativa prepara "terreno" para se consolidar no mercado chinês

Um número limitado de organizações possui habilitação para exportar produtos e serviços para todos os continentes. Além de qualidade e produção em escala, é preciso manter contatos estratégicos e buscar novas alianças para seguir competitivo. Para sobreviver é preciso crescer, essa é a lei do mercado. A produção de alimentos, que é uma demanda prioritária na humanidade, oferece diferentes possibilidades de negócio. Em função da densidade demográfica e poder de consumo, o continente asiático vem chamando a atenção das empresas brasileiras, na medida em que os clientes habituais já estão fidelizados. E quem está visualizando a expansão da marca no oriente é a Cooperativa Languiru. Entre os dias 18 e 28 de agosto, o vice-presidente Renato Kreimeier esteve na China. O objetivo da viagem foi retribuir visita do presidente da empresa Huang Shang Huang Food Group (HSH Group), Chu Jiangeng, que conheceu a Languiru no final do primeiro semestre. Outro objetivo da missão foi encaminhar credenciamento para exportar produtos da cooperativa e conferir in loco a demanda de carnes de aves e de suínos.

Impressão positiva
Depois de passar por Hong Kong, a agenda iniciou na província de Jiangxi, no Sul da China. A primeira reunião ocorreu na sede do HSH Group e foi acompanhada tanto por diretores do grupo chinês como por generais responsáveis pela moeda chinesa e parcerias com empresas. No encontro, Jiangeng compartilhou as impressões que teve quando da visita à cooperativa. Reiterou que conhece muitas culturas e, em virtude disso, enalteceu o profissionalismo das estruturas produtiva e administrativa da Languiru. Classificou o modelo de integração de aves e de suínos como "excelente", assim como ressaltou a diversificação de renda da pequena propriedade rural. Revelou que visitou propriedades de associados da cooperativa e ficou impressionado com o "capricho" nas casas e compromisso do produtor rural com a eficiência. "A cooperativa é uma organização de nível mundial que funciona e inclui as pessoas", empolgou-se. Jiangeng também destacou a qualidade dos produtos do Frigoríficos de Aves da Languiru, em Westfália, e do Frigorífico de Suínos, em Poço das Antas. O presidente do HSH Group ainda revelou a intenção de trazer o governador da província de Jiangxi para conhecer a área de atuação da Languiru. Kreimeier fez apontamentos sobre a cadeia produtiva da cooperativa e apresentou o vídeo institucional em inglês. Da mesma forma, conheceu um pouco mais sobre o trabalho do grupo chinês, que abate frangos e patos, comercializando os produtos em três mil pontos de venda próprios e franqueados. A programação seguiu com visitação às plantas que industrializam produtos de frangos e patos. Kreimeier relatou que chama a atenção a industrialização e valorização de peças "atípicas" para nós brasileiros, como cabeça, pescoço, miúdos e pés.

Gastronomia peculiar
Esqueça aquele feijão com arroz, uma massa com molho ou até mesmo um suculento churrasco. Herança de fatos históricos enraizados na cultura, a gastronomia chinesa se caracteriza por oferecer pratos exóticos e temperos picantes. Kreimeier observou que os chineses preferem comidas "diferentes" aos nossos olhos ocidentais, como cabeça, pescoço, miúdos e pé de frango. O mesmo vale para a carne de suínos. "O pé de frango é considerado uma iguaria na culinária chinesa, sendo preparado de diferentes formas e consumido por todas as classes sociais. Enquanto nós valorizamos carnes nobres de gado, suínos e aves, os chineses valorizam o pé de frango", explica. Outro fator muito presente na culinária chinesa é o consumo de chás e o uso de temperos mais fortes, como a pimenta, por exemplo. A água é servida morna, tanto no almoço como na janta.

Aspectos culturais
Kreimeier observou que os chineses valorizam muito o conhecimento, tanto que o governo continua investindo "pesado" na melhoria da infraestrutura das instituições de ensino, e o aprendizado é gratuito em todos os níveis. O vice-presidente se impressionou com o perfeccionismo da cultura chinesa, aproveitando cada detalhe em qualquer que seja o procedimento. "Eles valorizam o simples", acrescentou. Ele comentou que a excessiva poluição causada pelos automóveis tem preocupado a China, na medida que o governo tem incentivado o uso da energia solar e biocombustíveis. Inclusive, uma expressiva parcela dos veículos já é elétrica e usufrui de pontos de recarga de bateria nas cidades. Kreimeier contou que os prédios são construídos a partir de pré-moldados e o bambu é muito utilizado para montar andaimes. Outro fato curioso refere-se às "agrovilas", conjuntos habitacionais organizados pelo governo com o propósito de reunir agricultores para produzir alimentos como, por exemplo, o arroz. Os camponeses acabam ficando alojados em prédios de até cinco andares. O governo é sócio das empresas chinesas, a administração é comunista e a economia capitalista. "Os chineses são atentos ao mercado, especialmente com variações da moeda", complementou.

Mercado promissor na Ásia
A Ásia concentra três países que possuem um terço da população mundial: China, Índia e Indonésia. Kreimeier relatou que os chineses desejam fortalecer a parceira com o Brasil na compra de alimentos. Mesmo com a economia crescendo 7% ao ano, o gigante asiático ainda não consegue produzir em escala para alimentar cerca 1,5 bilhão de habitantes. "É um mercado promissor, uma vez que a produção brasileira de alimentos é vista como de qualidade. Eles admiram o nosso país", afirmou. Kreimeier salienta que esse contato com outras nacionalidades é essencial para entender os anseios e necessidades de novos clientes. Endossa que a cooperativa tem capacidade para atender os mais exigentes mercados e vislumbra a possibilidade de fomentar negócios com o mercado asiático. "Temos potencial para sermos referência no fornecimento de carnes de aves e suínos. Eles têm ciência da nossa capacidade produtiva e atendimento às demandas. Nesse sentido, é muito importante fortalecer contatos com pessoas que já conhecem a Languiru", sintetizou. Ele acredita que as plantas industriais da cooperativa usufruem de tecnologia capaz de produzir alimentos que agradem o paladar dos chineses. A partir do credenciamento no mercado chinês, destaca que a cooperativa poderá agregar valor ao seu portfólio, uma vez que os asiáticos confiam na Languiru. "Eles enxergam que lugares onde há predominância da cultura germânica a qualidade dos produtos é superior", complementou. (Assessoria de Imprensa Languiru)

Saldo do Fundesa se aproxima de R$ 75 milhões
Os conselheiros do Fundesa aprovaram, na tarde desta segunda-feira, a prestação de contas referente ao terceiro trimestre de 2017. O saldo do fundo superou R$ 74,3 milhões. As receitas no período alcançaram R$ 11,5 milhões, considerando as contribuições e o rendimento financeiro. Conforme o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, a redução da Taxa Selic provocou uma diminuição na receita das aplicações em mais de R$ 300 mil, comparativamente ao rendimento do primeiro trimestre. Já os investimentos superaram os R$ 5 milhões e incluem aportes de recursos para capacitação e aquisição de insumos para o Serviço Veterinário Oficial e indenização de produtores, especialmente da cadeia da pecuária leiteira. "Esse aumento do pagamento de indenizações representa um avanço em direção à redução de doenças como tuberculose e brucelose no rebanho leiteiro do estado", afirma o presidente do Fundesa. Desde a criação do fundo até o final de setembro, foram pagas indenizações sobre mais de 11 mil animais, com valor de R$ 11,1 milhões. Todos as informações, incluindo as atas de assembleia e os demonstrativos dos trimestres e exercícios anteriores ficam disponíveis no site do Fundesa (www.fundesa.com.br). (Fundesa)

 
 

Porto Alegre, 16 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.603

 

Alexandre Guerra palestra na 91ª Expofeira de Pelotas 
 
O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, destacou, durante a 91ª Expofeira de Pelotas, a importância de se construir um mercado competitivo no setor, a fim de buscar a ampliação da produção no Estado. "Precisamos nos transformar em um país exportador". O assunto foi debatido na quinta-feira (12/10), durante a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. Na ocasião, Guerra tratou sobre o mercado de importação e exportação do leite. Durante a palestra, também fez comparações entre a produção por animal no Uruguai e no Brasil.
 
Guerra aproveitou a oportunidade para tratar sobre o anúncio feito pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na última terça-feira (10/10), em Brasília (DF), que suspende a importação de leite do Uruguai até que o país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. Na data, o presidente representou as indústrias gaúchas em reunião e alertou sobre a concorrência desleal no mercado que o setor tem enfrentado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Ayrton Seyffert

O despertar da indústria de lácteos na América Latina

De acordo com o Banco Mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países latino-americanos atingiu uma média de crescimento constante ao longo de vários anos. Embora em 2016 a situação tenha sido particularmente difícil devido aos baixos preços dos produtos agrícolas e à situação política, as previsões para os próximos anos são positivas.

Em 2017, a produção de leite no Brasil cresceu 3,6%, no Chile cresceu 9,6% e no Uruguai, 8,3%. Inclusive na Argentina, um país particularmente afetado pelos problemas em 2016, a produção atingiu o nível dos anos anteriores. As boas condições climáticas, os alimentos concentrados mais baratos e a baixa inflação permitiram que a produção aumentasse. A diversificação dos sistemas de produção nos diversos países da região, que inclui formas extensivas e intensivas e a riqueza de recursos naturais, podem permitir que o leite seja produzido a um custo menor do que em outros países.

Para as empresas de processamento, houve um importante processo de consolidação nos últimos tempos. Alguns exemplos são a compra de 90% do grupo brasileiro, Vigor pela mexicana Lala. A chilena Watts adquiriu a unidade local da Danone, atingindo uma participação de mercado de 14% e a SanCor da Argentina que processava até quase 15% do leite do país, anunciou que queria vender a maior parte do capital para formar uma aliança estratégica com uma empresa mais firme.

A nível de consumo, a crescente urbanização, como demonstrado pelas megalópolis de São Paulo, Cidade do México, Rio de Janeiro ou Buenos Aires, gera uma maior demanda de proteína animal, o que, por sua vez, implica uma demanda por leite e produtos lácteos. No entanto, muito depende da demanda no Brasil, e a diminuição de 25% das importações, causa consequências negativas nos países fornecedores, como Uruguai e Argentina.

Os acordos econômicos na região devem ser considerados: o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) em questão poderia levar os países do Mercosul a se converterem nos principais fornecedores do México, um país fortemente dependente das importações de leite proveniente de Estados Unidos. Além disso, a eliminação de cotas de importação no Brasil para o leite em pó da Argentina também teria um grande impacto.

Portanto, trata-se de um setor em evolução e de alto potencial para ser cuidadosamente considerado para o mercado global do leite. Por outro lado, não é por acaso que as maiores empresas leiteiras do mundo estão presentes na América Latina. (As informações são do Observatório de Cadeia Láctea Argentina (OCLA), traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Perspectivas do mercado lácteo - Europa - Relatório 41/2017

Leite/Europa - No início desta semana, muitos na indústria global de laticínios se esforçaram para avaliar o impacto potencial dos comentários do Comissário da Agricultura da União Europeia, sugerindo uma nova abordagem de intervenção. Observando a necessidade de limpar os aproximadamente 380,000 MT de leite em pó desnatado em armazenamento público e procurar limitar novos volumes que de outra forma possam entrar na intervenção quando a próxima janela for aberta em 1º de março, algumas medidas foram sugeridas. O comissário sugeriu o fim do limite do limite máximo do preço fixo de compra  de para o leite em pó desnatado proposto e mudá-lo para 0. Ele também propôs que o concurso fosse iniciado imediatamente para permitir a consideração nos próximos meses a respeito de quais os volumes devem participar das intervenções que acontecerão a partir de 1º de março. Essa proposta e quaisquer mudanças exigiriam a aprovação do Conselho Europeu.

Antes da consideração do conselho, as negociações serão conduzidas em breve no Comitê Especial de Agricultura. Não foram feitas novas sugestões quanto à eliminação de estoques já em intervenção. Houve um consenso geral na reunião da semana passada da Direção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia de que a perspectiva de curto prazo para os mercados de produtos lácteos da UE é melhor do que este mesmo momento no ano passado. Os preços do leite são relativamente estáveis nos países da UE em níveis que ajudam a estimular a produção de leite. As projeções anuais mostra, que a produção de leite aumentará 0,7% em 2017 em comparação com 2016.

A produção de queijo na UE é ajudada pela forte demanda de exportação e bem como pelo uso industrial na UE. A produção de queijo deverá aumentar 2.0% em 2017. As expectativas são de que o crescimento da produção de queijo em 2018 também permanecerá próximo de 2.0%, assumindo que o crescimento esperado das exportações do Japão e da Coréia do Sul continue. A comissão da União Europeia espera que a produção de manteiga em 2017 seja cerca de 3% menor do que a de 2016, com as exportações abaixo de 10%. A expectativa é que as exportações de leite em pó desnatado sejam fortes no saldo de 2017, bem como em 2018. Caso isso ocorra e a produção de leite em pó desnatado de 2018 aumente, alguns participantes sugerem que cerca de 150 mil MT de leite em pó desnatado poderiam ser liberados da intervenção em 2018 . Mais ações oficiais seriam necessárias antes que isso aconteça. Os esforços da UE para alcançar ou atualizar acordos de exportação de lácteos com outros países tornaram-se uma prioridade muito alta.

O recente compromisso renovado da UE com a expansão das exportações de produtos lácteos, apresentado no final de setembro e denominado Estratégia "Comércio ou Todos" foi explicado em uma reunião dos líderes da indústria de laticínios da UE. Observando a finalização do acordo comercial UE-Canadá, e o acordo comercial do Japão sendo praticamente confirmado, expressou-se satisfação quanto ao progresso nas negociações com Cingapura e Vietnã. As importações de queijo da Argélia de janeiro a agosto, 15.261 MT, diminuíram 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Eucolait. O intervalo de variações percentuais mensais nos volumes acumulados de importação varia de -46,9 % em fevereiro, para -28,5%  em abril. Os volumes de importação origens primárias são mostrados na tabela a seguir:

 

Europa Oriental
Os meses de janeiro a julho registraram algumas mudanças nas importações para a Bielorrússia,
em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações de leite a granel eram -93,8% ; o queijo caiu 15,7% ; e o soro de leite em pó estava baixo 40,7% menor de acordo com o CLAL. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 


 

Comitê de rotulagem de alimentos se reúne no Paraguai
Rotulagem de alimentos - O Codex Alimentarius se reunirá nesta semana, entre os dias 16 a 20, em Assunção, no Paraguai, com o Comitê de Rotulagem de Alimentos (órgão subsidiário) para tratar de rotulagem de alimentos. São esperados representantes de 187 países membros. O presidente do Codex Alimentarius, Guilherme Costa, explica que "o Comitê de Rotulagem lida com algo muito prático, que é a informação direta ao consumidor e, também, com a autoridade sanitária dos países que participam do comércio internacional." Essa informação deve ser clara, objetiva e compreensível para o consumidor e trazer a verdade científica do produto, observou. De acordo com Costa, o Canadá normalmente hospeda as reuniões desse comitê, mas uma das estratégias da nova direção do Codex Alimentarius, é a maior inserção de países em desenvolvimento no organismo. "Também é objetivo nosso torná-lo mais conhecido, difundindo a sua importância e fazer com que alcance do tomador de decisões até o consumidor", afirmou. O Codex Alimentarius é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio como referência internacional para a solução de disputas sobre segurança alimentar e proteção do consumidor. A organização, criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Combate à Fome (FAO) elabora padrões que são reconhecidos internacionalmente, códigos de conduta, orientações e outras recomendações relativas a alimentos, produção de alimentos e segurança alimentar.( Mapa)

 
 

Porto Alegre, 13 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.602

 

Mapa fará auditoria no serviço veterinário oficial do RS entre 23 e 27 deste mês

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fará auditoria no serviço veterinário oficial (SVO) do Rio Grande do Sul entre os dias 23 e 27 deste mês. O trabalho, feito a cada três anos, visa avaliar a capacidade técnica e operacional do estado, o que envolve recursos humanos, físicos e financeiros. O resultado permitirá ao Mapa, caso necessário, indicar correções para melhoria dos serviços.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, a auditoria no RS avaliará a capacidade de resposta do serviço veterinário e sua atuação nas ações desenvolvidas pelos diversos programas sanitários. Será feito, acrescentou, um diagnóstico de eventuais inconformidades e dos pontos fortes, a fim de indicar mudanças, caso necessário.

Em novembro, entre os dias 20 e 24, o Mapa fará auditoria no serviço veterinário de Santa Catarina, informou Marques.

O Mapa começou as auditorias em 2016 e deverá concluí-las em 2018.  Até agora, foram auditados os serviços veterinários oficiais do Pará, de Alagoas, do Piauí, de Pernambuco, do Maranhão, de Sergipe, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Goiás, da Bahia, do Acre e de Rondônia.

Em 2018, serão feitas 12 auditorias: Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Amazonas, São Paulo, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Amapá, Roraima e Distrito Federal. Também no ano que vem será realizada inspeção para avaliação dos programas direcionados à febre aftosa.

Para as auditorias foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação da qualidade do SVO, adaptando metodologia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) usada pelos serviços veterinários dos países membros, conhecida como PVS/OIE Tool (Performance of Veterinary Services).

