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Porto Alegre, 18 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.658

 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 18 de janeiro de 2018 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Dezembro de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Janeiro de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,51 e 3,60% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 8,61 e 8,70% de sólidos não gordurosos, entre 451 e 500 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O leite abaixo do padrão é aquele que contém 3,00 a 3,05% de gordura, entre 2,90 e 2,95% de proteína, entre 8,40 e 8,50% de sólidos não gordurosos, no máximo 600 mil células somáticos/ml e no máximo 600 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Faesc)

 

Argentina - Crise fecha 500 fazendas de Santa Fe, entre 2016 e 2017

Produção/AR - A crítica situação do setor leiteiro por falta de rentabilidade atingiu 500 fazendas entre 2016 e 2017 na província de Santa Fe. No final de novembro passado, o presidente Mauricio Macri recebeu os produtores, mas, a resposta do mandatário aos produtores foi desconcertante.

"Reduzam os custos", lhes disse o presidente, como se fossem os produtores que definissem as tarifas de energia elétrica ou o preço dos combustíveis. O presidente da Câmara dos Produtores de Leite de Santa Fe, Marcelo Aimaro, explicou a El Ciudadano que o produtor recebe atualmente 5,70 pesos argentinos por litro de leite, [R$ 0,98/litro] - US$ 0,30 - (6,80 pesos argentinos, [R$ 1,16/litro], é o preço final com IVA). Para que a atividade seja rentável, devem receber 7 pesos por litro, [R$ 1,20/litro], sem IVA, (US$ 0,37/litro), levando em consideração que o preço na gôndola está perto de 30 pesos argentinos, [R$ 5,14/litro], (US$ 1,6 ou 46 pesos uruguaios).

Segundo Aimaro, os custos de produção subiram 50% em 2017. "Só podem ser trabalhados os custos próprios. Mais da metade do leite da Argentina é produzido em terras alugadas. Os produtores estão descapitalizados e o investimento é nulo", disse o dirigente leiteiro. Além do aumento dos custos, os produtores enfrentam a queda do mercado interno em decorrência da redução do poder aquisitivo dos assalariados. "Historicamente, o que sustenta o setor lácteo é o mercado interno, e agora está fraco. Perto de 80% do leite produzido é vendido no país, exportando 20%", lembro o líder.

Como se fosse pouco, as inundações no princípio do ano causaram estragos na bacia leiteira. O governo nacional, através do então ministro da Agroindústria, Ricardo Buryaille, prometeu 250 milhões de pesos para ajudar os produtores. "Só conseguimos liberar 50 milhões na reunião com Macri", contou Aimaro. E esclareceu que o governo da província assumiu 150 milhões naquela ocasião. (Tardaguila - Tradução Livre: Terra Viva)


Crescimento do mercado é suficiente para absorver a produção extra

Produção mundial - A média diária da captação de leite nas principais regiões produtores foi perto de 4% em novembro em comparação com o último ano. O crescimento contínuo da produção nos 28 países da União Europeia (UE-28), juntamente com o crescimento sazonal na Nova Zelândia, está empurrando a oferta mundial.

No entanto, na comparação de um ano com o outro é um pouco distorcida em decorrência da queda na captação no último trimestre de 2016. Fazendo a comparação da oferta acumulado no ano, o crescimento foi de 3,5 bilhões de litros, ou 1,2%. As estimativas da FAO sugerem que a demanda continuará crescendo 1,7% para 2,1%, pelo que o aumento anual da produção de leite não deve cria um desequilíbrio no mercado mundial. (AHDB - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Chile - Preço pago em novembro sai do prejuízo, mas, não aumenta captação
Preços/Chile - O preço médio ponderado do leite interrompeu a tendência de baixa e ficou em $221,68/litro, [R$ 1,18/litro], o que equivale a um incremento de $3,12, [R$ 0,02/litro], em relação a outubro passado de $20,36, [R$ 0,11/litro], se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Desta forma, o preço médio pago ao produtor a nível nacional no décimo primeiro mês do ano interrompeu a baixa que vigorou por cinco meses consecutivos, e que fez o preço cair $21,52 por litro, [R$ 0,11/litro]. Ao analisar de janeiro a novembro de 2017 a média do preço pago ao produtor é de $226,90, [R$ 1,21/litro], o que representa incremento de $17,46, [R$ 0,09/litro], por litro em relação ao ano precedente. Rodrigo Lavín, presidente da Fedeleche (Federação chilena dos produtores de leite) assegura que a recuperação observada nos preços pagos aos produtores veio tarde, e toda vez que "a primavera já passou" o aumento não se traduz em aumento de captação de leite, simplesmente porque "não houve aumento de preço, este não serviu para estimular a produção de leite". (Expolac - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 17 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.657

 

América Latina é mercado potencial no segmento de lácteos

Segundo o estudo 'Dairy in Latin America', da consultoria Euromonitor International, o consumo de lácteos na América Latina está significantemente atrás de outras regiões do globo. Com um consumo per capita de US$ 99, a população da América Latina gasta menos que a metade que a Europa Ocidental e América do Norte.

Segundo a gerente de pesquisa de alimentos embalados da Euromonitor International, Pinar Hosafçi, embora os leites e queijos façam parte da alimentação dos latino-americanos, a maioria dos países, particularmente nas áreas rurais, consomem os lácteos no formato artesanal ou não industrializado. "Isto apresenta tanto desafios quanto oportunidades para a indústria de alimentos embalados. A conveniência e a uma vida útil mais prolongada nas prateleiras são incentivos para os consumidores fazerem a troca pelos produtos industrializados. Contudo, as condições macroeconômicas difíceis colocam pressão nos custos e aumentam os desafios para as versões embaladas dos produtos", comenta Hosafçi.

Movimentando US$ 25 bilhões no varejo, o Brasil é o país líder na América Latina em relação ao consumo de lácteos, segundo dados da Euromonitor International. O mercado de lácteos brasileiro é ditado pelo consumo de leite, que representou 40% das vendas no varejo em 2017. Diferentemente do Brasil, o queijo é o produto lácteo mais consumido no México, Argentina, Chile e Colômbia. No México, as vendas de queijos ultrapassaram às de leite em 2013.

"Ao contrário dos mercados da Europa Ocidental e do Norte da África, onde as marcas próprias representam grande parte das vendas, o segmento lácteo na América Latina continua bastante fragmentado, sendo que as marcas próprias quase não possuem presença na região. No Brasil, um terço do mercado é dominado por pequenas empresas. Isso é quase o mesmo que as cinco maiores marcas representam. Contudo, consolidação está se tornando algo mais pronunciado, particularmente no Chile e Colômbia", comenta Hosafçi. (As informações são da Revista News)

Produção catarinense de leite aumenta 82% em dez anos

A produção de leite vem numa crescente em Santa Catarina. Em dez anos, o estado ampliou em 82% a sua capacidade produtiva, chegando a 3,1 bilhões de litros produzidos em 2016. No mesmo período, a produção brasileira aumentou em 32%. As expectativas são de um crescimento ainda maior para os próximos anos, focado principalmente no mercado externo.

De 2006 a 2016, Santa Catarina saltou de 1,7 bilhão de litros produzidos para 3,1 bilhão de litros - fazendo do estado o quarto maior produtor nacional de leite. E as estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) já apontam para uma produção ainda maior em 2017 - o estado pode ter produzido 3,4 bilhões de litros e o país a 35 bilhões de litros de leite.

O leite é a atividade agropecuária que mais cresce em Santa Catarina e envolve 45 mil produtores em diversos municípios do estado. A grande bacia leiteira catarinense é a região Oeste, que responde por 75% de todo leite produzido - quase 2,4 bilhões de litros. "O setor leiteiro é um grande destaque de Santa Catarina e vem passando por grandes transformações, com o investimento em pastagens, tecnologias e genética. Ainda temos muitos desafios pela frente para que o nosso leite seja competitivo para exportação", ressalta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

A produção catarinense é bem maior do que o consumo estadual, mais da metade da produção é destinada ao abastecimento de outros estados. A tendência é que a produção estadual continue crescendo nos próximos anos, o que deve aumentar a participação estadual no mercado interno e ampliar as possibilidades de o estado alcançar também o mercado externo.

Valor Bruto da Produção
O leite é o terceiro produto no ranking de Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária catarinense. O faturamento do setor passou de R$ 3,5 bilhões em 2017 e representa 13% de toda receita do agronegócio catarinense.

Lembrando que o Valor Bruto da Produção Agropecuária não considera o faturamento com os insumos agrícolas, transporte, agroindústrias e serviços. ( AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA)

 

Com avanço de 13% nas exportações em 2017, superávit do campo vai a US$ 82 bi

Puxadas pelos embarques de soja e carnes, as exportações do agronegócio brasileiro cresceram 13% em 2017, para US$ 96 bilhões. Apesar do avanço, a participação do setor nas vendas externas totais do Brasil caiu para 44,1% - havia sido de 45,9% no ano anterior. As importações do agronegócio também cresceram, 3,9% para US$ 14,1 bilhões no período. Mas isso não impediu um novo aumento do superávit setorial, que subiu 14,8% em relação a 2016, para US$ 81,8 bilhões, o segundo maior da história, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), compilados pelo Ministério da Agricultura. A maior parte dos produtos da pauta de exportações do setor teve crescimento nas vendas externas. 

"Temos espaço no mercado mundial, mas queremos vender mais e bater nossa meta de aumentar de 7% para 10% a participação dos produtos do agronegócio no comércio internacional de alimentos", disse ontem o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, ao divulgar os resultados da balança comercial em 2017. Para que as exportações continuem a avançar, o ministro prometeu uma grande "mobilização" contra a aprovação no Congresso da Proposta de Emenda Constitucional 37/2007, que prevê o fim da Lei Kandir, que desde 1996 concede isenções de ICMS a exportações de commodities agrícolas. "



 

Se isso vier a cair (as isenções), automaticamente haverá redução da produção em função de que o produtor não terá competitividade para continuar. É uma ameaça muito grande, e o governo deve prestar atenção", defendeu o ministro. Entre os itens mais exportados, mais uma vez o destaque foi o complexo soja (grão, farelo e óleo), cujas vendas externas cresceram 24,8%, para US$ 31,7 bilhão em 2017. As exportações de soja em grãos bateram recorde, e subiram 33%, para US$ 25,7 bilhões. Os embarques de carnes também tiveram alta relevante em 2017, de 8,9% em relação ao ano anterior, para US$ 15,4 bilhões, apesar da Carne Fraca - operação da Polícia Federal, deflagrada em março de 2017, que revelou um esquema de corrupção entre fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura e frigoríficos. 

O destaque foi a carne de frango, cujos embarques representaram 46% de todas as exportações de carnes em 2017, com alta de 5,5% nas receitas externas, para US$ 7,1 bilhões. As exportações de carne bovina aumentaram 13,7% para US$ 6 bilhões. E as de carne suína subiram 9,7% para US$ 1,6 bilhão, um recorde histórico. As vendas externas de milho também foram recorde. Somaram US$ 4,5 bilhões, com alta de 25% sobre o ano de 2016. No caso dos produtos florestais, as exportações subiram 12,6% em relação a 2016, para US$ 11,5 bilhões. Já as vendas externas do segmento sucroalcooleiro (açúcar e etanol) avançaram 7,8%, para US$ 12,2 bilhões. Durante a divulgação dos números ontem, Maggi revelou que o Ministério da Agricultura pode solicitar em breve à Câmara de Comércio Exterior (Camex) que retire a taxação sobre o etanol importado, que exceder a cota de 600 milhões de litros por ano sem tarifa. A declaração derrubou as cotações do açúcar em Nova York (ver acima). Uma fonte do governo admitiu que a decisão é um aceno para que os Estados Unidos -- principal origem do biocombustível importado pelo Brasil -- volte a importar carne bovina in natura brasileira. (Valor Econômico)

Para o fim do mês
Está prevista para 29 deste mês assinatura do termo de cooperação entre Secretaria da Agricultura e Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado (CRMV-RS) para aplicar a lei que permite a inspeção privada de indústrias de origem animal. A secretaria aguarda ainda aguarda documentação do CRMV-RS. O texto do termo de cooperação já foi analisado pela entidade. - Depois da assinatura, começaremos as ações, com curso de qualificação profissional - afirma Air Fagundes, presidente do CRMV-RS. O ato ocorrerá após retorno do secretário Ernani Polo, que está de férias. A expectativa é de que a partir de março seja possível estar com o novo modelo de inspeção rodando. (Zero Hora) 

Porto Alegre, 16 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.656

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 16 de Janeiro de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Dezembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro 2018, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Janeiro de 2018 é de R$ 2,1215/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

GDT

O resultado final do GDT de hoje surpreendeu, não apenas por ter apresentado elevação em um momento de muitas incertezas, mas, pelo fato de ter aumento por todos os produtos e períodos, exceto os contratos do leite em pó desnatado para fevereiro. Houve valorização de 4,9% no índice GDT em relação ao evento 203 de 02 de janeiro de 2018. A maior recuperação ocorreu com a cotação da manteiga, 8,8%. O leite em pó desnatado que vem sendo responsabilizado pela queda do leite ao produtor em decorrência dos elevados estoques mundiais, apresentou o segundo maior reajuste no leilão, 6,5%. O leite em pó integral voltou a superar os US$ 3.000 a tonelada. (globaldairytrade/Terra Viva)

 

Lácteos direcionam ano recorde de exportações da Irlanda

Os lácteos ficaram no topo da lista de exportações irlandesas de alimentos e bebidas em 2017, de acordo com o novo relatório do Bord Bia (Irish Food Board). Falando no lançamento do relatório da "Export Performance and Prospects 2017-2018", do Irish Food Board Bord Bia, o ministro irlandês da Agricultura, Alimentação e Marinha, Michael Creed TD, declarou que o valor das exportações irlandesas de alimentos, bebidas e horticultura aumentou em 13% em 2017, atingindo 12,6 bilhões de euros (US $ 15,4 bilhões) pela primeira vez. O setor de lácteos foi o mais significativo, com um valor exportado de € 4,02 bilhões (US $ 4,92 bilhões) - representando um terço de todas as exportações de alimentos e bebidas - um aumento de 19% em relação ao ano anterior. Falando no lançamento, a CEO do Irish Food Board, Tara McCarthy, disse que o valor das exportações de manteiga da Irlanda aumentou em 60% apenas em 2017, atingindo € 879 milhões (US $ 1,07 bilhão).

"Este crescimento representou mais da metade do aumento total das exportações de produtos lácteos", disse McCarthy.

Além do Reino Unido, as exportações para outros países da União Europeia (UE)  aumentaram em 16% para mais de € 4 bilhões (US $ 4,89 bilhões), principalmente impulsionadas pelas fortes exportações de produtos lácteos, que aumentaram em mais de 40%, para € 1,2 bilhão (US $ 1,46 bilhão). Os lácteos representam 45% de todas as vendas para mercados internacionais, sendo a China o segundo maior mercado depois do Reino Unido.

Boas previsões para lácteo
O relatório afirmou que os altos níveis de demanda observados no setor de produtos lácteos em 2017 parecem continuar em 2018, com manteiga e produtos em pó em forte crescimento nos principais mercados da UE e internacionais.

Os pós nutricionais especializados continuam a ser a principal exportação de produtos lácteos em cerca de 1,3 bilhão de euros (US $ 1,59 bilhão), mas o crescimento se manteve estável. O maior aumento foi para manteiga que aumentou em mais de 60%, para quase 900 milhões de euros (US $ 1,1 bilhão), impulsionada pela alta demanda e pelos preços nos mercados da UE e internacionais. Os contratempos no mercado de queijos registrados em 2016 foram revertidos - com o mercado de exportação crescendo em 22% para cerca de 848 milhões de euros (US $ 1,03 bilhão). O comércio para o Reino Unido ainda compreende cerca de 50% do mercado. Outros produtos lácteos que se beneficiaram de um crescimento substancial este ano foram os leites em pó desnatado e integral, cada um atingindo exportações de € 180 milhões (US $ 220,3 milhões), aumentos de 46% e 55%, respectivamente.

Excesso de oferta devido ao aumento da produção
Com o rebanho leiteiro crescente da Irlanda e o aumento da produtividade das vacas, a produção de leite irlandesa aumentou em torno de 8%, ou mais de 500 milhões de litros, atingindo os 7,1 bilhões de litros em 2017. A produção de leite irlandesa deve aumentar em mais 30% até 2020. O relatório observou que continua a ser provável que o aumento global da produção no segundo semestre de 2017 continuará no primeiro semestre de 2018, com potencial excesso de oferta no mercado.

A demanda global de importação geralmente suporta crescimento de expansão do leite de cerca de 1,5% globalmente. Acima deste nível, a expansão dos produtos lácteos pode resultar em um excesso de oferta no mercado. O crescimento da produção na UE e global, juntamente com os estoques de intervenção da UE para leite em pó desnatado, estão causando algumas incertezas no mercado e um atual sentimento de queda no mercado, concluiu o relatório. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Preço do leite na UE: novembro iniciou o declínio que pode durar vários meses

Após sete meses de aumentos contínuos no preço médio do leite ao produtor da União Europeia (UE), em novembro esse preço começou a cair. O preço foi de € 36,84 (US$ 44,16) por 100 quilos de leite padrão, de acordo com os cálculos do LTO Nederland, o que significa uma redução de 2 centavos (2,39 centavos de dólar) por 100 quilos em relação ao preço de outubro. Apesar do declínio, o preço de novembro de 2017 ainda ficou € 5,42 (US$ 6,49) por 100 quilos acima do valor praticado em novembro de 2016 (o que representou aumento de 17% nos preços do leite ao produtor em 1 ano).

A queda do preço em novembro é apenas o início de um possível declínio contínuo do mercado. Embora ainda não se conheça o preço de dezembro, a expectativa é de que siga em queda em relação ao valor praticado em novembro e de que a tendência de redução nos valores continue no início de 2018. Por exemplo, empresas como a holandesa Friesland Campina e a alemã DMK, anunciaram reduções de preços em janeiro de 4 euros (US$ 4,79) e 5 euros (US$ 5,99) por 100 quilos, respectivamente.

A LTO já faz uma aproximação do preço médio anual de 2017, mesmo sem o valor de dezembro, estimando que seria 23% superior ao valor médio praticado em 2016. Existem grandes variações de acordo com os países; os maiores aumentos são registrados pelas empresas alemãs e irlandesas, com um aumento de quase 40% nos preços praticados entre 2017 e 2016, enquanto que as empresas francesas aumentaram o preço em "apenas" 10 a 15%. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint) 


EUA em pé de guerra com Canadá por classe "clandestina" de preço do leite
EUA x Canadá - Os Estados Unidos pediu ao Canadá para eliminar uma nova classe preço do leite "clandestino" que fez cair as vendas das indústrias de laticínios norte-americanas para o país vizinho, disse o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. Os produtores de leite do Canadá firmaram no ano passado, um novo acordo de preços, conhecido como Classe 7, com algumas indústrias, fazendo com que os ingredientes lácteos domésticos usados para fabricação de queijo e iogurte custassem menos. "Deixei muito claro que a designação Classe 7 é injusta, prejudicando a indústria norte-americana que cresceu ao sul da fronteira", disse Perdue, acrescentando: "É preciso eliminar rapidamente o leite Classe 7, que, acreditamos que fere as normas de concorrência da OMC (Organização Mundial do Comércio". Os comentários de Perdue foram feitos quando os Estados Unidos declarou que quer renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte com Canadá e México, (TLCAN). Perdue disse que o Classe 7, que entrou em vigor em fevereiro de 2017, permitiu aos agricultores canadenses produzir mais leite, o que contribuiu para a queda dos preços mundiais. O Canadá protege seu setor lácteo da concorrência estrangeira com tarifas alfandegárias elevadas nas importações, estabelece cotas e controla a produção nacional para garantir os preços. A política para o setor lácteo do Canadá foi criticado em abril pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que "defenderei nossos produtores de leite" contra as práticas "desleais" do Canadá.( Infortambo - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 15 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.655

 

Fundesa aplicou R$ 3,87 milhões em indenizações a produtores de leite em 2017



Fotos: Thais D'Ávila 

O Fundesa divulgou nesta segunda-feira (15/01) a prestação de contas de 2017. Dos R$ 7,034 milhões aplicados durante o ano, mais da metade - R$ 4,73 foram destinados à pecuária leiteira. Os produtores de leite receberam R$ 3,87 milhões em indenização para eliminação de 2.770 animais positivos para brucelose e tuberculose. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressalta que, ao todo, mais de 30 mil vacas leiteiras foram testadas em 2017.

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, vê como positivo o crescente acesso dos produtores e às indenizações pois tal fato demonstra que há preocupação com a sanidade do rebanho. "O controle da tuberculose e da brucelose no Estado é um importante passo para continuar crescendo no mercado interno e externo", comentou Palharini. De 2009 a 2017, o Fundesa já repassou R$ 12,29 milhões em indenização a produtores de leite do Rio Grande do Sul. Tal quantia foi destinada a eliminação de 11.826 animais durante o período. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 12 de janeiro de 2018, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de dezembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de janeiro de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Trump promete melhorias no desenvolvimento rural durante reunião anual

Os líderes da indústria de lácteos dos EUA expressaram sua aprovação à promessa recente da Administração Trump para melhorar o desenvolvimento da força de trabalho rural através de iniciativas como o acesso universal à banda larga e o aumento da biotecnologia. As melhorias planejadas para o setor rural dos EUA foram anunciadas pelo presidente Donald Trump na reunião anual da American Farm Bureau Federation em Nashville, Tennessee, no início desta semana. Trump assinou duas ordens executivas na reunião que expandiriam o acesso à banda larga, abordando duas das mais de 100 recomendações elaboradas pela Força-Tarefa de Prosperidade Rural e Agrícola, liderada pelo secretário da Agricultura, Sonny Perdue.

