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Com o objetivo de informar os protutores de leite do Estado sobre o setor lácteo por meio de uma linguagem de fácil entendimento, a Emater realizará o 2º Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho no dia 3 de maio, em Erechim (RS). O evento, que ocorre a partir das 9h, na Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), deve reunir entre 650 a 900 pessoas, especialmente pequenos agricultores de 32 municípios da região.  
Na ocasião, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participará de debate sobre a conjuntura atual e a perspectiva da atividade leiteira. Segundo Palharini, eventos como este são uma oportunidade para conversar sobre as demandas do setor. Também participa do debate o veterinário Antonio Carlos Ferreira Zanini, coordenador de Bovinocultura da Cooperalfa, membro da Câmara Técnica do Conseleite-SC. Quem mediará o debate é o zootecnista Jaime Ries, assistente técnico estadual da Emater.
O evento também contará com palestras sobre bezerra leiteira lactante e produção de leite com simplicidade através de ordenha robótica. Além disso, será tratado sobre fertilidade, manejo, conservação do solo para alta produção de forragem e para produção de alimentos conservados. As inscrições podem ser realizadas no dia do evento, a partir das 8h, ou antecipadamente pelo link.
Foto: Karine Heller/Secom/PME

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) divulgou a prestação de contas do primeiro trimestre de 2018. De janeiro a março deste ano foram investidos R$ 764.787,16 em indenizações a produtores de leite para eliminação de bovinos positivos para tuberculose e brucelose. Integram essas indenizações os valores referentes ao pagamento de Risco Alimentar, voltado para as propriedades que tiveram que abater 100% de seu rebanho. Neste caso, o Fundesa indeniza o produtor com um valor equivalente a três meses do faturamento líquido da propriedade. 

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, reforçou que todos os bovinos devem passar por testes antes de participar de feiras, para que os animais positivos para as enfermidades não afetem os livres da doença. "A cadeia está dando velocidade à retirada desses animais", pontuou.

Na ocasião, Kerber questionou a prática de veterinários que estão enviando as amostras para serem analisadas no Paraná. Entre os motivos, estaria o fato de que os resultados ficam prontos em menos tempo do que no Estado. No Rio Grande do Sul existem dois laboratórios credenciados para o diagnóstico das enfermidades, o Instituto de Pesquisas Veterinárias Agropecuárias Desidério Finamor (IPVDF), em Eldorado do Sul, e o Laboratório de Microbiologia Veterinária (Microvet) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que recentemente teve sua metodologia acreditada e credenciada pelo Ministério da Agricultura. O novo espaço vem para dar mais agilidade ao processo de diagnóstico.

A gerente administrativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Julia Bastiani, acompanhou a reunião realizada na sede do Fundesa, em Porto Alegre. 

Foto: Leticia Szczesny

A próxima reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira será no dia 8 de maio, na cidade de Chapecó, em Santa Catarina. Na pauta dos debates está prevista a discussão de temas considerados urgentes para a produção láctea dos estados da Região Sul, entre eles a proposta de reformulação da Instrução Normativa (IN) 62. Segundo o presidente da Aliança, Ronei Volpi, a expectativa é que o Ministério da Agricultura (Mapa) dê início à Consulta Pública sobre o tema ainda na segunda quinzena de abril. A consulta, que provavelmente terá prazo de 60 dias, estará em andamento na data da reunião, que ocorrerá às 14h em local a ser definido. 

Durante o encontro, será apresentado documento que detalha as diretrizes adotadas pelo grupo perante o setor, que servirá como referência para os integrantes da Aliança. Outra pauta é o desenvolvimento de um projeto que trata do controle de doenças em bovinos leiteiros. "Precisamos pressionar o Ministério da Agricultura para que tenhamos um monitoramento mais efetivo sobre enfermidades", aponta Volpi, referindo-se à brucelose e à tuberculose bovina. O dirigente da Aliança espera a participação em peso da indústria gaúcha para a formatação desse projeto.

Quanto ao cenário do setor lácteo no Sul, Volpi considera indispensável aprofundar a análise sobre os custos de produção, retomar as exportações e prospectar as demandas do mercado internacional.

O Ministério da Agricultura (Mapa) deve colocar em consulta pública, na próxima semana, o texto de duas Instruções Normativas (INs) que pretendem trazer um novo regramento para a produção de leite no Brasil. Os textos substituem a IN 62 (antiga IN 51), que traz parâmetros importantes de qualidade do produto, como limites para a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem de Bactérias (CBT). O assunto foi apresentado nesta quarta-feira (11/4), em Brasília, em reunião com integrantes do setor produtivo, indústrias e entidades ligadas ao setor lácteo. O encontro contou com a médica veterinária e consultora em Qualidade Leticia Vieira, que representou o Sindilat/RS, e com a representante do Sispoa/RS, Milene Cé, que integra o grupo de trabalho que debateu a reformulação em Brasília. O regramento ficará em consulta por 60 dias e será publicado dentro de 180 dias.

Uma das mudanças a ser implementada é a alteração na temperatura de recepção do leite na plataforma, que passará de 10°C para 7°C, ou seja, aumentando o rigor. Outro fato importante será a manutenção dos atuais padrões de CCS e CBT (500.000 CS/ml CCS e 300.000 UFC/ml), o que era uma grande preocupação do setor. Contudo, o Mapa informou que novas avaliações desses padrões serão realizadas a cada dois anos para ir refinando parâmetros e elevando os padrões de exigência sem, contudo, adotar um calendário rígido como vinha sendo feito até então.

Na prática, o regramento da produção do leite será dividido em duas INs. A primeira destina-se a tratar de regulamentos técnicos de identidade e qualidade de leite pasteurizado e leite tipo A, por exemplo. A segunda – onde estão as maiores mudanças - abrangerá os demais processos, como captação, transporte e entrega na indústria. Neste momento, recomenda a consultora de Qualidade do Sindilat, o setor lácteo deve se debruçar sobre o texto que será publicado nos próximos dias para avaliar a possibilidade de atendimento das normas e, em caso de dificuldades, apresentar justificativas embasadas para tentar promover os ajustes necessários. Considerando que o RS já tem a Lei do Leite em vigor desde 2016 e regulamentada em 2017, acredita-se que o Estado terá mais facilidade no atendimento de alguns itens das novas normas. “A hora de debater a questão é agora”.

Aliança Láctea - A proposta de reformulação da IN 62 será alvo dos debates na reunião da Aliança Láctea, no dia 8 de maio, em Chapecó (SC). Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o assunto ganha força e deve ser debatido com afinco uma vez que os três estados da Região Sul do Brasil têm interesse em exportar sua produção. “As mudanças na IN configuram mais uma ferramenta em busca desses mercados”, frisou o executivo.

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, nomeou oficialmente nesta manhã (11/04) os novos secretários do Estado, em cerimônia na Casa da Música da Ospa, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), na Capital. As mudanças foram feitas por conta de os titulares terem deixado os cargos para concorrer nas eleições de outubro.

Para um auditório lotado, o governador alertou os novos secretários sobre a importância de seguirem trabalhando para melhorar a situação financeira do Estado, implementando as mudanças necessárias "Não aceito que 2018 seja um um paralisado. Um ano eleitoral não altera em nada o nosso papel de governar com seriedade e transparência", afirmou Sartori.

Ao agradecer os antigos integrantes do governo, Sartori citou o trabalho realizado por Ernani Polo, na Secretaria de Agricultura, e destacou o número elevado de projetos aprovados junto à Assembleia Legislativa. "As propostas foram encaminhadas por conta da unanimidade das federações, associações e organizações do setor agropecuário, nada foi feito só da nossa cabeça, foi construído junto com as entidades. Por isso, acredito que o Ernani Polo tenha sido a grande surpresa positiva do nosso governo", destacou. A pasta está sendo assumida por Odacir Klein, que pela terceira fez ocupa o cargo.

Além de Klein, tomaram posse os secretários da Casa Civil, Cleber Benvegnú; de Planejamento, Governança e Gestão, Josué Barbosa; da Fazenda, Luiz Antônio Bins (interinamente); de Comunicação, Isara Marques; do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Evandro Fontana; de Obras, Saneamento e Habitação, Sandro Boka (interinamente); da Saúde, Francisco Paz; dos Transportes, Humberto Canuso; e o secretário Extraordinário de Assessoramento Superior do Gabinete do Governador, Idenir Cecchim.

A cerimônia de posse integrou o 5º Seminário do Governo, com a temática "O futuro já começou", após a cerimônia, ocorreram, entre outras atrações, a palestra "Se o mundo mudou bem na minha vez...o que eu posso fazer agora?" e o painel "A mudança não pode parar".

Foto: Camila Silva

Para escoar a produção leiteira gaúcha e ajudar o setor a enfrentar a crise de rentabilidade que afetou produtores e indústria, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), a Federação da Agricultura do RS (Farsul) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag/RS) entregaram, nesta segunda-feira (9/4), ofício ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki. O encontro ocorreu na sede da Farsul, em Porto Alegre, na presença de entidades representativas da cadeia do leite, arroz e trigo. 
 
O documento solicita a escoamento de 50 mil toneladas de leite em pó ou o equivalente em UHT por meio de compras governamentais e pela utilização do Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) para derivados lácteos (leite em pó, UHT e queijos). Contudo, para que o PEP tenha efetividade é preciso revisão do valor mínimo fixado aos derivados lácteos pela Conab. Atualmente, o valor de tabela do leite em pó, por exemplo, é de R$ 11,90 o quilo. Para viabilizar o escoamento, é necessário equivalência ao preço da resolução 80/2017, da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, que prevê preço mínimo de R$ 13,94 o quilo do leite em pó, valor já utilizado na compra governamental realizada no segundo semestre de 2017. O documento também pede ajuste que inclua os derivados na operacionalização do PEP, uma vez que, hoje, a ferramenta destina-se unicamente ao leite cru. 
 
Durante a reunião, Novacki informou que o assunto já vem sendo abordado em Brasília, fruto da solicitação encaminhada pelo Sindilat durante a Expodireto Cotrijal, em 8 de março deste ano. No encontro, o secretário do Mapa ainda informou que é possível avançar em um livre comércio efetivo de produtos e insumos com outros países do Mercosul que permitam tornar a produção brasileira mais competitiva.  
 