O serviço veterinário oficial é composto pelo Mapa e por órgãos estaduais de sanidade agropecuária, além de veterinários credenciados. A missão do SVO é garantir proteção e segurança aos consumidores dos produtos de origem animal e o acesso dessas mercadorias aos mercados interno e externo, por meio da prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais, além do controle do uso de insumos e atividades que possam afetar a saúde e o bem-estar animal. (Mapa) 

Leite deve ficar mais caro com veto a produto uruguaio

O litro do leite deve ficar mais caro para o consumidor depois que o governo proibiu as importações do Uruguai. A decisão atendeu a um pedido dos produtores brasileiros que acusam o país vizinho de concorrência desleal. Assista a reportagem na íntegra. (Jornal da Band)


Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 41/2017

Leite/América do Sul - Em termos de produção leiteira agrícola, durante o ano passado, a  indústria leiteira sul americana passou de uma crise profunda para uma recuperação drástica, principalmente devido a uma melhoria no clima do continente.

Nas principais bacias leiteiras da Argentina e do Uruguai a produção do leite de fazenda continua variando enquanto a primavera se aproxima. O fornecimento de leite / creme é grande, acima dos níveis do ano passado. Os volumes excedentes de leite estão sendo destinados à fabricação de leite engarrafado / UHT, queijo, iogurte e secagem. As remessas para vários canais de varejo e serviços de alimentação estão fortes esta semana. Em geral, os estoques de produtos lácteos estão consistentes.     

No Brasil, a produção de leite é robusta, mais do que suficiente para cobrir a maioria das necessidades domésticas de processamento. Com grandes volumes de leite / creme prontamente disponíveis no mercado, os processadores estão pagando menos aos produtores. Isso está afetando negativamente as receitas de várias indústrias de lácteos. Alguns produtores culpam as importações de produtos lácteos como a causa das margens negativas. Assim, muitos pressionam o governo brasileiro para regular as importações de produtos lácteos vindos do Uruguai. Na verdade, durante essa semana o governo brasileiro suspendeu a importação de produtos lácteos do Uruguai.
Esta medida está em vigor até o Uruguai provar a origem do leite exportado para o Brasil. Enquanto isso, no mercado brasileiro, a demanda por queijo está melhorando enquanto a produção está muito ativa. Além disso, devido aos grandes estoques de leite UHT, alguns processadores estão reduzindo a fabricação de UHT. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 


 

Cauteloso, brasileiro abre mão de iogurte

Apesar dos sinais de recuperação econômica, o brasileiro continua preocupado, achando que a inflação pode subir e o desemprego, também. Por isso, ele ainda abastece a despensa com produtos básicos como açúcar, café solúvel e detergente em pó. E está aprendendo a viver sem iogurte e creme de leite, entre outros produtos. Essa cautela tem a ver com o cenário que a população desenha para os próximos seis meses. "A percepção de que a inflação e o desemprego aumentarão subiu devido à queda recente na renda pessoal e à situação financeira futura", afirma Márcia Cavallari Nunes, presidente do Ibope Inteligência. No mês passado, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor apurado pelo Ibope Inteligência e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 3,1% na comparação com agosto, para 98,5 pontos. Esse recuo reverteu o crescimento observado no mês anterior e levou o indicador ao menor patamar deste ano. O brasileiro mostrou pessimismo em relação ao emprego, endividamento e à inflação. O medo do desemprego atingiu o segundo maior patamar da série histórica iniciada em 1996, a 67,7 pontos, apesar dos sinais de recuperação da produção e do emprego. "Para o consumidor, a situação financeira futura não irá melhorar", disse a executiva do Ibope. Diante disso, o consumidor continua cauteloso quando vai ao supermercado. Pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel, em 11,3 mil domicílios em todo o país, identificou que esse comportamento reflete um orçamento apertado. 



"Mesmo que 2017 esteja melhor em termos de inflação, a taxa de desemprego segue elevada. Este cenário beneficia os alimentos e os produtos que são comprados com mais frequência. Por enquanto, os consumidores estão mais racionais para fazer suas compras, procurando as melhores ofertas e as embalagens mais adequadas", afirmou Christine Pereira, diretora comercial da Kantar. Segundo ela, embora o estudo tenha sido realizado nos seis primeiros meses do ano, o retrato dos hábitos do brasileiro permanece inalterado na metade deste semestre. A pesquisa, que abrange 82% da população nas cidades com mais de 10 mil habitantes, detectou que o consumidor está aprendendo a viver sem alguns produtos como creme de leite, queijo tipo "petit suisse", alisantes para cabelos e leite pasteurizado. Batata congelada, bebidas à base de soja, achocolatado em pó e hambúrguer estão sendo comprados com mais parcimônia. 

Os produtos tiveram retração por dois semestres consecutivos e crescimento nos seis primeiros meses deste ano. No primeiro semestre, a cesta de perecíveis teve retração de 10,2% em unidades compradas e de 13,1% em toneladas, em relação a igual período do ano passado. Se forem considerados todos os produtos, o volume consumido em toneladas subiu 1,2% no semestre, na comparação anual. Neste caso, o destaque é para o impulso nas vendas de bebidas no Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas e Paraíba. Os brasileiros do Norte e do Nordeste estão indo menos vezes às compras, mas lideram o volume consumido, em toneladas, no país. A diretora da Kantar explicou que esse movimento é causado pelo crescimento dos atacarejos, sobretudo no Ceará. Na região Sul também registra-se aumento da quantidade de produtos comprados, com redução na frequência às lojas. Na Grande São Paulo, houve queda de 2,1% em toneladas consumidas, enquanto as idas às lojas ficaram estáveis. A Grande Rio, por sua vez, teve recuo de 3,3%, em toneladas, mas o número de compras subiu 5,6%. Nas regiões metropolitanas, as compras de maior frequência são feitas para pequenas reposições da despensa, principalmente no Rio de Janeiro. (Valor Econômico) 

Economia da América Latina deve crescer 1,2% este ano e 2,2% em 2018, diz Cepal. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revisou as projeções da atividade econômica da região e estima crescimento de 1,2% para este ano e de 2,2% para 2018. De acordo com os dados, divulgados hoje (12),  esse aumento foi impulsionado pela produção de matérias-primas. Segundo o organismo multilateral, Brasil e México, as maiores economias da região, crescerão em 2017 0,7% e 2,2%, respectivamente, e 2% e 2,4%o em 2018. O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrará alta de 2,4% este ano e de 2,7% no próximo ano, enquanto a Colômbia crescerá 1,8% e 2,6% nos dois anos, respectivamente. Conforme os números, a economia da Venezuela registrará uma contração de 8% este ano e cairá 4% em 2018. Os indicadores da Cepal revelam que, mantendo a característica dos último anos, a dinâmica de crescimento mostra diferenças entre países e regiões. O exemplo são as economias dos países da América do Sul, especializados na produção de bens primários, especialmente petróleo, minerais e alimentos, que registraram uma taxa de crescimento de 0,7% em 2017 (Agência Brasil)

 
 

Porto Alegre, 11 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.601

 

Osmar Terra promete resposta sobre compras governamentais
 

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, reuniu-se nesta terça-feira (10/10) em Brasília com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar do pedido de compras governamentais de leite em pó e UHT. Durante o encontro, o titular da pasta comprometeu-se a dar uma posição sobre o pleito no início da próxima semana. 

Segundo Guerra, Terra disse que está trabalhando para que o governo federal faça a aquisição do produto. O ministro informou ainda que está negociando a medida em regime de prioridade com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O volume de leite que será comprado ainda não foi definido. O pleito do Sindilat é a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT. Durante a conversa em Brasília, Guerra também solicitou ao ministro uma linha de crédito para financiar estoques com rebate na taxas de juros. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

A produção de leite no mundo continua subindo

Produção mundial - Na União Europeia (UE), a captação de leite continua aumentando, especialmente na Polônia, Irlanda e Itália, diante da recuperação dos preços pagos aos produtores. Já na Holanda, ocorre o contrário. Em julho houve queda nas entregas de leite em relação aos níveis do ano passado, ainda que possa se recuperar.

Na França, nas últimas semanas, o volume se aproxima dos de 2016, depois de forte queda no verão, em conseqüência de uma seca intensa. A demanda mundial de produtos lácteos segue bastante dinâmica. Nos primeiros sete meses do ano, as exportações europeias de leite em pó aumentaram quase 40% e as de queijo em 8%. Já as exportações de manteiga (devido à pouca oferta) e as de soro de leite estão diminuindo. Em relação aos preços, os da manteiga alcançam níveis históricos (+88% em comparação com 2016 na UE, 6.800 €/tonelada, e 82% de aumento na Oceania), enquanto o preço do leite em pó desnatado mantém a tendência de baixa desde a primavera. Na França, o aumento acumulado dos preços desde o início do ano foi de 80% para a manteiga industrializada a granel, quase 40% o reajuste do leite em pó integral, e de 10% a valorização do leite em pó desnatado. A cotação do leite em pó desnatado, nas últimas semanas, ficou abaixo dos preços de intervenção. O mercado está divergente, e acentua a grande distância entre a manteiga e a proteína. (Agrositio - Tradução Livre: Terra Viva) 

 

Comissão Europeia estuda acabar com a distribuição de leite com chocolate nas escolas

A Comissão Europeia quer acabar com a distribuição de leite com chocolate nas escolas em todos os Estados-membros da União Europeia. A medida visa promover o consumo de produtos lácteos sem adição de aromatizantes ou cacau entre os alunos do 1º ciclo escolar, mas há quem tema que a proposta possa levar a uma diminuição do consumo de leite.

O leite com chocolate continua a ser o preferido nas cantinas das escolas. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, indica que apesar da tendência para um maior consumo de leite com chocolate, verifica-se "um aumento do consumo de leite branco" e é essencial "as escolas estarem na linha da frente de tudo o que for favorável a uma alimentação saudável". No entanto, há quem acredite que a quantidade de cacau adicionada ao leite é importante para estimular o consumo de produtos lácteos, tendo em conta que muitas crianças não gostam de beber leite simples. O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral de Saúde (DGS), Pedro Graça, acredita que o importante é que se continue a promover o consumo de leite nas escolas. 

"O leite é um excelente alimento, dado o seu valor nutricional inegável. Por isso o seu consumo deve ser estimulado nas escolas, com o menor número possível de aditivos", sublinha Pedro Graça.

Em países como o Luxemburgo, o leite com chocolate deixou já de ser distribuído nas escolas. A medida comunitária vai aplicar-se apenas ao primeiro ciclo de ensino e o leite com chocolate continuará sendo vendido aos grupos etários que a Comissão Europeia considera capazes de fazer escolhas saudáveis. (As informações são do Jornal Econômico)

 

RS pleiteia antecipar calendário para ser considerado livre de aftosa sem vacinação

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, recebeu nesta terça-feira (10) comitiva do Rio Grande do Sul que pleiteia antecipar cronograma para tornar o estado livre da febre aftosa sem vacinação. Formada por entidades do setor agropecuário e entidades de classe, a comitiva foi liderada pelo secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, que entregou a Novacki pedido de auditoria para avaliar as condições de defesa agropecuária do estado. 

O objetivo, de acordo com o secretário gaúcho, é verificar a execução das metas do plano estadual que cumpre cronograma do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, para que o Rio Grande do Sul avance em seu status sanitário atual de livre da doença com vacinação. A proposta encontrou receptividade ao ser apresentada a Novacki, que destacou a importância do cumprimento do dever de casa pelos estados e disse que "o Brasil ganha com uma iniciativa como essa do Rio Grande do Sul".

Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério da Agricultura, que acompanhou a reunião, comentou que a auditoria já marcada para outubro possibilitará um diagnóstico detalhado da situação no estado já no mês seguinte, em novembro.

No último dia 2, o ministério aprovou versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), por meio da Portaria nº 116, publicada, no Diário Oficial da União. O conjunto de normas traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da doença sem vacinação a partir de 2023. (As informações são do Mapa)

Leite: sanidade ajuda a reduzir custos do produtor
A Caravana da Produtividade já percorreu 200 fazendas por todo o Brasil. Em Lorena, interior de São Paulo, participaram pecuaristas da região, e o assunto discutido foi como produzir mais e gastar menos. Segundo especialistas, uma das soluções é investir em sanidade animal. Assista reportagem na íntegra. (Canal Rural)

Porto Alegre, 10 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.600

 

Ministro suspende compra de leite até que Uruguai confirme rastreabilidade

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou nesta terça-feira (10/10) que suspenderá a importação de leite do Uruguai até que aquele país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. O anúncio foi alvo de reunião no início da tarde, em Brasília, entre representantes do setor laticinista e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Representando as indústrias gaúchas, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, lembrou que a decisão atende a pedido feito pelo secretário das Agricultura, Ernani Polo, ainda durante a Expointer, em agosto, em Esteio. "É uma ação concreta e importante. É o que estávamos esperando do governo para poder apurar os fatos", pontuou, alertando que o setor vem enfrentando concorrência desleal no mercado e está unido pedindo apoio em Brasília.

Na agenda das indústrias desta tarde em Brasília também está encontro com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar das compras governamentais e de linhas de crédito com taxas de juros subsidiadas para viabilizar a estocagem de produtos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

FAO sugere que jovens fiquem em áreas rurais

 Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugere que os jovens que vivem nas áreas rurais de países em desenvolvimento não deixem esses locais em busca de empregos nas grandes cidades e aproveitem "o papel fundamental" que essas áreas terão para o crescimento econômico desses países. De acordo com a nova edição do relatório anual O Estado da Alimentação e da Agricultura no Mundo, "os habitantes das áreas rurais que se deslocam para as cidades provavelmente correrão um maior risco de juntarem-se à população urbana pobre, em vez de encontrar um caminho para sair da pobreza". 

A urbanização em especial das cidades com menos de 500 mil habitantes representa, se-gundo a FAO, uma "oportunidade de ouro" para a agricultura desenvolvida nas áreas rurais, em especial para os agricultores familiares. 

"As políticas e os investimentos públicos de apoio serão essenciais para aproveitar a demanda urbana como motor de um crescimento transformador e equitativo, e as medidas elaboradas para garantir a participação dos pequenos agricultores familiares no mercado devem estar integradas às políticas", diz o relatório. A FAO destaca que o investimento nas áreas rurais também ajudará os países a cumprirem a Agenda 2030 para o desenvolvimento, uma vez que a maioria das pessoas pobres vivem nessas áreas. 

Entre os desafios previstos para aproveitar o potencial das áreas rurais, a FAO sugere três linhas de ação. A primeira está relacionada à execução de políticas que garantam que os pequenos produtores possam satisfazer a demanda alimentar urbana é o caso de medidas como o for-talecimento dos direitos à posse de terra e o acesso a crédito. Em segundo lugar, o estudo aponta a criação de infraestrutura adequada para fazer a ligação das áreas rurais com os mercados urbanos.  A terceira ação consiste na inclusão de zonas urbanas menores e dispersas nessas conexões. Ainda acordo com a FAO, o apoio a políticas e o investimento nas áreas rurais "para construir sistemas alimentares potentes" pode ajudar também as agroindústrias que estão bem conectadas com as áreas urbanas, de forma a criar emprego e permitir que um maior número de pessoas permaneça e prospere no meio rural. (Jornal do Comércio)

NOVO APELO PARA O MESMO SANTO

Diz o ditado que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Mas no caso da crise no leite, talvez seja preciso mais do que endurecer o discurso para se chegar a algum lugar. Comitiva do Rio Grande do Sul volta a Brasília para, mais uma vez, pedir o auxílio do Planalto na solução do problema. Não há novidades na pauta. A aquisição de 50 mil toneladas de leite em pó e de 400 milhões de litros UHT, a imposição de cotas ao Uruguai e a liberação de linha de crédito aos produtores estava na lista de pedidos feitos há um mês, em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

No encontro de hoje, com o ministro Osmar Terra, o rosário será o mesmo. Resta saber se o santo vai atender ao pedido.

Da última reunião para essa, o cenário de preços que era ruim, "só piorou", afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), Alexandre Guerra:

- Os produtos perderam força no mercado. Houve redução de preços, de 4% a 6%. A oferta continua maior do que a demanda.

Dados do Conseleite confirmam essa deterioração. No preço do litro de leite tipo padrão pago ao produtor, o recuo entre o valor projetado para setembro e o consolidado para agosto foi de 4,4%. E embora o Estado esteja saindo agora do período de safra, ainda deve levar um tempo até os preços se acomodarem. É por isso que as entidades insistem na necessidade de intervenção do governo para enxugar a oferta.

- Esses extremos de preços são ruins para produtor e consumidor - completa Guerra.

Vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Nestor Bonfanti avalia que a saída para a crise é questão de atitude do governo:

- Se é uma política interessante, porque não coloca recursos? Para carros, há incentivos.

Há ainda a suspeita de triangulação feita pelo Uruguai - mas esse é um ponto mais delicado, que exige tempo maior de resposta. De qualquer forma, todos os caminhos le vam a Brasília.