"Nossas empresas de alimentos lácteos, que estão predominantemente localizadas em comunidades rurais, empregam quase um milhão de pessoas habilitadas, geram mais de US$ 39 bilhões em salários diretos e têm um impacto econômico geral de mais de US$ 200 bilhões, de acordo com a Dairy Delivers, ferramenta de impacto econômico da Associação Internacional de Alimentos Lácteos (IDFA)", disse o presidente e CEO da IDFA, Michael Dykes.

Os membros da IDFA variam de empresas multinacionais a empresas familiares e, em conjunto, representam 85% do leite e outros produtos lácteos de consumo produzidos e comercializados nos EUA.

"Com os investimentos em treinamento e educação, ampliação dos programas de aprendizado e acesso aos programas de desenvolvimento de carreira que o presidente descreveu hoje, as empresas de produtos lácteos poderão continuar oferecendo oportunidades de emprego em milhares de comunidades rurais nos Estados Unidos".

Durante a reunião anual, Trump também divulgou os benefícios da nova lei de impostos federais para os agricultores americanos, incluindo a reforma do imposto estadual e a lei Waters of the US.

Estratégia incerta do NAFTA
Durante a reunião, Trump prometeu aos agricultores dos EUA que a administração faria um "acordo melhor" do NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) e que a negociação de seus termos ainda está em andamento.

"Os comentários adicionais do presidente sobre o NAFTA hoje parecem indicar uma compreensão mais profunda da conexão crítica entre os acordos comerciais e a comunidade agrícola", disse Dykes.

A indústria de lácteos dos EUA apoiou fortemente a preservação do NAFTA, um acordo que mais que quadruplicou as exportação de produtos lácteos para o México, correspondendo a US$ 5 milhões adicionais, de acordo com a Conselho de Exportações de Lácteos (USDEC). Seu relacionamento comercial com o Canadá tem sido muito mais tenso, no entanto, à medida que os EUA exigiram que seu vizinho do extremo norte finalizasse seu sistema de gestão da cadeia de fornecimento para produtos lácteos que tem aumentado as tarifas dos produtos lácteos dos EUA.

"Mas pense nisso: quando o México está fazendo todo esse dinheiro, quando o Canadá está fazendo todo esse dinheiro, não é a negociação mais fácil. Mas vamos fazer o que for justo para vocês de novo", disse Trump. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Em novembro, exportações de lácteos dos EUA alcançaram volumes mais altos em um ano

As exportações de produtos lácteos dos EUA em novembro foram as mais altas em mais de um ano, estimuladas pelo recorde de vendas de produtos de soro de leite, fortes vendas de queijo e leite em pó e melhora dos volumes de gorduras. Os fornecedores enviaram 173.269 toneladas de leite em pó, queijo, manteiga, soro do leite e lactose em novembro, 6% a mais que o ano anterior e o maior volume total desde outubro de 2016. As exportações dos EUA foram avaliadas em US$ 474 milhões, um aumento de 8%. As exportações totais de soro totalizaram 50.590 toneladas, um aumento de 10% com relação ao ano anterior. As vendas para o Sudeste Asiático (+ 22%) e a China foram as mais altas do ano, embora o total da China ainda tenha sido tímido no ano passado (-7%). As vendas para a Coreia do Sul (+ 34%) e Japão (+ 78%) também foram fortes.

 

As exportações de soro de leite modificado cresceram 18% em novembro (lideradas por fortes vendas para a China), enquanto as remessas de soro de leite desidratado aumentaram 15% (lideradas pela China e Sudeste Asiático) e as exportações da proteína do soro do leite concentrada cresceram 7% (boas vendas para o Sudeste Asiático, mas compensadas por menores vendas para a China). A proteína do soro do leite isolada foi a que teve resultados mais diferentes da categoria, ficando em 23% a menos que no ano anterior. Os fornecedores desse produto registraram vendas recordes ao Japão, mas uma queda nas vendas para China, Canadá e União Europeia. As exportações de queijo foram de 29.284 toneladas em novembro, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. As vendas para a Austrália foram mais do que o triplo do volume do ano anterior, e as vendas para o Oriente Médio/África do Norte (MENA) e para o Sudeste da Ásia mais do que duplicaram. Enquanto isso, as exportações para o México e a Coreia do Sul se mantiveram estáveis, e o Japão registrou o menor volume em 10 meses.

As exportações de leite em pó desnatado em novembro foram de 55.044 toneladas, maior volume desde maio, embora ainda 1% menor em relação ao forte volume do ano passado. Em novembro, as vendas para o Paquistão aumentaram em quase quatro vezes e as vendas para a região MENA (Médio Oriente Norte da África) mais do que duplicaram em relação ao ano anterior. As exportações para o México e a China também foram maiores. No entanto, as vendas para o Sudeste Asiático - Filipinas e Vietnã, em particular - continuaram caindo (-26% com relação ao ano anterior).

As exportações de gorduras do leite (butterfat) foram de 3.590 toneladas em novembro, 39% maiores e o maior volume em quase dois anos. As vendas para a região MENA (principalmente Arábia Saudita, Egito e Marrocos) foram quase o triplo do ano anterior. As vendas para o México também foram maiores. As exportações de lactose permaneceram estáveis com relação ao mês anterior. Os volumes de novembro diminuíram um pouco em relação ao ano passado, com vendas mais fortes para o Sudeste Asiático, compensando um declínio nos embarques para a Nova Zelândia.

As exportações de leite/creme caíram 38% em novembro, com queda acentuada nas vendas para o Canadá (-82%). No quarto trimestre de 2016, o Canadá comprou mais de 20 mil litros, um volume não alcançado em 2017. Em contraste, os embarques para o México aumentaram 72%. Na base de sólidos totais do leite, as exportações dos EUA foram equivalentes a 16,1% da produção de leite dos EUA em novembro, a porcentagem mais alta desde outubro de 2016. As importações foram equivalentes a 3,5% da produção. Nos primeiros 11 meses de 2017, as exportações representaram 14,5% da produção sólidos do leite. (As informações de Alan Levitt, vice-presidente de comunicações e analista de mercado do Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC).)

 

Nestlé Inova com Molico + Proteína na Versão UHT
Lançamento - A Nestlé lança no mercado o Molico +Proteína, leite Zero Lactose que oferece 10g de proteína por copo de 200ml, o que representa 50% mais proteína, quando comparado ao UHT Zero Lactose da própria marca. Além disso, segundo a empresa, o produto é rico em cálcio e nas vitaminas D, C e K. Disponível na versão desnatado, Molico +Proteína já está sendo distribuído nas redes varejistas do país com preço médio sugerido de R$ 7,49. Recentemente, a Nestlé também lançou o achocolatado NESCAU® Protein+, que une 13g de proteínas e zero adição de açúcares. (Giro News)
 

Porto Alegre, 12 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.654

 

Feiras internacionais do agronegócio terão a presença do Pavilhão Brasil em 2018

O governo brasileiro continuará com forte presença em feiras internacionais do agronegócio em 2018. A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) coordenará a participação brasileira em importantes feiras, como a Food and Hotel Asia (abril), em Cingapura; Food and Hotel Seoul (maio), na Coreia do Sul; Sial Canadá (maio);  Saitex (junho), na África do Sul, e; Iran Agro Food (junho), no Irã.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, "a promoção comercial cria oportunidades concretas de negócio e é um instrumento fundamental para ampliar a participação do Brasil no comércio global do agronegócio."

A atuação brasileira nesses eventos é tratada no Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio da secretaria juntamente com equipe do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Mapa e MRE são responsáveis pelos custos da contratação de espaço nas feiras, de recepcionistas bilíngues, montagem dos estandes e confecção de catálogo do Pavilhão Brasil. Cada empresa participante arca com suas despesas específicas (passagens aéreas, hospedagem, alimentação, etc.) e pelos custos do envio de amostras.

A participação de empresas brasileiras nas feiras é oportunidade para a realização de negócios e para a abertura de novas fronteiras do agronegócio brasileiro, aumentando, assim, o fluxo de comércio na região onde o evento se realiza.

Empresas interessados em participar como expositoras no Pavilhão Brasil devem acompanhar as informações e inscrições das feiras no site do Mapa.

Confira a relação de feiras  que terão a presença do Brasil:

Food and Hotel Asia 2018 - Cingapura
Data: 24 a 27 de abril de 2018
Local: Cingapura 
Inscrições: até 22 de janeiro de 2018
Com 40 anos de experiência, a Food and Hotel Asia se estabeleceu como um eixo global de suprimento de alimentos e bebidas para compradores na região, tornando-se oportunidade para esse setor do agronegócio brasileiro. Em 2018, a exposição será a maior já realizada e apresentará uma seleção de produtos mais abrangente, provenientes de aproximadamente 70 países.

Seoul Food and Hotel 2018 - Coreia do Sul
Data: 01 a 04 de maio de 2018
Local: Seul, Coreia do Sul 
Inscrições: até 29 de janeiro de 2018
A feira proporciona às empresas participantes oportunidade de se encontrarem com importadores, distribuidores, compradores da indústria de varejo, catering e hotelaria de toda a Coreia do Sul. Considerado um país de gostos refinados e diversificados, a Coreia do Sul é uma das nações mais importantes da Ásia por lançar produtos inovadores com foco em exportação para todo o continente asiático.

SIAL Canada 2018
Data: 02 a 04 de maio de 2018
Local: Montreal, Canadá 
Inscrições: até 30 de janeiro de 2018
A SIAL não é apenas a chave para a indústria de alimentos canadense, mas também é uma entrada privilegiada para o mercado norte-americano e internacional. É o único evento no Canadá com mais de 850 expositores nacionais e internacionais de aproximadamente 50 países, recebendo mais de 15 mil compradores de mais de 60 países.

Saitex 2018 
Data: 24 a 26 de junho de 2018
Local: Joanesburgo, África do Sul 
Inscrições: até 24 de março de 2018
Em 2017, o evento reuniu 320 expositores de mais de 25 países, sendo considerado o ponto de encontro mais importante para fornecedores e compradores de produtos internacionais no continente africano. A feira oferece oportunidade de encontrar agentes e distribuidores internacionais, conhecer novos produtos, além de propiciar parcerias comerciais.

Iran Agro Food 2018 
Data: 24 a 27 de junho de 2018
Local: Teerã, Irã 
Inscrições: até 24 de março de 2018
A Iran Agro Food é a principal feira do setor agrícola realizada no Irã. Em 2018, o evento completa 25 anos como principal ponto de negócios e de importantes contatos comerciais de todo o mundo. A feira oferece uma plataforma de negócios ideal tanto para exportadores estrangeiros quanto para importadores iranianos. (MAPA)

Valio pagará bônus por leite produzido de forma responsável

O bem-estar dos animais na produção de leite é importante não só como uma questão de ética, mas também em termos econômicos, disse a Valio.

Desde primeiro de janeiro de 2018, a empresa finlandesa de produtos lácteos, Valio, está pagando um centavo extra por litro para os produtores que comprovaram à empresa que estão comprometidos com a produção de produtos lácteos responsáveis. A Valio disse que o "bônus de responsabilidade" está sendo pago aos fornecedores que se comprometem com várias medidas para promover o bem-estar dos animais, como os cuidados de saúde planejados para os animais.

A empresa disse que cerca de 80% das fazendas de leite da Valio são cobertas pelas reformas e o objetivo é ter todas as fazendas incluídas até 2020. Juha Nousiainen, diretor de serviços agrícolas da Valio, disse que a empresa ficou impressionada por tantos produtores de leite em toda a Finlândia estarem comprometidos com as mudanças. "Cerca de 4.600 das 5.800 fazendas leiteiras no grupo Valio já estão seguindo as novas diretrizes", disse Nousiainen.

"Continuaremos a fornecer treinamento local e esperamos que muito mais fazendas participem do programa este ano. O bem-estar dos animais é cada vez mais importante para os consumidores. A produção responsável é absolutamente essencial para garantir a produção ética de leite e para garantir que os produtos lácteos permaneçam atraentes para os consumidores".

Visitas regulares do veterinário
Um dos benefícios da melhoria do bem-estar animal é que todos os animais em fazendas leiteiras são cobertos por cuidados de saúde planejados e todos os animais estão incluídos no registro centralizado de cuidados de saúde para gado bovino finlandês (Naseva). Isso garante que um veterinário visite a fazenda pelo menos uma vez por ano para avaliar a saúde e o bem-estar das vacas.

Os dados são comparáveis entre diferentes fazendas. Para receber o bônus de responsabilidade, cada fazenda leiteira também deve implementar o monitoramento regular da condição dos cascos. Eles também devem garantir o alívio da dor e que sedativos são administrados aos bezerros como parte da descorna e que o procedimento é realizado sob a supervisão de um veterinário. Isso tem sido prática padrão na maioria das fazendas.

De acordo com as diretrizes de produção, cada novo galpão deve ser um free-stall e estruturado de uma maneira que as vacas possam livremente passar tempo ao ar livre ou pastar. Atualmente, cerca de 55% das vacas nas fazendas da Valio são criadas nesse tipo de instalação. A Valio também exige que os alimentos dos animais sejam livres de soja e organismos geneticamente modificados (OGMs).

Vacas mais saudáveis da União Europeia 
Vesa Kaunisto, presidente da Valio, disse que as vacas finlandesas já são as mais saudáveis da União Europeia. "Usamos muito pouco antibiótico em comparação com outros países da UE". 

O bem-estar dos animais na produção de leite é importante não só como uma questão de ética, mas também em termos econômicos, disse a Valio. (Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Uruguai: fazendas leiteiras quase quintuplicaram endividamento em sete anos

Entre 2010 e 2017, as fazendas leiteiras quase quintuplicaram seu endividamento total e as plantas de processamento quase triplicaram, de acordo com os dados apresentados no anuário de 2017 do Escritório de Programação e Políticas Agrícolas (OPYPA) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas (MGAP) do Uruguai.

Em setembro de 2017, o endividamento dos produtores de leite com os bancos atingiu US$ 333 milhões, 48% do volume de negócios estimado para 2017, enquanto em 2010 o endividamento foi de US$ 71 milhões. A morosidade - créditos vencidos em relação aos créditos totais - permaneceu em 3%, de acordo com a publicação.

Parte do endividamento dos produtores corresponde ao Fundo para o Financiamento e Desenvolvimento Sustentável de Atividades Lácteas (FFDSAL) por US$ 78,8 milhões, dos quais US$ 11,6 milhões foram pagos até outubro, explica o relatório do setor.

O faturamento dos produtores de leite - com base na captação e no preço médio pago ao produtor - passou de US$ 497 milhões em 2010 para US$ 693 milhões em 2017 (valor estimado). Em 2010, o endividamento representou 14% do volume de negócios total, enquanto este ano representou 48% do faturamento estimado.

Preocupações com o endividamento industrial
Na fase industrial, a variação interanual da dívida bancária é de 17%, atingindo US$ 223 milhões. A morosidade na fase industrial tem crescido, representando 16% do total de empréstimos até setembro. Em 2010, o endividamento total do setor de lácteos foi de US$ 74 milhões. "A nível industrial, a situação da dívida de algumas empresas é preocupante e a inadimplência já é importante: 16% do total de empréstimos a partir de setembro de 2017 estavam vencidos", disse a Opypa. (As informações são do http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Ramiro Iturralde, integrante da equipe do Laboratório do INTI-Química assegurou: "Os resultados preliminares mostram os efeitos da enzima adicionada, comparada com o queijo Sardo sem adição de enzimas e, efetivamente, houve redução do tempo de maturação dos queijos analisados". A análise sensorial não apresentou diferenças significativas com a maturação de 20 ou 45 dias. "A matéria gorda, a umidade e o perfil não apresentaram diferenças significativas, e a aparência foi adequada tanto na maturação de 20 ou 45 dias", explicou Iturralde.

O uso do complexo enzimático Flavourzyme® encapsulado pode ser uma alternativa viável para acelerar a etapa da maturação já que os queijos testados apresentaram bom desempenho. (Portalechero - Tradução Livre: Terra Viva)

Em 2017, os custos de produção registram queda de -3,97%
ICPLeite/Embrapa - Após cinco meses consecutivos de alta, o custo de produção de leite registrou deflação em Dezembro. A variação do preço dos insumos em relação a Novembro foi de -0,07% no preço dos insumos, de acordo com o Índice de Custos de Produção de Leite - ICPLeite/Embrapa, calculado pela Embrapa Gado de Leite. O grupo Energia e combustível foi o que apresentou maior queda (-3,10%), ocasionado pela mudança de categoria tarifária da energia elétrica. Apresentaram queda também os grupos Sanidade, -0,79% e Qualidade do leite, 0,29%. Os grupos Reprodução e Mão de obra mantiveram preços inalterados. Os demais grupos apresentaram variações positivas: Concentrado, 0,09%, Sal mineral, 0,16% e Produção e compra de volumosos, 0,56%. Mais Informações (Embrapa)

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.653

 

Tributação do leite UHT será de 7%, esclarece a Secretaria da Fazenda

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) informou que o ICMS do leite UHT, por se tratar de um item da cesta básica, será de 7% sobre a saída do produto da indústria para o varejo em operações dentro do Estado. O esclarecimento foi feito na manhã desta quinta-feira (11/01), em reunião com o secretário-adjunto da Fazenda, Luis Antônio Bins, e com o auditor-fiscal Paulo Amando Cestari, sub-secretário-adjunto da Receita Estadual.

"Isso acaba impactando menos ao consumidor", destaca o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, que participou da reunião. Na ocasião, a Sefaz explicou que a queda dos 18% previstos inicialmente para os atuais 7% deve-se à redução da base de cálculo pelo qual passa o leite UHT por ser um item da cesta básica.

Segundo Palharini, as empresas que destacaram 18% devem fazer o ajuste e comunicado para os supermercados ou atacadistas. O consultor tributário Vinícius Barth Segala, que assessorou juridicamente o Sindilat e também participou da reunião, explica que o crédito presumido, que antes era de 15%, também acompanha a redução, ficando em 5,83% sobre a saída do leite UHT da indústria para o varejo dentro do Estado.

Em relação aos estoques dos supermercados em 31 de dezembro de 2017, quando o produto era isento de tributação, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ainda não tem uma definição sobre o crédito presumido. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Desempenho do mercado futuro (FMP) - dezembro de 2017

Preços/UE - Em dezembro houve a continuação da tendência de queda nos preços dos produtos lácteos, tanto nos mercados físicos, como nos futuros. O preço da manteiga no mercado físico caiu diante da retração das compras no varejo, contraindo também as compras futuras. O preço do leite em pó desnatado (SMP) continuou pressionado pela oferta. A média do preço do leite (EU AMPE)1 também teve queda de 6% em relação ao mês anterior. A média da cotação do leite no mercado futuro (FMPE)2 acompanhou o mercado físico e teve queda similar, de 7%. Os contratos de abril de 2018 para manteiga e SMP caíram na primeira metade de dezembro, mas, permaneceram estáveis nos feriados.

1 AMPE - Índice do preço do leite pago no mês, em centavos de euros/litro.
2 FMPE - Índice do preço do leite futuro projetado para 4 meses na frente, em centavos de euros/litro.
 

O indicador FMP de dezembro permaneceu negativo, mas, similar ao mês anterior, sugerindo que a expectativa é de que ocorram novas quedas dos produtos na primavera. Em dezembro houve nova redução nos preços da maioria dos produtos lácteos no atacado, uma situação sazonal típica e uma reação ao aumento da produção de leite na maior parte da Europa. O fim das compras com o início das férias, combinado com a desaceleração antecipada da demanda em decorrência da previsão de preços mais baixos no ano novo, serviram para pressionar o mercado de commodities. Os preços da manteiga na UE caíram ainda mais em dezembro, mas ainda são elevados em relação ao início do ano. O fim da elevação da demanda devido aos feriados de fim de ano desacelerou as compras no varejo. Os contratos futuros também ficaram em espera, aguardando sinais sobre as tendências do ano novo. Os preços do leite em pó continuam caindo diante do aumento da oferta. A média de preços dos queijos também caiu, para todos os tipos, exceto o Emmental, que subiu ligeiramente, em dezembro. ((AHDB - Tradução Livre: Terra Viva)

 


LEITE/CEPEA: O que esperar para 2018?

Leite Cepea - Certamente 2017 será lembrado como um ano difícil para a pecuária leiteira, visto que foi marcado pela grande volatilidade dos preços ao produtor, que chegaram, no último trimestre, aos menores patamares dos últimos cinco anos (valores reais deflacionados pelo IPCA dez/17), segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Para 2018, o cenário deve ser mais positivo, pois alguns fatores sinalizam a diminuição do desequilíbrio entre demanda e oferta, o grande "vilão" de 2017. Do lado da demanda, as perspectivas de recuperação da atividade econômica devem melhorar as vendas. A taxa de juros e a inflação devem continuar em queda e o PIB deve crescer entre 2% e 3%, segundo o último Boletim Focus. Nesse cenário, espera-se a contínua melhora da taxa de emprego e do consumo interno. Conforme apontam pesquisadores do Cepea, a demanda por lácteos, especialmente iogurtes e queijos (com exceção do leite longa-vida), é elástica à renda - ou seja, o consumo aumenta à medida que o poder de compra se eleva.