Ainda pela manhã em reunião com lideranças do RS, Novacki  pontuou que o sucesso de negociações internacionais que estimulem o escoamento da produção depende de maior organização. “Para que a gente continue ocupando espaço, precisamos ser produtivos. E, para sermos produtivos, precisamos nos organizar”, concluiu. 
 
Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a compra governamental de lácteos e o PEP são fundamentais para encontrar saídas da crise do setor leiteiro nacional. “Precisamos acertar essa questão para que ela seja mais um canal operacional”, afirmou. Em concordância, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, destacou que a participação do governo é fundamental. “Queremos mais ação. A pauta existe, temos que dar a resolução a ela”, disse. 
Foto: Vitorya Paulo

A cadeia produtiva do leite do Rio Grande do Sul passa a contar com mais um endereço para a realização de testes de brucelose animal. O Estado ganha o seu segundo laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O Laboratório de Microbiologia Veterinária (Microvet) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve sua metodologia acreditada e credenciada pelo MAPA. Os primeiros testes já começaram a ser feitos com a distribuição dos reagentes.


O superintendente do MAPA no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, classificou o credenciamento como de grande importância para a sanidade animal do Estado, especialmente pelo fato de dobrar a capacidade de realização de testes contra enfermidades bovinas em uma região com grande concentração pecuária. “O local escolhido é estratégico, junto a uma das instituições mais reconhecidas do Brasil e próximo de um grande contingente de profissionais que atuam na medicina veterinária”, destaca Todeschini.


O Microvet vem para atender uma demanda reprimida na área de sanidade animal - de indústrias, propriedades e comunidade acadêmica - e se torna o segundo capacitado a realizar teste de brucelose, ao lado do Instituto de Pesquisas Veterinárias Agropecuárias Desidério Finamor (IPVDF), em Eldorado do Sul. Em todo o Brasil, são apenas 13 laboratórios credenciados para a detecção da enfermidade no rebanho. Segundo Darlan Palharini, secretário-executivo do SIndilat, o credenciamento de mais um laboratório é importante para a logística do Estado. De acordo com ele, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais realiza testes justamente por ter uma política incentivada pelo Sindilat. “Com o apoio do Fundesa, o Sindilat busca o maior número de propriedades com controle da tuberculose e brucelose. E, com essa ação, o Rio Grande do Sul se habilita a ter uma maior participação no mercado brasileiro e mundial de derivados do leite e carne”, afirma Palharini.


De acordo com Geder Paulo Herrmann, responsável técnico do Microvet, o laboratório está apto a realizar ensaios em amostras oriundas dos programas e controles oficiais em sanidade animal com escopos em teste de triagem e confirmatório para obtenção do diagnóstico. Toda a metodologia pertence ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) do Mapa.
A rapidez no diagnóstico do rebanho é uma das prioridades no Microvet. Nos testes simples, o resultado praticamente é fornecido no mesmo dia, e todos são entregues no prazo máximo de 72h. “Trata-se de um grande avanço em sanidade animal no Rio Grande do Sul, pois o projeto visa o atendimento dos animais da maioria dos produtores rurais que fornecem matéria-prima para as indústrias de leite e de carne”, afirma Herrmann.


Geder Paulo Herrmann coordena equipe do laboratório na Universidade Federal de Santa Maria 

Foto: Gabrielle Coradini 

Com o objetivo de discutir as dificuldades do setor leiteiro  e os reflexos no setor lácteo, ocorreu na tarde desta sexta-feira (6/4), em Palmeira das Missões (RS), uma reunião pública para tratar dos temas. Na ocasião, os representantes da cadeia leiteira debateram a necessidade do escoamento do produto, a baixa renda e o endividamento dos produtores, as exigências das indústrias no que diz respeito à IN 62 e ao cumprimento da lei do leite, além da importância da assistência técnica.

"Nós, do sindicato, defendemos que temos que trabalhar o escoamento. Além disso, estamos tentando operacionalizar o PEP para o setor lácteo com o apoio das outras entidades", pontuou o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palarini, que participou do encontro. Segundo ele, um dos encaminhamentos foi a definição da entrega de documento ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki, na segunda-feira (9/4), em Porto Alegre, pedindo apoio nas mudanças normativas necessárias para operacionalizar o PEP de produtos acabados, entre eles o leite em pó, o queijo e o leite UHT.

Também estiveram presentes na reunião representantes da Emater/RS, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), da Fetraf e da Associação dos Municípios da Zona de Produção (Amzop). Além disso, participaram os deputados Jerônimo Goergen, Zilá Breitenbach e Dionilso Marcon, além do prefeito de Palmeira das Missões, Eduardo Russomano.

Foto: Joel Alexandre Rubert/Seapi - Palmeira das Missões

O 6º Fórum Itinerante do Leite, previsto para ser realizado na Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem), no município de Três de Maio (RS), terá data divulgada em breve pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). O evento deve reunir representantes da cadeia leiteira para debater os desafios da mão de obra no setor ainda neste primeiro semestre. Na ocasião, também serão realizados painéis e oficinas. "É sempre um evento que traz informações essenciais para construir o futuro do setor lácteo gaúcho", ressaltou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

O Fórum Itinerante conta com o apoio do Ministério da Agricultura (Mapa), Emater, Secretaria da Agricultura (Seapi), Prefeitura de Três de Maio, Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Setrem e Sistema Farsul. Também apoiam a iniciativa Senai, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), APL Leite da Fronteira Noroeste e Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Em maio, o Brasil será declarado formalmente como território livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Para comemorar a conquista, entidades gaúchas do setor produtivo de proteína animal e representantes da área técnica de defesa sanitária reuniram-se na manhã desta quinta-feira (05/4), no gabinete da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), em Porto Alegre (RS). Lado a lado, estiveram presentes o novo secretário da pasta, Odacir Klein, e o ex-secretário Ernani Polo. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pela gerente administrativa, Júlia Bastiani.

O feito se deu após os estados do Amazonas, Roraima e Amapá serem reconhecidos como zonas livres da doença. O que se espera é que as relações internacionais se fortaleçam e que as exportações de proteína tenham ainda mais sucesso, segundo avaliação do superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Bernardo Todeschini. Agora, a expectativa é de conquistar o reconhecimento de 'Estado Livre de Aftosa sem Vacinação' até 2021. Atualmente, só Santa Catarina possui esse status sanitário. “É um trabalho construído com inspiração, ciência e muita “transpiração””, brincou, referindo-se ao esforço que os profissionais têm no trabalho de campo. “O processo não só é fundamental, como muito bonito de se ver”.

Todeschini ainda lembrou o trabalho do Fundo de Defesa Sanitária Animal do RS (Fundesa), considerado imprescindível para os avanços do setor. Presente no encontro, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou o peso que a febre aftosa impõe nas operações comerciais com outros países. Na avaliação do dirigente, a caminhada até o atual cenário se deu de forma “forte, equilibrada, exaustiva e criteriosa”. Para Kerber, “o Rio Grande do Sul tem razão de ter um momento como esse para avaliar aquilo que se fez e do que se pretende fazer”.

Coletivamente, desde os anos 1950 as entidades lutam para erradicar a aftosa e as demais doenças que atingem a cadeia de proteína. “O status sanitário não é um fator isolado. É um conjunto que precisa avançar de forma harmônica”, avaliou o deputado Ernani Polo. Nesse sentido, o ex-secretário da Agricultura lembrou que um dos fatores determinantes na história do Estado foi, justamente, a criação do Fundesa, além do esforço para alcançar a erradicação da peste suína clássica no território gaúcho, outra doença grave para o setor.

O atual desafio para o novo secretário, Odacir Klein, cuja nomeação foi publicada ainda nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, é continuar o trabalho para alcançar o status de zona livre de aftosa sem vacinação. Segundo Klein, a capacidade de diálogo entre órgãos públicos e entidades é sua maior característica. “Vamos ter essa capacidade de dialogar e defender os interesses do Estado”, concluiu. 

Foto: Bethânia Helder

Os alunos do curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) mais uma vez tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cadeia produtiva do leite e seus derivados. Na manhã desta terça-feira (03), na presença da professora do curso, Raquel Chesini, receberam a visita do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Os alunos do Campus Porto Alegre esclareceram muitas dúvidas, especialmente no que se refere aos processos de fabricação dos laticínios. Palharini respondeu aos questionamentos, apresentou números e enfatizou a importância da parceria entre a indústria e o mundo acadêmico. "Precisamos oxigenar a troca de ideias, isso é, incluir outras pessoas, entender a demanda dos consumidores e tornar cada vez mais transparente os processos de fabricação", ressaltou.

Para Raquel, uma medida indispensável que as indústrias devem adotar para sanar dúvidas do consumidor e dos profissionais que irão trabalhar com o produto final, como é o caso dos estudantes de gastronomia, é o desenvolvimento de conteúdos institucionais sobre as empresas do setor. "O acesso às fábricas não é fácil, por isso utilizo em minhas aulas peças institucionais como vídeos, para mostrar mais detalhadamente como funcionam os processos de fabricação”, comentou a professora.

Palharini reforçou o compromisso do Sindilat em seguir ampliando o debate entre produtores e consumidores e de tornar os processos de produção cada vez mais transparentes. Na aula, os alunos também tiveram a oportunidade de degustar diversos tipos de queijos oferecidos pelo Sindilat e seus associados.

Foto: Camila Silva

Nova edição da Revista Sindilat já está em circulação. A reportagem de capa reúne um time de especialistas para falar sobre as oportunidades e desafios de negócios que se abrem para os produtos brasileiros no exterior. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, são mais de 55 países em negociação ativa com o Brasil nos últimos dois anos. 
A publicação também traz notícia sobre o novo laboratório credenciado para exames de brucelose no Rio Grande do Sul e aborda projetos de sucesso executados pelo Sindilat em 2017, como o Pub do Queijo na Expointer. Além disso, a edição traz cobertura completa da festa de posse da nova diretoria do sindicato ocorrida em dezembro passado e da entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo e Destaques 2017.  
Para acessa a revista na íntegra clique em
 

Com o objetivo de discutir a cadeia produtiva do leite juntamente com produtores da região, a Cabanha Gema, de Santa Rosa, realizará o evento Manhã de Campo: A voz do Leite, no dia 7 de abril. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, participará dos debates, abordando as tratativas para avançar na integração da produção dos países do Mercosul. "É muito importante pensarmos no bloco econômico como um diferencial competitivo, como parceiros que têm muito a nos ajudar na busca de novos mercados internacionais", disse. Segundo Palharini, o Brasil precisa se equiparar ao Uruguai e Argentina em termos de competitividade e isso passa por aproximar o relacionamento.