- Temos de continuar indo, porque a solução está lá - afirma o deputado Zé Nunes (PT), que coordena grupo de trabalho sobre o tema na Assembleia Legislativa. (Zero Hora) 


"Envelhecimento inteligente": porque o iogurte, o chocolate e os suplementos são propícios para a inovação de produtos no Japão

Envelhecimento inteligente - A DuPont no Japão afirmou estar se esforçando para impulsionar a inovação da suplementação e alimentação funcional para a população idosa, lançando 11 conceitos de "envelhecimento inteligente" na HI Japan desta semana.
Em uma conversa com a NutraIngredients-Ásia em Tóquio, representantes da empresa acreditam que, no Japão, os conceitos de iogurte, chocolate e suplementos façam mais sucesso. Em relação ao iogurte, mencionou um estudo publicado no final do ano passado na Journal of Nutrition (Revista da Nutrição), que mostrou como sua gama de proteínas -  25% de soja, 25% de soro e 50% de caseína - pode ajudar a superar a perda muscular associada ao envelhecimento.da empresa disseram que queriam mostrar aos potenciais clientes o enorme espaço para o desenvolvimento de novos produtos, bem como a considerável demanda do consumidor para itens adaptados ao envelhecimento da população do país. Atualmente, 26% da população do Japão tem mais de 65 anos, um número  que deverá aumentar para 40% nas próximas décadas. "Nós investimos em produtos direcionados às pessoas que precisam de cuidados", disse o gerente de marketing estratégico, Hiroshi Tanaka. "Mas, agora precisamos ajudar as pessoas mais velhas a viver de forma mais saudável".

Vai, chocolate!
Tanaka também disse que existe um potencial considerável para produtos feitos de chocolate fortificados com probióticos. Seu protótipo, que contém 70% de cacau, também poderia aproveitar a crescente conscientização do consumidor sobre os benefícios do cacau para a saúde do coração, acrescentou. O protótipo do suplemento contém xilitol e uma mistura de estabilizantes, que demonstraram ajudar a prevenir cáries e o mau hálito. De acordo com o líder de vendas da DuPont no Japão, Nobuaki Tsukagoshi, existe uma oportunidade considerável para a expansão do conceito de "envelhecimento inteligente" em toda a Ásia-Pacífico.

"Primeiro, vamos nos concentrar no Japão. Depois, nos concentraremos nas populações idosas da Coréia, China, Cingapura e Índia. Haverá 900 milhões de pessoas idosas na Ásia até 2050 ", disse ele." Estamos começando pelo Japão porque já existe uma grande necessidade ". Ele acrescentou que os fabricantes estavam um pouco inseguros sobre quais áreas deveriam inovar, daí o ampla gama de protótipos oferecidos esta semana. "Os clientes ainda não estão seguros sobre qual direção devem seguir, mesmo que eles percebam a necessidade. É por isso que estamos realizando abordagens diferentes com nossos clientes para ajudá-los a desenvolver os produtos certos ".

Potencial probiótico
Tanaka acrescentou que a pesquisa de consumidor realizada no Japão mostrou ampla compreensão dos benefícios dos probióticos para a saúde intestinal entre a população idosa. "No entanto, ainda havia uma compreensão limitada sobre os outros benefícios", acrescentou. "Eu acho que há muito potencial para promover a conscientização sobre a imunidade, porque esta é uma das principais preocupações dos consumidores". Ele acrescentou que as regras do sistema de rotulagem para Alimentos Funcionais do Japão, introduzidas em 2015, criaram mais oportunidades para que os fabricantes pudessem reafirmar os conteúdos relacionados ao envelhecimento em seus produtos. "Estes são menos dispendiosos e mais rápidos do que os do sistema de rotulagem FOSHU ( Alimentos para usos específicos em saúde), então estamos trabalhando com clientes para se beneficiarem com os FFC". (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)
 
UM PASSINHO À FRENTE, POR FAVOR
A Secretaria da Agricultura do Estado fará hoje a solicitação ao Ministério da Agricultura para que realize auditoria no Rio Grande do Sul na área de defesa. Na prática, esse é o primeiro passo no processo para a retirada da vacina contra a febre aftosa.- É um documento que formaliza o pedido e também pede aval à implantação do plano estadual de fortalecimento de ações para erradicação da doença, que será todo colocado em prática até o final do ano que vem - explica o secretário Ernani Polo. A partir daí, o ministério precisa marcar uma data para a auditoria. A expectativa é de que seja em 2018, o que daria condições para não vacinar mais em 2019. A busca pelo reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal poderia vir em 2021. O RS anteciparia cronograma do ministério para retirar a vacina. (Zero Hora) 

Porto Alegre, 09 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.599

 

Água Santa comemora 30 anos com seminário sobre leite

O prefeito de Água Santa, Jacir Miorando, esteve reunido na tarde desta segunda-feira (09/10) com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, para entregar convite para que as indústrias associadas participem do 1º Seminário Regional do Leite: Ações e Perspectivas, no dia 12 de dezembro. A ideia do evento é valorizar a produção primária no formato de minifeira, integrando debate técnico e político do setor. Em comemoração aos 30 anos de emancipação do munícipio, o seminário deve reunir 400 pessoas, com destaque para produtores que vivem no dia a dia os dilemas do agronegócio gaúcho. Água Santa produz diariamente entre 80 e 100 mil litros de leite em cerca de 500 propriedades.

Acompanhado do vice-prefeito Carlos Alberto Possebom e do gerente de política leiteira da Unibom Laticínios, Ideno Pietrobelli, o prefeito convidou a diretoria do Sindilat para participar dos debates, encorpando o debate técnico. Miorando informou que a economia de Água Santa é baseada no agronegócio tendo a avicultura como principal atividade, seguida do leite. O prefeito, que também representa a associação dos municípios da região Nordeste do RS, frisou a situação do agronegócio na região e as dificuldades trazidas pela redução do preço do leite. "É um impacto importante em um município com 4 mil habitantes", ressaltou. Palharini destacou o momento de crise do segmento. "Quase todas as atividades do agronegócio estão trabalhando com uma realidade de preço diferente. O consumidor ajustou seus gastos e o setor está sentindo isso", pontuou Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Carolina Jardine 

  

Entidades buscam solução para falta de reagentes



Reunião no Fundesa debateu, na tarde desta quinta-feira, a falta de reagentes para exames de brucelose e tuberculose no Rio Grande do Sul. Conforme o relato dos representantes do Ministério e da Secretaria da Agricultura, a escassez dos reagentes é uma realidade nacional. "Estamos buscando alternativas para não comprometer os programas nacionais de sanidade", afirma o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

A região Sul é a que mais constata casos das doenças.  Em 2016, por exemplo, dos 4311 casos de brucelose e tuberculose constatados no país, 84% foram nos três estados do Sul.

Ficou definido que o Fundesa vai solicitar ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, que leve o tema ao Ministro da Agricultura, em reunião que será realizada na próxima semana em Brasília. "Também vamos manter a busca incessante de material para os diagnósticos em todas as vias possíveis, seja na importação ou compra no mercado interno", diz Kerber. (Fundesa)

 
Importações seguem caindo

Dados da balança comercial referentes às movimentações de setembro novamente apresentam queda nos volumes de lácteos importados. Ao comparar com o mês de agosto a queda foi de 25%, sendo internalizados 78 milhões em equivalente-litros de leite; a queda é bastante maior (-66%) em relação a setembro do ano de 2016. Como o cenário do mercado brasileiro se mantem enfraquecido, o interesse na importação é menor. 

O produto com maior queda nos volumes internalizados foi o leite em pó integral. No mês de setembro foram importadas 2,82 mil toneladas, queda de 47% em relação ao mês anterior e 81% de queda em relação há um ano. Para o leite em pó desnatado, as importações caíram 43% comparado com o mês anterior, com 2,75 mil toneladas internalizadas. As importações de queijos voltaram a cair, depois de um aumento no mês anterior. A queda foi de 36%, com volume importado de 2,4 mil toneladas no mês. Observe na tabela 1 o resumo dos dados de exportações e importações. (As informações são do MDIC, elaboradas pela Equipe MilkPoint)

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. Fonte: MDIC.
 
 
Em Goiânia, Drauzio Varella defende que é preciso incorporar o leite na dieta alimentar

Médico oncologista afirma que o alimento é fundamental para a saúde, por causa dos nutrientes e fonte de cálcio.

 "Um copo de leite tem 250 miligramas de cálcio. Uma fatia de queijo e iogurte têm a mesma quantidade. O ser humano precisa consumir um grama por dia. Por isso, não basta tomar apenas um copo de leite todos os dias. É preciso incorporar o leite e os laticínios na dieta alimentar", garante o médico oncologista Drauzio Varella.

Ele participou, na manhã desta quinta-feira (5) do 2º Encontro Estadual dos Empreendedores do Leite e defendeu a importância desse alimento para a saúde da população. Voltado para produtores, empreendedores, profissionais, técnicos, estudantes e demais pessoas ligadas à cadeia leiteira em Goiás, o encontro é realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás). A estimativa é que 2,5 mil pessoas participem do evento.

Segundo Drauzio, a humanidade toma leite há pelo menos 10 mil anos, exatamente por ser um alimento rico em cálcio. "Mas as coisas estão estranhas hoje em dia, principalmente na internet, com posições contrárias ao consumo do leite. Daí é preciso fazer eventos para dizer para as pessoas que o leite não faz mal. Não se pode criticar sem possuir dados científicos que comprovem se o alimento faz mal para a saúde. Não se pode entrar nesse modismo de falar mal de um alimento e incentivar que seja retirado da dieta da população", afirma.

Ele explica que o leite não é a 'primeira vítima' desse preconceito alimentar sem fundamento científico, já que isso tem ocorrido também com o glúten. "Onde estão os trabalhos e estudos científicos comparando as pessoas que tomam leite daquelas que não tomam e mostrando que as que consomem o alimento estão com problema de saúde. Não existem. São modismo que aparecem periodicamente e as pessoas acabam imitando", relata.

O médico oncologista rebate ainda as críticas em torno da inserção de aditivos no leite para garantir maior durabilidade do produto de 'caixinha' - longa vida. Ele destaca que a indústria produz dentro de critérios rígidos de qualidade. "Se isso realmente acontecesse, quantas milhões de pessoas não estariam doentes, já que consomem o leite longa vida frequentemente. Essa industrialização é igual no mundo interior. São padrões internacionais de rigidez e qualidade.

Em prol da saúde
Drauzio Varella enfatiza que hoje o leite é a principal fonte de cálcio para a alimentação da população. Ele acrescenta que o cálcio é fundamental para fortalecer o esqueleto do ser humano e para a troca celular da estrutura óssea. "Mais ou menos 10% do esqueleto é trocado anualmente. A cada 10 anos, trocamos o esqueleto inteiro. O cálcio é importante não apenas para o esqueleto em sim, mas para a troca dos sinais entre as células. Se você tem uma queda grande de cálcio no sangue, que pode ocorrer sem o consumo de lácteos, o coração para e a pessoa morre", destaca. O médico orienta ainda que o cálcio também é encontrado em vegetais de cores escuras, mas não mesma quantidade do leite.

Além disso, de acordo com ele, existem pessoas que consomem comprimidos com cálcio, confiando que vão satisfazer as necessidades para a saúde. "A absorção do cálcio em comprimido não é igual ao cálcio que vem do produto lácteo. É um risco fazer essa troca na alimentação", conclui. (Guialat/MaisGoiás)
 
 
Leite: entenda a crise no preço pago ao produtor
O preço do leite caiu pelo quarto mês consecutivo em setembro. A demanda fraca e o aumento da produção são os motivos da queda de 30% em um ano. A queda no consumo é o principal motivo para o preço do leite vir diminuindo mês a mês.  "O consumidor está fragilizado com a redução do poder de compra, está racionalizando melhor os gastos e comprando menos produtos que não são tão essenciais. É o caso dos lácteos", diz Natália Grigol, pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O litro do leite entregue em agosto e recebido em setembro ficou cotado em R$ 1,08 na "média Brasil" do Cepea, que leva em conta os principais estados produtores. A queda foi de 6,16% na comparação com o mês anterior. Em um ano, o recuo foi de 30,6%.  O aumento da oferta de leite nos últimos meses também levou ao recuo do preço pago ao produtor. "No Sul do país, a gente já vê a produção retomando e aumentando muito em relação ao ano passado. Se a gente compara a média dos primeiros oito meses, de janeiro a agosto de 2016 com janeiro a agosto de 2017, dá uma alta de mais de 14%", afirma Natália. O pecuarista Renato Peterle produz leite em Charqueada, no interior de São Paulo. Para driblar a queda do preço, ele trabalha para reduzir o custo com a ração das vacas.  "Nós mesmos produzimos nossa ração. A gente compra a soja, o milho, o núcleo, a ureia e batemos. O que nos ajudou foi a ração. Diminuiu bastante o custo", diz ele. Mesmo com o preço baixo, o produtor diz que a situação está um pouco melhor que a do ano passado, quando os grãos em alta reduziram a margem da atividade. Mas ele confessa que só consegue tocar o negócio porque não tem custo com mão de obra.  "Hoje eu conto com a minha família, o que diminui bastante os custos. Porque, se fosse pagar funcionário, a gente podia fechar as portas, como estão acontecendo com muitos por aí." Com a volta das chuvas e melhora das pastagens, a produção de leite tende a aumentar a partir deste mês. Mas não se sabe quando a demanda vai reagir.  "É complicado. O cenário continua bastante complicado. Na opinião dos agentes que nós consultamos, novas quedas devem vir nos próximos meses", alerta a pesquisadora do Cepea. Clique aqui para assistir o vídeo. (Canal Rural)

Porto Alegre, 06 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.599

 

  Estado começou a cobrar inadimplentes

O Estado começou a cobrar as empresas que estão inadimplentes com o Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite/RS). A informação, repassada pela Secretaria da Fazenda, foi divulgada ontem pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, que também é presidente do fundo. Ele revelou que 130 empresas foram notificadas e 30 já responderam à intimação. As outras 100 estão com prazos em andamento. Segundo Polo, as empresas que não atenderem à notificação terão seus débitos incluídos na dívida ativa e posteriormente no Cadastro Informativo de Cré- ditos não Quitados do Setor Público (Cadin). "Nós solicitamos, ainda em 2016, providências da Fazenda para a cobrança dos valores", destacou o secretário. 

O Fundoleite foi criado em 2013 e devia receber R$ 0,00085 por litro de leite beneficiado pela indústria. Seus recursos seriam destinados para o financiamento das atividades do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), mas a contribuição foi questionada e o próprio setor votou pela extinção. Os créditos vencidos que forem recuperados serão depositados na conta do fundo, mas a destinação dos recursos ainda é uma incógnita. "Não sabemos qual vai ser a destinação dos recursos que estão acumulados, estamos aguardando as sugestões do setor para fazer o repasse", concluiu Polo. (Correio do Povo)

  

Governo do Estado presta homenagem à Santa Clara

A Santa Clara foi homenageada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul na quinta-feira, 05 de outubro, durante o 5º Encontro de Presidentes e Executivos de Cooperativas (Epecoop), em Nova Petrópolis. A honraria foi entregue ao presidente, Rogerio Bruno Sauthier, pelo governador, José Ivo Sartori. Na solenidade foram agraciadas as cooperativas gaúchas que possuem mais de 100 anos de atividade. (Assessoria de Imprensa Santa Clara)


 

Óleos vegetais puxam o índice de preços de alimentos da FAO

O índice de preços de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FAO) subiu 0,8% em setembro na comparação com agosto e alcançou o segundo maior patamar do ano. O indicador chegou a 178,4 pontos, 4,3% acima de setembro de 2016. A alta mensal foi puxada sobretudo pelos grupos formados por óleos vegetais - que reflete as oscilações da soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro - e lácteos. O indicador que mede especificamente o comportamento dos óleos vegetais atingiu o teto em sete meses (171,9 pontos), em virtude de uma disparada do óleo de palma derivada da queda da produção na Ásia. 