No que se refere à oferta, o crescimento da produção em 2018 deve ser menor do que o observado em 2017. Algumas projeções do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) indicam que a produção de leite deve crescer a uma taxa anual entre 2,1% e 3% nos próximos 10 anos, mas a difícil crise enfrentada pelo setor em 2017 pode ser fator de grande desestímulo. A queda drástica dos preços no segundo semestre de 2017 prejudicou as margens dos produtores e, para uma parcela mais vulnerável, estimulou o abate de vacas, a mudança de padrão genético do rebanho e a cria de bezerros para uma gradual transição para o mercado de corte. Para outra parcela, a menor receita se traduziu em diminuição dos investimentos direcionados à produção (como postergar a reforma das pastagens), o que pode resultar na perda de volume e da qualidade da produção em 2018. Além disso, o custo do concentrado, principal insumo da atividade, pode ser um pouco mais elevado por conta dos preços do milho. Os baixos preços do cereal na safra 2016/17 devem reduzir a produção deste ano, que, segundo a Conab, deve cair 4,7%. Apesar dessa diminuição, o alto estoque de passagem deve manter elevada a disponibilidade interna do cereal, impedindo grandes oscilações de preços. Mesmo assim, é importante destacar que o consumo de milho deve continuar em alta - no mercado internacional, inclusive, a perspectiva é de estoques menores. Todos esses fatores indicam que a expansão da capacidade produtiva de leite deve ser limitada em 2018, o que pode refletir em preços mais elevados tanto para o produtor quanto para a indústria.

Ao mesmo tempo, é necessário observar também que a produção mundial de leite deve aumentar em relação a 2017, impulsionada pelos preços dos lácteos mais elevados no último ano. Dessa forma, os valores no mercado internacional devem ficar ligeiramente menores. Se a taxa de câmbio permanecer estável, é possível que, nesse cenário de menor produção interna e recuperação do consumo, as importações de lácteos voltem a crescer em 2018. Ainda que esses fatores despontem como possibilidades para 2018, não é possível ignorar as instabilidades e incertezas relacionadas à próxima eleição presidencial. Além disso, o La Niña pode ocorrer neste início do ano, podendo reduzir as chuvas, principalmente no Sul/Sudeste. Diante disso, cautela é sempre necessária para definir investimentos. No entanto, operar com o menor nível de investimento possível só aumenta a vulnerabilidade frente às pressões de mercado, eventos climáticos extremos e depreciação dos fatores produtivos. Assim, é importante saber onde, como e o motivo de investir, focando na maximização da eficiência produtiva.

O conhecimento sobre os indicadores internos da fazenda técnicos e financeiros são de extrema importância na priorização desses investimentos. Com os números em mãos, o estabelecimento de metas e o planejamento para alcançá-las se torna possível. Os produtores que trabalham constantemente com o intuito de obter indicadores, como taxa de mortalidade pré-desmama abaixo de 3%, intervalo entre partos de 12 a 14 meses e 80% de vacas do rebanho em lactação, são mais eficientes em relação à média nacional. Certamente, eles vão obter resultados financeiros melhores e estão menos propensos a abandonar a atividade leiteira. Os baixos preços em 2017 mostraram as fragilidades da cadeia láctea brasileira, mas também provaram que os produtores que se mantiveram na atividade direcionaram seus negócios com foco em margem e não em preços. Isso envolve ser eficiente. Só assim é possível ao pecuarista estar atento às oscilações do presente e ter tempo hábil para reorganizar o seu planejamento de médio e longo prazos. (Cepea)

Merenda: compra de queijo minas terá gasto final de R$ 1,15 milhão pela Prefeitura de Taubaté/SP
Em 12 meses, serão adquiridas 28,875 toneladas de queijo minas padrão e 28,875 toneladas de queijo minas frescal. Ambos serão adquiridos da Comevap. O governo Ortiz Junior (PSDB) deve gastar R$ 1,15 milhão nos próximos 12 meses para comprar queijo minas para atendimento da alimentação escolar. Nesse período, devem ser adquiridas 28,875 toneladas de queijo minas padrão e 28,875 toneladas de queijo minas frescal. O quilo do queijo frescal custará R$ 16,50. O do padrão, R$ 23,50. Ambos serão adquiridos da Comevap. A prefeitura pretendia comprar mais 19,25 toneladas de queijo, o que poderia elevar o contrato para R$ 1,617 milhão, mas os lotes da licitação destinados para microempresas não tiveram interessados. Alimentação - Segundo o edital, os produtos serão distribuídos em 124 unidades de ensino da rede municipal. Segundo a prefeitura, "a inserção dos queijos no cotidiano da vida escolar visa à suplementação nutricional dos cardápios", e o produto "é uma importante fonte de proteínas, minerais (cálcio, zinco, selênio, potássio, fósforo), e vitaminas (A e B)". O governo Ortiz sustenta que desde seu início, em 2013, busca inserir novos produtos nas escolas para promover uma alimentação saudável. Os queijos devem ser servidos no desjejum e no lanche da tarde. Como a compra do queijo é uma aposta nova, a aquisição não estava prevista no contrato da merenda escolar, que foi assinado em julho de 2013 e custa, atualmente, R$ 30,666 milhões a cada 12 meses.( Gazeta de Taubaté) 
 

Porto Alegre, 10 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.652

 

SOMBRA PARA A PECUÁRIA

Não é de hoje que o carrapato tira o sono dos pecuaristas gaúchos. Mas o crescimento da resistência aos produtos usados e a falta de frio no inverno estão criando ambiente ainda mais propício para o desenvolvimento do parasita. E aumentam a pressão por soluções.

- Nos últimos 20 anos, as drogas lançadas estão falhando, e não temos tido mais invernos como no passado. O pecuarista está vivendo com o problema de ter muito carrapato no campo e não ter produto para combater - afirma Ivo Kohek Junior, coordenador do serviços de doenças parasitárias da Secretaria da Agricultura e do grupo técnico de carrapato e tristeza parasitária.

O carrapato pode causar a tristeza parasitária, principal causa de morte no rebanho bovino do Estado - as estimativas são de cem mil animais por ano. E há os prejuízos econômicos: mais de R$ 350 milhões. - Isso está inviabilizando a pecuária do Rio Grande do Sul - lamenta Paulo Conceição, com propriedade em Herval, no Sul.

Uma das ferramentas que podem ajudar tem nome complicado. É o biocarrapaticidograma, análise que permite saber qual produto tem maior eficácia. Outra opção é a premunição - espécie de imunização, que ainda esbarra em dificuldades de industrialização e no pós-venda, afirma Kohek. (Zero hora)

 

Tecnologia coreana inovadora chega ao Brasil para auxiliar na expansão da bovinocultura

Sensores inseridos em bio-cápsulas são a tendência do mercado global que chega ao Brasil. O controle reprodutivo e sanitário dos rebanhos brasileiros passa a contar com uma nova e avançada tecnologia originária da Coreia do Sul. Sensores inseridos em bio-cápsulas são a tendência do mercado global que chega ao Brasil. A fazenda Santa Rita, localizada no interior de Erval Velho, no meio oeste catarinense, foi a segunda propriedade a ter essa tecnologia no País. 

Vinte bovinos de corte da raça Red Angus receberam a bio-cápsula e serão permanentemente monitorados tanto pelo produtor quanto pela empresa Live Care, que desenvolveu a tecnologia. O proprietário da fazenda e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) José Zeferino Pedrozo considera que os avanços tecnológicos são excelentes suportes para o desenvolvimento da bovinocultura, assim como de outras cadeias produtivas.

As bio-cápsulas são inseridas por via oral no estômago dos ruminantes e capturam dados de temperatura do corpo, ciclos diários de líquido. "Esses dados são enviados para uma caixa de coleta em tempo real, ou seja, o produtor consegue acessar essas informações em qualquer lugar por meio da web ou do aplicativo", explica o responsável pela Live Care no Brasil.

Os dados são atualizados mais de 300 vezes ao dia, permitindo que o criador compreenda melhor o tempo de inseminação após o cio além de auxiliar na prevenção de possíveis acidentes de parto. O serviço, disponibilizado pela Live Care em vários países, envia notificações por meio de um alarme ou mensagem quando identifica alguma anormalidade.

O produto utilizado na fabricação das bio-cápsulas é proveniente da cana de açúcar, não é tóxico e permanece no estômago do animal de seis a sete anos com total segurança. "Foram mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento com mais de três milhões de dados comparativos, garantindo um alto nível de confiabilidade e detecta a anomalia de imediato, evitando possíveis epidemias no rebanho com total controle dos animais", complementa o diretor.

O sistema chegou recentemente ao Brasil e encontra-se em período de teste em apenas duas propriedades. "Ainda não temos como mensurar quais recursos serão necessárias, isso varia de acordo com a realidade de cada propriedade, mas os investimentos feitos são por mensalidade justamente para facilitar o acesso aos produtores rurais", observa diretor da Live Care. 

Pedrozo avalia que os dados emitidos pelo sistema são parâmetros importantes para o monitoramento da saúde e da reprodução do rebanho. O presidente ressalta que em território barriga-verde, de acordo com dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), a bovinocultura está presente em 291 municípios (98,6% do total). 

O rebanho distribui-se em 78.729 produtores, dos quais 35.713 (45,36%) com finalidade comercial e 43.016 (54,64%) sem finalidade comercial. Embora o Estado seja mais conhecido pela produção de leite do que de carne, há predomínio de animais de corte: 51,4% possuem aptidão para corte, 34,7% aptidão para leite, 13,75% aptidão mista. "O acesso a essas informações representa redução de perdas e retorno positivo aos produtores rurais. As novas tecnologias surgem como propulsoras do agronegócio", finaliza. (FAESC)

 
Poder de compra do leite continua em recuperação

Preços/Uruguai - O percentual de aumento no preço do leite ao produtor foi decisivo para que o poder de compra do leite esteja se recuperando nos últimos 12 meses, segundo o Instituto Nacional do Leite (Inale). No outro prato da balança, os custos aumentaram menos. A baixa ocorreu no preço dos concentrados que os produtores fornecem para as vacas como suplementação alimentar, mas, também na mão de obra assalariada, no preço das sementes e dos fertilizantes, e na contratação de máquinas.

Indicadores chaves
- Poder de compra - Em pesos, cresceu 2% em novembro, em relação a dezembro de 2016

- Preço do leite - Em pesos, aumentou 6% em novembro, em relação a dezembro de 2016

- Custos de produção - Em pesos, aumentaram em novembro, em relação a dezembro de 2016

- Em 12 meses - Em novembro de 2017, o poder de compra do leite teve incremento de 4% com o aumento de 7% no preço do leite ao produtor, e custo menor, 3%. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Seca na Nova Zelândia - Ajuda para o setor lácteo da Argentina?
Leite/AR - Não apenas os produtores de grãos da Argentina estão temerosos com o impacto da seca: o fenômeno também está presente na Nova Zelândia, um dos principais produtores mundiais de leite, o que, em princípio, pode significar boas notícias para os produtores de leite e a indústria da Argentina. Segundo um artigo da imprensa italiana, divulgado pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla), a multinacional Fonterra, que regularmente realiza leilões nos quais se estabelece o preço mundial de referência para os lácteos, revisou para menos as expectativas de produção da Nova Zelândia. Nestas circunstâncias, espera-se que a cotação internacional do leite em pó aumente, diante de uma redução da oferta. Contexto: Na primeira metade da temporada, de junho a novembro, a produção de leite da Nova Zelândia cresceu 1,85%; agora a Fonterra prevê redução de 3%, devido às atuais condições de seca que afeta, negativamente, a qualidade dos pastos."Na primeira semana de 2018, os preços do leite em pó integral se fortaleceram, revertendo a fraca tendência de preços do final de 2017. O aumento reflete as projeções da Fonterra de menor produção de leite e o anúncio de menor oferta de leite em pó integral", diz a Ocla. (Agrovoz - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 09 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.651

 

EUA - Os volumes exportados foram os maiores em mais de um ano

Exportações/EUA - Dados do comércio mostram recorde de vendas de soro, fortes vendas de queijo e leite em pó, e melhora no volume de manteiga. Foram embarcadas 173.269 toneladas de leite em pó, queijos, manteiga, soro de leite e lactose, em novembro, 6% a mais que um ano atrás e foi o maior volume desde outubro de 2016. Em valores as exportações norte-americanas subiram 8%, atingindo US$ 474 milhões.

As exportações de soro de leite foram recordes, 50.590 toneladas, crescimento de 10% em relação ao ano anterior. As vendas para o Sudeste Asiático (+22%) e para a China foram as mais altas do ano, embora o total para os chineses tenha sido tímido em relação ao ano passado (-7%). Os embarques para a Coréia do Sul (+34%), e Japão (+78%) também foram fortes.

 

As exportações de soro modificado subiram 18% em novembro (impulsionadas pelas fortes vendas para a China), enquanto os embarques de soro de leite em pó que subiram 15% (com destino ao Sudeste Asiático e também China). A exportação de WPC (Proteína Concentrada de Soro) aumentou 7% (graças às vendas para o Sudeste Asiático). A WPI (Proteína Isolada de Soro) foi destinada às vendas recordes para o Japão, embora tenham caído as remessas para a China, Canadá, e União Europeia.

As exportações de queijo totalizaram 29.284 toneladas em novembro, 17% a mais que no ano anterior. Embarques para a Austrália triplicaram em relação ao ano passado, em volume e as vendas tanto para o MENA (Oriente Médio/Norte da África, sigla em inglês) e Sudeste Asiático mais que dobraram. Enquanto isso, as exportações para o México e Coréia do Sul ficaram estáveis, e o Japão apresentou o 10º mês de baixa.

 

As exportações de NDM/SMP (leite seco desengordurado/leite em pó desnatado) atingiram 55.044 toneladas, o maior volume desde maio, ainda que tenha ficado 1% abaixo do forte volume de um ano atrás. Em novembro, as vendas para o Paquistão cresceram quase quatro vezes e os embarques para a região do MENA mais que dobraram em comparação com o ano passado. As exportações para o México e China também foram altas. No entanto, os carregamentos para o Sudeste da Ásia _ Filipinas e Vietnã, em particular - despencaram 26% na comparação anual.

As exportações de manteiga chegaram a 3.590 toneladas em novembro, elevação de 39% e o maior volume em quase dois anos. Os carregamentos para a região do MENA (mais, Arábia Saudita, Egito e Marrocos) foram quase o triplo do volume de um ano atrás. As vendas para o México também foram elevadas.

A exportação de lactose permaneceu estável na comparação mensal. Os volumes em novembro caíram bastante em relação ao ano passado, quando as vendas para o Sudeste Asiático tinham sido muito grandes, para compensar o declínio dos embarques da Nova Zelândia.

As exportações de leite fluido/creme caíram 38% em novembro, com a brusca queda de vendas para o Canadá (-82%). No quarto trimestre de 2016 as vendas foram mais de 20.000 litros, volume que nem chegou perto em 2017. Ocorreu o oposto com os embarques para o México, que cresceram 72%. Em termos de sólidos totais do leite, as exportações norte-americanas foram equivalentes a 16,1% da produção de leite do país em novembro, o maior percentual desde outubro de 2016. As importações foram equivalentes a 3,5% da produção, e, as exportações nos primeiros 11 meses de 2017 representaram 14,5% dos sólidos totais produzidos. (Usdec - Tradução Livre: Terra Viva)

Argentina: pequenas e médias empresas de lácteos desenvolvem sua própria marca

A Associação das Pequenas e Médias Empresas de Lácteos da Argentina (Apymel) registrou a marca Argendairy - que estão desenvolvendo - e na qual diferentes empresas participarão para melhorar os custos e ganhar ou consolidar mercados.

A oportunidade de expandir a demanda é apresentada pelo retorno da Argentina ao sistema de preferências dos Estados Unidos, que beneficia 500 produtos, incluindo queijos. Até agora, os queijos argentinos tinham uma cota de 6 toneladas com tarifas preferenciais para exportar para os Estados Unidos. Com a reentrada no Sistema de Preferências Generalizadas (GSP) são 8 mil toneladas. "As possibilidades estão se ampliando e isso sempre é bom; há algumas poucas pequenas e médias empresas produtoras que enviam queijos duros", disse Javier Baudino, da Apymel.

Com a Argendairy, a associação, que reúne 160 empresas que processam cerca de 5 milhões de litros de leite por dia, está empenhada em consolidar a exportação de produtos lácteos. "Vamos armar um contêiner com queijos, doce de leite e alguns outros produtos e ganhar competitividade dessa maneira", disse o membro da Apymel.

A marca já tem uma história, porque há vários anos começou a desenvolver um cluster na província de Buenos Aires, mas depois não avançou. O objetivo agora é integrar empresas de todo o país, não haverá condições de tamanho, mas o cumprimento dos requisitos legais, como os regulamentos do Código Alimentar Argentino e as especificações do Senasa.

Baudino descreveu que eles visarão, além dos Estados Unidos, basicamente o Brasil, o Chile e, em menor medida, o Peru. "São mercados interessantes com preços que podem ser convenientes", disse ele.

Os produtos com as melhores possibilidades de exportação são os queijos duros (os mais suaves possuem mais exigências de conservação e logística) e o doce de leite. Enquanto isso, no país existem muito poucas pequenas e médias empresas que produzem manteiga e estão concentradas no mercado interno.

O mapa argentino dos produtores de leite é controlado em cerca de 60% por três empresas que processam entre 1,5 milhões e quatro milhões de litros de leite por dia. Sete administram entre 500.000 e um milhão de litros e 25% são de médio a grande porte. O resto (entre 10% e 15%) são as pequenas e médias empresas.

Baudino descreveu que, devido aos problemas que enfrenta, a Sancor deixou espaços nas gôndolas que permitiram o crescimento de várias pequenas e médias empresas no interior, especialmente na área de queijos duros. "Não estamos falando de substituir, porque eles são tamanhos muito diferentes e carteiras de produtos distintas, mas existem empresas que atingiram uma relevância importante."

Ele descreveu que os queijos duros das pequenas e médias empresas têm nichos de mercado, mas os seis meses de maturação que eles exigem são financiados com seus próprios fundos e isso geralmente é um problema para algumas empresas. "As exportações de produtos lácteos argentinos são excedentes que são enviados para sustentar o mercado interno. Com uma rentabilidade aceitável, podemos continuar evoluindo, porque hoje há mais volume de produção do que consumo, o que gerou uma perda de 20% do preço de fábrica e causou quebras". 

Como exemplo, ele ressaltou que a tonelada de leite em pó caiu de US$ 3.500 para US$ 2.800. "Os preços caem em dólares e os nossos custos internos aumentam em dólares, ao qual é adicionada uma taxa de câmbio não competitiva", afirmou. (As informações são do La Nación, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Volatilidade/Uruguai Previsão de "alta volatilidade" no mercado de lácteos

Técnica da Opypa aconselha "se preparar para gerir riscos". Por enquanto não se espera grandes mudanças nos preços dos lácteos em 2018.

"Altos níveis de volatilidade" e preços que não voltarão aos níveis do boom de 2014 obrigam a cadeia láctea a "se preparar para gerir riscos". Esta é a principal conclusão do trabalho Cadena láctea: situación y perspectivas, de Natalia Barboza Bacci, publicado no Anuário 2017 do Departamento de Política Agropecuária (Opypa, sigla em espanhol) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai. 

Em suas considerações finais sobre desafios e perspectivas, a economista destacou que "os preços internacionais se recuperaram depois de três anos com valores muito baixos", e "a produção local responde de maneira positiva a este sinal do mercado internacional".  

Barboza Bacci lembrou que a captação de leite pelas indústrias crescerá em torno de 6,5% em 2017, em relação ao ano anterior, o que coincide com os números do Inale.

Dívidas e produção
Sem dúvida, "a margem positiva atual ao nível dos produtores é insuficiente para compensar os dois anos passados de margens negativas. Em particular, existem dificuldades para cumprir com o pagamento de dívidas, ainda que o número de inadimplentes da cadeia primária ainda seja baixo: 3% dos créditos totais se encontravam vencidos em setembro de 2017".

A técnica da Opypa garantiu que "ao nível industrial, a situação das dívidas de algumas empresas é preocupante, e 16% dos créditos totais estavam em atraso no mês de setembro de 2017". Por outro lado, Barboza Bacci assegurou que "o mercado internacional se encontra equilibrado e não são esperadas grandes mudanças nos níveis de preços em 2018". Quanto à produção de leite dos principais atores, a tendência de 2017 foi de crescimento, em relação a 2016; Nova Zelândia (+0,5%); Austrália (+3%); União Europeia (+0,6%); e Estados Unidos, 1,7%. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

PIB do agronegócio 
O ano de 2018 já começa com um grande desafio para o setor do agronegócio brasileiro: aproximar-se, mesmo que de forma tímida, dos resultados obtidos em 2017. Em meio a uma economia ainda caducante, o PIB do setor acumula nos três primeiros trimestres do ano passado alta de 14,5%. Para este ano, no entanto, as previsões de mercado são de um desempenho entre 0,5% e 2%. (Cerrado Rural)

Porto Alegre, 08 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.650

 

Novos projetos na área de bem-estar animal devem marcar 2018


Em 2018 a Coordenação de Boas Práticas e Bem Estar Animal (BEA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), vai expandir suas atividades com a contratação de profissionais, por intermédio de acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). 