De acordo com uma das proprietárias da cabanha Ângela Marasquin, um dos objetivos é mostrar aos produtores como se trabalha com Compost Barn e as vantagens do uso dessas grandes áreas cobertas na produtividade e conforto animal."Nós somos a primeira cabanha aqui na região com um galpão com esse sistema", pontuou. A expectativa de Marcos Freitas, também proprietário, é que cerca de 400 pessoas participem do evento.

Na ocasião, também haverá palestra da Hermanns Insumos e Equipamentos sobre sistema de ordenha. Evandro Kurtz, da Gensur Brasil Genética, falará sobre a seleção de touros adequados para sistemas de produção. A Nutretampa abordará a adequação do concentrado conforme o sistema de produção. O proprietário da cabanha, Marcos Farias, falará sobre ferramentas para o aumento da eficiência produtiva do rebanho. Além disso, a Emater apresentará dados da produção leiteira regional. O evento incia-se às 9h e será transmitido ao vivo pelo programa A voz do campo.

Representantes do setor laticinista gaúcho debateram, na reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) desta terça-feira (20/03), a exigência da Anvisa de incluir nas embalagens tarjas coloridas (verde, amarelo e vermelho) para indicar grau de adição de açúcar e sódio nos produtos. O uso dessa “sinaleira” nos alimentos busca adoção de hábitos mais saudáveis. “É um caminho pela valorização de produtos mais saudáveis e que está sendo acompanhado de perto pelo Sindilat”, pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

No encontro, o dirigente ainda detalhou agenda realizada, na semana passada, em São Paulo (SP), em que se tratou da negociação do Mercosul com a União Europeia pelo uso dos nomes Parmesão, Gruyère, Roquefort, Fontina, Gorgonzola e Grana por queijos latinos. Segundo Guerra, a posição do Conselho Nacional da Indústria de Laticínios (Conil) e do Sindilat é de não aceitar restrições. “Isso não poderá ser admitido porque nossos consumidores já estão acostumados com essa nomenclatura. O setor laticinista é sempre moeda de troca em negociações internacionais. Isso não podemos aceitar”, disse.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou relato sobre as reuniões realizadas, neste mês, com a embaixada da Argentina, em Brasília (DF). Ele reforçou a importância de aproximação com os países vizinhos e de não estabelecer uma relação apenas de enfrentamento. “Podemos nos valer de ganhos que esses mercados já tiveram, como custo de insumos mais competitivos na criação”, exemplificou.

Palharini ainda citou o trabalho realizado pelo Sindilat para articular a liberação pelo governo federal de ferramentas de comercialização efetivas que auxiliem no escoamento de leite do mercado nacional. Segundo ele, o pedido de PEP feito ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante a Expodireto, ainda está em análise. “Independentemente da ferramenta a ser utilizada, precisamos de movimento que retire leite e regule mercado”, acrescentou Palharini, alertando sobre a importância de garantir margens mínimas de lucro ao setor.

Foto: Carolina Jardine

Com o avanço da entressafra no Rio Grande do Sul, o valor de referência do leite teve recuperação, aproximando-se da casa de R$ 1,00. Segundo dados do Conseleite divulgados na manhã desta terça-feira (20/03), o projetado para março é de R$ 0,9901, 2,56% acima do R$ 0,9654 consolidado de fevereiro.  Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, registrou-se recuperação do leite UHT (6,73%) no mês. “Mesmo assim, o valor do produto ainda está abaixo de 2016 e 2017”, frisou, reforçando o momento de baixa remuneração mesmo com custos de produção praticamente estáveis nos últimos quatro meses.

O professor pontuou que o leite em pó vem ganhando força no mix de produtos fabricados no Rio Grande do Sul, saltando de 39,55% do mercado, em 2017, para 43,46% nos primeiros três meses de 2018. Por outro lado, o UHT passou de 41,94% para 35,52%. Juntos, concentram 78% da produção do RS.

O presidente do Sindilat e vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, reforçou que o leite UHT tem puxado mais forte os preços neste momento de entressafra. "Estamos entrando no período  de menor produção, o que indica que continuará subindo até pela necessidade de a indústria recuperar margens". A expectativa, diz o executivo, é que o inverno de 2018 seja de baixas temperaturas, o que deve motivar o aumento do consumo. Além disso, a retomada da economia brasileira e a volta às aulas ajudará a incentivar a demanda. “A indústria, neste ano, não fez gordura nos primeiros meses do ano, mas, agora, devemos ter uma retomada”.

Foto: Carolina Jardine 

O presidente do Conseleite, Pedrinho Signori, sugeriu a realização de uma agenda das áreas econômicas das diferentes entidades que compõem o Conseleite para debater alternativas para escoamento de excedentes do mercado que permitam equalizar os preços. O assessor da Fetag Márcio Langer argumentou que é essencial pressionar o governo por apoio ao setor e alertou sobre redução do preço do leite em pó no varejo.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a tendência é que os efeitos da entressafra no mercado sejam suavizados uma vez que os produtores têm investido mais em alimentação e nutrição dos bovinos leiteiros, o que garante captação mais constante ao longo do ano.

CAMPANHA- Durante a reunião, as entidades que integram o Conseleite ainda debateram a importância de adoção de uma campanha para divulgar a qualidade e os atributos dos produtos lácteos gaúchos. O projeto segue em debate no colegiado.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Fevereiro de 2018.

(1)    Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 62 está incluso Funrural de 2,3% a ser descontado do produtor rural

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1 IN 62, em R$ – março de 2018.

 

A importância de integração entre o setor laticinista e a universidade no desenvolvimento de novos produtos e formas de consumo foi a tônica da palestra de abertura de aula no curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) realizada na noite desta segunda-feira (19/3). O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, pontuou o avanço do interesse popular em relação à culinária, um novo mercado potencial tanto para o setor industrial quanto para os profissionais da área. Palharini realizou apresentação de dados sobre o setor e pontuou as projeções de aumento de consumo de lácteos no Brasil e no mundo. “Há um grande desafio de aproximar os elos da cadeia para fomentar novos tipos de consumo no Brasil”, disse.

A aula, ministrada pela professora Raquel Chesini, ainda teve explanação técnica sobre a produção no campo e na indústria e degustação de queijos a uma plateia atenta. O objetivo, explica ela, é mostrar aos alunos as diferenças de sabor entre os itens produzidos no Rio Grande do Sul. “Fizemos uma demonstração de queijos, dos mais suaves aos mais picantes”, ressaltou Raquel. Os rótulos foram ofertados pelo Sindilat, incluindo queijos e iogurtes de seus associados. A professora reforçou a preocupação da gastronomia no uso de itens locais, uma valorização aos alimentos fabricados no mercado gaúcho.

Darlan Palharini e a professora Raquel Chesini em aula no Campus da Unisinos em São Leopoldo. Foto: Carolina Jardine

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reuniu-se na quinta-feira (15/3) com as professoras da graduação da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) Raquel Chesini e Flávia Silva para tratar de parceria com a instituição de ensino para divulgar os processos de produção do setor laticinista. Segundo ele, é essencial mostrar aos estudantes de Gastronomia como são produzidos os produtos lácteos gaúchos. Para dar início à parceria, o Sindilat participou, nesta segunda-feira (19/03), de aula sobre cadeia produtiva de lácteos ministrada pela professora Raquel Chesini, no Campus de São Leopoldo.

Em 2017, o Sindilat e o curso de Gastronomia da Unisinos deram início a um projeto de aproximação. Em sala de aula, o chef Alexandre Reolon, da Rasip, promoveu degustação e apresentação sobre as qualidades gastronômicas de alguns queijos e derivados lácteos. Outra ação a ser fomentada com a Unisinos é a participação dos alunos durante a agenda do Pub do Queijo, projeto gastronômico que busca difundir o consumo do produto.

Foto: Carolina Jardine

Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai reúnem-se em Assunção, no Paraguai, para encontro de  chanceleres  que começa nesta sexta-feira (16/03) para alinhar uma posição oficial do Mercosul sobre a disputa internacional criada com a União Europeia (UE) a respeito do uso de nomes tradicionais de queijos. A UE reivindica que países do Mercosul deixem de usar os termos Parmesão, Gruyère, Roquefort, Fontina, Gorgonzola e Grana em seus produtos uma vez que se referem a denominações de origem de queijos típicos dos países europeus. O assunto foi debatido pelos laticínios brasileiros  na manhã desta quinta-feira (15/3) em reunião no Conselho Nacional da Indústria de Laticínios (Conil) em São Paulo (SP).

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que participou do encontro representando os laticínios gaúchos, o setor não aceita as restrições que querem ser impostas. “O setor de lácteos é sempre usado como moeda de troca nas negociações internacionais. Não iremos mais aceitar isso”, frisou.  De acordo com o executivo gaúcho, o uso dos nomes de queijos já é uma tradição no mercado brasileiro.

O Sindilat é filiado ao Conil, colegiado que reúne os diferentes sindicatos do país. O grupo também vem fortalecendo sua atuação junto à  Federación Panamericana de Lechería (Fepale) para pleitear causas conjuntas e defender interesses do Mercosul.

Ainda em SP, Guerra participou de reuniões na Viva Lácteos e ABLV e na Abiq. “O setor aqui trabalha muito harmonizado por causas coletivas”. Durante a agenda, Guerra também reforçou a importância de apoio nacional para o pedido encabeçado pelo Sindilat de PEP para o Leite. Além do leite em pó, abordou-se a necessidade de adoção da ferramenta para a comercialização de UHT.

Foto: Magone/ Istock

Em um almoço no Palácio Piratini, o Governo do Rio Grande do Sul apresentou Observatório Gaúcho da Carne (OGC), projeto anunciado na Expointer de 2017 que possibilita a ampliação de informações da produção de carne bovina do Estado. Ao longo de seis meses, as informações disponíveis desde 2010 foram cruzadas e compiladas, gerando um volume de 800 mil dados, divididos em 11 painéis compostos por gráficos que estarão disponíveis para acesso público no website.

Até então secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, que se despediu da função para concorrer a deputado, frisou a importância da unificação dos dados e mencionou a possibilidade de ampliar o método utilizado para outras cadeias produtivas do Estado, como por exemplo, a cadeia produtiva do leite. O secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, esteve presente no evento e destacou a necessidade de observar o que o OGC representará na prática. "É um bom projeto. Agora, precisamos observar como irá refletir no mercado bovino, para depois expandir para os outros setores", afirmou.