Mas o óleo de soja também subiu, diante de preocupações com o atraso no plantio do grão na América do Sul, principalmente no Brasil. O índice para lácteos ficou em 224,2 pontos, também o pico deste ano, devido a restrições de oferta na Austrália, Nova Zelândia e União Europeia. Com o resultado de setembro, que representou a quinta valorização consecutiva do grupo, o indicador dos produtos lácteos, que em boa medida reflete as cotações internacionais do leite em pó, voltou a um nível que não se via desde 2014. Ainda de acordo com o levantamento da FAO, os preços internacionais do açúcar também subiram no mês passado - mas moderadamente, em razão do quadro de oferta global relativamente confortável -, as carnes se mantiveram estáveis e os preços dos cereais recuaram 1,6% na comparação com agosto, em consequência do amplo suprimento de milho da América do Sul, novamente influenciado pelo Brasil, onde a segunda safra bateu recorde histórico, e de uma farta produção de trigo na Rússia. (Valor Econômico)


Fiscais agropecuários aprovam convocação de greve geral

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) decidiu no fim da noirte de ontem, em assembleia nacional, convocar uma greve geral no país por intervalos determinados. Os fiscais, no entanto, ainda não definiram quando começam e por quanto tempo vão durar as paralisações. Até agora o que se sabe é que as greves vão ocorrer apenas em dias determinados, e não durante semanas ou meses ininterruptos. O vice-presidente da Anffa, Marcos Lessa, disse que, antes das paralisações, o sindicato deve intensificar os protestos em Brasília contra o que considera uma tentativa do Ministério da Agricultura de "terceirizar" a fiscalização agropecuária no país. Em nota ao ministério encaminhada hoje, o Anffa também reivindica que os fiscais participem efetivamente da construção de uma proposta de lei que a Pasta vem costurando para reformular o sistema de defesa agropecuária no país. O ministério propôs recentemente um novo modelo para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), que passaria a ter autonomia administrativa, financeira e orçamentária e contaria com uma agência com prerrogativa de contratar médicos veterinários ou agrônomos para funções auxiliares de defesa. (Valor Econômico)
 
Leite: margem do produtor deve ficar mais estreita
O aumento no custo de produção e a queda no preço do leite devem estreitar a margem do produtor no último trimestre do ano. O cenário pode ficar ainda mais desafiador se as cotações da soja reagirem nas próximas semanas. Esta é a projeção feita por analistas durante o encontro da Scot Consultoria. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)
 

Porto Alegre, 05 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.598

 

  Laticínios retornarão à Brasília para cobrar compra governamental de leite

Entidades do setor lácteo irão à Brasília na próxima semana para cobrar o Governo Federal a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) voltou a defender a medida nesta quinta-feira (5/10), durante reunião do Grupo de Trabalho da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa que trata sobre a importação do leite em pó do Mercosul. No encontro, a comissão validou documento que foi entregue no dia 12 de setembro ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, formalizando o pedido de compra. O mesmo documento também foi entregue nesta quinta-feira ao deputado Zé Nunes, que coordenou a reunião.

Com a presença do presidente do sindicato, Alexandre Guerra, a demanda do setor foi debatida como medida emergencial para reverter a situação de crise do setor leiteiro gaúcho. A ida da comitiva a Brasília também será uma oportunidade para reivindicar soluções para a possível triangulação de leite uruguaio.

Segundo o diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, é fundamental que se faça uma regulação de produtos importados para atender o abastecimento nacional de forma equilibrada. "São dois pontos-chaves dessa questão: manutenção da suspensão de incentivos de importação e de estoques por via de compras governamentais". O deputado Zé Nunes reiterou a fala, alertando para a necessidade de unidade do setor produtivo. "Precisamos ter uma voz única na questão do leite neste momento".

A reunião também contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura (Seapi), Ministério da Agricultura (Mapa), Federação da Agricultura do RS (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RS (Fetraf), Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Cosulati. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Vitorya Paulo

  

RS pede investigação das compras

O governo do Rio Grande do Sul vai solicitar ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que abra investigação para apurar os números de importação de produtos lácteos do Uruguai, alegando suspeita de prática ilegal de comercialização. O documento foi assinado ontem pela Farsul, Fetag e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), e deve ser protocolado ainda nesta semana em Brasília. O texto apresenta dados que sugerem que o Uruguai estaria importando leite de outros países para exportar para o Brasil. 

Utilizando fontes como o Banco Mundial e o próprio MDIC, o ofício aponta que em 2016 o Uruguai produziu 1,775 bilhão de litros de leite, sendo 791 milhões de litros para o mercado interno. Sobrariam ao país 984 milhões de litros para exportação. No ano passado, o MDIC registrou a entrada de 1,036 bilhão de litros de produtos lácteos vindos do Uruguai, entre queijo, leite em pó, manteiga, butter oil e leite UHT, 52,7 milhões de litros a mais do que o produzido por aquele país. "São indicativos muito fortes de que algo está errado, porque o Uruguai não exporta leite apenas para o mercado brasileiro", comentou o secretário da Agricultura, Ernani Polo. "Nós tomamos esta iniciativa para tentar proteger o produtor de leite gaúcho e brasileiro que vem enfrentando desde o ano passado a concorrência do produto uruguaio, com prejuízos", justificou. 

O presidente da Comissão de Leite e Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues, afirmou que o Departamento de Defesa Comercial do MDIC, caso acate a solicitação, deve conferir os números apresentados no documento gaúcho e pedir explicações ao país vizinho. "Se a suspeita for comprovada, o Uruguai pode sofrer san- ções diplomáticas que estão previstas na legislação do comércio exterior", apontou. (Correio do Povo)


O Agro cuida do meio ambiente

Grande produtor de alimentos, energia e fibras o Brasil é uma potência em preservação ambiental com cerca de 67% de seu território em vegetação nativa preservada ou protegida. É o que aponta a primeira análise das informações de mais 4 milhões de produtores inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), realizada pela Embrapa Monitoramento por Satélite. Eles preservam mais vegetação nativa em seus imóveis do que todas as unidades de conservação juntas.

Os cálculos da Embrapa demonstram o papel único da agropecuária na preservação ambiental: as unidades de conservação protegem em vegetação nativa o equivalente a 13% do Brasil e os produtores mais de 20% do país, como áreas de preservação permanente, reserva legal e vegetação excedente.

No Sul, as unidades de conservação e terras indígenas protegem 2% da região. Nos imóveis rurais, os produtores preservam o equivalente a 17% dos estados, oito vezes mais. Dentro da área agrícola, os produtores preservam 26% das terras, número superior à exigência do Código Florestal. No Sudeste, ainda sem os dados do Espírito Santo, os produtores preservam em seus imóveis 17% da região em vegetação nativa contra 4% em áreas protegidas. Na área rural, eles preservam 29% de suas terras, número também superior à exigência da legislação ambiental.

No centro-Oeste, ainda sem os dados do Mato Grosso do Sul, os produtores preservam em seus imóveis 33% das regiões, contra 14% em áreas protegidas. Na área agrícola, eles preservam 49% de suas terras, praticamente a metade, número bem superior a demanda do código florestal.

No Norte, no Tocantins, a agricultura preserva o dobro da área total das unidades indígenas: 20% contra 10%. Nos imóveis, os produtores apresentam uma taxa de preservação da vegetação de 56%. Esse é o único estado da região não inserido integralmente no bioma Amazônia. Nos estados amazônicos, a proteção ambiental é muito abrangente: 71% Amapá, 53% do Amazonas e 50% do Pará, além de amplos territórios recobertos por floresta tropical em terras devolutas.

No Nordeste, ainda faltam muitas áreas cadastráveis no CAR. Mas, para indicar o papel dos agricultores na preservação da vegetação, os dados disponíveis já bastam. Na maioria dos estados nordestinos, os produtores preservam mais de 50% área de seus imóveis quando a exigência é de 20% (salvo em parte do maranhão). A área preservada pela pequena parcela de agricultores cadastrados no CAR (34%) até 2016, já representava certa de 20% da região, enquanto as áreas protegidas conservam menos de 10%.

O cadastramento segue até dezembro e os dados sempre serão atualizados. Não há no Brasil nenhuma categoria profissional: minerador, medico, professor, industrial, militar, promotor, economista, que preserva tanto o meio ambiente como os agricultores. Salvo na Amazônia, não há nenhuma instituição, secretaria, órgão federal ou estadual, empresa privada ou organização não governamental que preserve tantas áreas de vegetação nativa, como os produtores rurais: 19% do Brasil.

Esse enorme esforço de preservação nos imóveis rurais beneficia toda a nação. O custo decorrente de imobilizar e manter essas áreas recai apenas sobre o produtor, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos. Destes, os produtores esperam no mínimo, o justo reconhecimento sem a demonização de suas atividades de produzir alimentos e mais conhecimento de suas realidades. (Revista Agro DBO)
 
Recuperação/NZ 

A Fonterra irá recuperar este mês NZ$ 193 milhões de seus agricultores - que correspondem a empréstimos especiais feitos há dois anos, durante a profunda recessão do setor lácteo. Os NZ$ 190 milhões restantes seriam deduzidos dos pagamentos aos produtores, quando o preço do leite atingisse NZ$ 6/kgMS, o que aconteceu a partir de agosto. 

Os agricultores da Fonterra foram atingidos pelos baixos preços do leite nas temporadas 2014/15 (NZ 4,40/kgMS) e 2015/16 (NZ$ 3,90/kgMS). Para ajudar no fluxo de caixa das fazendas, a cooperativa emprestou a 76% de seus agricultores, NZ$ 383 milhões, a justo zero até 1º de junho de 2017, quando então os produtores passariam a pagar 2,4%. Os reembolsos só começaram quando o pagamento superou NZ$ 6/kgMS. O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a concessão dos empréstimos foi "muito bem sucedida" para os produtores, que receberam o dinheiro quando mais precisavam. "Fizemos porque confiamos no mercado internacional de lácteos, e apenas começamos a ser reembolsados quando o pagamento ao produtor atingiu NZ$ 6/kgMS", disse ao Rural News. Wilson disse também que está orgulhoso da ajuda concedida pela subsidiária Farm Source durante a recessão. "A Farm Source é muito mais que um armazém, e deve dar retorno à Fonterra, enquanto ajuda a reduzir os custos dos produtores de leite". Acrescentou que um produtor médio economiza NZ$ 0,10/kgMS comprando exclusivamente na Farm Source, em vez de em outros varejistas.

"Isto é extraordinário, se você é um jovem agricultor, este apoio faz uma grande diferença diante da volatilidade do mercado". Durante a recessão do setor lácteo, a Farm Source liberou empréstimos sem juros para 4.000 agricultores, já tendo recuperado US$ 17,8 milhões.

A Fonterra anunciou na semana passada um pagamento final de NZ$ 6,12/kgMS para a temporada 2016/17, com dividendos de 40 centavos por ação, o que totalizará NZ$ 6,52/kgMS. Para o ano fiscal encerrado em 31 de julho de 2017, a receita subiu 12%, para NZ$ 19,2 bilhões, e o aumento de preços compensou a queda de 3% nos volumes de vendas, ou o equivalente leite de 22,9 bilhões de litros. Diante das margens reduzidas o EBITDA caiu 15%, ficando em NZ$ 1,2 bilhões, refletindo no lucro líquido que também encolheu 11%, e fechou em NZ$ 745 milhões. Wilson destacou a capacidade da cooperativa manter o dividendo previsto apesar dos preços do leite subirem 57% em relação ao ano anterior, o que resultaria em margens negativas.

Números da Fonterra
- 2016/17 pagou NZ$ 6,52/kgMS, elevação de 52%, composto de adiantamento de NZ$ 6,12/kgMS, e dividendos de 40 centavos.
- Faturamento de NZ$ 19,2, com elevação de 12%
- EBITDA de NZ$ 1,155 bilhões, queda de 15%
- Lucro líquido de NZ$ 745 milhões, menos 11%
- Grande crescimento de consumidores e foodservice: extra 576 milhões de equivalente leite
- Crescimento de 9% na venda de ingredientes com valor agregado
- Retorno de capital do grupo, 11,1%   
(Rural News - Tradução Livre: Terra Viva)
Cresce o estoque de grãos nos EUA
Os americanos tinham 8,19 milhões de toneladas de soja em estoque no dia 1º de setembro, segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na sexta-feira (29). Esse volume é 53% superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando o país ainda amargava os reflexos de uma quebra de safra. Apesar do aumento, o volume divulgado foi inferior à média das projeções de analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal, que era de 9,23 milhões de toneladas. Com isso, as cotações do grão ganharam alguma sustentação da bolsa de Chicago. Do total calculado pelo USDA, 2,39 milhões de toneladas de soja estavam nas mãos dos produtores, 112% mais que em igual intervalo de 2016. O volume restante - 38% na mesma comparação - já estava fora das fazendas. No caso do milho, o USDA apontou que 58,17 milhões de toneladas estavam em estoque no dia 1º de setembro, um incremento de 32%. Mas o volume divulgado também foi inferior à média das expectativas dos analistas, que era de 59,67 milhões de toneladas, e a reação em Chicago foi igualmente "altista". Do volume total do cereal estocado, 20 milhões de toneladas estavam com os fazendeiros, 25% mais que na mesma data do ano passado. Outras 38,17 milhões de toneladas estavam com traders, atravessadores, esmagadores e indústrias. (As informações são do jornal Valor Econômico, resumidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 04 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.5967

 

  Evento no Senai vai reunir startups da indústria de alimentos

Representantes da indústria de alimentos participam, nos dias 20 e 21 de novembro, do Desafio Startups. O objetivo do evento, que ocorre durante o dia inteiro no Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (avenida Sertório, 473), zona norte de Porto Alegre, é apresentar problemas recorrentes nas empresas para que seja possível ir em busca de propostas de soluções. 

Segundo a coordenadora técnica do Conselho da Agroindústria da Fiergs, Tânia Sette, o evento oportuniza que as organizações tenham contato com empresas inovadoras, que apresentarão soluções com custo simbólico. "Nosso objetivo é que as ideias contribuam não só com o ganho financeiro, mas também como o de mercado", afirma.

O Desafio Startups é uma realização do Conselho da Agroindústria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas. O custo será de R$ 80,00 por empresa. (Assessoria de Imprensa)

  

Mesmo com exportações de lácteos a caminho do recorde, UE ressalta potencial de crescimento

A Comissária da União Europeia para Comércio, Cecilia Malmström, uniu-se à Plataforma de Lácteos da Associação Europeia de Lácteos (EDA) para discutir as perspectivas comerciais globais do setor de lácteos da UE. A EDA representa os interesses dos processadores de lácteos e a associação é composta por produtores de leite dos estados membros. 

"Cecilia criou um novo impulso no panorama comercial global e a liderança da UE nas políticas comerciais globais foi destacada pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no discurso 'Estado da União' há duas semanas", disse o presidente da EDA, Michel Nalet.

Ao mesmo tempo, Nalet acredita que as "missões diplomáticas" do Comissário da UE, Phil Hogan, também ajudaram a impulsionar as exportações. Hoje, as exportações europeias de produtos lácteos estão no bom caminho para alcançar recordes, mas ainda há um grande potencial de crescimento, acrescenta ele. 

"Depois do Canadá, o acordo comercial do Japão está basicamente fechado - ambos os destinos abrem verdadeiras oportunidades de mercado para nossos produtos lácteos premium. Estamos ansiosos para ver Cingapura e Vietnã fazendo o mesmo. O progresso alcançado com o Mercosul e com o México é impressionante e também contamos com uma atualização construtiva do acordo com o Chile e rápidos progressos com a Indonésia, Filipinas, Malásia e Tailândia".

Por outro lado, Nalet acredita que, quando se trata de negociações comerciais com a Nova Zelândia, todos devem ter certeza de que o que Bruxelas tende a chamar de 'sensibilidades agrícolas da EU' seja realmente levado em consideração pelas negociações. "Para deixar bem claro: não temos medo de competir com produtos lácteos da Nova Zelândia, mas precisamos de condições equitativas, especialmente nos mercados da China e do Sudeste Asiático, onde a Nova Zelândia já concluiu acordos de livre comércio. Nossas políticas comerciais devem garantir condições equitativas para as empresas do bloco". (As informações são do http://www.foodingredientsfirst.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


EUA - Manteiga de leite adiciona US$ 2,2 bilhões ao faturamento dos produtores de leite

Uma análise sobre a recente de tendência de consumo de produtos lácteos mostra que o aumento do uso de manteiga e outros lácteos com maior teor de gordura adicionou US$ 2,2 bilhões ao faturamento dos agricultores que produzem leite, disseram analistas do Dairy Management Inc. 

(DMI) e da Federação Nacional dos Produtores de Leite (NMPF). O percentual da manteiga nas vendas dos leite que era de 38% no início dos anos 2000 passou para o recorde de 68% em 2015. Esse percentual caiu para 50% em 2017, mas, os preços do mercado futuro indicam que ele poderá ficar entre 58% e 60% nos próximos meses, diz Peter Vitaliano, vice-presidente de política e pesquisa de mercado da NMPF. A participação da manteiga no uso total do creme de leite em produtos lácteos havia diminuído para 16% em 2000. No ano passado, essa participação aumentou para 18%. Outro exemplo: as vendas de leite cru que eram de 40 milhões de libras por dia, em 2013, subiu para 45 milhões de libras este ano. E a indústria está vendo um aumento nas vendas totais de gordura de leite em todas as categorias de leite fluido, elevando de 2,65 milhões de libras de creme de leite por dia em 2015, para 2,75 milhões de libras neste ano. Vitaliano também está otimista de que a tendência chega também ao queijo e nas categorias de produtos lácteos congelados. "Sabemos que já está acontecendo no iogurte", diz ele. Tom Galagher da DMI atribui o aumento da gordura do leite a três fatores:

1 - Pesquisa nutricional financiada pelo agricultor sobre a gordura do leite que tem sido realizada nas duas últimas décadas.

2 - Trabalho junto a programas estatais, regionais e nacionais, de saúde e dieta para estabelecer a credibilidade de pesquisas que estão sendo realizadas pelo Conselho Nacional do Leite e outros organismos.

3 - Parcerias com o McDonald's, ajudaram na mudança do uso de margarina pela manteiga na rede. Essa alteração desencadeou um efeito catalítico com outras cadeias de restaurantes e de fast food, que também optaram pela substituição.

Paul Rovey, presidente da DMI, diz que os agricultores já estão se ajustando à maior demanda de gordura do leite. "Há vários anos, o incentivo era para o aumento das proteínas e redução da gordura. Mas, agora estamos analisando como poderemos alterar os sólidos totais do leite", diz ele.