Um dos contratados, pelo período de 12 meses, graduado em Direito, com conhecimentos em agropecuária, deverá elaborar estudos sobre a legislação em boas práticas e BEA no Brasil e em países com tradição agropecuária. Outro dará continuidade ao projeto de bem-estar na suinocultura, desenvolvendo material didático específico, promovendo capacitações e sensibilizações junto a cadeia produtiva e varejistas.

Para este mês, está prevista a publicação de edital de contratação de equipes para projetos na bovinocultura leiteira e de corte, e também na ovinocaprinocultura. As informações são da chefe da Divisão de Bem-estar Animal e Equideocultura da coordenação do BEA, auditora fiscal federal agropecuária, Liziè Pereira Buss.

Também serão editados materiais didáticos para condutores de veículos de transporte de animais vivos: suínos (projeto parceria com Embrapa Suínos e Aves), bovinos e aves (BEA Consultoria - contratação IICA) para outubro/2017.

No segundo semestre está prevista a abertura de dois novos editais para elaboração de material e treinamento em boas práticas no transporte e abate humanitário e boas práticas na aquicultura e abate humanitário de peixes. E terão continuidade atividades de sensibilização e capacitação da mão de obra em parceria com Embrapa, Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e associações estaduais de criadores de suínos para boas práticas e bem-estar na suinocultura. 

Na Embrapa Suínos e Aves e associações estaduais de produtores, o foco será nos avicultores com trabalhos em plantéis de postura, com divulgação das boas práticas para minimizar a dor e o estresse nos animais e a implantação de sistemas alternativos de alojamento dos plantéis.

Em todas as ações de sensibilização e capacitação dos trabalhadores será reforçada a importância da prevenção e combate à resistência aos antimicrobianos e também o vínculo entre saúde humana, animal e ambiental (conceito da saúde única). (As informações são do Mapa)

Importações caem 32% em 2017

O fechamento dos números da balança comercial láctea confirma queda no volume, em equivalente leite, importado pelo Brasil em 2017. Foram cerca de 1,28 bilhão de litros importados, volume 32% menor que em 2016. Somente analisando o mês de dezembro, o Brasil importou 76,8 milhões de litros de equivalente leite, volume estável em relação a novembro, mas 47,5% menor que no mesmo mês de 2016. 

Segundo estimativas da equipe do MilkPoint Mercado, o volume importado em 2017 representou cerca de 5,3% da produção total formal de leite no país. Trata-se de um considerável recuo depois do pico de volume de importações em 2016 (quando foram importados 1,9 bilhão de litros, cerca de 8,2% da produção formal daquele ano - observe, no gráfico 1, a evolução das importações em equivalente leite e sua participação % sobre a produção formal).

Gráfico 1. Importação anual de leite no Brasil e % do volume importado sobre a produção formal. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb e do IBGE (2017 estimativa).
 

Desta forma, o crescimento da produção brasileira em 2017, associado ao enfraquecimento do consumo e à queda nos preços internos, foram determinantes para a queda no volume importado. Entretanto, vale destacar o aumento do preço em US$/litro do produto importado. Em 2017, o preço médio do litro de equivalente leite foi de US$ 0,44, 26% maior do que US$ 0,35 em 2016. Sendo assim, mesmo com queda de 32,3% no volume importado, o Brasil gastou "apenas" 14,7% a menos em 2017 (US$ 561,9 milhões) do que em 2016 (US$ 658,4 milhões) na importação de lácteos. No gráfico 2, mostramos a evolução do valor em US$/litro do produto importado. 

Gráfico 2. Gastos nas importações lácteas em US$/Litro. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb.

 
Quando à origem do leite importado, a Argentina retomou a liderança entre os maiores fornecedores brasileiros, respondendo por 51% do volume comprado pelo Brasil, aumento de 7,2 pontos percentuais em relação a 2016. Enquanto isso, o Uruguai tomou o caminho oposto, e diminuiu sua participação em 8,8 pontos percentuais em 2017, tendo sido responsável, em 2017, por 36,8% do volume de compras lácteas brasileiras (observe o gráfico 3). 

Gráfico 3. Participação nas origens dos lácteos importados pelo Brasil. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb.

 

Nas exportações, em 2017 o Brasil retornou a níveis que não ocorriam desde 2011, com 38,6 mil toneladas foram exportadas, o segundo menor volume desde 2001. Na comparação anual, a queda de 31,2% é a mais acentuada desde 2011. Mesmo assim, o saldo da balança comercial de lácteos voltou a retrair-se em 2017, voltando aos níveis de 2010 e 2011, graças às fortes quedas nas importações, como mostra o gráfico 4. 

Gráfico 4. Saldo da balança comercial de lácteos no Brasil. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb. 

 

Na tabela abaixo, é possível acompanhar de forma detalhada a balança comercial dos principais produtos lácteos do Brasil no último mês. (MilkPoint)

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da AliceWeb. 

 

Comissão aprova restrição à importação de leite produzido sem proteção ao meio ambiente

Restrição importação de leite - A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 9044/17, dos deputados Evair Vieira de Melo (PV-ES), Sergio Souza (PMDB-PR) e Zé Silva (SD-MG), que obriga a adoção de restrição para importar leite in natura, em pó e soro de leite em pó de país que não observe normas e padrões de proteção ao meio ambiente compatíveis com a legislação brasileira.

As restrições serão adotadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada à Presidência da República. O texto inclui a obrigatoriedade no Código Florestal (Lei 12.651/12), que já permite a adoção desse tipo de medida pela Camex quando houver desrespeito ao meio ambiente na produção no exterior.

Para o relator na comissão, deputado Covatti Filho (PP-RS), a proteção à natureza estabelecida na legislação não poderá ser usada como vantagem por concorrentes do leite brasileiro. "Há ainda outras razões para se aprovar a medida proposta. Como incentivar a ampliação das normas que garantem a efetiva proteção ao meio ambiente", disse.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-9044/2017 (Agência Câmara)

STATUS BRASILEIRO
Enquanto alguns Estados trabalham para avançar no seu status sanitário, o Brasil espera receber neste ano o reconhecimento de zona livre da febre aftosa com vacinação. A certificação é esperada para maio, quando é realizada a reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). No ano passado, o Ministério da Agricultura criou comitê para preparar ações para alcançar esse objetivo. (Zero Hora)

 

Porto Alegre, 05 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.649

 

Rebanhos mostram boas condições

De acordo com a Emater, as condições de produção da pecuária de corte estão satisfatórias para a época, com boa condição corporal e ótimo desenvolvimento dos terneiros desta temporada. O clima tem ajudado a produção de forragem das pastagens naturais. Na região de Bagé, o período de reprodução continua; os touros estão trabalhando e protocolos de inseminação estão sendo desenvolvidos. 

Atualmente, o rebanho leiteiro é manejado em pastoreio de espécies perenes (tífton 85, jiggs, capim elefante e braquiárias melhoradas), as quais apresentam menor custo de produção ao agricultor, além de serem forrageiras de excelente qualidade nutricional. Em complemento à grande necessidade de alimentação, os produtores fazem uso também de pastagens anuais, como capim sudão, sorgo e milheto. Neste período intensificam-se os trabalhos de realização de silagem, insumo que garante complementação na dieta do rebanho. (Jornal do Comércio)

Leite: preço pago ao produtor recua 5,9% em dezembro, diz Scot

De acordo com consultoria, produtor recebeu em média R$ 1,038 por litro, sem o frete; na comparação com novembro de 2017, o recuo foi de 0,3% O preço do leite pago ao produtor recuou 5,9% em dezembro de 2017 ante igual mês do ano anterior, na média nacional, afirma a Scot Consultoria. O produtor recebeu, em média, R$ 1,038 por litro, sem o frete. Na comparação com novembro de 2017, o recuo foi de 0,3%. "É importante destacar, porém, que o mercado teve comportamento distinto no Brasil Central e região Sudeste, em relação ao Sul do país", afirma, em nota, o analista Rafael Ribeiro. Em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, a produção atingiu o pico em dezembro, pressionando para baixo as cotações por mais um mês. 

Já no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a produção de leite diminuiu neste período e o preço pago ao produtor teve alta.  Ribeiro afirma que espera-se uma retomada da recomposição dos estoques do varejo a partir de meados de janeiro, "o que deverá ajudar na sustentação dos preços aos produtores em toda a cadeia, levando em conta também a produção caindo em boa parte do país". (Canal Rural)


Custo alto deve ser recompensado pelo preço 

O custo com a alimentação das vacas deve aumentar em 2018. A projeção é de alta do preço dos grãos. A expectativa para este ano para o produtor de leite é de custo alto, mas de preços mais remuneradores por conta da oferta menor do produto. O comentarista Benedito Rosa explica essa relação. Clique aqui e assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)


UPF-RS


A Unidade de Padrão Fiscal (UPF), que serve como indexador para corrigir taxas e tributos cobrados pelo Estado, teve seu valor atualizado anualmente pela Receita Estadual. (SEFAZ)

 

O AGRONEGÓCIO GEROU 4.152 VAGAS DE EMPREGO EM NOVEMBRO. SEGUNDO A FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA, O MELHOR RESULTADO FOI DENTRO DA PORTEIRA, COM ACRÉSCIMO DE 2.243 POSTOS, PUXADOS PELA PRODUÇÃO DE LAVOURAS TEMPORÁRIAS E PERMANENTES. (Zero Hora)

 

Porto Alegre, 04 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.648

 

FrieslandCampina

O preço garantido do leite cru pela FrieslandCampina para o mês de janeiro de 2018 é de € 37,50 por 100 quilos de leite, [R$ 1,/litro]. A queda no preço garantido foi de € 4,00 em 100 kg de leite quando comparado com dezembro de 2017 (€ 41,50). 

A queda foi o resultado da expectativa de que os preços do leite a ser pago pelas principais indústrias de referência em janeiro, serão menores. A tendência de queda nos preços das vendas de produtos lácteos, especialmente queijo, manteiga e leite em pó, continua, decorrente, principalmente, de aumento da oferta. 
    
 


O preço garantido para o leite em orgânico para janeiro de 2018 é de € 49,00 por 100 quilos, [R$ 2.05/litro], havendo queda de 2,75 € em relação a dezembro (51,75 €). A expectativa é de que os preços do leite orgânico cairão, especialmente, na Alemanha.         
 

O preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores que entreguem acima de 800.000 quilos de leite por ano, (nos anos anteriores o volume era de 600.000 quilos). O volume base do prêmio e o esquema da sazonalidade foi descontinuado, iniciando novos parâmetros em 2017. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva)

Uruguai - Produtores receberam menos pela produção de novembro

Preços/Uruguai - O preço médio que receberam os produtores pelo leite entregue nas fábricas em novembro de 2017, caíram. Segundo publicou o Instituto Nacional do Leite (INALE), com base no levantamento das indústrias, os produtores receberam 9,55 pesos por litro de leite entregue no mês de novembro, caindo 0,7% em relação a outubro. 

Em dólares, o produtor recebeu US$ 0,33/litro, queda de 0,3% em relação a outubro. Ainda assim, o valor médio de novembro foi maior 7,2% em pesos e 5,4% em dólares, quando comparado com os valores do mesmo mês de 2016. Estes valores, que representam a renda dos produtores neste começo de ano, em um momento de crise econômica para o setor, gerou mal-estar na categoria, que reclama dos elevados custos e baixa remuneração. Andrés Camy, produtor de leite de San José, assegurou através de sua conta no twitter que os produtores "devemos viver com menos pesos em um país vive de ajustes, e reajustes". Disse que no início de 2014 os produtores receberam 11 pesos pelo litro de leite, [R$ 1,24/litro]. No começo de 2018 o valor é de 9,55 pesos por litro, [R$ 1,08/litro]. (El País - Tradução livre: Terra Viva)


Setor agrícola critica projeto que define preço mínimo para os fretes rodoviários

Preocupados com o risco de aumento de seus custos, os diversos segmentos do agronegócio prometem lutar em 2018 contra o projeto de lei que estabelece uma política de preço mínimo para o transporte rodoviário de cargas. Os produtores rurais avaliam que o PL 528/2015 - aprovado em setembro pela Câmara e em tramitação no Senado - intervém na lógica do mercado e tem potencial para encarecer significativamente os fretes. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirma, com base em estudo da consultoria Leggio, que, se aprovada, a proposta traria de imediato um impacto de 9% no preço médio do frete rodoviário. Mas os valores cobrados podem subir perto de 30%, como no caso da soja. De autoria do deputado Assis do Couto (PT-PR), o projeto nasceu em 2015, no auge das greves de caminhoneiros ainda no governo de Dilma Rousseff, como uma das condições impostas por eles para cessar as paralisações que traziam sérios prejuízos econômicos. 

A redação final do texto aprovado na Câmara estabelece que "órgão competente" fixará duas vezes por ano (em janeiro e julho) o preço mínimo do frete, por quilômetro rodado. No texto original, a atribuição era do Ministério dos Transportes, que, procurado, recusou-se a comentar o tema. O texto aprovado define que os pisos deverão ser fixados levando em conta os valores do diesel e dos pedágios e deverão contar com a "participação dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas, bem como dos representantes das cooperativas". Enquanto o órgão responsável não definir esses preços, o projeto de lei estabelece valor mínimo de R$ 0,70 por quilômetro e por eixo para carga geral e granel, e R$ 0,90 por quilômetro e por eixo para carga frigorífica e perigosa. Em "fretes curtos", realizados em distâncias inferiores a 800 quilômetros, esses valores ainda seriam acrescidos de no mínimo 15%. Para Luiz Antônio Fayet, consultor de logística e infraestrutura da CNA, a medida é "inaceitável" e fere o princípio da oferta e da procura. 

Ele classificou o projeto de "aberração" e criticou o governo anterior por ter estimulado o financiamento de caminhões - que ocorreu por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que tinha juros subsidiados - criando uma "superoferta" de caminhões, acima da demanda de cargas, derrubando os preços do frete. O projeto chega a receber críticas de alguns caminhoneiros. "A ideia era que representantes dos autônomos e sindicatos das empresas transportadoras sentassem a cada seis meses, por exemplo, para definir custos por rota, produto transportado", afirma Norival de Almeida Silva, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de São Paulo. "Do jeito que está, é uma reserva de mercado", avalia. Contudo, há transportadores favoráveis à proposta, que tem conseguido apoio de parlamentares, até mesmo da bancada ruralista. "O projeto não interfere e sim regulamenta o mercado", diz o deputado Covatti Filho (PP-RS), que preside a Frente Parlamentar dos Caminhoneiros. Ele afirma que sem isso há risco de novas greves. Sérgio Gonçalves Neto, sócio diretor da MS Express avalia que a regra de preço mínimo ajuda os trabalhadores autônomos, cobrindo seus custos nos momentos mais difíceis. "Mas eles são e continuarão sendo os primeiros a serem dispensados quando não há trabalho", afirma. (Valor Econômico)

Nota de pesar pelo falecimento de Vitor Afonso Grings
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e seus associados lamentam o falecimento de Vitor Afonso Grings, que foi presidente da Cooperativa Piá durante 15 anos (1996-2010), nesta quinta-feira (4/1). Sempre muito espontâneo e alegre, demonstrava receptividade ao chamar cada um dos funcionários pelo nome. O velório ocorre a partir das 17 horas desta quinta-feira, na capela da localidade Linha Imperial, em Nova Petrópolis. O sepultamento será no mesmo local, às 9h30min desta sexta-feira (5/1). ( Assessoria de Imprensa Sindilat)

Porto Alegre, 03 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.647

 

  Incerteza quanto a oferta provoca aumento no primeiro GDT do ano

O primeiro leilão GDT (Global Dairy Trade) do ano, realizado nesta terça-feira (02/01), teve a maior alta no índice do preço médio desde junho, de 2,2% ante o último leilão, com o preço médio das negociações ficando em US$3.124/tonelada. 

Neste leilão, o destaque positivo foi para os leites em pó, principais responsáveis pela elevação no preço médio - de 4,2% no integral (que fechou a US$2.886/tonelada) e de 1,6% no desnatado (que teve preço médio de US$1.699/tonelada). 

Entre as quedas, o leitelho em pó caiu 7,3% e fechou a US$1.866/tonelada, além dos queijos, com redução de 2,1%, fechando a US$3.317/tonelada, o menor valor desde outubro de 2016.

De forma geral, essa recuperação nos preços tem muito a ver com as incertezas climáticas na Nova Zelândia. O país continua sofrendo com baixos níveis de chuva, e neste leilão, a Fonterra restringiu ainda mais a oferta de lácteos, disponibilizando 25.710 toneladas, 3.882 toneladas a menos do que a quantia negociada no leilão anterior. Também com receios quanto à falta de produto, a demanda se mostrou interessada, adquirindo 25.400 toneladas, 99% do volume disponibilizado. 

Os volumes ainda estão acima do que eram negociados há um ano - resultado das expectativas de uma safra maior - mas as incertezas quanto às chuvas vêm restringindo a oferta e a diferença vem caindo acentuadamente, especialmente no último mês.

Dessa forma, os preços futuros do leite em pó integral tiveram forte valorização em todos os contratos, atingindo mais de 5% de alta nos contratos mais longínquos, em um momento de forte especulação por conta dos receios climáticos apresentados. (GDT/Milkpoint)

Renovada a confiança no mercado doméstico

Após quase três anos deprimido pela mais grave recessão econômica da história do Brasil, o mercado doméstico voltará a sorrir para o campo em 2018. A retomada do crescimento já começou a ter reflexos positivos sobre o consumo de produtos de maior valor agregado, como carnes, e a expectativa é que essa tendência se consolide e devolva às vendas internas a importância que tiveram para o avanço do agronegócio nacional da segunda metade da década passada até 2014.



 
No estudo "Perspectivas para o agronegócio brasileiro - 2018", assinado pelos analistas Adolfo Fontes, Andres Padilla, Andy Duff, Fernando Gomes, Guilheme Morya, Matheus Almeida, Maurício Oreng, Renato Rasmussen (hoje na FCStone) e Victo Ikeda, o banco holandês Rabobank apresenta dados e projeções que, entre outros aspectos, confirmam esse cenário. E mostram que esse maior otimismo em relação à demanda interna não se restringe às carnes e, consequentemente aos grãos, básicos para a fabricação de rações. Produtores de etanol, café, algodão e leite, além de companhias de insumos, também têm motivos para renovar suas apostas no Brasil.

"É claro que há muita incerteza, mas a atividade econômica está reagindo de forma positiva no país", diz Mauricio Oreng, que é o economista-chefe do Rabobank no país. No estudo, a instituição destaca que "um cenário político e eleitoral que indique a continuidade de uma política econômica sólida, com foco na responsabilidade fiscal e em reformas estruturais, poderá contribuir para uma recuperação mais rápida". E ressalva que a postergação da reforma da Previdência para depois das eleições poderá adiar a retomada dos investimentos e, claro, prejudicar a conjuntura como um todo.

Poucas cadeias produtivas esperam tanto por uma maré mais favorável quanto a de proteínas animais. Além da retração do consumo doméstico, marcante entre 2015 e o começo do terceiro trimestre de 2017, o segmento sofreu no ano passado com a Operação Carne Fraca e a delação dos irmãos Batista, controladores da gigante JBS, mas o horizonte agora é promissor. "A cadeia de proteína animal reage muito rapidamente à economia, e são positivas as projeções para o consumo interno em 2018", afirma Adolfo Fontes.

Nos cálculos do analista, se nada atrapalhar demais a retomada da economia o potencial de recuperação do consumo de carne bovina no país é de 4 quilos per capita nos próximos dois anos. Como para as exportações Fontes projeta volatilidade elevada em um ambiente de riscos de restrições no mercado internacional, a confirmação dessa tendência será ainda mais importante para os frigoríficos. Para as carnes de frango e suína, as previsões também apontam um mercado doméstico mais pujante.

Essa pujança, realça Victor Ikeda, será fundamental para enxugar um pouco os fartos estoques de milho depois da colheita recorde do ano passado - o grão é o principal componente das rações de aves e suínos - e terá reflexos positivos também no mercado de soja. Mas, ainda assim, a oferta desses que são os principais grãos cultivados no país seguirá ampla, uma vez que a safra 2017/18 tende a ser também robusta, e, para absorvê-la, será preciso que as perspectivas de aquecimento da demanda no exterior em consequência da aceleração do crescimento econômico mundial se confirmem.

Levando em consideração que esse horizonte de fato prevaleça, Matheus Almeida prevê que a área plantada de soja, sobretudo - e com a ajuda do aumento da mistura de biodiesel no diesel -, continuará a aumentar na temporada que começará a ser semeada no terceiro trimestre e puxará a demanda por insumos como fertilizantes e defensivos. Para os defensivos, a tendência poderá acelerar a redução de estoques, que permaneceram em patamares particularmente altos em 2017 e prejudicaram os resultados das companhias do ramo.