Para o governador José Ivo Sartori é inegável que o setor da pecuária é o mais importante para a economia do Rio Grande do Sul. Justamente por isso, segundo ele, é indispensável investir em tecnologias que ampliem o acesso à informações relacionadas ao setor. O Observatório é a primeira etapa para a criação da Agência Gaúcha da Carne.

Na ocasião, Sartori anunciou que Odacir Klei irá substituir Polo na Secretária de Agricultura.

Foto: Camila Silva

A 14ª Fenasul já tem data definida para acontecer: de 14 a 20 de maio. A decisão de antecipar a mostra, que tradicionalmente ocorre na última semana de maio, foi tomada na manhã desta quarta-feira (14/3), no gabinete da Secretaria da Agricultura, na presença de líderes de entidades do agronegócio gaúcho. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o secretário-executivo Darlan Palharini esteve presente na reunião, mediada pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo.

A data foi antecipada para que a Fenasul ocorra simultaneamente à Exposição da Federação Internacional de Criadores de Cavalo Crioulo (FICCC), a "Copa do Mundo" no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Segundo Polo, a unificação é o melhor caminho para trazer maior público a todos os eventos uma vez que há tamanha proximidade de data. "Mesclar os dois grandes eventos é bom para todo o setor", afirma o secretário-executivo do Sindilat, destacando que, dessa forma, poderá haver um maior engajamento e presença do público, visto que o parque sediará mais atrações.

Em conjunto na programação, também estão previstos para acontecer a Feira da Agroindústria Familiar, a Exposição Nacional da raça Devon, a Ranqueada Nacional do Texel e o Campeonato Domados do Pampa do Cavalo Árabe, entre outros ainda a serem definidos.

Também estiveram presentes na reunião desta manhã representantes da Fetag, Farsul, Gadolando, Febrac e Associação dos Criadores de Gado Jersey. Ficou agendado um novo encontro no dia 20/03 às 16h30min na sede da Farsul para tratar sobre a programação do evento.

Foto: Vitorya Paulo

Representantes do setor produtivo de proteína animal do Estado debateram, nesta terça-feira (13/03), no gabinete da Secretaria da Agricultura do RS (Seapi), possíveis modificações na lei nº 13.825, que regulamenta o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-RS). O esboço do decreto diz respeito à auditoria da adesão ao sistema pelos estabelecimentos regulamentados pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que atualmente é responsabilidade do Estado. Com a proposta, os municípios teriam autonomia nesse processo, fiscalizando as agroindústrias familiares do seu território.

Coordenador da reunião, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, iniciou a discussão afirmando que, atualmente, o sistema não tem agilidade em razão dos recursos limitados . “A falta de estrutura acaba afetando todos os níveis de fiscalização que o Estado não consegue atender”, declarou. A proposta de alteração, segundo Polo, é uma forma de buscar alternativas para aqueles que “produzem bem” e trabalham com qualidade, fazendo com que o Estado dê atenção maior à ponta final de produção, que é o que chega à mesa do consumidor.

Entre todos os pontos levantados pelas entidades, o que mais preocupa o setor lácteo neste momento é o cumprimento da Lei do Leite. É o que afirma o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, que levantou a questão durante a reunião. “Viemos fazendo um trabalho visando a sanidade e transparência ao longo desse tempo. O básico, que eu entendo, é que temos que cumprir a lei”, afirmou, destacando que possíveis mudanças não devem se sobrepor à lei estadual.

Os representantes irão avaliar posteriormente a proposta e voltarão a debatê-la em reunião com data a ser definida.

Foto: Bethânia Helder/ Divulgação assessoria de imprensa - Secretaria da Agricultura do Estado

Representantes do setor lácteo estiveram reunidos na tarde desta sexta-feira (09/3) com membros da embaixada da Argentina, em Brasília, para estreitar relação com o país, visando exportação de lácteos e importação de insumos mais baratos. Segundo o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, que esteve presente no encontro, o objetivo é trabalhar operacionalmente o Mercosul para que o Brasil, e especificamente os estados do Sul do Brasil, ganhe competitividade, promovendo melhorias no modo de produção e avanços para enxugar os custos na produção leiteira.

"Queremos trabalhar juntamente aos países vizinhos para que, além de incentivar a competitividade, possamos ter melhores preços na exportação do leite em pó e na importação de insumos da Argentina", disse Palharini, ressaltando que a ideia é estreitar o diálogo com a embaixada do país e aproveitar a expertise Argentina, que tem um consumo per capito de lácteos superior ao Brasil.

Ficou acordado que, até abril, as entidades voltarão a se reunir para alinhar ações práticas de integração Brasil-Argentina que terá a participação do embaixador da Argentina, o deputado federal Vilson Covatti Filho e de representantes de outras entidades nacionais e regionais. Recentemente, lembra Palharini, ação similar foi realizada com a embaixada do Uruguai. Segundo o representante da Argentina, Javier Dufourquet, agregado agrícola da Embaixada, seu país também tem muito a ganhar com essa integração.

Também estiveram presentes na reunião o assistente técnico da embaixada, Cristian Santiago Rondán, e representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da assessoria do deputado Wilson Covatti Filho.

Foto: Ivan Bonetti/gabinete deputado Covatti Filho

Para enfrentar a crise que vem reduzindo o preço do leite no mercado interno, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) pediu ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a adoção de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o leite em pó. A reivindicação foi entregue nesta quinta-feira (8/3) pelo vice-presidente do Sindilat, Caio Vianna, em mãos a Maggi, durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Segundo Vianna, a ferramenta permite ao governo retirar do mercado lotes expressivos de leite com investimento bem inferior a outras modalidades. Isso porque no PEP o governo subsidia apenas o frete da carga, o que a torna competitiva sem a necessidade de realizar a aquisição integral do produto.

O ofício do Sindilat solicita PEP para 50 mil toneladas com o prêmio de R$ 2 mil por tonelada. O objetivo é garantir que as empresas e cooperativas do Brasil consigam comercializar seus produtos em igualdade de condições e competitividade em relação a cargas vindas de outros países do Mercosul onde o custo de produção é menor. Com isso, espera-se assegurar preço e renda e atingir o valor de R$ 13,94 o quilo do leite em pó estabelecido pela resolução nº 80 de 13/11/2017 da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Foto: Alexandre Farina

Ocorreu na tarde desta quarta-feira (7/3), durante a Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque, mais uma reunião do Grupo de Trabalho da Proteína Animal – Leite, na casa da Ocergs na feira. Participaram do encontro diversos representantes do setor, entre eles o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e o secretário executivo da entidade, Darlan Palharini. Na ocasião, os presentes definiram que será feita uma força-tarefa para elaborar campanha que valorize a produção gaúcha de lácteos.

Durante a conversa, Guerra sugeriu a criação de um projeto estadual que siga os mesmos moldes do programa Leite Saudável, do governo federal, que presta assistência técnica aos produtores para melhorar qualidade e produtividade. Por meio desta iniciativa local, será possível estimular a competitividade da produção e ampliar as exportações. “Precisamos de um projeto neste sentido para estimular o produtor e tirar a pressão do mercado”, disse Guerra. Auditor-fiscal da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), Roberto Schroeder gostou da ideia. “Somos parceiros na superintendência para fazer este contato lá em Brasília”, afirmou.

Como medida para fomentar o setor, Palharini sugeriu a instituição de um prêmio para empresas exportadoras. “As compras governamentais não podem parar. Mas precisamos conduzir, via deputados e senadores, a criação de um prêmio exportação entre os cinco ou seis estados brasileiros que são os principais produtores e têm condições de participar”, disse.

Na reunião, também estavam presentes representantes da Fetag, Emater, Ocergs, Famurs, Embrapa e IGL, além de BRDE.

Foto: Bruna Karpinski

As perspectivas para o mercado de lácteos em 2018 foi o tema de palestra apresentada pelo agrônomo Marcelo Carvalho, CEO da Agripoint, de Piracicaba (SP), durante o 14º Fórum Estadual do Leite, realizado na manhã desta quarta-feira (7/3), durante a Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque (RS), com o apoio do Sindilat. “Vemos um cenário positivo de oferta. Tende a ser um ano mais estável, sem as flutuações que ocorreram em 2016”, projeta o especialista.

Segundo Carvalho, a demanda será um aspecto muito importante em relação ao que vai acontecer em 2018. “Vemos uma curva de recuperação bem mais intensa que 2017, com preços na média, por volta de 4% mais altos”, prevê o agrônomo, lembrando que o cenário de otimismo está atrelado a uma expectativa de recuperação do consumo e também de menor volume de importação no primeiro semestre.

“A eficiência é a base de tudo. Precisamos fazer o controle da terceira casa depois da vírgula para medir resultados. Trabalhar com indicadores é fundamental para buscar a viabilidade do nosso negócio”, avalia o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

Ao final da apresentação, o fórum contou com a participação do público presente, que lotou o auditório da feira. O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, manifestou preocupação com os impactos do inverno rigoroso na União Europeia e EUA e aproveitou para questionar até que ponto a condição climática pode influenciar o mercado brasileiro, principalmente no que diz respeito ao aumento de custos. De acordo com Carvalho, o impacto deve ser pequeno. Entretanto, o especialista pontua que o frio pode afetar os preços lá fora, fator que pode ocasionar alguma interferência aqui.

Foto: Bruna Karpinski

“A vaca tem que ser a rainha da propriedade”, afirmou o zootecnista Renato Palma Nogueira, consultor técnico em bovinos de leite de Casa Branca (SP), na primeira palestra do 14º Fórum Estadual do Leite, realizado na manhã desta quarta-feira (7/3) na Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque, com o apoio do Sindilat. O especialista falou sobre os cuidados com vacas confinadas, sistema que tem ganhado espaço na pecuária leiteira.

De acordo com Nogueira, um dos pontos mais importantes é o manejo da alimentação. “A vaca confinada precisa fazer de nove a doze refeições por dia, com 20 horas de oferta de comida por dia. Ela tem que estar livre, leve e solta para decidir que horas ela vai comer”, indica o especialista. O técnico ressaltou ainda que o segredo do sucesso é “fazer o simples bem feito”. Uma das dicas dadas pelo zootecnista diz respeito à criação de novilhas, que têm que entrar em lactação com 600 quilos de peso – se for menos, o animal produzirá menos.