A crescente demanda doméstica de manteiga de leite também tem implicações para as exportações, que atualmente utilizam cerca de 15% da produção total de leite dos EUA. "A disponibilidade de creme de leite para exportação continua reduzida", diz Vitaliano. "As exportações de gordura ficaram retraídas, embora continuemos a enviar muita manteiga e creme para o Canadá, onde as mesmas tendências são verificadas".

Ele espera que os exportadores dos EUA coloquem maior ênfase nas exportações de queijo no futuro. Mas, tanto a Europa, quanto, em certa medida, a Nova Zelândia estarão cada vez mais competitivos no comércio mundial de queijos, diz ele. (Dairy Herd - Tradução Livre: Terra Viva)


INALE insiste em não incorporar produtos lácteos no acordo Mercosul & União Europeia
 

O Instituto Nacional do Leite (INALE) do Uruguai enviou ao Brasil sua firme posição para que os produtos lácteos não sejam incluídos nas negociações de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). "A postura é manter uma posição forte e única de que os produtos lácteos estão fora dos acordos UE-Mercosul", disse o presidente do instituto, Ricardo de Izaguirre. Por enquanto, os produtos lácteos não estão incluídos nas negociações que estão sendo trabalhadas pelo bloco.

Dois delegados do INALE - o gerente Gabriel Bagnato e a analista, Mercedes Baráibar, da área de Estudos Econômicos - participaram da reunião de negociação Mercosul-UE em Brasília ontem (03). Um delegado da Câmara Uruguai da Indústria Láctea (Cilu) também participou.

Ricardo relatou que na segunda-feira (02) uma reunião das cooperativas do Mercosul com produtores familiares ocorreria no Brasil, e os representantes da Inacoop que viajaram para o país informariam a posição do instituto sobre o assunto. O presidente do INALE informou que eles tiveram reuniões com o Ministério das Relações Exteriores e enviaram relatórios sobre o "inconveniente" que seria incluir os lácteos no acordo.

No momento, os produtos lácteos "estão excluídos, mas, como sabemos que há interesse da UE em incorporá-los, queremos fortalecer essa posição", afirmou Izaguirre, enfatizando a necessidade de ter uma posição unificada na região, apesar das reivindicações dos produtores brasileiros de determinar uma cota para as compras de produtos lácteos uruguaios. "A preocupação é mútua e geraria uma concorrência. Há componentes difíceis e competiríamos com uma proteção muito forte da Europa aos seus produtores", ressaltou. (As informações são do Conexión Agropecuária, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

EUA: agricultores vão receber mais de US$ 9,6 bi em garantia de renda
Agricultores e pecuaristas nos Estados Unidos vão receber mais de US$ 9,6 bilhões em recursos federais este ano como parte de programas de garantia de renda e de preservação ambiental, disse o Departamento de Agricultura do país (USDA). Safras robustas nos EUA e em outros países puxaram para baixo os preços de grãos nos últimos anos, afetando a renda no setor agrícola. A queda dos preços de commodities e da receita de agricultores vai resultar em pagamento de aproximadamente US$ 8 bilhões para o ano-safra 2016/17, disse o USDA. Parte desses pagamentos vai para proprietários de terras e agricultores em regiões que foram recentemente afetadas por estiagens e furacões. Segundo o governo, produtores e criadores que concordaram em preservar áreas sensíveis este ano para melhorar as condições ambientais vão receber US$ 1,6 bilhão. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de São Paulo)

Porto Alegre, 03 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.596

 

 Leilão GDT: índice de preços tem o maior recuo dos últimos sete meses

No mais recente leilão da Global Dairy Trade (GDT), realizado nesta terça-feira (03/10), os preços médios dos lácteos internacionais fecharam em US$ 3.223/tonelada, interrompendo uma sequência de dois leilões consecutivos em alta, com o índice de preços recuando em 2,4% (o maior recuo desde o leilão de 07/03/2017).

Pelo segundo leilão consecutivo, o interesse foi alto. Este último contou com 37.990 toneladas negociadas, superando em 11,4% o volume negociado no leilão anterior, que por sua vez, já havia registrado o maior volume negociado em 2017. 

Nos preços dos produtos, com exceção do queijo cheddar e da caseína que subiram 1,9% e 0,9% respectivamente, o cenário geral foi de queda. O leitelho foi o produto de maior destaque; sua queda de 10,3% trouxe os preços médios para US$ 1.804/tonelada. A manteiga amargou 3,6% de queda, indo para US$ 5.837/tonelada. 

Nos leites em pó, o descolamento entre o integral e o desnatado ficou menor. Enquanto o integral caiu 2,7% neste leilão (cotado agora a US$ 3.037/tonelada), o desnatado caiu "apenas" 1,4%, indo para US$ 1.895/tonelada. Agora, a diferença é de US$ 1.142/tonelada, a menor desde o leilão de 18/07/2017, e 5% menor frente ao último leilão. 


Neste leilão, o alto volume de negociação, aliado à acentuada queda nos preços, mostra, em grande parte, uma movimentação internacional em relação à entrada da nova safra neozelandesa (impactando especialmente o leite em pó integral, o principal produto do país). Ao que tudo indica ela deve vir cheia em 2017/18, aumentando a oferta de leite, conforme ressaltado recentemente pelo MilkPoint.

Os preços futuros do leite em pó integral seguiram a tendência do leilão, e caíram em todos os contratos, abafando as altas do leilão anterior. O mais acentuado foi o de janeiro de 2018, com queda de 3,4%, enquanto a queda mais sutil ficou em março de 2018, o qual desvalorizou 1,9%.  (GDT/Milkpoint)

  

LEITE/CEPEA: preço registra quarta queda consecutiva

O preço do leite entregue em agosto e recebido pelo produtor em setembro registrou a quarta queda consecutiva no campo, com recuo de 7 centavos/litro (ou de 6,16%) frente a agosto, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. 

O preço líquido, que não considera frete ou impostos, fechou a R$ 1,0843/litro na "média Brasil", que inclui os estados de BA, GO, MG, SP, PR, SC, RS. Na comparação com setembro do ano passado, a diminuição é de quase 48 centavos/litro, ou de 30,6% (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/17). As sucessivas baixas no valor do leite se justificam pela fraca demanda e pelo aumento da captação.

O consumo de lácteos segue enfraquecido na ponta final da cadeia, em função do menor poder de compra do consumidor brasileiro. Dessa forma, os preços dos derivados têm diminuído significativamente, em uma tentativa de manter o fluxo de negociações. O valor do leite UHT, por exemplo, lácteo mais consumido no País, registrou queda de 7,8% em termos reais, entre agosto e setembro, no mercado atacadista do estado de São Paulo (IPCA de agosto/17). Mesmo assim, agentes de indústrias e atacados consultados pelo Cepea continuam reportando aumento de estoques, fator que pressiona as cotações no campo. 

A formação de estoques também esteve atrelada a maior captação de leite. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), de julho para agosto, a captação das indústrias se elevou 4,9% na "média Brasil". Todos os estados, com exceção da Bahia, registraram altas no índice, mas o destaque foi para os estados do Sul do País. Em Santa Catarina, o aumento foi de 11,7%, no Rio Grande do Sul, de 6,8%, e no Paraná, de 4,7%. Segundo agentes, a maior oferta no Sul reduziu os preços também no Sudeste, região que é destino de parte da produção sulista por concentrar o maior mercado consumidor do Brasil. No comparativo entre a média de janeiro a agosto de 2016 com a do mesmo período deste ano, o ICAP-L na "média Brasil" registou alta de 14,9%. 

O atual cenário tem preocupado o setor. O consumo de lácteos só tem sido estimulado com preços baixos nas gôndolas. A queda na ponta final da cadeia, entretanto, não parece ocorrer na mesma intensidade que nos elos anteriores. Varejo e atacado pressionam a indústria para redução nos preços dos derivados e aumento do prazo de pagamento, uma vez que os estoques têm aumentado. As indústrias, por sua vez, têm que lidar com um difícil equilíbrio entre receber de seus clientes, manejar estoques, definir estratégias de processamento que garantam vendas e pagar a matéria-prima. Por isso, também consideram reajustar os prazos de pagamento no campo, arriscando perder produtores no médio prazo. 

Pecuaristas, por fim, enfrentam o desafio de manter sua rentabilidade com a receita diminuindo, em um momento decisivo para o planejamento das atividades para o próximo ano: a reforma das pastagens. Somado a isso, a recente valorização do milho, atrelada ao aumento dos embarques do cereal, e o atraso do plantio da próxima safra (em função da falta de chuvas) indicam a possibilidade de continuidade de aumento nos preços do cereal e da ração. Assim, alguns produtores planejam aumentar as áreas de silagem para diminuir os custos com alimentação no ano que vem. Porém, essa tomada de decisão pode ser influenciada pelo atual panorama. CLIQUE AQUI para acessar as tabelas. (As informações são do CEPEA)


Exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia caem em agosto

O gigante mundial dos produtos lácteos, Nova Zelândia, viu o volume de exportações cair 2,6%, enquanto o valor caiu 25%, de acordo com novos dados. Um início úmido para a estação de produção de 2017-2018 na Nova Zelândia resultou na queda da produção de leite, enquanto as exportações de produtos lácteos também caíram.

Agosto é tradicionalmente o mês mais baixo para as exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia. Para agosto de 2017 em relação a agosto de 2016, o volume de exportação de leite em pó integral caiu de 45.250 toneladas para 35.795 toneladas. Isso representa uma queda de 20,9% com relação a agosto do ano passado. Os números foram revelados pelos analistas de mercado da Internal FC Stone.

O leite em pó integral é o produto lácteo mais importante da Nova Zelândia. Apesar da queda nas exportações, a China continuou sendo o maior mercado único para o produto da Nova Zelândia, importando 10.197 toneladas de leite em pó integral em agosto. Este é quase um terço da produção total de leite em pó integral da Nova Zelândia em agosto. As exportações de leite em pó desnatado caíram de 18.598 toneladas para 8.051 toneladas, o que representa uma queda de 56% em um ano.

No entanto, as exportações de fórmulas infantis aumentaram de 4.382 toneladas para 7.237 toneladas em um ano, o que representa um aumento de 65% em um ano. Austrália e China foram os maiores mercados de fórmulas infantis. Das 7.237 toneladas, a Austrália comprou 2.937 toneladas (41%) e a China, 2,027 toneladas (28%).

As exportações cumulativas de manteiga e gorduras caíram de 40.842 toneladas para 20.140 toneladas. (As informações são do The Irish Farmers Journal, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
Captação/Uruguai 
A captação de leite entre janeiro e agosto deste ano chegou a 1.152 milhões de litros, aumento de 8,3% em relação a igual período de 2016, segundo o Instituto Nacional do Leite (Inale). A captação nas plataformas das indústrias mostrou recuperação consistente nos primeiros oito meses do ano, ainda que os dados preliminares de setembro indiquem redução do crescimento, destacou a El Observador o presidente do Inale, Ricardo de Izaguirre. Em agosto o volume total captado chegou a 172,6 milhões de litros, o que correspondente a aumento de 10,6% em relação ao mês anterior. De Izaguirre destacou que a captação reduziu o ritmo em setembro diante das chuvas, principalmente, mantendo-se o mesmo volume que no mês anterior, segundo os dados preliminares. Espera-se que em outubro a primavera seja mais favorável em relação ás chuvas, e permita que a produção continue evoluindo, permitindo que os agricultores utilizem pastagens, e possam fazer alguma economia. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 02 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.595

 

  Setor lácteo debate sobre cenários na 91ª Expofeira de Pelotas

A cadeia produtiva do leite no Estado, no Brasil e no mundo será a pauta do debate durante a terceira edição do seminário Cenários da Produção Leiteira, no dia 12 de outubro, na 91ª Expofeira de Pelotas. Na ocasião, às 13h45, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, ministrará a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. O cadastramento para o evento começa às 13h, no auditório Casa da Amizade.

Guerra falará sobre mercado, importação e exportação do leite no Brasil. "Temos que melhorar a nossa competitividade, através de melhor produtividade por animal, maior volume por propriedade e produção em escala nas indústrias, com o apoio do governo para desonerar o setor lácteo. Assim, deixamos de ser importadores e passamos a ser um país exportador e competitivo.", afirma.

Segundo o coordenador técnico do seminário Eduardo Xavier, o momento será oportuno para unificar a cadeia leiteira e levantar problemáticas importantes sobre os temas que são de interesse do setor, além de mostrar cases de sucesso. "Queremos entender o mercado e que pessoas tragam suas experiências na área", pontuou. O evento contará ainda com palestra do presidente do Fundesa, Rogério Kerber, que falará sobre as ferramentas para busca de sanidade do rebanho. A expectativa é de receber 200 participantes no evento.

A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Tempestade perfeita no mercado de longa vida

Leite longa vida no varejo vendido abaixo do custo de produção da indústria, promoção em que o produto sai praticamente de graça, leite de brinde em compras de qualquer valor. Essas promoções no varejo do país dão uma ideia do atual cenário no mercado de leite longa vida, que vive uma crise provocada pela demanda débil num momento de aumento da oferta da matéria-prima no Brasil. Boa parte das empresas que têm no leite longa vida seu principal produto está enfrentando margens negativas, reflexo do pouco apetite do consumidor e da maior produção de leite no Brasil. Nesse ambiente, os preços de venda pelas indústrias estão em queda desde abril, conforme levantamento da consultoria MilkPoint. 

Nas três primeiras semanas de setembro, o preço médio caiu a R$ 1,78, queda de 15% ante a média de setembro de 2016 (valores já deflacionados). Valter Galan, analista da MilkPoint, observa que o segmento de leite UHT "ganha mais dinheiro quando o produtor de leite ganha mais dinheiro". Assim, com a queda nos preços ao produtor devido à maior oferta, o leite longa vida também vem recuando, o que ajuda a reduzir os índices de inflação. No primeiro semestre, a aquisição de leite pelas indústrias processadoras - um indicativo da produção no país - subiu 3,71% sobre igual intervalo de 2016, para 11,492 bilhões de litros, conforme dados do IBGE. Só em junho, a alta foi de 11% ante o mesmo mês de 2016. Para Galan, a queda dos preços do leite cru deve levar a uma desaceleração desse ritmo de crescimento da produção. Segundo o MilkPoint, no acumulado do semestre, o volume de leite formal disponível (produção mais importações menos exportações) para cada brasileiro foi 2,2% maior que no mesmo período de 2016. Enquanto isso, o volume de vendas de lácteos em geral no varejo caiu 4,5% no mesmo período. As indústrias apontam também as importações de leite em pó (integral e desnatado) como um motivo para a oferta elevada, mas, de fato, os volumes vindos do exterior vêm caindo. 

De janeiro a agosto, segundo dados compilados pelo MilkPoint, o recuo foi de 22,8%, para 80.913 toneladas. De acordo com Edson Martins, diretor de mercado da catarinense Tirol, as indústrias do setor vêm trabalhando no vermelho há quase um ano em decorrência do aumento da oferta de leite no país e da retração do consumo. No caso da Tirol, disse, o prejuízo por litro de leite está entre R$ 0,40 e R$ 0,50. O custo de produção do leite longa vida hoje está na casa dos R$ 2,10, para um preço de venda ao varejo de R$ 1,65 a R$ 1,70 por litro. Diante de um consumo que resiste a se recuperar, Martins avalia que só uma forte desaceleração no ritmo de crescimento da produção levará o mercado a se equilibrar. Pagando valores bem mais baixos do que em 2016 pelo leite longa vida, varejistas intensificaram as promoções com o produto, com o objetivo de atrair consumidores que acabam comprando outros itens nas lojas. Isso explica promoções como leite por R$ 1,59 o litro em varejista de Campinas (SP), como brinde em compras de qualquer valor, em supermercado de Concórdia (SC), e por só R$ 0,01 na compra de 12 pãezinhos numa varejista catarinense. A indústria também está reduzindo o que paga ao produtor. A catarinense Coopercentral Aurora, por exemplo, reduziu em R$ 0,15 o litro em agosto e hoje paga R$ 1,13. E o pagamento de setembro terá nova redução, de acordo com Marcos Antônio Zordan, diretor de agropecuária da Aurora. Segundo ele, normalmente, a Aurora recebe cerca de 1,3 milhão de litros de leite por dia, mas em agosto as cooperativas associadas entregaram, em média, 1,640 milhão de litros de matéria-prima por dia. "Nunca tínhamos recebido tanto leite", afirmou. 

O diretor de agropecuária disse que a produção de leite começa a recuar no Estado, já que o pecuarista diminuiu a ração do rebanho e os pastos já começam a secar. No Sul do país, a safra de leite vai de julho a setembro enquanto no Sudeste e Brasil Central, ganha força no período de chuvas, entre outubro e fevereiro. Embora considere que a redução da produção na região Sul deva segurar os preços do leite a partir do mês que vem, Zordan observa que o consumo ainda deve seguir pressionado com a chegada do período de férias. Na avaliação de Valter Galan, se a queda de preços no atacado chegar "de forma mais forte" ao varejo, poderá haver reação do consumo. (Valor Econômico)


 

Loja de queijos holandesa faz transmissão ao vivo para aumentar as vendas

A loja de queijo Kaan's Kaashandel e o banco ABN AMRO lançaram a primeira loja com transmissão ao vivo do mundo na cidade holandesa de Alkmaar. A loja pode ser acessada no site https://www.kaansstreamstore.nl. Ela é um experimento omni-channel que permite aos clientes on-line encomendar queijos artesanais em tempo real, como se estivessem realmente dentro da loja.