Mas não é apenas a cadeia formada por grãos e carnes que deverá encontrar no mercado doméstico uma fonte de melhores negócios neste ano. No segmento sucroalcooleiro, pontua análise de Andy Duff, também estão depositadas no país as
melhores expectativas. Em tempos de pouca esperança de recuperação dos preços internacionais do açúcar, são os incentivos do ano passado às vendas de etanol que animam os usineiros, que ganharam na aprovação do programa RenovaBio, já no fim de dezembro, um novo fator de estímulo.

Guilherme Morya concorda que o crescimento da economia brasileira é igualmente bem-vindo no mercado de café, cujo consumo resistiu no país mesmo durante a recessão, e Andrés Padilla observa que a retomada é muito aguardada no segmento de lácteos, onde o consumo de itens de maior valor agregado não teve a mesma sorte e registrou quedas. Agora, os sinais sugerem que haverá recuperação. (As informações são do jornal Valor Econômico)


Leite/AR 

Com nova retração dos preços internacionais, cerca de US$ 2.700/tonelada (depois do recorde de quase US$ 6.000/tonelada na década), o setor lácteo argentino enfrenta outro fim de ano com seus indicadores em franco retrocesso. Desde a produção, passado pela quantidade de fazendas leiteiras, ou o número de vacas, todos os dados mostram que é uma das atividades mais emblemáticas do país, que não reage, e completa uma década de estagnação, mesmo possuindo a Argentina uma das condições agroecológicas mais perfeitas para realizar um crescimento notável. De fato, existe uma diferença entre o que vem ocorrendo com os principais concorrentes, incluindo os vizinhos Uruguai e Brasil, todos crescendo. Mesmo contando com a debilidade nas cotações dos grãos (principais insumos da produção de leite), as fazendas continuam perdendo produtividade e eficiência, afetada pelas condições climáticas adversas nas últimas três temporadas, com inundações nas principais bacias leiteiras. Isto, somado às condições gerais da economia para qualquer empresa, quer dizer, taxas de juros elevados para créditos, custos crescentes, pressão tributária, e encargos trabalhistas, fizeram com que o volume de 2017 atinja 9 bilhões de litros de leite, depois de ter produzido 10 e 11 bilhões, 10 anos atrás, ou seja, quase 2 bilhões menos.

O dado mais significativo, no entanto, é a quantidade de vacas de leite (holandesas) que, caiu 18%, de 2,1 milhões em 2006, quando começava a crise no setor, para 1,72 milhões. De fato, esse encolhimento foi responsável pelo aumento das exportações de carne para a China. Segundo o portal valorsoja "os principais frigoríficos exportadores relatam que no último ano houve substancial crescimento no abate de vacas holandesas procedentes de fazendas que saíam da atividade, e descarte de rebanhos leiteiros". Informações oficiais apontam que entre maio de 2016 e maio de 2017, houve o fechamento de 340 fazendas de leite. A interrupção dos dados estatísticos impede fazer um bom diagnóstico com dados exatos e completos. São menos de 11.000 unidades leiteiras, das 11.320 existentes no fianl de 2015, e das mais de 30.000 que existiam no final da década de oitenta. Para Manuel Ocampo, da APL (Associação dos Produtores de Leite), entre as causas da crise figuram: "não ter aproveitado o pico das cotações internacionais ocorrido 10 anos atrás (diante das sucessivas intervenções estatais); o aumento do salário médio industrial que passou de US$ 400 para cerca de US$ 3.000-4.000 (com encargos incluídos), o que enfraqueceu as fábricas, e também a volatilidade do mercado internacional, sem contar com as ferramentas que possuem em outros países para atender situações extremas, como os mercados de futuros, distintas organizações de produtores, ou subvenções estratégicas, entre outras", explica.

A decisão ficar entre a Argentina, querer, ou não, exportar leite. Se a resposta for sim, é preciso contar com um tipo de câmbio competitivo e não "extremamente" baixo como os utilizados agora por alguns operadores do setor. Também é necessário um preço do leite ao produtor que cubra os investimentos e os custos, o que atualmente, estaria em torno de 7 pesos por litro, pelo 30% maior do que o que recebem os produtores. E, para isto, também a indústria precisa ser muito mais eficiente, alinhada com parâmetros de produtividade industrial. Atualmente existem 1.100 empresas (para 9 bilhões de litros), e 38 delas absorvem 85% do leite total produzido (Serenísima capta 14%, e e a primeira. A segunda, a Saputo, capta 12%, e a Williner que capta 6% fica em terceiro lugar). E, naturalmente, além dos impostos, o custo das tarifas ganha destaque, especialmente combustível e gás, utilizados nas fazendas e fábricas, que ultrapassa os custos dos Estados Unidos. Daí a pergunta: Tem chances o setor lácteo argentino? A resposta imediata é: SIM. Mas, é preciso definir o objetivo. E, neste caso, diz Ocampo, é preciso dizer "não aos sistemas perversos, e não aos impostos cobrados", e que implicam em concorrência desleal que desequilibra a cadeia. (La Opinion - Tradução livre: Terra Viva)
  

Italac estreia nova campanha
Protagonizado pelo casal de atores Taís Araújo e Lázaro Ramos, o novo filme gravado na fábrica matriz, em Corumbaíba-GO, apresenta a dimensão e modernidade de uma das unidades fabris da Italac. A campanha tem o mote "Lá em casa tem" e destaca a Italac como a marca de lácteos mais consumida do Brasil. A atuação dos atores sublima de forma transparente o controle de qualidade e a alta tecnologia de todo o processo produtivo mostrando como o leite e os derivados são produzidos. O leite UHT Integral foi o produto escolhido para representar o tipo de produto mais conhecido da marca Italac. (Revista Balde Branco)

Porto Alegre, 22 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.646

 

 Sindilat pede ajuste tributário ao Confaz para viabilizar estoques no varejo 

O Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) está aguardando resposta do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a respeito de pedido formalizado, esta semana, para que os supermercados possam adquirir leite UHT ainda neste mês de dezembro e garantir que, os estoques remanescentes na virada no ano, tenham direito a crédito tributário. A reivindicação deve-se ao fato de que, a partir de 1 de janeiro de 2018, o produto passará a ser tributado em 18% de ICMS. Até lá, o leite UHT segue isento do imposto. Sem o ajuste do Confaz, cargas adquiridas antes e estocadas ficariam sem o direito de reverso tributário, onerando o varejo que não poderá fazer a compensação fiscal.

O assunto foi debatido na manhã desta sexta-feira (22/12) em áudio-conferência que contou com a participação de representantes dos setores fiscais e tributário das empresas associadas ao Sindilat. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a Secretaria da Fazenda já se mostrou favorável à medida, que prevê a tomada de crédito pelos supermercados por meio de alteração da lei 14.988. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Maggi defende integração de sistemas de avaliação de risco no Mercosul

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu, durante reunião da 51ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados, nesta quinta-feira (21), a integração dos sistemas de avaliação de riscos sanitários, fitossanitários e ambientais entre os países do Mercosul. Para ele, esse é um ponto que deve ser colocado prioritariamente na agenda do bloco comercial.

"Com sistema regional de avaliação de risco, vamos avançar na harmonização de medidas sanitárias e fitossanitárias, otimizar custos e capacidades técnicas, facilitar o comércio regional, ter posições mais harmônicas em fóruns internacionais e condições melhores para negociar acordos de livre comércio", afirmou o ministro em seu discurso.

O ministro Blairo Maggi falou também sobre negociações entre o Mercosul e a União Europeia e se mostrou otimista quanto ao fechamento de acordo entre os dois blocos econômicos. Ele acredita que a partir daí, o Mercosul poderá atingir a meta de incrementar o acesso a mercados e impulsionar a diversificação das suas exportações.

A União Europeia é o maior exportador mundial de produtos do setor agrícola, respondendo por 13% do total mundial e por 15% das importações - US$163 bilhões, de acordo com dados de 2016. Maggi destacou negociações realizadas com a Coreia do Sul, responsável por aproximadamente de US$ 30 bilhões (2016) em importações de produtos agropecuários no mundo. O país é importante mercado para o agronegócio, com destaque para carnes, frutas e grãos.

Em relação aos acordos comercias, o presidente Michel Temer afirmou que houve avanços na superação de entraves ao comércio e que as reduções de barreiras comerciais já estão sendo verificadas no comércio entre os países fora do Mercosul. "Estamos assistindo a uma verdadeira mudança de prioridades. Passamos da fase em que se criava empecilhos ao comércio para outra fase, que queremos aprofundar, em que atuamos para derrubar barreiras, reduzir burocracias, assegurar previsibilidade", declarou Temer. Para o presidente, a integração é uma obra em permanente construção. Por isso, ele acredita que os países devem estar sempre atentos a novos desafios.

A 51ª edição da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados foi realizada nesta quinta-feira (21) e foi precedida pela Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), órgão decisório de nível ministerial. A reunião encerra a Presidência Pro Tempore Brasileira (PPTB) do Mercosul, exercida durante o segundo semestre de 2017. Participaram da reunião, os presidentes: Mauricio Macri (Argentina), Horacio Cartes (Paraguai) e Tabaré Vázquez (Uruguai) - países integrantes do Mercosul - Evo Morales (Bolívia) e David Granger (Guiana). Também estiveram presentes representantes de Chile, Colômbia, Equador, Peru e Suriname - estes na condição de associados. (MAPA)


Argentina tem previsão de recuperação na produção de leite em 2018

De acordo com um relatório da Subsecretaria de Lácteos do Ministério da Agroindústria da Argentina, com dados de novembro passado, o preço do litro de leite pago ao produtor permaneceu em uma média de 5,69 pesos (US$ 0,32) por litro - 5,73 pesos (US$ 0,32) para o produtor de Buenos Aires, 5,52 pesos (US$ 0,31) para o produtor de La Pampa e 5,71 pesos (US$ 0,32) para o produtor de Santa Fé.

O estudo revela que não houve variação entre novembro e outubro deste ano, enquanto a variação interanual entre este mês e o mesmo período do ano passado foi um aumento de preço de 27%. Com relação à produção, houve uma pequena diminuição de 0,4% na variação interanual, novembro de 2017 em relação a novembro de 2016 e uma variação mensal negativa de 1% em relação à produção de outubro de 2017.

"Isso considerando a sazonalidade do leite argentino, onde o pico da produção é em outubro", disse o subsecretário de lácteos, Alejandro Sammartino. "A produção de 2017 vai fechar, estimamos, com um nível similar ou levemente superior à produção do ano passado. Sem dúvida, o clima desfavorável em Buenos Aires, no sul de Santa Fé e no norte da La Pampa contribuíram para que o aumento da produção não tivesse sido maior".

Com relação às perspectivas do setor para 2018, Sammartino disse: "Temos uma expectativa importante de recuperação para 2018. Isso se deve ao relacionamento muito bom do preço do leite com seus principais insumos e serviços e ao crescimento dos investimentos que estamos percebendo tanto no nível dos produtos lácteos quanto no nível da indústria".

Entre janeiro e outubro deste ano, as exportações de produtos lácteos foram de 176.058 toneladas, um declínio de 29% em relação ao mesmo período de 2016. Em valor, as vendas no exterior representaram US$ 563 milhões. 

Em 21/12/17 - 1 Peso Argentino = US$ 0,05656
17,6716 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do La Nación, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Missões internacionais realizadas para ampliar exportações e atrair investimentos

Em missões para ampliar as relações de comércio internacional, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) chefiou ao longo do ano delegações ao exterior, realizando negociações bilaterais e promocionais do agronegócio brasileiro. Além de Blairo Maggi, o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, liderou viagens a países com o mesmo objetivo. Foram realizadas viagens à União Europeia (Alemanha, Bélgica, Países Baixos, França, Polônia, Suíça, Itália, Espanha) países do Oriente Médio (Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Irã), Ásia Oriental (China), América do Sul (Peru, Bolívia),além dos Estados Unidos e Rússia.

China
A China comprometeu-se a aumentar o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carnes para aquele mercado, em setembro, quando o ministro Blairo Maggi acompanhou o presidente Michel temer ao país. O presidente chinês Xi Jinping anunciou a disposição de ampliar a compra de carnes do Brasil durante reunião com Temer. A missão chinesa para visitar novas plantas frigoríficas foi realizada, agora, em dezembro. "O presidente Xi Jinping disse que gosta e é garoto propaganda da carne brasileira", destacou o ministro, ao comemorar a intenção do governo do país asiático. A China é o principal parceiro do agronegócio brasileiro no comércio mundial. No ano passado, as exportações de produtos agropecuários do Brasil para aquele mercado somaram US$ 17,8 bilhões. A soja em grão é o principal produto da pauta de exportações do agro brasileiro para o mercado chinês. No ano passado, os embarques para a China alcançaram US$ 14,4 bilhões

Alemanha
Em janeiro, delegação brasileira liderada pelo ministro Maggi esteve na 9ª Conferência de Ministros da Agricultura do Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA) e abertura da Semana Verde Internacional, em Berlim. Na conferência, o tema deste ano era "Agricultura e Água - Chave para Alimentar o Mundo", que permitiu ao ministro discorrer sobre a legislação ambiental do Brasil, expor dados de preservação como os 66,3% de mata nativa do território brasileiro. O assunto também foi tratado em reunião com membro do Partido Verde alemão.

Bélgica
Em Bruxelas, durante reunião com representantes dos países membros da Comunidade Europeia, o ministro Blairo Maggi defendeu o livre comércio e o reconhecimento dos avanços da legislação e das práticas ambientais dos agricultores brasileiros. O ministro deixou claro que os esforços de preservação no Brasil beneficiam o planeta como um todo, em função do manancial de água doce e de sua vegetação nativa, e que, por isso, devem ser reconhecidos.

Espanha
Em missão oficial à Espanha, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, viajou com o objetivo de aumentar o comércio bilateral e atrair investimentos para setores-chaves do agronegócio brasileiro. O setor de fruticultura é um dos prioritários, tendo em vista o potencial exportador, já que o Brasil é o terceiro maior produtor mundial nesse segmento, depois da China e da Índia, mas exporta apenas 2,5% do que produz. "Precisamos melhorar nossa posição no mercado de frutas. O mercado internacional é imenso e estamos aqui para dizer ao mundo que as frutas brasileiras são de altíssima qualidade e precisam ser mais conhecidas", afirmou Novacki em Madri. Aumentar a participação do segmento na balança do agronegócio, segundo ele, ajudará a atingir a meta do ministério de elevar a participação brasileira no agro mundial de 7% para 10%, em cinco anos.

Estados Unidos 
Em encontro com o secretário da agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, em julho, foi discutida a retomada de exportações de carne para os EUA, numa tentativa de reverter decisão do governo norte-americano, que no fim de junho bloqueou a entrada da carne brasileira no país. Maior produtor de carne bovina do mundo, o Brasil passou 17 anos tentando entrar no mercado norte-americano, maior consumidor do mundo, cujo controle de qualidade é muito rigoroso. Em setembro do ano passado, a carne bovina brasileira conseguiu o selo de aprovação do Departamento de Agricultura, mas depois de menos de dez meses, no final de junho, as exportações foram suspensas porque técnicos norte-americanos apontaram abscessos na carne. A solução do Ministério da Agricultura do Brasil foi determinar que a parte dianteira do boi seja cortada em cubos, tiras ou iscas, o que facilita as inspeções. E ainda mudar a composição da vacina para impedir a reação, o que está em fase de testes. 

Rússia
Em viagem a Moscou, Blairo Maggi, negociou a ampliação do comércio bilateral agrícola entre Brasil e Rússia. O setor do agronegócio brasileiro quer aumentar as exportações de carnes bovina e suína e de soja para aquele mercado, além de ter um maior número de frigoríficos habilitados para embarques. A Rússia, por sua vez, quer vender trigo (agora, em dezembro, a Secretaria de Defesa Sanitária liberou as importações do produto), pescados (bacalhau in natura) e cortes de picanha de gado para o Brasil.

Oriente Médio 
Missões organizadas pelo Departamento de Promoção Internacional, da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio foram estratégicas no Oriente Médio, uma vez que apesar do poderio econômico da região, rica em petróleo e gás, há grande preocupação em garantir a segurança alimentar para as suas populações. A missão ministerial, acompanhada de cerca de 20 representantes de associações setoriais, empresariais e de câmara de comércio, incluiu visita a quatro países, em maio, quando houve encontros com autoridades locais, empresas importadoras e dirigentes de centros de pesquisa. Com a equipe do Mapa e representantes de entidades empresariais, o ministro teve agenda na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait com o objetivo de promover o agronegócio, atrair investimentos e também defender a qualidade da carne brasileira.

Arábia Saudita
Em visita a Riad, Arábia Saudita, o ministro encontrou-se com o principal executivo da Saudi Agricultural and Livestock Investment Company, Abdullah Aldubaikhi, em maio, para falar de oportunidades de negócios no Brasil e, conforme afirmou, "para agradecer ao governo a posição favorável adotada após a Operação Carne Fraca no Brasil". O país é grande importador de frango e produtos de aviários brasileiros, além de açúcar, soja e carne bovina. Blairo Maggi falou sobre as reformas em andamento no país, "que o tornarão ainda mais atrativo a investimentos", sobre os avanços na economia nos últimos meses, como consequência de medidas estabilizadoras do Governo Michel Temer e do interesse de empresários do agronegócio em firmar parceria com investidores estrangeiros. "Estamos fazendo mudanças muito importantes para o futuro. Está surgindo uma nova lei de concessões e de participações, deixando muito claro como as empresas podem entrar em negócios no país", afirmou. Disse ainda que cada agricultor precisa manter de 20% a 80% de sua área privada intacta, dependendo da região onde se encontra. O percentual mais elevado se refere à região amazônica. "Tudo isso cria um ambiente harmônico com o meio ambiente", observou.

Kuwait
Para tratar de exportação de carnes, Maggi se reuniu no Kuwait, em 14 de maio, com a diretoria da Autoridade Pública da Agricultura e Recursos de Pesca do país e autoridades do Ministério da Sanidade Animal e Vegetal. Ainda para esclarecer sobre a operação da PF, ocorrida em março em frigoríficos, Maggi explicou que o Brasil segue todos os protocolos internacionais de sanidade e que o Brasil exporta carne para mais de 159 países seguindo padrões de conformidade internacional. O ministro ouviu das autoridades locais que "o governo do Kuwait sabe da qualidade dos produtos brasileiros". Acompanhado do secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva, e do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, o ministro Blairo Maggi fez questão de falar da importância dos avanços na agricultura proporcionados pela empresa de pesquisa, Embrapa, vinculada ao ministério, que são responsáveis, afirmou, por transformar o Brasil de importador de alimentos em um dos maiores players do agronegócio no mundo.

Emirados Árabes Unidos
O ministro Blairo Maggi, junto com a delegação brasileira organizada pelo Mapa, se reuniu com representantes de empesas dos Emirados Árabes Unidos, em Dubai, em 21 de maio. Em sua apresentação, o ministro disse que a previsão de crescimento da produção agropecuária no Brasil até a safra 2025/26 é de 32%.

Irã
Em viagem ao Irã, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, esteve reunido com autoridades das áreas de agricultura e de comércio e indústria do governo daquele país. Nesses encontros, reforçou a intenção do Brasil de ampliar as exportações de produtos agropecuários como açúcar, carne bovina in natura, milho e soja, para o mercado iraniano. "No Brasil, temos um sistema de controle e supervisão rigoroso para produzir carne saudável e de qualidade", ressaltou Novacki, lembrando que os dois países têm intensa troca comercial. O Irã é o quarto no ranking das exportações do comércio agropecuário brasileiro. No ano passado, os embarques do Brasil para aquele mercado somaram US$ 2,2 bilhões. Os iranianos manifestaram, por vez, o desejo de fortalecer ainda mais as relações comerciais com o Brasil. O Irã quer vender mais pistache, açafrão, tâmaras e passas de uvas para o Brasil. O país é o maior produtor mundial de açafrão.

Peru 
Da visita realizada em setembro ao Peru, Maggi retornou com a expectativa de ampliação das exportações de carne brasileira para o país que deseja vender mais frutas a importadores brasileiros, depois de se reunir com o ministro da Agricultura peruano, Jose Manuel Calderón. A abertura do mercado de carnes deverá favorecer estados brasileiros mais próximos do Peru, como o Acre e Rondônia. O ministro viajou ao Peru acompanhado dos secretários de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, e de Relações Internacionais, Odilson Silva, com o objetivo de retirar barreiras que dificultam o comércio bilateral. "Os governos se acertam e os mercados decidem se querem ou não querem comprar. Os mercados são soberanos nesse processo", disse.

Bolívia
Também em setembro, Maggi encontrou-se, em La Paz, com o ministro da Agricultura da Bolívia, César Cocarico, para promover as relações comerciais no setor de agronegócios entre os dois países. De acordo com o ministro, ficou acertado que técnicos brasileiros e bolivianos trocarão informações sobre prioridades a serem trabalhadas para aumentar o fluxo de comércio. Entre os produtos da pauta de negociações comerciais, do lado brasileiro há intenção de aumentar a exportação de carne, enquanto a Bolívia quer ampliar as vendas de quinoa, banana e chia. A maior área de fronteira do Brasil é com a Bolívia, somando 3.400 km quadrados.