O segundo convidado foi o produtor da Cotrijal Augusto Hoffstaedter, de Victor Graeff. Na atividade há 22 anos, a propriedade tem 234 animais, sendo 134 vacas em lactação em 55 hectares destinados à produção leiteira. “Sinônimo de cama boa é vaca limpa”, disse o produtor, destacando que é preciso estar atento à umidade e temperatura da cama.

Para falar sobre os desafios de um sistema de produção à base de pasto, o palestrante foi o agrônomo Wagner Beskow, pesquisador e consultor de Cruz Alta (RS). O especialista abordou o impacto da qualidade do pasto na receita bruta e também falou sobre o uso de programas para lançar os custos de produção e fazer análise financeira.

O produtor Valdir Jacoby, de Selbach (RS), também apresentou depoimento sobre o planejamento do pasto e gestão da propriedade, que está há quase 40 anos na atividade. A família destina área de 20 hectares à produção de leite. São 64 animais, sendo 30 vacas em ordenha.

Foto: Bruna Karpinski 

A pesquisa Marcas de Quem Decide, promovida pelo Jornal do Comércio e realizada pela Qualidata, destacou a força dos laticínios gaúchos na lembrança e na preferência dos consumidores do Rio Grande do Sul. A entrega da distrição a empresas referência em seus setores foi realizada em solenidade na manhã desta terça-feira (6/3), na Fiergs, em Porto Alegre. No segmento Produtos Lácteos, a Santa Clara foi a marca mais lembrada com 29,7% dos votos, um crescimento de 4,8 pontos percentuais em relação à pesquisa do ano passado, quando a empresa foi apontada por 24,9% dos entrevistados. A Piá ficou em seguida com 16% e a Elegê foi lembrada por 8,4% dos entrevistados, ocupando assim o terceiro lugar. A Santa Clara também conquistou liderança na preferência dos gaúchos com 23,7%, posição ocupada em 2017 pela cooperativa Piá, que, nesse ano, somou 17,8% dos votos e ficou na segunda colocação. Seguida da Elegê que se manteve em terceiro lugar com 6,8% da preferência dos entrevistados. Em sua 20ª edição, a pesquisa Marcas de Quem Decide ouviu mais de 400 consumidores em 47 cidades do Rio Grande do Sul.

Na categoria Queijos, a cooperativa Santa Clara também ficou em primeiro lugar tanto como marca mais lembrada quanto preferida dos gaúchos. A cooperativa de Carlos Barbosa foi citada por 37,1% dos entrevistados no quesito lembrança e 31,2% em preferência. A marca RAR se destacou, saltando do quarto lugar em lembranças e preferência dos gaúchos para segundo, totalizando 3,5% e 5,5% dos votos, respectivamente, um aumento significativo em relação ao ano passado, quando somou 1,9% dos votos para marca mais lembrada e 2,1% em marca preferida. O terceiro lugar foi ocupado pela marca Santa Rosa que somou 3,3% em lembrança e 3,1% em preferência. As demais colocações de ambas as categorias serão divulgadas pelo Jornal do Comércio no dia 26 de março.

A solenidade contou com lideranças do setor empresarial e autoridades. Estiveram presentes o governador do Estado, José Ivo Sartori, e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior. O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, marcou presença no evento e mostrou-se otimista com as projeções para o setor lácteo em 2018. “No ano passado, nós tivemos uma queda de consumo interno e ficamos sem alternativas de escoar a produção, o que ocasionou queda de preços. Agora, estamos buscando uma retomada pelo mercado internacional”, destacou.

Foto: Estefania V. Linhares/Cooperativa Santa Clara

Instituições que participam tradicionalmente na organização da Fenasul reuniram-se na manhã desta terça-feira (6/3), na Secretaria da Agricultura (Seapi), para debater a realização da feira, prevista para a segunda quinzena de maio de 2018. Além do Sindilat e da Seapi, estiveram presente representantes da Gadolando e Associação de Criadores de Gado Jersey.
O encontro foi coordenado pelo chefe de gabinete do secretário Ernani Polo, Antônio Aguiar. Uma das questões que está em debate é a data de realização da exposição. A organização também discute alternativas para garantir maior presença de animais e público no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Um novo encontro será realizado na próxima terça-feira (13/3) para alinhar outras questões ainda pendentes.Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que participou da reunião, as indústrias ainda estão alinhando a participação do sindicato na Fenasul frente à falta de recursos para investimento. "Tivemos um corte expressivo de receitas e precisamos ajustar as despesas", pontuou.


O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, participou da abertura oficial da Expodireto Cotrijal 2018 na manhã desta segunda-feira (5/3), em Não Me Toque. O dirigente representou o setor laticinista, que foi alvo de manifestações das autoridades presentes ao encontro, que tem o presidente da Cotrijal, Nei Mânica, como anfitrião. Representando o ministro Blairo Maggi, o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, pontuou que a crise vivenciada por setores como o do leite, arroz e trigo não será solucionada com medidas paliativas. A saída, garantiu ele, está na união dos setores e no planejamento de ações continuadas que permitam o desenvolvimento de longo prazo. Novacki ainda pediu às lideranças que formalizem seus pleitos ao Ministério da Agricultura.


O presidente do Sindilat reforçou o propósito de união, lembrando que o setor laticinista necessita de unidade e maior competitividade. “Precisamos trabalhar unidos, mas em busca de maior competitividade, de custos mais compatíveis com a remuneração que a atividade permite, o que é regido pelo mercado”, salientou.

Durante a solenidade de abertura, Novacki ainda enalteceu a posição do país de maior produtor de alimentos do mundo e elencou os programas federais que facilitam a vida do produtor. “O setor agrícola é muito importante para a economia do país, responsável por um em cada três empregos formais e por quase 25% do PIB brasileiro, além de quase 50% das exportações. Desde que assumimos o Ministério, temos defendido a importância do Brasil não só para os brasileiros, mas para o mundo. Se o Brasil parar ou diminuir sua produção, muita gente vai passar fome”.


O Sindicato da Indústria de Latícinios do RS (Sindilat) lamenta a morte do presidente do Conselho de Administração das empresas Randon, Sr. Raul Alsemo Randon, neste sábado (3/3) na cidade de São Paulo (SP). Aos 88 anos, foi vítima de parada cardíaca após complicações decorrentes de uma cirurgia para colocação de prótese no fêmur. Visionário, o empresário do ramo metalmecânico empreendeu no setor laticinista com maestria ao dar asas à RAR. Fez de sua paixão pelos queijos um projeto diferenciado no setor industrial, que resultou em um dos rótulos mais diferenciados já produzido em solo gaúcho: o gran formaggio, primeiro queijo tipo Grana fabricado da América Latina.

O legado de Raul Alselmo Randon deixa ao setor laticinista e a todo o empresariado gaúcho uma lição de profissionalismo, paixão e competência. Temos a certeza que o setor perde um líder nato que fará muita falta. Que sua história sirva de exemplo às novas gerações que, com certeza, conduzirão seus projetos no futuro. Nossos sentimentos à família e amigos.

O velório ocorrerá nas Capelas São José, em Caxias do Sul (RS), neste domingo (4/3) a partir das 16h. A cerimônia de despedida está prevista para ocorrer nesta segunda-feira (5/3) às 10h.

Sindicato da Indústria de Laticínios do RS

Foto: Magrão Scalco

A queda de 15% nas importações de lácteos em 2017 contribuiu para reduzir o déficit da balança comercial do setor. No período foram trazidos de outros mercados o equivalente a US$ 561,91 milhões contra US$ 658,37 milhões importados em 2016. Já a receita com as exportações de produtos lácteos caiu 34%, atingindo US$ 112,58 milhões. Assim, o déficit da balança comercial do setor, de US$ 449 milhões, representou um recuo de 7,4% na comparação com 2016.

Para o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a perda significativa do mercado da Venezuela nas exportações – em 2016 representava 48% dos embarques de lácteos brasileiros e, em 2017, passou para 15% - foi um dos fatores que afetou o desempenho das vendas externas no ano passado. Por outro lado, segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o menor volume importado ocorreu em função dos baixos preços praticados no mercado interno ao longo do ano passado. “A diminuição da renda do brasileiro levou a uma redução do consumo de lácteos, forçando os preços para baixo. Esse comportamento tornou o mercado interno mais competitivo, nivelando com preços internacionais”, explica. Também o menor volume de compras externas reduziu a oferta de produtos no mercado interno e impactou parte das exportações. “Esses fatores deixaram um segundo semestre de péssimos resultados tanto para a indústria quanto para os produtores”.

O presidente do Sindilat acredita que 2018 será de reação do setor lácteo, com a perspectiva de retomada da economia, aumento da confiança do consumidor e recomposição da renda do brasileiro, que nos últimos anos passou a priorizar as contas mais básicas e deixou de lado alguns hábitos de consumo. “A expectativa é que os lácteos sejam os primeiros a voltarem com força para a mesa dos brasileiros”, afirma o dirigente.

O campo já deu os primeiros sinais de que está pronto para atender ao aquecimento dessa demanda. Dados relativos à captação do leite no terceiro trimestre de 2017 indicam crescimento na comparação com o mesmo período de 2016. “Pela primeira vez em dois anos, os números apresentam expansão e evidenciam uma tendência positiva para o ano”, afirma Guerra.

De acordo com o IBGE, a quantidade de leite captado, considerando propriedades com inspeção federal, estadual e municipal, chegou a 6,16 bilhões de litros no terceiro trimestre de 2017, alta de 5,4% sobre o mesmo período de 2016. Na mesma base de comparação, no Rio Grande do Sul, a elevação foi de 8%, alcançando 954,18 milhões de litros, dando ao Estado a terceira colocação nacional em volume de leite captado. “O mercado, de uma forma geral, sinaliza para uma retomada, e a cadeia produtiva deve seguir fazendo o seu trabalho buscando a eficiência”, salientou Guerra.

Foto: Baibaz/istock

Dirigentes de entidades representativas da cadeia produtiva do leite reivindicaram a votação do projeto de lei 287/2017, que altera a destinação dos recursos captados pelo Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite) junto ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Marlon Santos (PDT). O pedido foi feito na manhã desta terça-feira (27/02), em reunião da qual participou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, no gabinete da presidência. Na ocasião, também estavam presentes representantes da Fetag, Farsul, Famurs, Apil, Ocergs e Conseleite, além de deputados. Embora o projeto já tivesse sido formatado e apresentado no final do ano passado ao ex-presidente da casa, Edegar Pretto (PT), o encontro teve o objetivo de buscar agilidade na tramitação da matéria a partir do conhecimento da pauta pelo novo chefe do Legislativo.