Embora as conversas estejam em holandês, os visitantes do site podem ver os clientes visitando a loja e interagindo com o pessoal em tempo real. Ao passar o mouse sobre qualquer um dos queijos, são fornecidas informações sobre o queijo, bem como a oportunidade de adicioná-lo a uma cesta ou carrinho. Existe também uma opção para interagir com a loja por meio do bate-papo ao vivo, bem como, fazer todos os pedidos on-line visíveis.


 
Opções on-line
Jan Kaan e sua equipe podem se comunicar com os clientes através de um link de vídeo ao vivo, fornecendo dicas de receitas e até mesmo cortar e embalar queijos enquanto os clientes assistem na tela. A loja estará ao vivo por cinco dias durante os horários regulares das 9 horas às 18 horas. O ABN AMRO está facilitando esse teste de avaliação, que combina dimensões físicas e on-line: o expertise, a autenticidade e a experiência de uma loja física combinada com uma loja on-line.

"Nós fazemos as coisas da forma antiga há muitos anos, mas também queremos acompanhar os tempos modernos", disse Kaan. "O ABN AMRO nos pediu para participar desta experiência. Ainda não temos grande visibilidade on-line, de modo que isso motivou nossa decisão de participar. Espero que a Stream Store promova vendas on-line de nossos queijos artesanais. A Alkmaar é famosa por seu queijo, e esse tipo de tecnologia nos permitirá também enviar nossos deliciosos queijos para clientes internacionais".

Interesse no projeto
De acordo com o ABN AMRO, os varejistas independentes muitas vezes sofrem com a forte concorrência on-line. O banco disse que a nova abordagem permite que os varejistas independentes consigam um novo tipo de inovação. Rob Morren, do ABN AMRO, disse: "O que vemos é que o omni-channel se tornou um acessório no cenário de varejo e, especialmente, os pequenos varejistas físicos de rua têm dificuldade para acompanhar essas tendências e queremos dar a eles um exemplo inspirador de como podem lidar com isso". 

Morren disse que embora o experimento esteja no início, a loja teve mais de 30 pedidos nas primeiras três horas. O interesse no projeto foi alto, com a mídia local e a mídia internacional acompanhando o projeto. Há também uma campanha de mídia social para divulgar informações. Morren disse que vai avaliar o projeto piloto quando for concluído para ver se a estratégia poderia ser aplicável a outros varejistas. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


O mercado de lácteos da Europa atingiu o "ponto de inflexão"?
 
O último relatório do Observatório Europeu do Mercado do Leite (MMO) destaca o crescimento da oferta e os riscos para o preço da manteiga e do leite em pó desnatado (SMP).

Os importadores asiáticos apoiaram os mercados através de sua recuperação recente, com as compras chinesas de produtos lácteos crescendo 27% em relação ao ano passado e 12% superior no sudeste asiático. No geral, as importações globais de produtos lácteos cresceram 6% no ano passado.

A demanda extra é crucial, à medida que a produção está aumentando em todas as principais regiões de exportação, afirmou a associação comercial europeia de lácteos, Eucolait, em sua contribuição para o relatório do MMO.

Na UE, os números de julho da Comissão Europeia mostram que uma queda da produção na França, nos Países Baixos, na Dinamarca e na Alemanha foi mais do que compensada por um aumento na Irlanda, Itália, Portugal e Reino Unido.

Novo recorde de preço da manteiga
O mercado continua contando histórias radicalmente diferentes sobre gorduras e produtos proteicos, com uma diferença de preço de quatro para um a favor da manteiga - agora aproximando-se de um novo recorde de 6.500 € (US$ 7.647,89)/t.

"Dados os preços recordes das gorduras lácteas, o atraso estrutural na cadeia de fornecimento de lácteos, as crescentes ofertas globais e o aumento da concorrência nas exportações, chegamos a um ponto de inflexão no equilíbrio do mercado da UE?", pergunta a Eucolait.

Embora o enfraquecimento do dólar norte-americano tenha um efeito negativo sobre as exportações da UE, a avaliação da Comissão é de que "os preços do leite devem permanecer firmes nos próximos meses, apesar de uma possível queda de preços da manteiga (correção de níveis recorde) e SMP (fim da intervenção pública)".

A intervenção está encerrando este ano e os processadores se apressaram para aproveitar o esquema da semana passada, quase duplicando os volumes de leite em pó desnatado vendidos no esquema, para 5.512 toneladas. Nenhum leite em pó irlandês entrou em intervenção este ano. 

Em 29/09/17 - 1 Euro = US$ 1,17660 
0,84981 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Irish Farmers Journal, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
Dia de Campo com aplicativos
'O Dia de Campo do Leite deste ano vai apresentar aos produtores os aplicativos Pastejando, que calcula a necessidade de consumo de matéria seca do rebanho, e Roda da Reprodução, que avisa quais animais precisam ser inseminados e qual a época em que irão parir. A programação é preparada pela Embrapa Clima Temperado e ocorre nesta quarta-feira, na Estação Terras Baixas, em Capão do Leão. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 29 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.594

 

  IBGE: produção de leite cai 2,9% em 2016; pesquisa aponta aumento dos rebanhos bovinos

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite foi de 33,62 bilhões de litros em 2016, 2,9% menor do que no ano anterior. 

Minas Gerais continuou como maior produtor de leite do país, apesar de ter produzido 1,9% a menos do que em 2015 (8,97 bilhões de litros). A produção mineira representou 26,7% da produção nacional. O preço médio nacional do leite ao produtor foi de R$ 1,17 por litro, um aumento de 15,2% em relação a 2015. Isso representou um valor de produção de R$ 39,44 bilhões.

Segundo a PPM, o rebanho bovino do país alcançou o recorde de 218,23 milhões de cabeças em 2016, 1,4% mais que em 2015. Mas o aumento não se refletiu nos abates - foram abatidas 29,67 milhões de cabeças de bovinos, queda de 3,2%. "A oferta de animais prontos para abate e para reposição continuou restrita em função do grande abate de matrizes nos anos anteriores, elevando o preço da arroba e do bezerro", informou o IBGE. De acordo com os dados da PPM, o Brasil continuou com o segundo maior efetivo de bovinos do mundo e representou 22,2% do rebanho global em 2016, atrás da Índia. O país foi também o segundo maior produtor de carne bovina, com 15,4% do total mundial.

O plantel de galináceos também cresceu no país no ano passado - 1,9%, para 1,35 bilhão de cabeças. Conforme o IBGE, a crise econômica, que achatou o poder de compra dos brasileiros, levou ao aumento do consumo de carne de frango e levou os produtores a investir em expansão. O movimento ajudou o Brasil a manter o status de maior exportador mundial de carne de frango. A produção de ovos de galinha, por sua vez, foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, 1,3% superior a 2015. Isso representa um rendimento de R$ 11,46 bilhões. 

Em relação aos suínos, o rebanho brasileiro cresceu 0,4% no ano passado, para 39,95 milhões de cabeças, o quarto maior do mundo, atrás de China, UE e EUA. A pesquisa também contabilizou um rebanho efetivo de 1,37 milhão de cabeças de bubalinos e de 5,58 milhões de cabeças de equinos. O efetivo de caprinos somou 9,78 milhões de cabeças em 2016, crescimento de 1,7% na comparação ao ano anterior, enquanto o rebanho efetivo de ovinos chegou a 18,43 milhões de cabeças, praticamente estável. (As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE)

Evolução da Produção de leite 2004-2016*

Indústria de laticínios/Brasil 

Laticínios brasileiros querem medidas do governo para enxugar o mercado e aliviar a pressão sobre os preços internos de leite e derivados. Representantes do setor reclamam de sobreoferta e da concorrência com o produto importado, mas competitivo e mais barato. A indústria de lácteos pede que o governo compre 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de UHT, que poderiam ter como destino a merenda escolar e programas sociais. Lideranças disseram a Globo Rural não ter recebido uma resposta de Brasília.

"A ideia é de que o governo faça uma compra imediata ou pelo menos dê uma sinalização ao mercado", resume o secretário executivo do Sindicato dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. A conta apresentada pelo setor ao governo não é pequena. A considerar os volumes propostos e os preços de referência utilizados para reivindicar as aquisições oficiais - R$ 14,30 o quilo de leite em pó e R$ 2,21 o litro do UHT - o valor fica perto de R$ 1,6 bilhão. "Esse seria o mundo perfeito", diz o representante dos laticínios gaúchos. "Se for olhar isoladamente, é um valor considerável, mas, dividindo por Estado, não é nada assustador", argumenta.

No início deste mês, lideranças da indústria se reuniram com ministros e representantes de órgãos do governo federal. A Casa Civil delegou aos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Agricultura (Mapa) a análise da situação. Entre o que quer o setor e o que talvez seja possível, a distância pode ser grande. Às voltas com o ajuste das suas próprias contas e com a necessidade de promover a retomada da atividade econômica, a dificuldade maior é exatamente de onde tirar o dinheiro nas atuais condições. Não há prazo para tomar uma decisão.

"A proposta do setor ficou para os ministérios. A questão é como resolver. É um valor bem alto, uma questão de alto vulto, tem que tratar com responsabilidade", diz o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha. Em Goiás, a preocupação é que uma eventual aquisição por parte do governo seja limitada a poucos fornecedores. Alfredo Luiz Correia, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindileite), defende que médios e grandes produtores possam também participar. "O governo tem que entrar para regular o mercado porque o problema é nacional, não só do produtor familiar. A aquisição tem que ser feita de produtores de todos os tamanhos", diz Correia, afirmando esse assunto ainda está em debate entre representantes do setor.

Mas o Ministério da Agricultura é taxativo. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, avalia ser possível executar as compras apenas no âmbito dos programas sociais. O governo não tem estrutura para estocar grandes volumes de leite e derivados. "Não há como fazer isso. Mesmo se for leite em pó, como vamos fazer a manutenção disso? Agora, o mecanismo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e aquisição para distribuição, estamos trabalhando o orçamento. Vamos fazer o que for factível", diz.

Importações
Diante do excedente interno que pressiona os preços, a opção mais viável é limitar importações, pelo menos na visão do Ministério da Agricultura. Para Neri Geller, a concorrência com o produto do exterior é o principal problema a ser atacado para tentar reequilibrar o quadro de oferta e demanda do setor lácteo brasileiro. Uma medida neste sentido também atenderia a demanda dos laticínios. A indústria reclama, principalmente, da entrada do produto do Uruguai. Mais competitivo, o leite em pó do país vizinho chega a valores mais baixos, impondo uma paridade ao produto nacional.

Representantes dos laticínios dizem que esse movimento acontece mesmo quando as importações diminuem, como vem ocorrendo neste ano. No primeiro semestre, o Brasil comprou do Uruguai 17,9 mil toneladas de leite em pó. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 30,3 mil toneladas. Palharini, do Rio Grande do Sul, explica que o leite em pó uruguaio é comprado atualmente a R$ 10,50 o quilo. O brasileiro custa em torno de R$ 12. Meses atrás, a cotação interna estava superior a R$ 14 o quilo. "O que chama a atenção é que as importações de leite em pó vem caindo, mas de outros derivados, como queijo e soro, estão aumentando", preocupa-se o secretário executivo do Sindilat do Rio Grande do Sul.

Ele defende o estabelecimento de uma cota de importação de todos os derivados fornecidos pelo Uruguai. Uma eventual sanção seria mais rigorosa do que a aplicada à Argentina, cujo limite vale só para o leite em pó. Havendo sucesso com os uruguaios, diz ele, a ideia seria retomar a discussão e elevar as restrições também aos argentinos. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, reforça tese já defendida pelo próprio ministro Blairo Maggi. Entende que o leite deve ser retirado da pauta do Mercosul. "Não é vedar a importação, mas criar mecanismos para a concorrência não ser desleal. Temos conversado porque o problema do leite é grave e não podemos desarticular o setor porque recuperar é muito difícil." A discussão passa pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que chegou a propor a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, inclusive, com o Uruguai. Procurado, o MDIC não deu uma resposta até a conclusão desta reportagem. (Globo Rural)


Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Produziu mais, abasteceu o mercado interno de alimentos e ganhou amplo espaço no exterior. Está chegando, no entanto, a hora de os mentores dessa agropecuária saírem de campo e deixarem espaço para os sucessores. E esse será um dos principais desafios do setor a partir de agora, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Lide Agronegócio.

Rodrigues, que coordena seminário sobre o assunto no próximo sábado (30) em Campinas (SP), diz que a sucessão, apesar de eventuais dificuldades, poderá dar novo ânimo ao setor. A nova agricultura é dependente de tecnologia, e a liderança agrícola que está por vir está mais ligada à essa nova tendência do que os que saem de comando. Essa sucessão deve ocorrer em todos os segmentos do agronegócio, segundo ele.

Começa dentro da porteira, na sucessão de comando das fazendas. Passa pelas empresas do agronegócio e deve atingir também as instituições e as associações representantes de classes do setor. A sucessão deve abrir novos campos para o uso de tecnologia, tanto no controle interno das propriedades como na gestão financeira e na gestão ambiental.

Não há um modelo único de gestão no país, devido às distâncias e diversidades regionais. Uma gestão com base na tecnologia deverá estar presente em todas essas regiões. "Vem vindo uma onda que vai determinar um rejuvenescimento da agropecuária brasileira", diz Rodrigues. ''As novas lideranças já nasceram dentro da tecnologia, e esta vai permitir gestões financeiras, de recursos e ambiental rejuvenescidas."

O ex-ministro destaca ainda a necessidade de uma boa sucessão empresarial para que haja uma continuidade saudável das atividades das empresas. Ele cita exemplos que já se concretizaram como os da Jacto, empresa de São Paulo do segmento de máquinas, e da cooperativa Cocamar, de Maringá (PR). A sucessão tem de passar também pelas instituições ligadas ao agronegócio. Rodrigues destaca que algumas das modernas associações já exigem a troca constante de lideranças para que haja uma renovação de ideias. (As informações são do jornal Folha de São Paulo) 
 
Pnad: desemprego recua para 12,6% em agosto
A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, quando atingiu 13,1 milhões de pessoas, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%. Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal. Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho. (As informações são do jornal O Globo)

Porto Alegre, 29 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.594

 

  IBGE: produção de leite cai 2,9% em 2016; pesquisa aponta aumento dos rebanhos bovinos

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite foi de 33,62 bilhões de litros em 2016, 2,9% menor do que no ano anterior. 

Minas Gerais continuou como maior produtor de leite do país, apesar de ter produzido 1,9% a menos do que em 2015 (8,97 bilhões de litros). A produção mineira representou 26,7% da produção nacional. O preço médio nacional do leite ao produtor foi de R$ 1,17 por litro, um aumento de 15,2% em relação a 2015. Isso representou um valor de produção de R$ 39,44 bilhões.

Segundo a PPM, o rebanho bovino do país alcançou o recorde de 218,23 milhões de cabeças em 2016, 1,4% mais que em 2015. Mas o aumento não se refletiu nos abates - foram abatidas 29,67 milhões de cabeças de bovinos, queda de 3,2%. "A oferta de animais prontos para abate e para reposição continuou restrita em função do grande abate de matrizes nos anos anteriores, elevando o preço da arroba e do bezerro", informou o IBGE. De acordo com os dados da PPM, o Brasil continuou com o segundo maior efetivo de bovinos do mundo e representou 22,2% do rebanho global em 2016, atrás da Índia. O país foi também o segundo maior produtor de carne bovina, com 15,4% do total mundial.

O plantel de galináceos também cresceu no país no ano passado - 1,9%, para 1,35 bilhão de cabeças. Conforme o IBGE, a crise econômica, que achatou o poder de compra dos brasileiros, levou ao aumento do consumo de carne de frango e levou os produtores a investir em expansão. O movimento ajudou o Brasil a manter o status de maior exportador mundial de carne de frango. A produção de ovos de galinha, por sua vez, foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, 1,3% superior a 2015. Isso representa um rendimento de R$ 11,46 bilhões. 

Em relação aos suínos, o rebanho brasileiro cresceu 0,4% no ano passado, para 39,95 milhões de cabeças, o quarto maior do mundo, atrás de China, UE e EUA. A pesquisa também contabilizou um rebanho efetivo de 1,37 milhão de cabeças de bubalinos e de 5,58 milhões de cabeças de equinos. O efetivo de caprinos somou 9,78 milhões de cabeças em 2016, crescimento de 1,7% na comparação ao ano anterior, enquanto o rebanho efetivo de ovinos chegou a 18,43 milhões de cabeças, praticamente estável. (As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE)

Evolução da Produção de leite 2004-2016*

Indústria de laticínios/Brasil 

Laticínios brasileiros querem medidas do governo para enxugar o mercado e aliviar a pressão sobre os preços internos de leite e derivados. Representantes do setor reclamam de sobreoferta e da concorrência com o produto importado, mas competitivo e mais barato. A indústria de lácteos pede que o governo compre 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de UHT, que poderiam ter como destino a merenda escolar e programas sociais. Lideranças disseram a Globo Rural não ter recebido uma resposta de Brasília.