Fóruns
Na esfera mais política, o Ministério da Agricultura representou o Brasil em fóruns internacionais como o do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizado na China, no mês de junho; da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, em julho; e do Codex Alimentarius, em Genebra, Suíça, cujo presidente eleito na ocasião foi o servidor do Mapa, Guilherme Antônio da Costa Júnior. (MAPA) 

Lojas físicas 

Para oito em cada 10 consumidores brasileiros o fato de uma loja oferecer dispositivos móveis onde eles possam consultar preços e informações deixa toda a experiência de consumo melhor. As lojas físicas ainda dominam a preferência dos brasileiros, principalmente se forem compras de supermercado (mais de 80% dos entrevistados), roupas (79%), e medicamentos/produtos de higiene pessoal (63%). (Fonte: Supermercado Moderno)

Porto Alegre, 21 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.645

 

 Assinado decreto que moderniza inspeção sanitária em produtos de origem animal 

Foi assinado na manhã desta quinta-feira (21/12), no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS), o decreto que regulamenta a Lei 15.027, de 21 de agosto de 2017, que trata da modernização da inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal. A nova modalidade de inspeção e fiscalização dará mais velocidade ao setor de proteína animal com toda a segurança necessária para a qualidade do produto , conforme explicou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra. "A modernização da fiscalização é um marco histórico para o Rio Grande do Sul, ela possibilitará que se alavanque os negócios das nossas indústrias e fará com que o Estado cresça ainda mais", afirmou. 

Segundo o decreto, a fiscalização fica separada da inspeção sanitária e industrial, sendo que as inspeções serão feitas por médicos veterinários habilitados pelo Estado. Além disso, o texto possibilita que todo o sistema seja auditado por órgãos independentes, aumentando a capacidade da vigilância sanitária e garantindo mais qualidade ao produto para o consumidor. O governador José Ivo Sartori afirmou que esse é apenas um primeiro passo e que o trabalho que será realizado no Estado contribuirá para o seu desenvolvimento e servirá de modelo para o país. "Acredito que essas medidas vão ajudar a gerar empregos, renda e receita para o Estado", declarou Sartori.

O ato também contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, e representantes de outras entidades civis e militares. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Felipe Lopes

 

Exportações de lácteos 

Os embarques de produtos lácteos estiveram 3,5 vezes maiores em novembro frente ao mês anterior, somando 24,9 milhões de litros em equivalente leite. Os responsáveis por alavancar essa alta são, principalmente, a Argélia e a Suíça, que adquiriram grandes quantidades de leite em pó brasileiro, sendo responsáveis por 43,2% e 32,6%, respectivamente, do total exportado.

A compra do produto por estes países totalizou 18,90 milhões de litros em equivalente leite, volume 150 vezes maior em relação ao mês passado. Além dos leites em pó, outros produtos exportados foram os queijos (com participação de 10,9% do total) e o leite condensado (10,7%). As vendas de leite condensado ao mercado internacional caíram 18,56% entre outubro e novembro. Já as negociações de queijos tiveram aumento de 4,86% do volume exportado, totalizando 2,70 milhões de litros em equivalente leite. Quanto às importações, em novembro, as compras brasileiras cresceram 5,8%, com total de 76,5 milhões de litros em equivalente leite. O volume de leite em pó adquirido pelo País se elevou em 15,9% em relação ao mês anterior, representando 75,9% do total de lácteos importados em novembro. Esse produto teve como principal origem a Argentina, que vendeu ao Brasil 28,3 milhões de litros em equivalente leite, participando com 48,7%, do volume total de leite em pó importado. Após ter as importações suspensas por seis dias em novembro, o Uruguai exportou ao Brasil 22,3 milhões de litros de equivalente leite de leite em pó no mês, alta de 79,9% de um mês para o outro e representatividade de 38,4% em relação ao total de leite em pó importado. 

Mesmo com queda de 20,4% nas importações, os queijos continuam no posto de segundo principal lácteo comprado pelo Brasil. Em novembro, o total foi de 16,8 milhões de litros de equivalente leite em queijos, e o principal fornecedor foi a Argentina (49% do total de queijos), seguido do Uruguai (34% do total). Queijos mais elaborados também foram importados de países europeus em quantidades consideráveis, como a Itália, França, Países Baixos e Dinamarca. O faturamento obtido com as importações foi de US$ 29,6 milhões, 1,7% superior ao de outubro. Em relação às exportações, a receita somou US$ 12,45 milhões, 2 vezes maior que a do mês anterior, mas 47,8% abaixo da obtida em novembro do ano passado. (Cepea)

 

Custo de produção de leite cai quase 8% em um ano

O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção da Pecuária Leiteira ficou praticamente estável em dezembro, registrando ligeiro aumento de 0,1% em relação a novembro deste ano.

Os custos da atividade estão em alta desde agosto. O aumento nos preços dos combustíveis/lubrificantes, dos fertilizantes e dos alimentos energéticos promoveu o aumento do custo. Já os suplementos minerais, os alimentos proteicos, defensivos e produtos para sanidade contrabalancearam o índice.

Apesar da alta, os custos de produção da atividade estão 7,8% abaixo na comparação com igual período do ano passado. O aumento nos custos de produção e as seguidas desvalorizações no preço do leite pago ao produtor estão estreitando a margem da atividade. (Scot Consultoria)


Figura 1. Variação mensal do Índice Scot Consultoria de Custo de Produção da Pecuária Leiteira nos últimos treze meses.


 

Poucas chances neste ano
O projeto de lei que altera o Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite/RS) tem pouca chance de ser apreciado nesta semana, antes do recesso da Assembleia Legislativa. De acordo com o líder do governo, deputado Gabriel Souza, o texto só iria à votação se houvesse acordo de líderes na sessão extraordinária desta sexta-feira. Mas a proposta concorre com outras mais urgentes, como a da recuperação fiscal do Estado, e dificilmente entrará na pauta. Diversas entidades ligadas ao setor leiteiro contribuíram com sugestões para o texto de consenso com o poder Executivo. Mesmo assim, o projeto já recebeu emendas. O deputado Edson Brum protocolou duas. Uma torna facultativa a contribuição ao Fundoleite e outra transfere a gestão do fundo da Secretaria da Agricultura (Seapi) para a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). O parlamentar argumenta que grande parte do leite provém das pequenas propriedades e da agricultura familiar, mais ligadas à SDR do que à Seapi. O deputado Zé Nunes também pretende apresentar emenda sugerindo uma nova distribuição dos recursos, que, pelo projeto, vão para a manutenção do Instituto Gaúcho do Leite (10%), ações de desenvolvimento da cadeia produtiva (20%) e assistência técnica (70%). (Correio do Povo)

Porto Alegre, 20 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.645

 

Sobretaxa uruguaia constrange Mercosul

Uma preferência dada pelo Uruguai ao México, no âmbito do acordo de livre comércio entre os dois países, tornou-se motivo de forte irritação do Brasil e da Argentina na reunião de cúpula presidencial do Mercosul, que ocorre amanhã em Brasília. Para o governo brasileiro, muito mais do que a perda de competitividade das exportações ao pequeno mercado vizinho, preocupa a violação de uma das "cláusulas pétreas" do bloco e a abertura de um precedente perigoso. A confusão gira em torno de uma "taxa consular" aplicada pelo Uruguai, desde a década passada, sobre todas as suas importações - com exceção de bens de capital e petróleo. O governo local vinha cobrando um adicional tarifário de 2% na entrada de produtos estrangeiros, independentemente de sua origem. Até agora, os sócios do Mercosul vinham fazendo vista grossa à medida, por causa da necessidade uruguaia de aumentar sua arrecadação. A sobretaxa tem gerado receitas de US$ 100 milhões anuais. Com um déficit fiscal superior a 3% do PIB em 2017, pior resultado nas contas públicas em três décadas, o presidente Tabaré Vásquez autorizou uma recalibragem da "taxa consular" e a tolerância dos dois parceiros maiores no bloco chegou ao limite. As novas alíquotas entram em vigência no dia 1º de janeiro. Sobem para 3% no caso de produtos oriundos do Mercosul e para 5% no caso de bens provenientes de terceiros países. Há duas exceções que irritam o Itamaraty e o Palácio San Martín (sede da chancelaria argentina). Uma é o tratamento dado ao México, único a receber isenção da "taxa consular", que o Uruguai alega ser fruto do tratado de livre comércio entre as duas partes. 

Outra é que veículos automotores (carros, utilitários, ônibus e caminhões), mesmo fabricados no Brasil ou na Argentina, vão pagar a mesma alíquota de 5% aplicada a outros fornecedores. Segundo o governo uruguaio, a indústria automotiva dos vizinhos receberá esse tratamento por estar fora do ACE-18, o acordo de complementação econômica que estabelece as normas para o livre comércio dentro do Mercosul. Na avaliação de autoridades brasileiras, essa diferença pode acarretar em avanço dos carros mexicanos no Uruguai. "É inaceitável", afirma, reservadamente, um experiente negociador de Brasília. Terminaram sem sucesso, ontem, as tentativas em reuniões técnicas de levar os uruguaios a desistir da medida. A questão deve ser discutida agora entre os ministros de Comércio e de Relações Exteriores do Mercosul. Também não se descarta uma conversa informal dos presidentes Michel Temer e Mauricio Macri com Tabaré Vásquez. O ponto levantado nas discussões é que a "taxa consular" representaria, na verdade, um aumento unilateral das tarifas de importação no Uruguai. Em uma união aduaneira, como é o caso do Mercosul, as alíquotas são aplicadas em conjunto e não podem ser alteradas ao gosto de cada país-membro. Pior: a isenção dada para um parceiro comercial fora do bloco, como o México, deixa os sócios do bloco em condições inferiores de competição. Já houve menções sobre estender o benefício à Bolívia.

A postura do Brasil e da Argentina tem sido a de manifestar discretamente sua insatisfação aos uruguaios, em reuniões técnicas e sem expor uma falha evidente no funcionamento ideal do Mercosul, mas o atrito sobe um degrau e vai para o nível de ministros. Para evitar problemas de caixa ao Uruguai, que faz projeções de levantar mais US$ 95 milhões por ano com a medida, foi apresentada uma sugestão. Se a sobretaxa for um ponto percentual maior, para produtos importados de terceiros fornecedores, o país vizinho alcançaria esse mesmo reforço na arrecadação sem aumentar a cobrança no Mercosul. De janeiro a novembro deste ano, segundo estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou US$ 2,154 bilhões ao Uruguai. Petróleo em bruto, automóveis e carne suína foram os principais produtos. (Valor Econômico)

Uruguai - O setor leiteiro melhorou seus números

Em 2017 foi um ano em que houve melhorar para o setor leiteiro e o clima deu uma boa contribuição, destacou o presidente do Instituto Nacional do Leite (Inale), Ricardo de Izaguirre, explicando que a produção cresceu 7,8% nos últimos 12 meses, embora não tenha conseguido cobrir a queda de 2016.

 Até outubro a produção chegou a 1.550 milhões de litros. De Izaguirre disse também que o produtor, agora, está recebendo preços melhores, perto de US$ 0,33 por litro, mas continua com dificuldades financeiras graves. Este ano as exportações subiram um pouco, em decorrência da melhora de preços. Em valor de tonelada está entre 6 e 7% acima dos valores do ano anterior. Por outro lado, o presidente do Inale aguarda com expectativa o debate parlamentar sobre o Fundo de Garantia que reestrutura as dívidas agrícolas, e que ele cumpra seus objetivos, e que ainda tenha US$ 100 milhões adicionais para que o setor possa superar os problemas com maior produção. 

De Izaguirre afirmou que o leite que sai das fazendas e das indústrias é que poderão liquidar o endividamento. Em novembro a dívida era de US$ 327 milhões com os bancos, de US$ 20 milhões com as indústrias no conceito de insumos para produzir cultivos forrageiros, mais algumas dívidas com rações. De Izaguirre afirmou que o país gasta de US$ 60 a US$ 70 milhões em ração para vacas e uns US$ 50 milhões em pastagens. Isto mostra o que deve ser investido, anualmente, para manter a atividade produtiva nas fazendas. Consultado sobre as negociações para melhorar o projeto do Fundo de Garantia com vistas a atender um número maior de pequenos produtores, lembrou que existem demandas já encaminhadas por entidades de classe. Disse que os pequenos produtores respondem por 20% das dívidas, das quais 34% são com os bancos. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

 

Desaceleração da produção de leite no 3º trimestre

O IBGE divulgou os resultados da Pesquisa Trimestral do Leite para o terceiro trimestre do ano, apontando uma produção de 6,16 bilhões de litros de leite no Brasil. O crescimento em relação ao mesmo período de 2016 foi de 5,4% e, no acumulado entre janeiro e setembro, o Brasil produziu 17,7 bilhões de litros de leite, elevação de 4,3% na produção deste ano em relação à do ano passado. Relevante na informação divulgada pelo IBGE é a desaceleração do crescimento da produção no terceiro trimestre do ano, como mostra o gráfico 1. 

Gráfico 1: Variação de captação brasileira em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado. 


 
Esta desaceleração tem relação direta com a queda na rentabilidade do produtor de leite brasileiro. O gráfico 2 mostra a evolução do Receita Menos Custo da Ração (RMCR), que tem relação direta com a margem de lucro dos produtores de leite e com os volumes de produção. É possível verificar que, no primeiro semestre deste ano, o indicador foi bem mais favorável se comparado a 2016; no entanto, as quedas de preço de leite ao produtor e o aumento de preços do farelo de soja e do milho pioraram drasticamente a situação no segundo semestre, o que explica a desaceleração no crescimento da produção verificada pelo IBGE. 

Gráfico 2: Evolução do RMCR mensal nos últimos anos. Fonte: MilkPoint Mercado. 

 

Entre os principais estados produtores do país (observe o gráfico 3), destaca-se o crescimento da produção no trimestre em Santa Catarina (+17,7% em relação ao terceiro trimestre de 2016), Rio Grande do Sul (+8,1%) e Goiás (+7,5%). O estado de São Paulo também apresenta crescimento expressivo no trimestre (+9,8% em relação a 2016) - mas, como a estatística do IBGE trata do leite formal "adquirido" pela indústria, é possível que, no caso paulista, o crescimento de volume venha não exclusivamente do crescimento da produção local, mas também de mais leite comprado por fábricas paulistas de fora do estado para processamento nestas plantas industriais.

Gráfico 3: Variação da captação no 3º semestre de 2017 em relação ao mesmo trimestre de 2016. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado. 


 

A perspectiva é de que esta desaceleração no crescimento da produção continue no quarto trimestre do ano. Isto porque, além das quedas de preços ao produtor que continuaram em outubro e novembro (redução de quase 10 centavos/litro na soma dos dois meses), tivemos o atraso do início do período das chuvas em Minas Gerais e Goiás (que, no mês de outubro, trouxe uma reação temporária nos preços do leite spot e do leite UHT no "atacado"). (Milkpoint)

 

Redução no preço do leite ao produtor à medida que as cotações enfraquecem

O segundo maior processador de leite do país revisa a projeção do pagamento do leite ao produtor nesta temporada, diante do enfraquecimento das cotações dos produtos lácteos. A Open Country Dairy enviou mensagem aos seus fornecedores no mês passado, ajustando o preço do leite nos próximos dois períodos. Para o leite fornecido entre dezembro e fevereiro houve redução de 35 centavos/kgMS, e de 40 centavos/kgMS para a captação de março a maio do próximo ano. O valor nos dois períodos irá variar de NZ$ 6,10 a NZ$ 6,40/kgMS. A revisão nos preços não irá alterar o adiantamento que está sendo feito aos produtores de leite. O diretor executivo da Open, Steven Koekemoer, disse que situação mudou rapidamente nos dois últimos meses. "Na última rodada comercial a oferta e a demanda andaram juntas, mas, a reação da União Europeia (UE) para os preços elevados do leite gera incertezas. O que aconteceu desde então é o aumento de 4,3% na oferta, e recentemente, a previsão é de que possa chegar ao crescimento de 5% no quarto trimestre.

Com base nesse cenário global decidimos adotar ajustes prudentes. Os principais bancos compartilham desse ponto de vista. Os compradores estão adotando uma atitude cautelosa, e não estão com urgência em comprar, pois, avaliam que a oferta adicional terá impacto nos preços". Koekomoer disse que no último leilão viu os preços do leite em pó se recuperar um pouco, "o que foi um bom sinal e poderia ver novas melhorias se os volumes de leite na Nova Zelândia continuarem baixando a manteiga de seus preços recordes e o índice caindo 11%, enquanto que o índice do leite em pó desnatado subia 4,7%".

No último mês, a Fonterra cortou 35 centavos na previsão de seu preço ao produtor, e na temporada 2017/18 a previsão inicial de NZ$ 6,75/kgMS caiu para NZ$ 6,40/kgMS. Mas, o economista do Banco ASB, Nathan Penny, disse que a revisão da Fonterra foi "conservadora". O banco ASB acredita que poderá chegar a NZ$ 6,50/kgMS. Ele lembra que o presidente da Fonterra, John Wilson disse que a previsão refletia "uma atitude prudente" diante da volatilidade do mercado global de lácteos. "Eles optaram pela cautela", disse Penny ao Rural News. "Depois eles falam a respeito do pagamento aos agricultores. Dizem que estão sendo conservadores, mas, demonstram uma discreta confiança, de que poderão melhorar os preços, posteriormente". (Rural News - Tradução livre: Terra Viva)

Produtores uruguaios dizem que estão cada vez 'mais caros' e menos competitivos
O presidente da Sociedade de Produtores de Leite da Flórida, no Uruguai, Horacio Rodríguez, disse que o setor continua exigindo a criação de um fundo de garantia para contemplar a situação dos produtores de leite endividados e de todo o setor rural. Ele também comentou que com o aumento dos impostos que entrarão em vigor em janeiro, a situação dos produtores de leite ficará ainda pior. "Todos os dias somos mais caros e menos competitivos", disse ele. "Os produtores estão extremamente preocupados. Trabalhamos há mais de dois anos pela criação do fundo", disse Rodríguez. Em declarações ao jornal local El Heraldo, o produtor e sindicalista acrescentou que o aumento dos impostos os preocupa, porque cada vez que há um aumento desse tipo "ou que o setor perde competitividade", a situação "é mais séria" para o setor leiteiro. Rodriguez lembrou que ao Ministério da Pecuária apresentou uma nova lei sobre a criação de um fundo de 30 milhões de dólares, um fundo de garantia para trabalhar com a questão do endividamento, de modo que os produtores endividados possam usá-lo - já que facilitaria para melhorar suas garantias e administrar o endividamento de dois para oito anos". "Concordamos com o projeto, embora acreditemos que teríamos que fazer algumas mudanças e foi o que todos os sindicatos leiteiros fizeram", disse ele. "Na quinta-feira (da semana passada), fomos até a Comissão de Pecuária do Parlamento com uma abordagem muito interessante. Mencionamos a injustiça deste projeto, porque está contemplando todos os produtores que têm dívidas, mas não produtores que por várias razões, seja porque venderam capital, ou porque não queriam entrar em dívida, não foram contemplados. Nossa proposta é que estes também sejam incluídos neste fundo de garantia", acrescentou. (As informações são do Todo El Campo, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 19 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.644

 

Associados debatem qualidade do leite na reunião mensal



A última reunião mensal dos associados em 2017 ocorreu na tarde desta terça-feira (19/12) na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), em Porto Alegre. Durante o encontro, os participantes falaram sobre qualidade do leite e discutiram sobre ações previstas para o primeiro semestre de 2018. Na ocasião, o professor Carlos Bondan, coordenador do Serviço de Análise de Rebanho Leiteiro (Sarle) da Universidade de Passo Fundo (UPF), apresentou dados sobre coleta e análises de amostras. "Nos últimos seis anos, tivemos uma evolução fantástica na melhoria da qualidade microbiológica do leite", afirmou Bondan, referindo-se aos índices de CBT e CPP. O avanço, explica o pesquisador, deve-se às melhorias na higiene durante a ordenha e no processo de armazenagem da matéria-prima na propriedade.

Entretanto, ainda é necessário conscientizar os produtores sobre a importância do controle leiteiro - estima-se que menos de 1% das propriedades gaúchas tem como hábito a prática, que consiste na coleta de uma amostra de leite por vaca uma vez por mês ao custo de R$ 1,60 cada. Segundo Bondan, nos países que já apresentam melhorias dos níveis de CCS, como Holanda e Canadá, 98% e 100% das propriedades, respectivamente, fazem o controle leiteiro.
"O monitoramento da qualidade, por meio do controle leiteiro, melhora a questão da competitividade", comentou o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Na reunião mensal, os representantes da indústria também falaram sobre pleitear mudança na nomenclatura do teste de álcool etílico. O setor defende que a análise, exigida pelo Ministério da Agricultura, mapeia outros tipos de substâncias além do álcool. "Precisamos protocolar no Ministério um documento para mostrar que a presença de álcool no leite, muitas vezes, pode ser falso positivo", disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. O argumento está fundamentado em trabalho do veterinário Cristian Nied, mestrando da UFRGS, que está pesquisando o tema. Segundo ele, a presença de álcool no leite pode ser ocasionada por desequilíbrios nutricionais do rebanho ou ainda por problemas metabólicos de animais que apresentam má qualidade fermentativa da silagem. Nied coletou amostras de 50 animais de três propriedades. A defesa do trabalho, feito a partir da avaliação de mais de mil repetições de análises, está prevista para março. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Conseleite orienta redução de 10% na produção do RS

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite) e as entidades por ele representadas deliberaram, em reunião nesta terça-feira (19/12), na sede da Fetag, por emitir orientação aos produtores de redução de 10% na produção do Rio Grande do Sul. A decisão deve-se ao fato da falta de reação do mercado nacional, que opera a preços muito abaixo do razoável, inviabilizando a atividade de produtores e indústrias. "É consenso que a situação está péssima para o setor, tanto para a indústria quanto para o produtor", pontuou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Presente no encontro, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, concordou. 