O PL refere-se, principalmente, à distribuição dos recursos do Fundoleite. Pela proposta, a nova divisão ficará da seguinte forma: 70% para assistência técnica a produtores, 20% para fomentar projetos em benefício do setor e 10% para custeio do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Na avaliação de Guerra, esta modificação proporciona condições de todas as entidades do setor acessarem os recursos do fundo.

De acordo com o secretário da Agricultura do Estado, Ernani Polo, a construção da mudança foi feita de forma harmônica entre as entidades. O presidente da casa elogiou a iniciativa, afirmando que "mobilizações como essas são necessárias", destacando que nunca na história da Assembleia houve tanta dedicação ao setor primário. A força coletiva para chegar ao consenso foi elogiada pelo presidente do Sindilat. "Fizemos um esforço muito grande pra organizar as diretrizes, com efeitos positivos que tanto o setor como o produtor merecem ter", pontuou Guerra.

Foto: Vitorya Paulo

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, apresentou a representantes do setor alimentício gaúcho as percepções do mercado asiático e relatou andamento de tratativas iniciadas em recente comitiva brasileira à Ásia durante encontro nesta quinta-feira (22/2). O grupo visitou embaixadores e investidores na Coreia do Sul, Malásia, Indonésia e Singapura. Segundo Polo, há na região um mercado gigante para as empresas brasileiras porque existe grande necessidade de alimentos. “A Coreia do Sul tem 1/3 do território do Rio Grande do Sul e 52 milhões de habitantes. Eles têm uma produção de alimentos reduzida e renda per capita elevada”, informou. Apesar do potencial existente, o secretário disse que falta prospecção de empresas brasileiras nesse mercado, principalmente em ações de marketing que agreguem maior valor aos produtos ofertados.

Ao lado do diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Evaldo Silva, Polo pontuou a importância de o Brasil assumir uma postura mais ostensiva perante esses mercados para viabilizar colocação de cortes de suínos e de aves e produtos lácteos. “Temos produtos de qualidade que muitas vezes não são mostrados. Se as empresas ficarem esperando que o mercado venha comprar será difícil. Temos que tentar ir quebrando as barreiras”, recomendou, lembrando que a Apex Brasil tem um escritório na Ásia ao mesmo tempo que a Austrália tem 65.

Presente no encontro, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reforçou a relevância que esses novos mercados devem ter para o setor lácteo para viabilizar o enfrentamento da crise e as constantes oscilações de preço do leite. “Somos um país importador, mas precisamos que o setor sinta o gosto do mercado externo. Sem dúvida, isso irá tirar pressão do mercado”, salientou. Ainda reforçou a relevância de ganhar competitividade, uma vez que a produção leiteira no Brasil tem alto custo, o que dificulta a presença de produtos brasileiros nesse mercado externo.

Guerra convidou o secretário Ernani Polo para participar de reunião de associados do Sindilat para expor as informações coletadas às indústrias. Polo frisou a relevância da união das cooperativas e empresas para atenderem de forma conjunto demandas mais amplas desses mercados.

Foto: Carolina Jardine

Entidades do setor lácteo, em conjunto com deputados estaduais, vão protocolar pedido de audiência pública com o governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, para tentar negociar um fim à crise atual da cadeia leiteira gaúcha. A decisão, considerada urgente, foi tomada na manhã desta quarta-feira (21/2), durante reunião do Grupo de Trabalho do Leite (GTL) da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS). O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, esteve presente no encontro, que foi presidido pelo deputado estadual Zé Nunes (PT).

O debate focou na grave situação em que se encontra o setor produtivo, especialmente no que se refere ao cenário formado pelos altos custos de produção,calamidade nos municípios com forte atividade leiteira e pela atividade comercial com o Mercosul. Para Palharini, os altos custos de insumos que os produtores gaúchos pagam representam uma grande dificuldade, pois não são competitivos em comparação aos produtores de outros estados e países. Além disso, de acordo com o executivo, não há equalização sanitária entre os países do Mercosul, o que deve ser levado em consideração na discussão sobre importações de leite. "Acho difícil barrar. O que devemos fazer é nos aproximarmos do Mercosul e trabalhar outras pautas", afirmou.

Em concordância, o presidente do Conseleite e secretário-geral da Fetag, Pedrinho Signori, pontuou que a suspensão das importações, determinada pelo governo federal em 2017, durou apenas 18 dias em razão da pressão de outros estados. "A força política de São Paulo, atrelada ao governo, abriu as fronteiras de novo". Signori ainda contrapôs o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Bernardo Todeschini, presente na reunião, que voltou a dizer que o órgão não encontrou evidências de triangulação de leite em pó uruguaio. "Houve, sim, triangulação. A conta não fecha", protestou Signori.

Para acompanhar as atualizações sobre o caso do leite em pó uruguaio e transmitir informações à casa, o deputado estadual Sérgio Turra (PP) foi escalado como porta-voz do Mapa. Estiveram presentes entidades como Apil, IGL, Famurs, Fetraf, entre outros.

Foto: Vitorya Paulo

O preço do leite no Rio Grande do Sul registra pequena recuperação neste início de ano. Segundo dados divulgados pelos Conseleite, nesta terça-feira (20/2) em reunião na Farsul, o valor de referência previsto para fevereiro é de R$ 0,9493, 1,98% acima do consolidado de janeiro, que fechou em R$ 0,9309. O resultado foi puxado pela elevação do leite UHT (6,03%), do queijo prato (4,33%) e do leite condensado (3,45%). O professor da UPF Eduardo Finamore pontuou que, apesar da alta, os preços de fevereiro ainda estão abaixo dos praticados em fevereiro do ano passado. “A expectativa é que os preços do UHT subam no primeiro semestre, mas ainda fiquem um pouco abaixo do parâmetro de 2017”, ressaltou.

O presidente do Conseleite, Pedrinho Signori, lembrou que a produção de leite está em entressafra no Rio Grande do Sul, processo esse que deve se acentuar nos próximos meses. “O produtor está vivendo um momento difícil”, disse, também citando a baixa rentabilidade de outras culturas.

O vice-presidente do Conseleite e presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, lembrou do impacto que a diminuição da renda da população trouxe ao setor lácteo gaúcho. “Passamos por um cenário difícil que vem desde agosto do ano passado. E, agora, ainda estamos com preços abaixo desse valor. A crise política e econômica teve um impacto muito negativo no setor”, lamentou. Segundo ele, as indústrias precisam ganhar escala de forma a se tornarem mais competitivas, movimento que precisa ser acompanhado pelos produtores.

O diretor da Farsul Jorge Rodrigues lembrou da concorrência que o Rio Grande do Sul sofre de outros estados como São Paulo e Minas Gerais. Contudo, conclamou os laticínios para que trabalhem na produção e prospecção de vendas de itens de maior valor agregado, que garantam melhor remuneração pelo leite. “Mercado existe. Há 35 países para os quais exportamos, mas temos que ser competitivos”, respondeu Guerra.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Janeiro de 2018.

Matéria-prima

Valores Projetados Janeiro /18

Valores Finais

Janeiro /18

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

1,0441

1,0705

0,0263

II – Valor de referência IN 62

0,9079

0,9309

0,0229

III – Menor valor de referência

0,8172

0,8378

0,0206

(1)    Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 62 está incluso Funrural de 2,3% a ser descontado do produtor rural

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1 IN 62, em R$ – fevereiro de 2018.

Matéria-prima

Fevereiro*/18

I – Maior valor de referência

1,0917

II – Valor de referência IN 62

0,9493

III – Menor valor de referência

0,8544

Foto: Carolina Jardine 

O prefeito e a vice-prefeita do município de Anta Gorda reuniram-se na manhã desta quarta-feira com o secretário-executivo, Darlan Palharini na sede do sindicato. No encontro, o prefeito Celso Casagrande e a vice-prefeita Madalena Gehlen Zanchin entregaram à diretoria do sindicato o convite da 7ª Festleite, tradicional evento do setor leiteiro que ocorre de 25 a 29 de abril no Parque de Eventos da cidade. A comitiva de Anta Gorda ressaltou a importância da presença e do apoio do Sindilat no evento que todos os anos promove o Simpósio do Leite em sua programação. 

As indústrias gaúchas do setor lácteo redigiram um manifesto de interesse de negociação com países da Ásia. O documento foi entregue, no dia 31 de janeiro, ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, que está em missão do governo à Coreia do Sul, Tailândia, Indonésia, Malásia, Emirados Árabes e Catar até o dia 16 de fevereiro. A ideia é que o documento chegue a líderes de Estado e tradings interessadas em produtos alimentícios. O grupo é liderado pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki.

A pretensão, explica o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, é fomentar negócios com esses países para viabilizar exportação de lácteos brasileiros a mercados do oriente.
O Sindilat entende que a exportação é o caminho da estabilidade do mercado lácteo interno no Brasil. O setor vive uma de suas piores crises de rentabilidade dos últimos anos, um cenário que foi reportado pela maioria das empresas que participou da primeira reunião de associados no dia 23 de janeiro, no Sindilat, em Porto Alegre.

Foto: istock/GOLFX

Alta tecnologia e inovação no campo serão as bases da 19° edição da Expodireto Cotrijal. Lançada na manhã dessa terça-feira (6/2), em Porto Alegre (RS), o tradicional evento representa um dos maiores do ramo do agronegócio brasileiro, com expressividade internacional. Neste ano, a feira ocorre de 05 a 09/03, em Não-Me-Toque (RS).

Uma das metas da Expodireto é dar visibilidade à agricultura familiar gaúcha, destacou o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, durante café da manhã com a imprensa no Hotel Plaza São Rafael. “Todos sabem que o agronegócio tem sido um dos tentáculos da economia desse país”. Conforme afirmou Mânica, foi o segmento que manteve a inflação baixa no último ano, contribuindo expressivamente para o desenvolvimento do Brasil.

Reiterando o otimismo com o evento, o governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, comparou a Expodireto com outras grandes feiras do país, como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e a Coopavel, em Cascavel (PR). “A Expodireto retrata aquilo que é o nosso Rio Grande: forte e aguerrido, apesar de todas as dificuldades”.