"A ideia é de que o governo faça uma compra imediata ou pelo menos dê uma sinalização ao mercado", resume o secretário executivo do Sindicato dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. A conta apresentada pelo setor ao governo não é pequena. A considerar os volumes propostos e os preços de referência utilizados para reivindicar as aquisições oficiais - R$ 14,30 o quilo de leite em pó e R$ 2,21 o litro do UHT - o valor fica perto de R$ 1,6 bilhão. "Esse seria o mundo perfeito", diz o representante dos laticínios gaúchos. "Se for olhar isoladamente, é um valor considerável, mas, dividindo por Estado, não é nada assustador", argumenta.

No início deste mês, lideranças da indústria se reuniram com ministros e representantes de órgãos do governo federal. A Casa Civil delegou aos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Agricultura (Mapa) a análise da situação. Entre o que quer o setor e o que talvez seja possível, a distância pode ser grande. Às voltas com o ajuste das suas próprias contas e com a necessidade de promover a retomada da atividade econômica, a dificuldade maior é exatamente de onde tirar o dinheiro nas atuais condições. Não há prazo para tomar uma decisão.

"A proposta do setor ficou para os ministérios. A questão é como resolver. É um valor bem alto, uma questão de alto vulto, tem que tratar com responsabilidade", diz o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha. Em Goiás, a preocupação é que uma eventual aquisição por parte do governo seja limitada a poucos fornecedores. Alfredo Luiz Correia, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindileite), defende que médios e grandes produtores possam também participar. "O governo tem que entrar para regular o mercado porque o problema é nacional, não só do produtor familiar. A aquisição tem que ser feita de produtores de todos os tamanhos", diz Correia, afirmando esse assunto ainda está em debate entre representantes do setor.

Mas o Ministério da Agricultura é taxativo. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, avalia ser possível executar as compras apenas no âmbito dos programas sociais. O governo não tem estrutura para estocar grandes volumes de leite e derivados. "Não há como fazer isso. Mesmo se for leite em pó, como vamos fazer a manutenção disso? Agora, o mecanismo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e aquisição para distribuição, estamos trabalhando o orçamento. Vamos fazer o que for factível", diz.

Importações
Diante do excedente interno que pressiona os preços, a opção mais viável é limitar importações, pelo menos na visão do Ministério da Agricultura. Para Neri Geller, a concorrência com o produto do exterior é o principal problema a ser atacado para tentar reequilibrar o quadro de oferta e demanda do setor lácteo brasileiro. Uma medida neste sentido também atenderia a demanda dos laticínios. A indústria reclama, principalmente, da entrada do produto do Uruguai. Mais competitivo, o leite em pó do país vizinho chega a valores mais baixos, impondo uma paridade ao produto nacional.

Representantes dos laticínios dizem que esse movimento acontece mesmo quando as importações diminuem, como vem ocorrendo neste ano. No primeiro semestre, o Brasil comprou do Uruguai 17,9 mil toneladas de leite em pó. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 30,3 mil toneladas. Palharini, do Rio Grande do Sul, explica que o leite em pó uruguaio é comprado atualmente a R$ 10,50 o quilo. O brasileiro custa em torno de R$ 12. Meses atrás, a cotação interna estava superior a R$ 14 o quilo. "O que chama a atenção é que as importações de leite em pó vem caindo, mas de outros derivados, como queijo e soro, estão aumentando", preocupa-se o secretário executivo do Sindilat do Rio Grande do Sul.

Ele defende o estabelecimento de uma cota de importação de todos os derivados fornecidos pelo Uruguai. Uma eventual sanção seria mais rigorosa do que a aplicada à Argentina, cujo limite vale só para o leite em pó. Havendo sucesso com os uruguaios, diz ele, a ideia seria retomar a discussão e elevar as restrições também aos argentinos. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, reforça tese já defendida pelo próprio ministro Blairo Maggi. Entende que o leite deve ser retirado da pauta do Mercosul. "Não é vedar a importação, mas criar mecanismos para a concorrência não ser desleal. Temos conversado porque o problema do leite é grave e não podemos desarticular o setor porque recuperar é muito difícil." A discussão passa pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que chegou a propor a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, inclusive, com o Uruguai. Procurado, o MDIC não deu uma resposta até a conclusão desta reportagem. (Globo Rural)


Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Produziu mais, abasteceu o mercado interno de alimentos e ganhou amplo espaço no exterior. Está chegando, no entanto, a hora de os mentores dessa agropecuária saírem de campo e deixarem espaço para os sucessores. E esse será um dos principais desafios do setor a partir de agora, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Lide Agronegócio.

Rodrigues, que coordena seminário sobre o assunto no próximo sábado (30) em Campinas (SP), diz que a sucessão, apesar de eventuais dificuldades, poderá dar novo ânimo ao setor. A nova agricultura é dependente de tecnologia, e a liderança agrícola que está por vir está mais ligada à essa nova tendência do que os que saem de comando. Essa sucessão deve ocorrer em todos os segmentos do agronegócio, segundo ele.

Começa dentro da porteira, na sucessão de comando das fazendas. Passa pelas empresas do agronegócio e deve atingir também as instituições e as associações representantes de classes do setor. A sucessão deve abrir novos campos para o uso de tecnologia, tanto no controle interno das propriedades como na gestão financeira e na gestão ambiental.

Não há um modelo único de gestão no país, devido às distâncias e diversidades regionais. Uma gestão com base na tecnologia deverá estar presente em todas essas regiões. "Vem vindo uma onda que vai determinar um rejuvenescimento da agropecuária brasileira", diz Rodrigues. ''As novas lideranças já nasceram dentro da tecnologia, e esta vai permitir gestões financeiras, de recursos e ambiental rejuvenescidas."

O ex-ministro destaca ainda a necessidade de uma boa sucessão empresarial para que haja uma continuidade saudável das atividades das empresas. Ele cita exemplos que já se concretizaram como os da Jacto, empresa de São Paulo do segmento de máquinas, e da cooperativa Cocamar, de Maringá (PR). A sucessão tem de passar também pelas instituições ligadas ao agronegócio. Rodrigues destaca que algumas das modernas associações já exigem a troca constante de lideranças para que haja uma renovação de ideias. (As informações são do jornal Folha de São Paulo) 
 
Pnad: desemprego recua para 12,6% em agosto
A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, quando atingiu 13,1 milhões de pessoas, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%. Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal. Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho. (As informações são do jornal O Globo)

 

Porto Alegre, 28 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.593

 

  Apesar de ano inconsistente, cenário é de alta na produção da Nova Zelândia
 
Os mais recentes dados de produção da Nova Zelândia mostram que, em agosto, o país produziu 1,3 milhão de toneladas de equivalente-leite (aproximadamente 1,28 milhão de litros), uma queda de 1,6% em relação a agosto de 2016. O mês de junho costuma marcar a entrada de uma nova safra na Nova Zelândia, mas como o mercado não "começa do zero" no início da safra, é interessante verificar o que vem ocorrendo mês a mês desde o início do ano. 

Apesar da queda em agosto, neste ano, o país vem 'lutando' para elevar a sua produção, mas enfrenta dificuldades devido às condições climáticas. No acumulado do ano (janeiro a agosto), a produção neozelandesa foi apenas 3% superior ao mesmo período de 2016. Porém, nos meses em que a produção foi superior à de 2016, ela subiu de forma acentuada. Como exemplo, o mês de março deste ano foi responsável por 61% do aumento no acumulado entre 2016 e 2017, sendo que, na comparação mensal, a produção foi quase 10% maior do que em março 2016. 

Além disso, outro fator que comprova esse esforço neozelandês em elevar sua produção, é o aumento das importações de insumos para o concentrado. Na safra 2016/17, o volume importado de grãos foi de 113 mil toneladas, contra 37 mil na safra anterior (aumento também impulsionado pela proibição do uso de farelo de palma). 

Gráfico 1. Evolução da produção mensal na Nova Zelândia. Fonte: DCANZ.

 

No primeiro semestre do ano, as precipitações foram abaixo da média histórica em quase todos os meses (impedindo um aumento ainda mais acentuado da produção), porém, a situação parece ter se revertido a partir de julho, o que pode ser um indício de safra cheia em 2017/2018. 

Este aumento que o país vem buscando em sua produção tem uma justificativa clara. Diferentemente do que o Brasil vem enfrentando, a Nova Zelândia (um exímio exportador de lácteos) registrou considerável aumento nos seus preços no último ano. Na última segunda-feira, a Fonterra anunciou que o preço pago na safra 2016/2017 por quilo de sólidos foi de US$ 6,52, 52% acima do valor médio da safra anterior, enquanto o preço pago ao produtor em dólares por litro foi 36,4% maior entre julho de 2017 (US$ 0,403) e julho de 2016 (US$ 0,296). Um dos maiores aumentos registrados para o período entre os principais produtores de leite do mundo. 

Dessa forma, a safra 2017/2018, que iniciou em junho e tem seu "pico" de produção programado para o último trimestre deste ano, se tiver clima favorável e demanda internacional consistente, tem tudo para se tornar uma safra histórica para a Nova Zelândia. (Milkpoint)

Tetra Pak 

A Tetra Pak participa do 6º Seminário Regional da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo - ABIQ, que ocorre em Foz do Iguaçu (PR), hoje, 28 de setembro de 2017. Com a palestra "Automação como melhoria na fabricação de queijos", a companhia estimula a percepção das empresas sobre os benefícios das tecnologias de automação e digitalização nas plantas produtivas do derivado lácteo.  

Por meio da medição de parâmetros relacionados à qualidade do leite e às implicações para a fermentação, sabor, textura e consistência do queijo, os sistemas de automação monitoram e rastreiam todas as etapas de fabricação do insumo, dando ao queijeiro a oportunidade de estar no controle da qualidade de seu produto final.  

"Os produtos lácteos em geral, e os de queijos em particular, sofrem uma concorrência bastante acirrada com os produtos importados, principalmente com relação à qualidade e padronização nas gôndolas dos supermercados. A automação vem contribuir justamente para esse salto de qualidade da produção nacional, fator essencial para a competitividade do mercado brasileiro", afirma Luis Shimabukuro, gerente comercial da Tetra Pak.  

Ao destacar os benefícios do investimento na tecnologia, a companhia pretende mobilizar também pequenas queijarias, que ainda desconhecem as oportunidades de uma cadeia nacional integrada. "Outra vantagem da automação é permitir a rastreabilidade total da matéria-prima até o consumidor. Isso significa ter controle da origem dos materiais, ingredientes, processamento e embalagem para registro completo e acompanhamento de todos os parâmetros de produção", complementa.

Oportunidade de expansão
Segundo a ABIQ, cada brasileiro consome em média 5,4 quilos de queijo por ano. A meta da entidade é, até 2020, chegar a um consumo de 7,5 quilos per capita. Para 2030, o objetivo é atingir a marca de 9,6 quilos de queijo por habitante/ano. Líder em processamento e envase de alimentos, a Tetra Pak também conta com um amplo portfólio de soluções para produção de diversos tipos de queijo e soro de leite. (JeffreyGroup Brasil)
 
 
Maggi quer intensificar comércio agrícola com o Peru

Em reunião com empresários durante viagem oficial ao Peru, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu maior aproximação comercial entre o país e o Brasil, especialmente os estados vizinhos, como Acre, Rondônia e Mato Grosso. "A ideia é destravar o que emperra o comércio bilateral", afirmou.

Maggi disse que há potencial a ser explorado, já que a relação no agronegócio entre os dois países ainda é muito pequena. O Peru é o 34º parceiro comercial do Brasil, sendo que no setor agropecuário foram registrados, no ano passado, US$ 179 milhões em exportações. No agronegócio como um todo, as vendas externas brasileiras para o mercado peruano totalizaram e US$ 392 milhões.

O Brasil tem condições de fornecer ao Peru alimentos que o país não produz, ressaltou o ministro, acrescentando que o Acre, por exemplo, vem desenvolvendo uma suinocultura moderna, além de ter terras para soja e milho, entre outros produtos.

Do lado do Peru, Maggi destacou o crescimento da produção de frutas, que rende ao país anualmente entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. E observou que há um mercado interno consumidor no Brasil a ser explorado pelos peruanos. "Estamos voltando a crescer, com expectativa de que, neste ano, o índice seja de 1% e, no próximo, de 3%, o que significa muito para um país do nosso tamanho."

O ministro enfatizou que o Brasil é um fornecedor seguro de alimentos com produção crescente, sendo responsável por 6,6% do mercado mundial. Ao mesmo tempo, observou que toda a produção de algodão deste ano, de 1,2 milhão de toneladas, já estava vendida desde 2017, o que representa confiança do mercado internacional. "Tivemos pequena redução da fatia mundial do agro, mas por conta do preço das commodities e não do volume exportado", explicou. E a expectativa é ocupar mais espaço em mercados onde a participação brasileira tem muito para crescer, como em países asiáticos, em função do poder de compra da população, e no México, onde o Brasil tem participação de apenas 1,2% no agronegócio, "é um alvo específico".

O trabalho, segundo o ministro, é eliminar barreiras de comércio, já que a estimativa da produção brasileira é de continuar crescendo nos próximos anos.

Maggi destacou ainda que o Brasil segue cumprindo uma legislação ambiental rígida que precisa ser reconhecida pelos parceiros comerciais e que o aumento da produção se deve ao avanço de pesquisas, particularmente aquelas desenvolvidas pela Embrapa. Enfatizou como responsável por ganhos de produtividade a alternância de culturas, que permitem colher mais de uma safra por ano em uma mesma área, e entre a agricultura e a pecuária.

Nesta quinta-feira (28), Maggi viaja para a Bolívia. Na capital La Paz, terá encontros com o ministro do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, César Cocarico, e com o vice-ministro de Comércio e Integração boliviano, Walter Clarems.

A delegação chefiada pelo ministro ao Peru e à Bolívia é composta pelos secretários de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. Participam do evento com empresários o presidente da Abafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas), Luiz Roberto Maldonado; o presidente da Ceasa de Mato Grosso, Baltazar Ulrich; o senador Cidinho Santos e o deputado Adillton Sachetti. (As informações são do Mapa)
 
Natal 
As vendas durante o período do Natal, em 2017, devem movimentar R$ 34,3 bilhões no varejo - avanço de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a data, os varejistas devem contratar 73,1 mil trabalhadores temporários - crescimento de 10% em relação aos 66,7 mil postos criados no ano passado. Entre os segmentos que mais contratam estão o de vestuário, com 48,9 mil vagas, e de supermercados com 10,4 mil vagas. As duas atividades representam 42% da força de trabalho do setor e respondem por cerca de 60% das vendas natalinas. O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.191, o equivalente a uma alta nominal de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado. (Giro News)

 

Porto Alegre, 27 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.592

 

  Valor despenca em setembro

O valor do litro de leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% inferior ao consolidado de agosto, de R$ 0,8914, segundo levantamento divulgado ontem pelo Conseleite. É a quinta queda consecutiva do preço de referência do produto. A última vez que os produtores tinham recebido valor igual a R$ 0,85 ocorreu em janeiro do ano passado, período em que há queda sazonal da cotação. Na análise mais recente da Emater, da semana passada, o preço médio do litro era de R$ 1,02, 26% inferior ao de R$ 1,39 do mesmo período do ano passado. 

A nova queda no preço tinha sido prevista nas últimas semanas pelo presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Alexandre Guerra. Segundo o dirigente, se não houvesse a intervenção do poder público com compras governamentais urgentes, a tendência seria de valores ainda piores em setembro, até porque não ocorreu a retomada da economia a ponto de acelerar o consumo de leite. "Estamos em um momento altamente prejudicial, porque há desistência de produtores da atividade e as indústrias operam no vermelho", avalia.

Guerra lembra que, em 12 de setembro, em uma reunião com entidades do setor, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se comprometeu a averiguar a possibilidade de liberação de recursos para compras governamentais, mas nenhum retorno foi dado até o momento. Nos últimos dias, o setor acionou parlamentares para voltar a pressionar o Executivo. Ontem, em Brasília, em uma nova investida, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, Heitor Schuch, apresentou documentos ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que comprovam a queda nos preços do leite. "Foi uma reunião para tentar convencer o ministério de que medidas como a compra interna de leite e o controle das importações do Uruguai são urgentes para socorrer o produtor", disse Schuch, que admitiu não acreditar numa atitude rápida do governo. FETAG. 

A direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) pediu formalmente ao governo do Estado dados dos incentivos fiscais concedidos a empresas de leite instaladas no Rio Grande do Sul. A entidade quer saber se indústrias que vêm importando o produto contam com os benefícios, o que, segundo o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, seria inadmissível, porque receberam apoio para desenvolver a cadeia local. "Se isso estiver ocorrendo, vamos pedir a suspensão dos incentivos", antecipa o dirigente. (Correio do Povo)

Suspensão será acelerada no RS

O Rio Grande do Sul poderá antecipar para 2019 sua declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão de acelerar o processo foi tomada ontem, em reunião do vice-governador José Paulo Cairoli com representantes de entidades, indústrias e produtores de proteína animal. Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o Estado encaminha nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a solicitação de uma auditoria nos serviços de controle da doença, a exemplo do que já foi pedido pelo Paraná, com processo marcado para janeiro de 2018. 