A decisão veio na mesma reunião em que o Conseleite anunciou projeção de queda no valor de referência para dezembro. Depois de registrar aumento em novembro como reflexo da suspensão das importações de leite do Uruguai, o projetado para dezembro é de R$ 0,8369, - 3,83% abaixo do consolidado de novembro (R$ 0,8702). Segundo Guerra, que também preside o Sindilat, o resultado reflete o período de festas de fim de ano, quando o consumo de lácteos também enfrenta retração. Contudo, neste ano, a queda agrava-se devido à crise generalizada do setor e à decisão do governo de reabrir o mercado para os produtos uruguaios sem o sistema de cotas para leite em pó e queijos. Segundo o professor da UPF Marco Antonio Montoya, a queda do valor de referência foi puxada pelo leite UHT (-6,51%) e em pó (-2,31%), os dois itens mais importante na composição do mix das indústrias gaúchas.  


Novo Parâmetro
No encontro, também foram aprovados novos parâmetros de cálculo para o valor de referência do leite. A atualização, que demandou dois anos de pesquisa por parte da Câmara Técnica do Conseleite (Camatec), se fez necessária em função de mudanças tecnológicas e revisão de custos de produção na indústria e nos tambos. Segundo o professor da UPF Marco Antonio Montoya, o novo levantamento atualiza parâmetros de 2005 para base 2016 e traz mudança substancial de rendimento na indústria e na participação da matéria prima (leite) em cada derivado produzido no RS. Representantes dos laticínios e dos produtores decidiram que os novos padrões entrarão em vigor em janeiro de 2018, colocando o valor de referência do RS mais alinhado com o dos estados de Santa Catarina e Paraná, que já implementaram os ajustes. A Câmara Técnica do Conseleite é formada por dois representantes da indústria e dois dos produtores, além da equipe técnica da Universidade de Passo Fundo (UPF), contratada para tabulação e análise dos dados divulgados mensalmente. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

GDT: aumento na oferta de leite mundial pressiona preços

O último leilão GDT, realizado nesta terça-feira (19/12), voltou a apresentar variação negativa no preço médio. Essa queda, de 3,9%, foi a segunda maior variação negativa do ano e trouxe o preço médio para US$ 2,969/tonelada.

Nesse leilão, todos os produtos desvalorizaram. Os queijos foram os que apresentaram a maior variação negativa, fechando em US$ 3.389/tonelada (-7,9%). Os leites em pó também perderam força; ao cair 4,8%, o desnatado fechou seu preço em US$ 1.675/tonelada, enquanto o integral teve a menor queda relativa (-2,5%), e fechou a US$ 2.755/tonelada. Historicamente valorizada ao longo do ano, a manteiga apresentou a menor queda entre os produtos, de 2,3%, e seu preço fechou o leilão em US$ 4.474/tonelada. (GDT/MilkPoint)

Agricultura aprova política de qualidade na produção e transporte de leite cru
Transporte de leite cru - A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou a criação do Programa de Qualidade na Produção, no Transporte e na Comercialização de Leite. O texto obriga que transportadores de lei cru sejam vinculados formalmente às empresas de processamento ou refrigeração do produto e que recebam treinamento sobre a legislação sanitária brasileira. A intenção é reprimir fraudes, como a adulteração do leite cru no seu transporte, e vedar a intermediação da compra e venda do leite por transportadores autônomos.O relator, deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), diz que a proposta elimina o vazio legal sobre a atuação dos transportadores. "Os transportadores têm agido praticamente sem controle, por não possuírem qualquer vínculo formal com o restante da cadeia produtiva. Desta forma, a inovação legislativa proposta será um importante passo na qualificação e no ordenamento dos processos do setor", disse. Pela proposta, apenas propriedades que estiverem regularizadas com suas obrigações sanitárias poderão ser fornecedoras de leite cru. Além disso, o produto que não estiver conforme os padrões estabelecidos por lei não poderão ser enviados aos postos de refrigeração e aos estabelecimentos de processamento. O descumprimento da lei será punido com multa de R$ 350 mil, que poderá ser dobrado no caso de reincidência. Tramitação: A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-6420/2016 
(Agência Câmara)

Porto Alegre, 18 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.643

 

Índices IFCN do preço do leite e custos de produção - novembro/2017

Índices IFCN - A relação entre os Índices IFCN do preço do leite/custo da ração, no mês de novembro de 2017 ficou em 1,74, caindo 6% em relação à rentabilidade do mês anterior. É 5% acima do índice obtido em novembro de 2016, constituindo o décimo quinto mês de resultado positivo. 

Foi uma condição positiva vivida pelos produtores de leite desde o início da série dos índices IFCN, em 2006, até maio de 2008, quando o setor começou a viver períodos de grande volatilidade. Agora o produtor de leite experimenta esse período positivo, embora em níveis mais baixos do que os ocorridos entre 2006 e 2008. A avaliação do IFCN é hipotética, e as regiões produtoras de leite não possuem o benefício por igual. O produtor de leite no Brasil não está se beneficiando desse período de insumos baixos e de recuperação da demanda, principalmente, de manteiga. "Vale destacar que o preço de novembro (R$ 1,0003/litro) foi o menor desde fevereiro de 2010", diz a análise do Cepea.  

 

Isto está de acordo com o Índice FAO de cereais, que vem apresentando tendência de queda ou estabilidade neste período. Entretanto, do lado dos preços, começou a haver queda nas cotações dos lácteos, principalmente da manteiga, que vinha sustentando os elevados preços do leite ao produtor. No último relatório do LTO Nederland, haverá inversão da tendência, e as indústrias já anunciam redução nos próximos meses.

 

- O Índice IFCN dos preços do leite, é uma combinação dos preços médios de uma cesta de commodities lácteas negociadas no mercado mundial.

Representa o quanto uma indústria poderia, teoricamente, remunerar seus produtores, se os produtos lácteos fossem vendidos com as cotações vigentes no período.

O indicador IFCN é elaborado da seguinte forma: 1 - Leite em pó desnatado & Manteiga (35%); 2 - Queijos e Soros de leite (45%); e 3 - Leite em pó integral (20%).

- O Índice IFCN dos custos da alimentação representa o nível dos preços no mercado mundial de insumos para ração, farelo de soja e milho.

A relação entre o preço do leite e a cotação da ração, indica a rentabilidade. De uma forma simplificada, mostra quantos quilos de ração o produtor pode comprar com a venda de um quilo de leite. A relação leite/ração maior que 1,5 é considerada favorável. Se o aumento da produção se dá via utilização de concentrados, e a razão continua subindo, o sistema é recomendável.
(IFCN - Elaboração: Terra Viva)

Queda de preço deve desestimular produção de leite em 2018, diz Cepea

Preço Cepea - A difícil crise enfrentada pelo setor leiteiro neste ano pode ser um fator de grande desestímulo à produção em 2018. A queda drástica dos preços no segundo semestre do ano prejudicou as margens dos produtores, informa a pesquisadora Natália Grigol, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), em artigo para o Boletim do Leite, divulgado na sexta-feira (15/12).

Conforme ela, em 2017, dois fatores dissonantes protagonizaram a dinâmica do setor: consumo enfraquecido e aumento da produção. O resultado dessa incompatível combinação foi uma contínua queda de preço no campo. De janeiro a novembro, a baixa atingiu 18,2% na "média Brasil" do Cepea (que inclui BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS, sem frete e impostos). "Vale destacar que o preço de novembro (R$ 1,0003/litro) foi o menor desde fevereiro de 2010", ressalta Natália.

Para uma parcela mais vulnerável, os preços do leite em baixos níveis acabam estimulando o abate de fêmeas e a gradual transição para o mercado de corte, por meio da mudança de padrão genético do rebanho e cria de bezerros. Para outra parcela, a menor receita se traduz em diminuição dos investimentos direcionados à produção. Segundo a pesquisadora, com a receita limitada neste ano, muitos pecuaristas não fizeram a reforma das pastagens, o que pode contribuir para a perda de volume e qualidade da produção no ano que vem.

Assim, tem-se instaurado a "montanha russa" de preços na cadeia láctea nos últimos anos: com sucessivos desencontros entre oferta e demanda e poucas medidas para diminuir as fragilidades do setor. Muitos assuntos devem entrar na pauta de discussão do setor em 2018, como a ampliação das negociações com o mercado externo; a necessidade de se elevar a qualidade da matéria-prima; as políticas de pagamento por qualidade; a transparência das negociações entre os elos da cadeia; a necessidade de se elevar o nível de gestão de fazendas e indústrias; a importância de se estimular o consumo de lácteos e a criação de políticas públicas de longo prazo para o setor.

"O caminho, com certeza, é árduo, mas o contínuo processo de organização e profissionalização do setor (resultado das dificuldades enfrentadas nos últimos anos) dá bons sinais de que a mudança começou", pondera Natália. (Globo Rural)


Organização Mundial de Saúde Animal investe 108 mil euros em São Paulo

O laboratório de viroses de bovídeos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, recebeu o aporte de 108 mil euros da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), para desenvolvimento do "twinning project", que visa transformar a unidade em referência na América do Sul para a virose que provoca a doença conhecida como "língua azul". Infecciosa, essa doença geralmente é fatal para os animais, mas não é transmitida ao homem. Os bovinos infectados normalmente não apresentam sinais clínicos, por isso a importância das análises laboratoriais. Os laboratórios-referência da OIE têm o objetivo de explorar todos os problemas relacionados à enfermidade. Além disso, desenvolvem projetos de pesquisa e fornecem assistência científica e técnica em temas relacionados ao Fonte:Bruna Essig/Canal Rural diagnóstico e controle da doença. "Ser reconhecido pela OIE como referência permitirá que o IB trabalhe de forma mais próxima com outros países da América do Sul, como Chile, Paraguai e Bolívia, entre outros", afirma a pesquisadora Edviges Maristela Pituco, do IB. 

Língua azul A língua azul é uma doença infecciosa, a princípio não contagiosa e transmitida pela picada do mosquito infectado do gênero Culicoides spp. Os bovinos são considerados reservatórios da doença e, normalmente, não apresentam sinais clínicos - daí a importância das análises laboratoriais. "Os ovinos e animais silvestres, diferentemente dos bovinos, ficam doentes e desenvolvem quadro hemorrágico que geralmente é fatal", explica Liria Okuda, pesquisadora do Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto Biológico (IB). Em 2017, o IB realizou 40 mil testes de bovinos brasileiros que foram exportados vivos para o Egito. Apesar de não ser livre da virose, o Egito só importa animais vivos que passaram pelo teste de PCR para detecção do vírus da Língua Azul como forma de evitar a entrada de novos sorotipos da virose. "O Instituto Biológico tem uma atuação estratégica para o estado de São Paulo e para o Brasil. Os diagnósticos gerados em seus laboratórios são fundamentais para a exportação dos produtos agropecuários. A capacitação constante das equipes e a melhoria dos serviços prestados é uma recomendação do governador Geraldo Alckmin", afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. (Canal Rural)

SOLICITAÇÃO FEITA PARA AJUDAR A ENXUGAR A OFERTA DE LEITE NO MERCADO INTERNO, A COMPRA DO PRODUTO EM PÓ PELA COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO FOI FORMALIZADA NA SEXTA-FEIRA. TRINTA E UMA COOPERATIVAS PARTICIPARÃO DO PROCESSO, QUE CONTOU COM A LIBERAÇÃO DE R$ 13,7 MILHÕES VIA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. O DINHEIRO PERMITIRÁ A AQUISIÇÃO DE CERCA DE MIL TONELADAS. A MEDIDA É CONSIDERADA POSITIVA, AINDA QUE O VOLUME SEJA PEQUENO. (Zero Hora)

Porto Alegre, 15 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.642

 

  Cooperativas da agricultura familiar vão vender leite em pó para a Conab
 
Cooperativas gaúchas da agricultura familiar assinaram nesta sexta-feira (15/12), em Porto Alegre (RS), um termo de aquisição de leite em pó, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a distribuição na rede assistencial. A medida, formalizada em cerimônia no Palácio Piratini, foi alinhada através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com um investimento do governo federal de R$ 13,7 milhões para 31 cooperativas do Rio Grande do Sul. O investimento total do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para o país foi de R$ 17 milhões. O termo de aquisição foi assinado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o governador José Ivo Sartori.

A compra representa mil toneladas, o que para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, não é o suficiente para tirar a pressão do mercado, mas simboliza um alento para os produtores. "A partir do momento que existe uma compra governamental que traz para as cooperativas um benefício e se consegue fazer a venda para o governo por um valor que seja, de fato, condizente e justo, porque foi a R$ 13,94 ao quilo, isso faz com que também se contribua para regular a questão de preços e fazer com que se possa beneficiar o produtor de forma direta", afirmou. "Não importa quem está vendendo, o importante é que se tire a pressão do mercado", frisou. 

Guerra ainda apontou que as conquistas, como a compra do leite em pó, reajuste do valor do quilo do leite em pó, abertura de linhas de crédito para comercialização e industrialização com taxas máximas de 12% a.a., é uma mostra da maneira inédita da organização do setor. "Foi uma demanda iniciada pelo Sindilat e articulada com outras entidades do Estado, como Fetag, Farsul, Famurs, IGL, Secretaria da Agricultura, SDR, Casa Civil, teve o envolvimento do próprio governador, além de diversos deputados estaduais e federais, além de entidades dos estados de SC, PR, MG e GO", pontuou.

A partir de agora, o MDS repassará o valor, com um teto de até R$ 500 mil para cada cadastrada, para a Conab efetuar o pagamento às cooperativas mediante comprovação de entrega do produto, de forma imediata. O leite em pó adquirido poderá ser incluído em cestas básicas doadas para Banco de Alimentos e Ceasas, além de entidades assistenciais, como APAEs. "O Rio Grande do Sul foi o estado que mais recebeu o investimento, o que mostra a organização das cooperativas gaúchas", afirmou o ministro Osmar Terra. Na ocasião, ele reconheceu, no entanto, que as compras não solucionam o problema de mercado e ressaltou a importância do setor para o Estado. O Rio Grande do Sul produz 4,6 bilhões de litros de leite por ano, concentra 13% da produção nacional e possui 65 mil famílias que entregam o alimento para a indústria. O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha, também prestigiou o evento. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Jézica Bruno 

 

Após recuperação, preço do leite volta a cair, avalia Conseleite/SC

Os preços pagos ao produtor de Santa Catarina devem cair 1,7%, segundo o Conselho Paritário Produtor/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite/SC). Em reunião nesta semana em Joaçaba (SC) para definir os valores de referência para o mês, o Conseleite disse que o produto entregue em dezembro a ser pago em janeiro pelos laticínios terá uma redução de quase dois centavos por litro nos valores de referência.

"No mês passado, o mercado sinalizava uma lenta recuperação nos preços pagos ao produtor rural, depois de seis meses de quedas decorrentes da redução generalizada de consumo de leite e derivados. O otimismo durou pouco", disse a entidade em nota, se referindo aos 5,2% de reajuste nos preços em novembro. 

Conforme a projeção, o leite acima do padrão deve ser negociado a R$ 1,1271/litro; leite padrão a R$ 0,9801 e abaixo do padrão a R$ 0,8910. Os valores se referem ao leite posto na propriedade com Funrural incluso. O Conseleite disse que em novembro a recuperação parcial de preço estava fundada na leve melhoria do consumo interno e na suspensão das maciças importações do Uruguai. "O recuo deste mês de dezembro decorre do excesso de produção e do baixo consumo, reflexo da queda de renda do brasileiro". Santa Catarina é o quarto produtor de leite do Brasil. (As informações são do jornal O Estado de São Paulo e FAESC)

 

Preços/UE 

Os preços dos produtos lácteos caíram novamente em novembro, embora em diferentes degraus nos mercados físicos e futuros. Os preços da manteiga e do leite em pó desnatado (SMP) no mercado físico estiveram sob pressão em novembro, tanto em decorrência do aumento do nível da produção, como pela baixa atividade comercial. 

No entanto, os mercados futuros responderam discretamente ao aumento da produção. Os preços dos contratos de manteiga e SMP para março de 2018 declinaram em decorrência do alinhamento com as perspectivas de oferta sazonal mais elevada. Isso teve o efeito de reduzir o valor médio do leite (FMPE) em pouco menos de 8% em relação aos preços futuros de fevereiro de 2018. Já os mercados físicos (spot) foram impactados com maior intensidade pelo recuo da demanda. A queda nos preços da manteiga reduziu em 13% o valor médio do leite (AMPE). Após o alto valor negativo de outubro, o indicador FMP* para novembro continuaram negativos, indicando que os comerciantes esperam maior flexibilização dos preços na primavera, o que não é surpreendente, já que estará perto do pico de produção, aumentando a oferta.

 
*Desempenho do Mercado Futuro (FMP, sigla em inglês) é um indicador de mercado do AHDB Lácteos que monitora a diferença entre os preços correntes do mercado e os preços futuros negociados em contratos. O objetivo é fornecer alguma indicação da expectativa dos negócios futuros em relação à oferta e à demanda que deverá ocorrer nos próximos meses. A comparação é entre um Preço Equivalente Atual do Leite (AMPE) e o Preço Equivalente do Preço do Leite Futuro (FMPE). Ambos são cotados em Euros para anular as variações cambiais, pois não existe preços futuros em Libras. O FMPE é calculado da mesma forma que o AMPE, mas, usando os preços futuros da Bolsa de Valores Europeia de Energia e Commodities (EEX). O FMPE é calculado quatro meses antes do AMPE, pois geralmente é quando a maior parte dos negócios já foram realizados. O FMP é a relação entre o AMPE e o FMPE. Conforme mencionado, trata-se das posições comerciais, sobre a expectativa da oferta/demanda futuras. Portanto, um valor negativo indica que aqueles envolvidos no mercado futuro no mês acham que pode haver uma oferta relativamente alta e que o mercado estará focado na oferta nos próximos meses. Um resultado positivo significa que os comerciantes esperam uma oferta futura apertada, e demanda forte, fazendo com que o mercado fique mais focado na demanda.

 
FMP não é para nós quanto o preço do leite irá variar, mas, combinado com outros aspectos do mercado, pode indicar um movimento potencial, ou tendências dos preços. É também importante lembrar, até o presente, a quantidade de produtos negociados pelo mercado futuro é pequeno.

Nota:
Os preços Futuros são da EEX, indicando qual a expectativa em relação aos preços futuros, mas que estão sujeitos a mudanças constantemente. Esta página é atualizada semanalmente, segunda ou terça-feira. O comércio no mercado futuro é muito reduzido, e, portanto, esses números devem ser vistos como indicadores das tendências do mercado. O Preço Equivalente Atual do Leite (AMPE) é um indicador de mercado para o setor de produtos lácteos, estimando resultados. O valor dos indicadores de mercado é a base para identificar tendências e usá-las para fins mais precisos, tendo ciência dos limites do alcance e precisão. (AHDB - Tradução livre: Terra Viva) 

Senado aprova a negociação do Funrural
O Senado aprovou ontem o projeto de lei que trata do programa de regularização dos produtores com dívidas com o Funrural. Ficou estabelecido que quem aderir ao "Refis" do Funrural terá que quitar 2,5% do total da dívida consolidada como entrada e o restante em 176 parcelas mensais, sem incidência de multas, juros e encargos. O texto segue agora para a sanção presidencial. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 14 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.641

 

  Embaixador do Uruguai no Brasil vai mediar maior integração entre os setores lácteos dos países

A embaixada do Uruguai no Brasil mediará tratativas para maior integração entre os países para comercialização de produtos lácteos a mercados que são de interesse comum. O encaminhamento ocorreu durante reunião entre representantes do setor e o embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio, nesta quinta-feira (14/12), em Brasília. 

O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participou do encontro, que foi mediado pelo deputado Covatti Filho e também contou com representantes da CNA, OCB, Fetag, Contag, G100 e Viva Lácteos. Segundo Palharini, o embaixador se comprometeu de encaminhar o pleito para Montevidéu. 

Outra pauta comum é um acordo com a União Europeia, que quer definir com o Mercosul a identificação geográfica de cada produto, medida que implicaria na mudança de nomenclatura de alguns queijos, como o parmesão e gruyère. "Há um consenso entre Brasil e Uruguai de que isto não pode ser acordado porque prejudicaria o setor nos dois países", pontua Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Roberto Soso

Uruguai -A cada dia somos mais caros e menos competitivos

O presidente da Sociedade de Produtores de Leite de Florida, Horacio Rodríguez, disse que o setor continua reclamando a criação de um fundo de garantia para atender à demanda dos produtores de leite endividados, mas também para todo o setor rural. Também comentou que com o aumento de impostos que começará a vigorar em janeiro, a situação irá se agravar. "Cada dia somos mais caros e menos competitivos", disse.