Sartori ainda chamou a atenção dos deputados presentes para o projeto de regime de recuperação fiscal, proposição encaminhada pelo Executivo para a Assembleia Legislativa, mas que nem chegou a entrar em regime de votação apesar da convocação emergencial da semana passada. “O Estado não pode ser de direita nem de esquerda. Ele precisa ser para todos”, afirmou o governador.

Presente no evento, o diretor secretário do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Angelo Sartor, lembrou que o evento se destaca como uma feira muito profissional e uma boa oportunidade para os produtores gaúchos se atualizarem. Para o representante, a cada ano, a Expodireto cresce de uma forma extraordinária. “O segmento do agronegócio está muito bem representado pela Expodireto”, afirmou.

O Sindilat estará presente na exposição, como apoiador do 14º Fórum Estadual do Leite, que ocorrerá no dia 7/03, com início às 8h30min, no Auditório Central da feira.

Foto: Vitorya Paulo

A Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) elegeu sua nova diretoria para o biênio 2018/2019 na manhã desta terça-feira (23/1), em Porto Alegre. A gestão será presidida no primeiro ano pelo secretário geral da Fetag, Pedrinho Signori, e terá o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, como vice-presidente. Em 2019, as posições se invertem. “Vivemos um momento crítico, mas esse espaço é um instrumento importante de construção da cadeia. Os problemas são nossos e estamos aqui para colaborar e construir juntos”, disse Signori, empossado no ato.

Durante a reunião, o Conseleite divulgou levantamento sobre o preço de referência do leite. Para janeiro, o valor ficou em R$ 0,9079, 1,68% abaixo do consolidado de dezembro de 2017, que fechou em R$ 0,9234. Importante lembrar que o Conseleite promoveu, em dezembro passado, ajuste na pesquisa, atualizando parâmetros de forma a considerar as mudanças tecnológicas registradas na produção nos últimos anos.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, os números refletem a sazonalidade da safra e uma pequena variação negativa de mercado. Além disso, lembra, reportam o reflexo da venda de leite ao governo dentro do Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o que impactou o valor do leite em pó no período. Para o professor da UPF Eduardo Finamore, a tendência do valor de referência da matéria-prima leite é de recuperação gradual no longo prazo.

A posição é compartilhada pelo presidente do Sindilat, uma vez que o setor entra no período de menor produção do ano, entre os meses de fevereiro e março. “O produtor está ajustando suas contas, produzindo mais para compensar o impacto da redução de preço na sua receita. Para os próximos meses, a expectativa é que o leite tenha reação, principalmente em relação ao UHT, que vem tendo seus preços achatados no varejo”, frisou Guerra. Contudo, avalia que o consumidor está mais seletivo nas compras, buscando preços menores.

Finamore ainda apresentou os dados finais do Conseleite de 2017. Segundo o levantamento realizado pela UPF, o ano de 2017 foi o pior em 12 anos para o setor lácteo gaúcho. O estudo indica que o ano fechou com queda de -7,64% no valor de referência do leite recebido pelo produtor.

Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1 LN 62, em R$ – Janeiro de 2018

Matéria-prima

Jan*/18

I – Maior valor de referência

1,0441

II – Valor de referência LN 62

0,9079

III – Menor valor de referência

0,8172

(1) Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência LN 62 está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural.

Valores da Matéria-Prima de Referência, em R$ – Dezembro de 2017 e Janeiro de 2018.

 

Matéria-prima

Dez/17

Jan*/18

Variação percentual

II – Valor de referência LN 621

0,9234

0,9079

-1,68%

Foto: Carolina Jardine

O Fundesa divulgou nesta segunda-feira (15/01) a prestação de contas de 2017. Dos R$ 7,034 milhões aplicados durante o ano, mais da metade - R$ 4,73 foram destinados à pecuária leiteira, incluindo indenizações, projetos voltados a capacitação e outras iniciativas.

Os produtores de leite receberam R$ 3,87 milhões em indenização para eliminação de 2.770 animais positivos para brucelose e tuberculose. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressalta que, ao todo, mais de 30 mil vacas leiteiras foram testadas em 2017.

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, vê como positivo o crescente acesso dos produtores às indenizações pois tal fato demonstra que há preocupação com a sanidade do rebanho. "O controle da tuberculose e da brucelose no Estado é um importante passo para continuar crescendo no mercado interno e externo", comentou Palharini.

De 2009 a 2017, o Fundesa repassou R$ 12,29 milhões em indenização a produtores de leite do Rio Grande do Sul. Tal quantia foi destinada à eliminação de 11.862 animais durante o período.

Foto: Bruna Karpinski

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) informou que o ICMS do leite UHT, por se tratar de um item da cesta básica, será de 7% sobre a saída do produto da indústria para o varejo em operações dentro do Estado. O esclarecimento foi feito na manhã desta quinta-feira (11/01), em reunião com o secretário-adjunto da Fazenda, Luis Antônio Bins, e com o auditor-fiscal Paulo Amando Cestari, sub-secretário-adjunto da Receita Estadual.

“Isso acaba impactando menos ao consumidor”, destaca o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, que participou da reunião. Na ocasião, a Sefaz explicou que a queda dos 18% previstos inicialmente para os atuais 7% deve-se à redução da base de cálculo pelo qual passa o leite UHT por ser um item da cesta básica.

Segundo Palharini, as empresas que destacaram 18% devem fazer o ajuste e comunicado para os supermercados ou atacadistas. O consultor tributário Vinícius Barth Segala, que assessorou juridicamente o Sindilat e também participou da reunião, explica que o crédito presumido, que antes era de 15%, também acompanha a redução, ficando em 5,83% sobre a saída do leite UHT da indústria para o varejo dentro do Estado. 

Confira as notas publicadas no site da Sefaz e do Governo do Estado

Em relação aos estoques dos supermercados em 31 de dezembro de 2017, quando o produto era isento de tributação, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ainda não tem uma definição sobre o crédito presumido.

Istock/VladimirFLoyd

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e seus associados lamentam o falecimento de Vitor Afonso Grings, que foi presidente da Cooperativa Piá durante 15 anos (1996-2010), nesta quinta-feira (4/1). Sempre muito espontâneo e alegre, demonstrava receptividade ao chamar cada um dos funcionários pelo nome. O velório ocorre a partir das 17 horas desta quinta-feira, na capela da localidade Linha Imperial, em Nova Petrópolis. O sepultamento será no mesmo local, às 9h30min desta sexta-feira (5/1).

Imagem: iStock/istockoatawa

Os laticínios gaúchos encerram o ano com saldo positivo de conquistas e boas perspectivas de exportação em 2018. Entre as ações capitaneadas pelo Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) ao longo de 2017, está a abertura de novos mercados para os produtos lácteos, objetivo este que será uma das prioridades do próximo ano. "Fizemos um trabalho representativo a partir das demandas solicitadas pelos associados. Em 2018, nosso foco será a exportação, entendimento este que é consenso entre os associados", afirma o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destacando que o Brasil tem a possibilidade de exportar lácteos para 45 países.

Entretanto, avalia Palharini, uma das dificuldades para acessar estes mercados está ligada ao custo de produção, que ainda está acima em termos de competitividade se comparado a outros países. Uma das bandeiras para o próximo ano será buscar junto ao governo federal algum programa de incentivo à exportação. "Entendemos que existe espaço para que sejamos mais criativos para superar este momento de crise vivido nos últimos dois anos e fugir deste cenário que pode se repetir", afirma Palharini. Um dos caminhos é a busca de parceria com países com interesses em comum, como Uruguai e Argentina.

Outra iniciativa importante que o Sindilat esteve à frente foi articulação política, juntamente com entidades de produtores e sindicatos das indústrias de SC, PR, GO e MG, para abertura de compra governamental de leite em pó e leite UHT. Para tanto, representantes dos laticínios gaúchos foram diversas vezes à Brasília negociar e pressionar o governo federal. Na ocasião, a entidade conseguiu uma linha do Banco do Brasil para formação de estoque de leite e industrialização com juros de no máximo 12% ao ano, além de prorrogação das dívidas de investimento dos produtores de leite por um ano.

Foto: iStock/ClaudioVentrella

Entre as ações desenvolvidas neste ano, destaque para a criação do Criação do Pub do Queijo, que teve sua primeira edição na Fenasul, na casa da Farsul. A consolidação do projeto ocorreu na Expointer 2017, onde milhares de pessoas puderam degustar os produtos lácteos da indústria gaúcha em espaço próprio do Sindilat. Ao longo de 2017, a entidade também consolidou o Fórum Itinerante do Leite, que começou em 2016 e neste ano expandiu para outras regiões do Estado, chegando à 5ª edição. Os próximos eventos estão programados para os dias 10 de abril de 2018, em Três de Maio, e 7 de agosto, em Passo Fundo.

Outra concretização é a aplicação de recursos advindos de crédito do PIS/COFINS em projetos de assistência técnica por meio do Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura. Além de capacitação em melhoria da qualidade do leite, melhoramento genético, educação sanitária e controle sanitário, por meio de testes de tuberculose e brucelose em animais de três mil propriedades. Com esta iniciativa, que tem como objetivo a melhoria da saúde pública, também será possível buscar a habilitação do RS para exportação de lácteos a mercados que exigem o controle dessas enfermidades.

É com tristeza que o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) recebeu, neste sábado (23/12), a notícia de falecimento do presidente da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Carlos Rivaci Sperotto. Homem de fibra que sempre esteve ao lado da produção primária gaúcha, foi um exemplo de força e determinação. Lutou pelo agronegócio dentro do Rio Grande do Sul e fora dele, sempre representando os interesses do homem do campo e do setor laticinista.

No exterior, trabalhou pela abertura de mercados e pelos direitos comerciais da produção brasileira.


O Sindilat e seus associados agradecem por toda a dedicação desse líder nato.

Descanse e paz!

Foto: Tiago Francisco / Farsul

O Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) está aguardando resposta do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a respeito de pedido formalizado, esta semana, para que os supermercados possam adquirir leite UHT ainda neste mês de dezembro e garantir que, os estoques remanescentes na virada no ano, tenham direito a crédito tributário. A reivindicação deve-se ao fato de que, a partir de 1 de janeiro de 2018, o produto passará a ser tributado em 18% de ICMS. Até lá, o leite UHT segue isento do imposto. Sem o ajuste do Confaz, cargas adquiridas antes e estocadas ficariam sem o direito de reverso tributário, onerando o varejo que não poderá fazer a compensação fiscal.