Polo afirmou que com a auditoria é possível antecipar em dois anos a retirada da vacina, que estava prevista no plano do Mapa para 2021. "A decisão tomada hoje é um divisor de águas e demonstra o amadurecimento do sistema de defesa agropecuária do Rio Grande Sul e seu esforço para atingir as metas do ministério", destacou o secretário, lembrando que a retirada da vacina repercutirá positivamente na bovinocultura de corte e leiteira, na suinocultura e na avicultura. "Vamos entrar em outro patamar de sanidade animal", prevê. 

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, destacou que o pedido de antecipação tem efeitos imediatos nas cadeias produtivas. "Vai renovar ânimos e aumentar a disposição do setor com a visualização de novos mercados", comentou. A vacinação contra a aftosa é fator de restrição para a exporta- ção de carne bovina, suína e de aves para diversos mercados. Japão e Estados Unidos já importam carne de Santa Catarina, único estado brasileiro livre da doença sem vacinação. O Rio Grande do Sul é um dos estados livres de aftosa com vacinação. (Correio do Povo)


Dia de Campo do Projeto Rural Sustentável é realizado em Frederico Westphalen

Mais produtividade, conservação e renda. Esse é o propósito do Projeto Rural Sustentável, que surgiu na tentativa de melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal pelos pequenos e médios produtores rurais, por meio da implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono. Dois municípios da abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen estão envolvidos no projeto, Boa Vista das Missões e Frederico Westphalen. Para difundir as tecnologias serão realizados, ao todo, quatro dias de campo no município de Boa Vista das Missões e três em Frederico Westphalen. O primeiro evento para Frederico Westphalen foi realizado na última sexta-feira (22/09), na propriedade do jovem produtor Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo, interior do município. Cerca de 50 pessoas participaram da atividade promovida pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Prefeitura e da Cotrifred.

O Projeto Rural Sustentável é fruto de uma parceria entre os governos do Reino Unido, do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com foco em ações para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono nos biomas Mata Atlântica e Amazônia. Os Dias de Campo são realizados em propriedades chamadas Unidades Demonstrativas (UDs). A meta do Projeto Rural Sustentável é atender, nos sete Estados brasileiros situados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, 350 Unidades Demonstrativas, que possuem uma das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto; e 3,6 mil Unidades Multiplicadoras, que irão adotar uma das quatro tecnologias preconizadas no projeto. 

Ao todo, serão 11 mil produtores capacitados, 1,1 mil agentes de Assistência Técnica treinados e 3,7 mil produtores familiares capacitados. O projeto destinará mais de R$ 70 milhões de benefícios diretos ao produtor rural para apoiar essas ações. No RS, são 11 municípios que executam o Projeto. As quatro tecnologias apoiadas pelo Projeto Rural Sustentável são sistemas de integração Lavoura, Pecuária e Florestas (ILPF), incluindo sistemas agroflorestais, plantio de florestas comerciais, recuperação de áreas degradadas com florestas e/ou pastagens e manejo sustentável de florestas nativas. 

As tecnologias destaques do projeto foram os temas apresentados nas estações em Boa Vista das Missões. A monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, participou da atividade explicando aos produtores o funcionamento do projeto. A partir do trabalho realizado com as UDs, o objetivo é expandir a ação, permitindo que outras propriedades, as chamadas Unidades Multiplicadoras, adotem uma das quatro tecnologias.

No Dia de Campo realizado em Frederico Westphalen a programação foi dividida. Pela manhã, os agricultores participantes acompanharam quatros estações organizadas na propriedade da família Pellegrin. Diferentes temas envolvendo a atividade leiteira foram tratados durante o evento. O assistente técnico regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski, explanou sobre manejo e conservação do solo na atividade leiteira, enfatizando a importância da análise e a prática para correta retirada da amostragem do solo, bem como os benefícios de recuperação de área degradada com pastagens perenes.

Bem-estar animal e a importância do sistema silvipastoril na atividade leiteira foi assunto abordado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luciano Schievenin. "As vacas leiteiras para manter boas condições de saúde, expressar o máximo do seu potencial genético e produzir leite de qualidade precisam estar em boas condições de bem-estar", afirmou Schievenin. As boas condições sugeridas pelo agrônomo são disponibilidade de água e comida à vontade, conforto térmico, boas condições de saúde, livres de estresse, com condições de expressar o comportamento natural para a espécie. Luciano explicou como o sistema silvispastoril contribuiu para esse processo e sugeriu algumas espécies arbóreas que são adequadas para a implantação nas pastagens e beneficiam os animais com o sombreamento. 

Schievenin apresentou ainda resultados de análises da produção leiteira a partir de sistemas que utilizaram sombreamento. Um dos exemplos destacados pelo agrônomo foi a produção da raça holandesa que passou de 14,5 litros de leite para 18,5 litros apenas com a utilização de sombra nos piquetes. Segundo ele, o consumo de alimento, matéria seca, também é maior quando se oferece sombra aos animais. Dessa forma, a produção leiteira final aumenta significativamente nas propriedades que aderem ao sombreamento.

Outra estação do Dia de Campo foi conduzida pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, que falou sobre produção de silagem de alta qualidade. Mateus enfatizou que a produção de silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes, o plantio e condução agronômica, a colheita e ensilagem, e a desensilagem e fornecimento. "Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas e interferirão na qualidade final do produto", reforçou o agrônomo. Outro fator importante é a escolha da cultivar. Segundo Mateus, os produtores devem escolher o genótipo levando em conta a boa produção de massa, alta digestibilidade de fibras, ponto de corte prolongado, grãos macios e adaptação e estabilidade de produção.

Ainda na propriedade da família Pellegrin, o médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, apresentou a estação destacando as características morfológicas desejáveis na seleção de vacas leiteiras de alta produção. À tarde, o Dia de Campo seguiu com a participação da monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, explicando o projeto aos agricultores. Para encerrar a atividade, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, falou sobre implantação, manejo de pastagens e nutrição de vacas leiteiras. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar " Regional de Frederico Westphalen)


Fazenda divulga índices do ICMS

As prefeituras gaúchas já podem calcular o quanto receberão em repasse de ICMS. A Secretaria da Fazenda divulgou ontem o Índice de Participação dos Municípios (IPM) 2018 com os percentuais de cada uma das 497 cidades no rateio do principal tributo estadual. Apurado pela Receita Estadual, o IPM reflete o desempenho médio da economia local entre 2015 e 2016 e indica como o Estado irá repartir R$ 8,26 bilhões. O volume correspondente a 25% sobre a receita de R$ 33,059 bilhões está previsto no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA). Não é considerada a arrecadação do Ampara/RS, fundo destinado a programas sociais constituído a partir da alí- quota de 2% sobre bebidas alcoólicas, cerveja sem álcool, cigarros, cosméticos e TV por assinatura. A relação dos índices de cada município foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Três Passos lidera a variação mais positiva na comparação do IPM de 2018 com o deste ano: alta de 19,91%. Com variações bem próximas estão as cidades de Xangri-Lá (18,15%) e Trindade do Sul (17,74%). Reflexo direto da recessão, seis das dez maiores economias tiveram queda nos índices de retorno. Com variações positivas no valor adicionado nos dois anos que servem como base para definir o índice, as exceções são Canoas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Pelotas, que terão crescimento na cota-parte do tributo. Além do DOE, os índices definitivos de rateio do ICMS estarão disponíveis para consulta na página da Secretaria da Fazenda (https://www.sefaz.rs.gov.br), na aba "serviços" do item IPM. (Correio do Povo)
 
 
Inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo vão até 1º de novembro
Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu. Confira regulamento CLICANDO AQUI(Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Porto Alegre, 26 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.591

 

  Conseleite indica queda no leite no RS

O valor de referência do leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% abaixo do consolidado de agosto (R$ 0,8914). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (26/09) pelo Conseleite em reunião realizada na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em Porto Alegre. No acumulado dos últimos três meses (julho e setembro de 2017), houve uma diminuição de -9,4% no valor de referência.
 
"O maior problema é a queda de consumo pela perda de poder aquisitivo da população e pelo nível elevado de desemprego associados à importação com valores mais competitivos que o nosso", avalia o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, também presidente do Sindilat. O dirigente destacou que o setor precisa de medidas governamentais que ajudem a tirar a pressão de mercado gerada pelas importações. Na avaliação do dirigente, a tendência é de reação, uma vez que o preço mais em conta do leite UHT poderá ajudar a aumentar o consumo.
 
O professor da UPF Eduardo Finamore, responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, confirma que a redução na comercialização de leite deve-se à queda da renda do consumidor e também ao excesso de oferta no mercado, que "joga os preços para baixo". 
 
Na avaliação do tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, não é um bom momento para pensar no aumento da escala de produção. "Temos que garantir o que nós produzimos com qualidade e com preço", avalia.
 
Importação e exportação
Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou informações referentes à importação e exportação de produtos lácteos no período de janeiro a agosto. Os dados da balança comercial mostram que o volume de leite e outros derivados comprados de fora permanece sendo maior que a quantidade exportada.
 
Sobre os pedidos de compra institucional de leite em pó e de cotas para importação de leite do Uruguai, formalizados recentemente em Brasília, Palharini comenta que, aparentemente, o governo federal não se mostrou sensibilizado já que não deram retorno sobre as demandas. Entretanto, enfatiza a necessidade de o setor persistir. "O setor lácteo precisa efetivamente se mobilizar para não ser moeda de troca em outras negociações internacionais", avalia.
 
Assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer comentou sobre os dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresentado na Expointer. Segundo o diagnóstico, nos últimos dois anos, 19 mil produtores deixaram a atividade e 39 pequenas indústrias fecharam as portas. "Precisamos continuar a pressão no governo federal", concordou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Foto: Bruna Karpinski 
 
 
 
Setor lácteo debate perfil do consumidor pós-crise
 
Os impactos da crise no consumo não devem sumir com a retomada da economia. A posição está alicerçada em mudanças concretas vivenciadas pelo consumidor brasileiro nos últimos anos. Segundo o gerente de marketing da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, que participou de reunião de associados do Sindilat nesta terça-feira (26/9), o consumidor aprendeu a comprar de uma forma mais inteligente, buscando promoções, transformação bem nítida em todas as classes, incluindo as mais altas. Citou que, em tempos de dificuldade, o consumidor migra de produtos premium para os mais básicos, um movimento que não deve ser retomado logo que o poder aquisitivo se elevar.  O cenário favorece o que  chama de "atacarejo", estabelecimento com venda por quantidade mas mais próximo do consumidor de maior poder aquisitivo. "Nesses canais, o cliente vai menos vezes no mês, mas, quando vai, gasta mais. As classes A e B aprenderam a comprar melhor".
 
Nas classes mais baixas, tem destaque a busca por embalagens menores como forma de minimizar o desembolso imediato. "Muitas vezes, no longo prazo, esse movimento não é o mais econômico. Mas isso nem sempre é racional". Ainda falou sobre mudanças nos hábitos das famílias, que estão menores, mas vivendo mais. "Precisamos trazer mais valor à produção. Não em preço, mas em relação à percepção do consumidor. Devemos entregar o que o consumidor procura e aquilo pelo que ele está disposto a pagar mais".
 
Em relação ao mercado lácteo, pontuou que a tendência em volume é positiva, mas cautelosa. A Tetra Pak projeta aumento de 2% no consumo nacional de leite UHT em 2017. Até 2020, a previsão é de um crescimento médio de 1,8% ao ano até 2020.
 
Dados Emater 
Durante a reunião de associados, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda detalhou estudo divulgado pela Emater sobre o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul. O levantamento foi apresentado na Expointer e indica que o Rio Grande do Sul tem 173 mil produtores com média de 349,5 por município. As propriedades têm, em média, 19 hectares. A Emater ainda indicou atuação de 225 indústrias em solo gaúcho que recebem, juntas, 4,1 bilhões de litros de leite ao ano de uma produção total de 4,47 bilhões de litros no Estado. No encontro,  também foram apresentados dados referentes ao Pub do Queijo, realizado na Expointer. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto deu início a uma participação mais efetiva do Sindilat na exposição. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Na foto: Luis Eduardo Ramirez
Crédito: Carolina Jardine
 
 
Receita da Fonterra aumenta em 2017, mas os lucros caem 15%
 
A Fonterra anunciou seus resultados anuais de 2017, que apresentam receita de até NZ$ 19,2 bilhões (US$ 13,96 bilhões), mas o lucro líquido após impostos caiu em NZ$ 745 milhões (US$ 541 milhões), uma redução de 11%.
 
A cooperativa da Nova Zelândia confirmou um pagamento final em dinheiro de NZ$ 6,52 (US$ 4,74) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para a estação de 2016/2017. Isso é composto por um preço ao produtor - Farmgate Milk - de NZ$ 6,12 (US$ 4,44) por kgMS [NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] e um dividendo de 40 centavos (US$ 29,08 centavos) por ação.
 
O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a capacidade da Fonterra de manter seu dividendo previsto, apesar do preço do leite ter aumentado 57% ao longo do ano e do impacto dos retornos negativos do fluxo, foi um excelente resultado. "Nós sempre precisaremos gerenciar a variabilidade em nossa cooperativa - tanto nos mercados globais como nas condições de produção local. Nós demonstramos nossa capacidade de lidar com essas condições e cumprir nossa estratégia novamente este ano".
 
Novos investimentos
Ele disse que a transformação contínua do negócio fez uma mudança fundamental na forma como a Fonterra opera, concentrando-se no aumento da eficiência e no desenvolvimento de novos fluxos de receita.
 
O negócio de consumo e serviços alimentícios teve um EBIT normalizado de NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), um aumento de 6% em relação ao ano passado. O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings disse que, no ano passado, a Fonterra anunciou novos investimentos em toda a gama de linhas de produtos para consumidores e food service. Isso incluiu novas linhas de UHT em Waitoa, expansões de manteiga e queijo cremoso em Te Rapa, construção da maior planta de muçarela da cooperativa em Clandeboye, duas novas plantas de queijo cremoso em Darfield e a reabertura de suas plantas de queijo e soro de leite em Stanhope, na Austrália .
 
"O food service, em particular, é um negócio direcionado pela demanda e cada um desses investimentos é apoiado por um crescente livro de pedidos do cliente. Ter a capacidade e agilidade para atender rapidamente a demanda neste segmento é fundamental para o desenvolvimento de relacionamentos com os clientes e é o nosso ingresso no jogo em muitos dos nossos principais mercados", disse Spierings.
 
"Nossa estratégia V3 de impulsionar mais volume para maior Value at Velocity é o centro da nossa ambição e fornece a base para que nós financiemos e impulsionemos a inovação e a criação sustentável de valor. Este ano, a nossa força V3 garantiu a nossa capacidade de proporcionar ganhos sólidos em um ambiente de rápido aumento dos preços do leite".
 
Enquanto o EBIT normalizado de produtos ao consumidor e food service aumentou em NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), a margem bruta caiu em 26,8%. Para sua divisão de ingredientes, o EBIT normalizado diminuiu em NZ$ 943 milhões (US$ 685,63 milhões). O EBIT normalizado da divisão da China aumentou em NZ$ 1 milhão (US$ 727.082).
 
A razão entre a dívida da cooperativa e o EBITDA aumentou de 2,8 em 2016 para 3,5 em 2017, embora esta ainda esteja abaixo da razão de 4,7 em 2015. Os resultados anuais também revelaram o salário da Spierings para 2017 em NZ$ 8,32 milhões (US$ 6,04 milhões).
 
Previsões
O total previsto disponível para o pagamento aos produtores na estação de 2017/18 é NZ $ 7,20- $ 7,30 (US$ 5,23-5,30) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,60-NZ$ 0,61 (US$ 0,43-US$ 0,44) por quilo de leite] composto por uma previsão de Farmgate Milk Price de NZ$ 6,75 (US$ 4,90 ) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,40) por quilo de leite] e previsão de ganhos por ação na faixa de 45-55 centavos (US$ 32,7-39,98 a US$ 0,40) por ação.
 
Globalmente, a Fonterra disse que a perspectiva de produtos lácteos continua forte, com preços melhorados, mas a volatilidade continuará. 
 
Em 26/09/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,72708 
1,37504 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde ocorre na Unisinos 
Para discutir a geração de produtos inovadores com as possibilidades de parceria com grandes centros mundiais de pesquisa e estimular a inovação da área de Alimentos e Nutrição, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove o IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde. O evento, que é gratuito, ocorre nesta terça e quarta-feira (26 e 27/09), a partir das 13h30min, no Auditório da Unitec, no campus da Unisinos em São Leopoldo (RS). O evento destina-se a alunos e profissionais da área da saúde, nutrição e alimentos, além de empresários da área de alimentos e bebidas. Será distribuído certificado para os inscritos que tiverem 75% de frequência na atividade, que tem total de 12 horas. Confira mais informações e a programação completa pelo link: http://www.unisinos.br/eventos/ii-international-summit-in-nutrition-health-and-nutraceuticals-ex123274-00001. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
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