"Nós, os produtores de leite, estamos extremamente preocupados. Faz mais de dois anos que estamos trabalhando para a criação do fundo", disse Rodríguez. Em declarações ao jornal local El Heraldo o produtor e sindicalista acrescentou que a elevação de tarifas nos preocupa" porque cada vez que existe aumento desse tipo "o setor perde competitividade". A situação "é mais grave" para a produção de leite.

"Com a Federação Rural está sendo realizado um trabalho e na quarta-feira (hoje) será realizada uma reunião com a Federação no Parlamento para ver se podemos conseguir algo, não somente para os produtores, mas, para todo o país. Cada dia que passa somos mais caros e menos competitivos", lamentou.

Fundo de Garantia
Rodríguez lembrou que o Ministério da Pecuária "apresentou uma nova lei sobre a criação de um fundo de US$ 30 milhões, um fundo de garantia para trabalhar com o tema endividamento, para que os produtores endividados possam usá-lo, porque irá melhorar as garantias e haverá prolongamento da dívida de dois, para oito anos. Estamos de acordo com o projeto, ainda que precise de algumas mudanças, e foi o que as entidades do setor lácteos fizeram. Na semana passada estivemos na Comissão de Pecuária do Parlamento com uma demanda muito importante, e mencionamos a injustiça desse projeto porque está contemplando todos os produtores endividados, mas, os produtores que por distintas razões, seja porque venderam o capital, ou não quiseram se endividar, não serão contemplados. Nossa proposta é que estes últimos também sejam atendidos nesse fundo de garantia", concluiu. (TodoElCampo - Tradução livre: Terra Viva)


Peru: produção nacional fornecerá 100% do consumo interno de leite

A produção nacional de leite do Peru fornecerá 100% do consumo interno do país. Isso graças ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Pecuária que vem executando suas especificações, por meio da Direção Geral de Pecuária (DGGA). A Comissão Agrária do Legislativo, informou que - se este ano a produção de leite for de 1,9 milhões de toneladas - até 2021, ela aumentará para 2,7 milhões, chegando a 4,4 milhões de toneladas até 2027.

"Com este plano, buscamos converter o Peru em um país com uma produção pecuária próspera, competitiva e inserida no mercado nacional e internacional. Nossa produção de leite será capaz de abastecer adequadamente o mercado interno", enfatizou o ministro. Ele destacou que, para alcançar esse objetivo, vem sendo trabalhado a associatividade e o treinamento de produtores pecuários por meio da Serviagro, bem como, a expansão das forragens e implementação do plano de pastagens cultivadas com alfafa, o que triplicará o número de gado nas áreas altas andinas.

"Para isso, trabalhamos em coordenação com os governos locais e assinamos 239 acordos. Estamos empenhados em alcançar o desenvolvimento de uma pecuária sustentável", disse Hernandez.

Ele acrescentou que - até o fim de 2017 - o objetivo é instalar 25.500 hectares de pastagens cultivadas, enquanto em 2021 esse número aumentará para 150 mil hectares, beneficiando 187.500 famílias produtoras de gado em 21 departamentos do país. "Desta forma, ele enfatizou, será possível conseguir até 2027 uma vaca que produza 9,8 litros de leite por dia. A média atual é de 6 litros".

Ele também anunciou que o Plano Nacional de Desenvolvimento da Pecuária 2017-2027 planeja instalar cinco novas usinas de processamento nas regiões de Lima, La Libertad, Arequipa, Puno e Cajamarca, para as quais serão destinados 10 milhões de soles (US$ 3,08 milhões). A isso se adiciona o investimento de 5 milhões de soles (US$ 1,54 milhão), para a melhoria das 25 fábricas de produtos lácteos que operam em nove regiões do país, mas não em todas as suas capacidades.

Essas ações, segundo ele, resultarão em maiores rendimentos para famílias rurais. Durante seu discurso no Parlamento, ele finalmente esclareceu que o objetivo do governo é promover a produção de leite e produtos lácteos, atender a demanda doméstica e depois disso, também olhar para o mercado internacional. 

Em 11/12/17 - 1 Novo Sol Peruano = US$ 0,30862
3,23088 Novo Sol Peruano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) 
(As informações são do DiarioaHora.pe, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Fonterra reduz previsão do preço do leite

A volatilidade do mercado de lácteos levou a Fonterra a reduzir sua previsão de pagamento para a estação de 2017-18 em 35 centavos (24,26 centavos de dólar), para NZ$ 6,40 (US$ 4,43) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,53 (US$ 0,36) por quilo de leite. Supondo que o preço do leite revisado se mantenha, essa redução equivale a uma perda de renda de NZ$ 647,8 milhões (US$ 449,13 milhões), de acordo com dados de produção da DairyNZ, de 1,85 bilhão de quilos coletados para estação de 2016-17. 

Para o produtor médio ordenhando 414 vacas e produzindo 381 quilos por cabeça, a nova previsão significa que eles podem perder em NZ$ 55.206 (US$ 38.275) de renda não recebida. O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a previsão reduzida refletiu uma abordagem prudente da volatilidade, com o preço na GlobalDairyTrade do leite em pó integral caindo em quase 10% desde 1 de agosto. "Embora o resultado da arbitragem com a Danone tenha afetado nossa orientação de ganhos para a estação, isso não influenciou na nossa previsão de preço do leite ao produtor", disse Wilson.

"O que está impulsionando esta previsão é que, apesar de a demanda por produtos lácteos permanecer forte, particularmente na China, outras partes da Ásia e da América Latina, estamos vendo uma produção sólida da Europa e contínuos altos níveis de estoque de intervenção de leite em pó desnatado da UE". Wilson disse que a pressão de baixa foi compensada em parte pela menor taxa de câmbio do dólar da Nova Zelândia com relação ao dólar dos Estados Unidos. A forte posição financeira da cooperativa, os bons pedidos dos clientes e a demanda dinâmica permitiram que a empresa aumentasse os pagamentos aos produtores em janeiro em 10 centavos (6,93 centavos de dólar)/kg. O plano é manter a taxa de adiantamento até maio.

Os produtores receberão pagamentos iguais ou superiores por seu leite durante esse período do que os previstos no preço anterior do leite de NZ$ 6,75 (US$ 4,67) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite]. Este corte virá através dos pagamentos retrospectivos pagos aos produtores de junho a outubro na estação de 2018-19 em vez de nos próximos meses, devido à sua taxa de adiantamento. Como resultado de "condições climáticas desafiadoras", a cooperativa reduziu sua captação de leite em 1%, para 1,525 bilhão de quilogramas. Este é o mesmo volume da estação passada. Chris Lewis, presidente de lácteos da Federated Farmers, disse que a revisão foi decepcionante, mas não foi surpresa para os produtores.

A menor previsão de pagamento foi a segunda semana de más notícias para os produtores da Fonterra após a decisão da cooperativa de cortar 10 centavos (centavos de dólar) de seu dividendo após a decisão da arbitragem com a Danone, disse ele.

Do lado positivo, manter a taxa de adiantamento seria bem-vindo, pois os produtores enfrentam um "duplo golpe" do tempo seco previsto e o corte para a previsão do preço do leite. Lewis previu uma desaceleração na produção de leite, à medida que o clima seco se instala. "Tenho certeza de que compradores estrangeiros descobrirão que menos chuva significa menos pastagem, o que significa menos produção". Isso poderia ver uma recuperação na previsão mais tarde na estação se a demanda ultrapassasse a oferta. Embora isso possa ser compensado pela forte produção da União Europeia (UE), esses países produziram diferentes produtos lácteos para a Nova Zelândia, disse ele.

A Open Country Dairy, a segunda maior empresa de lácteos do país, também revisou sua previsão. Os fornecedores foram informados em uma carta enviada no final de novembro de que seu pagamento seria de cerca de NZ$ 6,40 (US$ 4,43) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,53 (US$ 0,36) por quilo de leite.

O economista rural sênior da ASB, Nathan Penny, disse que a nova previsão dividiu a diferença entre um consenso de mercado informal de NZ$ 6,33 (US$ 4,38) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite] e a previsão do banco de NZ$ 6,50 (US$ 4,50) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite].

Embora a Fonterra tenha errado no lado da conservação em sua previsão revisada, Penny disse que estava mais otimista e manteve sua previsão. "O clima seco da Nova Zelândia tem potencial para aumentar a pressão sobre os preços dos produtos lácteos. Na verdade, a Fonterra também reduziu sua previsão de produção 2017-18 para 2016-17, de 1% de aumento anteriormente. Da mesma forma, a demanda global é firme e a escassez global de manteiga continua. O principal fator de compensação é a produção robusta da UE". 

O economista-chefe da Westpac, Dominick Stephens, disse ter visto algum risco de alta para a previsão do banco de NZ$ 6,20 (US$ 4,29) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite] devido ao último leilão GDT e clima cada vez mais seco.  Stephens destacou que não preveriam o clima de verão ainda, mas se permanecer seco, aumentará sua própria previsão. Ele também estava preocupado com uma potencial desaceleração na economia da China no próximo ano devido às restrições ao crescimento do crédito. "Isso poderia afetar o mercado imobiliário. A última vez que aconteceu em 2015 levou a uma recessão nos preços dos produtos lácteos na Nova Zelândia".

Fonterra anuncia atualização financeira
A Fonterra também anunciou as receitas no primeiro trimestre, de NZ$ 4 bilhões (US$ 2,77 bilhões), 4% acima no mesmo período do ano passado. O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings, disse que os resultados foram esperados. A empresa iniciou o ano com um baixo estoque seguido por um segundo ano de baixas captações de leite na primavera por causa do tempo úmido.

"Isso desafiou nosso negócio de ingredientes, o qual tínhamos volumes mais baixos para vender. Como resultado, as vendas caíram em 19, para 3,6 bilhões de LMEs (equivalentes de leite líquido) em relação ao mesmo período do ano passado". O LME é uma medida da quantidade de leite em litros atribuída a cada produto que a Fonterra faz. Baseia-se na quantidade de gordura e proteína no produto em relação à quantidade de gordura e proteína encontrada no leite cru.

Spierings disse que as empresas de serviços aos clientes e de alimentos da Fonterra tiveram fortes volumes de vendas em seus mercados chinês e asiático, com queda de 3%, para 1,3 bilhão de LME no volume total, em comparação com os níveis recordes do mesmo período do ano passado. Ele esperava que o desempenho financeiro da Fonterra fosse ponderado para o segundo semestre do ano e continua confiante nas previsões do ano inteiro após revisões depois do anúncio da Danone. 

Em 13/12/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,69332 
1,44198 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do NZFarmer.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Pesquisa Trimestral do Leite 
Já estão disponíveis no SIDRA os dados da pesquisa conjuntural Pesquisa Trimestral do Leite - 3º trimestre 2017. CLIQUE AQUI para acessar. (IBGE).

Porto Alegre, 13 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.640

 

  Preços/Uruguai

O preço da tonelada de leite em pó exportado pelas indústrias de laticínios uruguaias subiu 29% em um ano. Com a cotação média de US$ 3.041 a tonelada, segundo dados estatísticos do Instituto Nacional do Leite (Inale). A análise toma como base novembro de 2016 e o mesmo mês de 2017.

Durante o ano o aumento foi de 25% para a tonelada de manteiga, 5% o leite em pó integral e 3% a tonelada de queijo, enquanto que no caso do leite em pó desnatado houve queda de 22%. Tudo isto repercutiu no faturamento total até novembro, que subiu apenas 4%. O leite em pó integral, no acumulado até novembro faturou US$ 315.926.000; o leite em pó desnatado: US$ 34.194.000; queijos: US$ 120.423.000; e manteiga: US$ 45.544.000. O total faturado com lácteos foi US$ 547.775.000, segundo os dados do Inale.

Medido em toneladas foram embarcadas no ano 98.526 toneladas de leite em pó integral; 11.845 toneladas de leite em pó desnatado; 29.558 toneladas de queijos; e 8.852 toneladas de manteiga. No acumulado até novembro de 2017 todas as vendas de todos os produtos caíram, com a maior queda registrada no leite em pó desnatado (27%), seguido pela manteiga (22%), o leite em pó integral (18%) e os queijos (14%).

Preços
O preço médio da tonelada de leite em pó integral foi de US$ 3.041; do leite em pó desnatado: US$ 2.586; dos queijos: US$ 4.064; e manteiga: US$ 5.836. Segundo os dados do Inale, em relação a dezembro do ano passado os preços que registraram melhoras foram: manteiga, queijo, e leite em pó integral. Em sentido contrário, caminharam os preços do leite em pó desnatado.
Ao comparar os preços médios recebidos pelos produtos exportados no acumulado até novembro de 2017 em relação a igual período de 2016, houve aumento de todos os produtos, na seguinte ordem: manteiga (+60%); leite em pó integral (+29%); queijos (+20%); e leite em pó desnatado (+8%).

Analisando os valores registrados no mês de novembro com os do mês anterior, o único produto que teve aumento de preço foi a manteiga, enquanto caíram as cotações de leite em pó (desnatado e integral) e dos queijos.

No mês de novembro de 2017 os preços dos queijos exportados pelas indústrias lácteas uruguaias caíram 3% em relação a outubro, ficando na média de US$ 4.064 a tonelada. Os mesmos produtos exportados pela Oceania sofreram queda de 2%, e foram vendidos a US$ 4.044 a tonelada.

Seguindo a mesma análise em relação ao leite em pó integral, no caso do Uruguai o valor foi mantido o de outubro de 2017, que teve a média de US$ 3.041 a tonelada. O mesmo produto exportado pela Oceania foi cotado a US$ 2.856 a tonelada e a Europa vendeu a US$ 3.188 a tonelada. 

Ao nível produtivo, o endividamento prossegue, mas, as fazendas continuam produzindo à espera de maiores recuperações de preços que permitam compensar a elevação dos custos de produção e fazer frente a dívidas contraídas, tanto com as instituições bancárias como com os fornecedores. (El País - Tradução Livre: Terra Viva)

RS: Água Santa realiza Seminário Regional do Leite, destaca Emater

Ações e perspectivas ligadas ao setor leiteiro pautaram a programação do Seminário Regional do Leite, realizado nesta terça-feira (12), no município de Água Santa. A promoção foi da Prefeitura, Coasa e Unibon, com apoio da Emater/RS-Ascar e demais entidades e empresas. O evento, que reuniu mais de 400 pessoas, também marca as comemorações de 30 anos de emancipação político-administrativa de Água Santa. O local foi o Ginásio Poliespertivo Aldini Virgílio Coser, onde empresas e empreendimentos fizeram uma exposição.

O assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Vilmar Fruscalso, foi um dos palestrantes e trouxe o tema Leite como negócio. Ele abordou algumas características importantes para que o produtor tenha sucesso no negócio, como por exemplo vocação e busca pelo conhecimento. Ele ressaltou ainda o que chama de autorresponsabilidade. O produtor deve fugir da busca pelo culpado, independentemente do mercado. Ou seja, ele deve agir da porteira para dentro, fazer planejamento e gestão para que o negócio dê certo, disse.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Oriberto Adami, destacou a importância do evento como palco para discussão técnica, que traz informações de qualidade aos produtores. Estamos comprometidos com esse modelo de evento, somos parceiros, pois entendemos que contribuem com o nosso foco por busca de resultados, com melhoria da qualidade de vida e geração de renda para o meio rural, falou.

Para o prefeito Jacir Miorando, o evento demonstra a importância da atividade para o município. Água Santa está de parabéns, estamos como 3º município do Estado no Idese (Índice de Desenvolvimento Socioeconômico), frisou, dando mérito a todos os envolvidos, resultado de uma comunidade unida e empreendedora, avalia.

Durante a manhã ainda teve palestra com o médico veterinário Ricardo Xavier de Rocha, com o tema Vem chegando o verão: o que fazer com minhas vacas; e outra com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, sobre o cenário atual do leite e o que esperar para 2018. Na parte da tarde, o engenheiro agrônomo Murilo Damé Pachoal falou sobre desafios e soluções na sucessão de empresas rurais familiares. (Fonte: Emater/RS)

 


Acordo UE-Mercosul

A assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), que vem sendo negociado há quase 20 anos, foi adiada, nesta terça-feira (12), para o início do próximo ano. Até ontem, a ideia dos dois blocos era anunciá-lo em Buenos Aires, no encerramento da 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), na quarta-feira (13) ou, no mais tardar, no dia 21 de dezembro, em Brasília. 

O objetivo, segundo os negociadores, era dar uma sinalização aos 164 países-membros da OMC de que os dois blocos regionais estão comprometidos com a liberalização do comércio, em um momento de ressurgimento do protecionismo em todo o mundo. Ontem, os ministros das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, e do Brasil, Aloysio Nunes, afirmaram que tudo estava sendo feito para fechar "o mais rapidamente possível" o acordo politico - primeiro passo para a implementação de medidas, reduzindo as barreiras comerciais entre os 28 países da UE e os quatro do Mercosul, integrado também pelo Paraguai e Uruguai.

Resposta europeia
Os blocos europeu e sul-americano já haviam colocado as suas ofertas na mesa. Na reunião desta terça-feira, o Mercosul deu mais um passo, ao mostrar à UE até onde poderia chegar, se o outro lado fizesse determinadas concessões. Apesar de a proposta ter sido bem acolhida, os negociadores europeus disseram que ainda não estavam prontos para dar uma resposta porque precisam de tempo para convencer o setor agrícola - que tem um peso político importante na Europa e resiste a qualquer abertura de seu mercado para produtos externos.

Segundo fontes próximas aos negociadores, a assinatura do acordo deve ocorrer no início de 2018, mas não há data marcada. A diferença agora, explicam, é que os dois lados realmente querem liberalizar o comércio entre os blocos. De acordo com essas fontes, as negociações entre Mercosul e União Europeia foram lançadas nos anos 1990 como alternativa à Alca, um projeto dos Estados Unidos de integrar as economias das Américas que fracassou. Quando a Alca deixou de existir, as negociações entre UE e Mercosul foram paralisadas e só foram retomadas em 2010.

O acordo entre Mercosul e UE afetaria 90% do comércio entre os dois blocos. Essa etapa final das negociações coincide com uma mudança na política dos Estados Unidos. Desde a sua posse, ha quase um ano, o presidente Donald Trump, há quase um ano, tem deixado claro que prefere negociações bilaterais às multilaterais, e que sua prioridade é defender os interesses norte-americanos. (Agência Brasil)


Oscar" do varejo gaúcho reconhece qualidade da Languiru

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) proporcionou uma noite que não será esquecida tão cedo por personalidades e empresas do Estado. No dia 07 de dezembro, a entidade reconheceu a excelência do trabalho desenvolvido por lideranças e organizações do varejo gaúcho, tendo por local o Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

O Prêmio Mérito Lojista foi entregue para 34 empresas agraciadas nas categorias de Alimentos, Bazar, Bebidas, Calçados, Churrascaria, Comunicação, Equipamentos, Higiene Pessoal, Material de Limpeza, Móveis, Papelaria e Serviços. Nesse seleto grupo de premiados, a Cooperativa Languiru recebeu o prêmio de cooperativa mais lembrada na Categoria Alimentos, evidenciando toda a confiança que conquistou no mercado gaúcho. A premiação foi recebida pelo presidente Dirceu Bayer, que esteve acompanhado do vice-presidente Renato Kreimeier, do diretor-administrativo Euclides Andrade, do gerente de negócios Fabiano Leonhardt, da contadora Carla Fabiana Gregory, do gerente de vendas Airton José Prediger, do gerente de varejo Robson Luís Souza e do gerente de supermercados Vitor Claus Dahmer. 

Na cerimônia, também foi entregue o prêmio QComércio nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Safira. Da mesma forma, foi entregue a condecoração Personalidade Mérito 2017 para os destaques Empresa Varejista, Comunicação, Jurídica, Dirigente Empresarial, Parlamentar, Empreendedor, Gestão Pública, Gestão Esportiva e Educandário.

Considerado o "Oscar" do varejo gaúcho, o Prêmio Mérito Lojista também foi prestigiado pelo governador do Estado, José Ivo Sartori. Outro ponto que marcou o evento foi o brinde especial à celebração dos 45 anos da FCDL-RS. (Assessoria de Imprensa Languiru)


Leite/EUA 
As Estimativas de Oferta e Demanda do USDA reduziu a previsão da produção de leite para 2017. A tendência deve continuar em 2018. A previsão de produção de leite caiu em decorrência do crescimento menor da produtividade animal. O lento crescimento da produção de leite por animal continuará em 2018, e combinado com a expectativa de baixas taxas de aumento do rebanho, a produção de leite para 2018 é prevista para ser menor. Já as projeções para importação e exportação com base na matéria gorda, em 2017 e 2018 continuam inalteradas, em relação às previsões realizadas no mês passado. Os preços para queijo, manteiga e leite seco desengordurado (NDM) devem cair em 2017, acompanhando a atual fraqueza do mercado, com a demanda lenta. De acordo com o relatório do USDA, os preços dos leites Classe III e Classe IV devem cair, tanto em 2017, como 2018, refletindo as menores cotações dos produtos lácteos. A previsão para todos os preços de leite combinados é mais baixa, saindo de US$ 17,70/cwt, [R$ 1,33/litro], para US$ 17,60/cwt, [R$ 1,32/litro], em 2017, e de US$ 17,45/cwt, [R$ 1,31/litro], para US$ 16,65/cwt, [R$ 1,25/litro]. (Fonte: Dairy Herd - Tradução livre: Terra Viva )

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