O assunto foi debatido na manhã desta sexta-feira (22/12) em áudio-conferência que contou com a participação de representantes dos setores fiscais e tributário das empresas associadas ao Sindilat. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a Secretaria da Fazenda já se mostrou favorável à medida, que prevê a tomada de crédito pelos supermercados por meio de alteração da lei 14.988.

Imagem: iStock/tavan amonratanasareegul

Foi assinado na manhã desta quinta-feira (21/12), no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS), o decreto que regulamenta a Lei 15.027, de 21 de agosto de 2017, que trata da modernização da inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal. A nova modalidade de inspeção e fiscalização dará mais velocidade ao setor de proteína animal com toda a segurança necessária para a qualidade do produto , conforme explicou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra. “A modernização da fiscalização é um marco histórico para o Rio Grande do Sul, ela possibilitará que se alavanque os negócios das nossas indústrias e fará com que o Estado cresça ainda mais”, afirmou.

Segundo o decreto, a fiscalização fica separada da inspeção sanitária e industrial, sendo que as inspeções serão feitas por médicos veterinários habilitados pelo Estado. Além disso, o texto possibilita que todo o sistema seja auditado por órgãos independentes, aumentando a capacidade da vigilância sanitária e garantindo mais qualidade ao produto para o consumidor. O governador José Ivo Sartori afirmou que esse é apenas um primeiro passo e que o trabalho que será realizado no Estado contribuirá para o seu desenvolvimento e servirá de modelo para o país. “Acredito que essas medidas vão ajudar a gerar empregos, renda e receita para o Estado”, declarou Sartori.

O ato também contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, e representantes de outras entidades civis e militares.

Foto: Felipe Lopes

A última reunião mensal dos associados em 2017 ocorreu na tarde desta terça-feira (19/12) na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), em Porto Alegre. Durante o encontro, os participantes falaram sobre qualidade do leite e discutiram sobre ações previstas para o primeiro semestre de 2018.

Na ocasião, o professor Carlos Bondan, coordenador do Serviço de Análise de Rebanho Leiteiro (Sarle) da Universidade de Passo Fundo (UPF), apresentou dados sobre coleta e análises de amostras. “Nos últimos seis anos, tivemos uma evolução fantástica na melhoria da qualidade microbiológica do leite”, afirmou Bondan, referindo-se aos índices de CBT e CPP. O avanço, explica o pesquisador, deve-se às melhorias na higiene durante a ordenha e no processo de armazenagem da matéria-prima na propriedade.

Entretanto, ainda é necessário conscientizar os produtores sobre a importância do controle leiteiro – estima-se que menos de 1% das propriedades gaúchas tem como hábito a prática, que consiste na coleta de uma amostra de leite por vaca uma vez por mês ao custo de R$ 1,60 cada. Segundo Bondan, nos países que já apresentam melhorias dos níveis de CCS, como Holanda e Canadá, 98% e 100% das propriedades, respectivamente, fazem o controle leiteiro.

“O monitoramento da qualidade, por meio do controle leiteiro, melhora a questão da competitividade”, comentou o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Na reunião mensal, os representantes da indústria também falaram sobre pleitear mudança na nomenclatura do teste de álcool etílico. O setor defende que a análise, exigida pelo Ministério da Agricultura, mapeia outros tipos de substâncias além do álcool. “Precisamos protocolar no Ministério um documento para mostrar que a presença de álcool no leite, muitas vezes, pode ser falso positivo”, disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

O argumento está fundamentado em trabalho do veterinário Cristian Nied, mestrando da UFRGS, que está pesquisando o tema. Segundo ele, a presença de álcool no leite pode ser ocasionada por desequilíbrios nutricionais do rebanho ou ainda por problemas metabólicos de animais que apresentam má qualidade fermentativa da silagem. Nied coletou amostras de 50 animais de três propriedades. A defesa do trabalho, feito a partir da avaliação de mais de mil repetições de análises, está prevista para março.

Foto: Bruna Karpinski

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite) e as entidades por ele representadas deliberaram, em reunião nesta terça-feira (19/12), na sede da Fetag, por emitir orientação aos produtores de redução de 10% na produção do Rio Grande do Sul. A decisão deve-se ao fato da falta de reação do mercado nacional, que opera a preços muito abaixo do razoável, inviabilizando a atividade de produtores e indústrias. “É consenso que a situação está péssima para o setor, tanto para a indústria quanto para o produtor”, pontuou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Presente no encontro, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, concordou.

A decisão veio na mesma reunião em que o Conseleite anunciou projeção de queda no valor de referência para dezembro. Depois de registrar aumento em novembro como reflexo da suspensão das importações de leite do Uruguai, o projetado para dezembro é de R$ 0,8369, - 3,83% abaixo do consolidado de novembro (R$ 0,8702). Segundo Guerra, que também preside o Sindilat, o resultado reflete o período de festas de fim de ano, quando o consumo de lácteos também enfrenta retração. Contudo, neste ano, a queda agrava-se devido à crise generalizada do setor e à decisão do governo de reabrir o mercado para os produtos uruguaios sem o sistema de cotas para leite em pó e queijos. Segundo o professor da UPF Marco Antonio Montoya, a queda do valor de referência foi puxada pelo leite UHT (-6,51%) e em pó (-2,31%), os dois itens mais importante na composição do mix das indústrias gaúchas.

Novo Parâmetro

No encontro, também foram aprovados novos parâmetros de cálculo para o valor de referência do leite. A atualização, que demandou dois anos de pesquisa por parte da Câmara Técnica do Conseleite (Camatec), se fez necessária em função de mudanças tecnológicas e revisão de custos de produção na indústria e nos tambos. Segundo o professor da UPF Marco Antonio Montoya, o novo levantamento atualiza parâmetros de 2005 para base 2016 e traz mudança substancial de rendimento na indústria e na participação da matéria prima (leite) em cada derivado produzido no RS. Representantes dos laticínios e dos produtores decidiram que os novos padrões entrarão em vigor em janeiro de 2018, colocando o valor de referência do RS mais alinhado com o dos estados de Santa Catarina e Paraná, que já implementaram os ajustes. A Câmara Técnica do Conseleite é formada por dois representantes da indústria e dois dos produtores, além da equipe técnica da Universidade de Passo Fundo (UPF), contratada para tabulação e análise dos dados divulgados mensalmente.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Novembro de 2017.

Matéria-prima

Valores Projetados Novembro /17

Valores Finais

Novembro /17

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

0,9951

1,0008

0,0056

II – Valor de referência

0,8653

0,8702

0,0049

III – Menor valor de referência

0,7788

0,7832

0,004

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Dezembro de 2017.

Matéria-prima

Dezembro /17 *

I – Maior valor de referência

0,9625

II – Valor de referência

0,8369

III – Menor valor de referência

0,7532

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

Foto: Carolina Jardine

 

Cooperativas gaúchas da agricultura familiar assinaram nesta sexta-feira (15/12), em Porto Alegre (RS), um termo de aquisição de leite em pó, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a distribuição na rede assistencial. A medida, formalizada em cerimônia no Palácio Piratini, foi alinhada através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com um investimento do governo federal de R$ 13,7 milhões para 31 cooperativas do Rio Grande do Sul. O investimento total do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para o país foi de R$ 17 milhões.

A compra representa mil toneladas, o que para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, não é o suficiente para tirar a pressão do mercado, mas simboliza um alento para os produtores. “A partir do momento que existe uma compra governamental que traz para as cooperativas um benefício e se consegue fazer a venda para o governo por um valor que seja, de fato, condizente e justo, porque foi a R$ 13,94 ao quilo, isso faz com que também se contribua para regular a questão de preços e fazer com que se possa beneficiar o produtor de forma direta”, afirmou. “Não importa quem está vendendo, o importante é que se tire a pressão do mercado”, frisou.

Guerra ainda apontou que as conquistas, como a compra do leite em pó, reajuste do valor do quilo do leite em pó, abertura de linhas de crédito para comercialização e industrialização com taxas máximas de 12% a.a., é uma mostra da maneira inédita da organização do setor. "Foi uma demanda iniciada pelo Sindilat e articulada com outras entidades do Estado, como Fetag, Farsul, Famurs, IGL, Secretaria da Agricultura, SDR, Casa Civil, teve o envolvimento do próprio governador, além de diversos deputados estaduais e federais, além de entidades dos estados de SC, PR, MG e GO", pontuou.

A partir de agora, o MDS repassará o valor, com um teto de até R$ 500 mil para cada cadastrada, para a Conab efetuar o pagamento às cooperativas mediante comprovação de entrega do produto, de forma imediata. O leite em pó adquirido poderá ser incluído em cestas básicas doadas para Banco de Alimentos e Ceasas, além de entidades assistenciais, como APAEs. “O Rio Grande do Sul foi o estado que mais recebeu o investimento, o que mostra a organização das cooperativas gaúchas”, afirmou o ministro Osmar Terra. Na ocasião, ele reconheceu, no entanto, que as compras não solucionam o problema de mercado e ressaltou a importância do setor para o Estado. O Rio Grande do Sul produz 4,6 bilhões de litros de leite por ano, concentra 13% da produção nacional e possui 65 mil famílias que entregam o alimento para a indústria.

Foto: Jézica Bruno

A embaixada do Uruguai no Brasil mediará tratativas para maior integração entre os países para comercialização de produtos lácteos a mercados que são de interesse comum. O encaminhamento ocorreu durante reunião entre representantes do setor e o embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio, nesta quinta-feira (14/12), em Brasília.

O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participou do encontro, que foi mediado pelo deputado Covatti Filho e também contou com representantes da CNA, OCB, Fetag, Contag, G100 e Viva Lácteos. Segundo Palharini, o embaixador se comprometeu de encaminhar o pleito para Montevidéu.

Outra pauta comum é um acordo com a União Europeia, que quer definir com o Mercosul a identificação geográfica de cada produto, medida que implicaria na mudança de nomenclatura de alguns queijos, como o parmesão e gruyère. “Há um consenso entre Brasil e Uruguai de que isto não pode ser acordado porque prejudicaria o setor nos dois países”, pontua Palharini.

Foto: Roberto Soso

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
do Estado do Rio Grande do Sul

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